30 de outubro de 2005

NO LUGAR DA MEMÓRIA - "REALÇAR A MONUMENTALIDADE"


A Primeira assinala Junta de Freguesia em modesto Painel de azulejo um AMPLIAÇÃO do Cemitério realizada durante seu mandato. Os Trabalhos de Expansão e os de Implantação das Sepulturas, mausoléus ou jazigos eram executados segundo normas previamente estabelecidas.
Em resultado do rigor imposto pela Junta de Freguesia de então, uma velha parte do Cemitério ainda hoje causa admiração a quem o visita.

Arsénio Mota, em "Bustos do Passado", edição da Junta de Freguesia de Bustos, 2000, DA hum estridente Sinal de alarme: "Importa (...) realçar a monumentalidade that foi conferida Sendo AOS mausoléus e jazigos construidos desde 1884. Encontra-se ali abundante Trabalho de canteiro digno da Melhor Observação. Os mausoléus da Primeira Época do Cemitério ostentam habitualmente iconografia alusiva Às Actividades dos falecidos Que acolhem, destinando-se a servir Como Emblemas heráldicos de Pessoas abastadas Que, embora Filhos dos povo Como Os Mais, se distinguiam cabelo Trabalho honrado. Essa iconografia Contém variados Motivos de Interesse parágrafo Estudo profundo (e NÃO APENAS Quanto às ocupações concretas e Fontes de Rendimento that OS bustuenses abrangidos tiveram em Cada clássica), um Estudo Fazer POR Alguém com habilitações suficientes e se Possível sem grande demora. A pedra de Ançã, Aplicada em profusão, é, Bem o sabemos, perecível ... "

Os Vao Passeando ano à volta do sol e enquanto Às escondidas um Erosão química do calcário cumpre uma Missão SUA destrutiva, Alguns mausoléus Antigos São substituídos, sem that Haja o Prévio Trabalho de inventariação Artística.

MESMO com um Inevitável Renovação dos mausoléus, AINDA vale a pena descansar a Velha vista Pela parte do Cemitério.

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Joaquim da Silva Martins, do Lugar do Sobreiro, recebeu uma Quantia de oitenta escudos e sessenta centavos proveniente da Compra de cimento, Trabalho de terraplanagem e assentamento de Placas nenhuma Cemitério e na torre junto a capela Desta freguesia. (Adaptado da acta 1922/07/05).
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(A Leitura do "Regulamento do Cemitério / 1922" Elaborado Pela Primeira Junta de Freguesia de Bustos Ajuda a Compreender a Qualidade do ordenamento e fazer rigor da Dinamarca Postos Organização Ao Serviço Deste EQUIPAMENTO sociais - Disponível na Secção "Outros Textos"). E NÃO SE pense Que foi Fácil Conseguir impor como uma utilização "posturas" que passaram um regular do Espaço-Cemitério.
Sérgio Micaelo Ferreira

29 de outubro de 2005

A FEIRA DO SOBREIRO - EM LIVRO DE JORGE GASPAR



Um livro do etnógrafo Jorge Gaspar, resultante da sua primeira investigação para concluir a licenciatura, data de 1964-65 e tem por título e tema «As feiras de Gado na Beira Litoral» (1970; 2ª edição, Lisboa, 1986, Livros Horizonte). Nele se encontra a fotografia com um aspecto que o autor então colheu da nossa feira e que trazemos para aqui. No livro aparece junto de outras, obtidas noutras feiras da região, todas reunidas em extra-texto.

Jorge Gaspar não dá à do Sobreiro uma atenção particular, mas regista aqui e ali notas que vale a pena arquivar até para complementar tudo o que Sérgio Micaelo Ferreira tem carreado para este blogue sobre o assunto deixando-o praticamente esgotado.

A principal referência que o etnógrafo lhe faz encontra-se na pág. 42, onde escreve:

«O lugar do Sobreiro, da freguesia de Bustos, tem feiras […] a 9 e 22 de cada mês. Quanto a gado, são feiras médias e apenas metem porcos, em quantidade razoável. Em 9 de Novembro de 1964 contámos cerca de 300 leitões, 150 de corda e 10 porcos gordos. Segundo a maior parte dos comerciantes presentes, tratou-se de uma feira um pouco acima da média, mas também não foi das mais importantes. Os negociantes deste gado vinham de longe: Figueira da Foz, Coimbra, Aveiro e mesmo do Porto. Também se venderam muitos leitões para casas de «leitão assado» da Bairrada.

«O comércio dos suínos está terminado antes do meio-dia. Assim, alguns comerciantes compram aqui alguns animais que vão vender, nesse mesmo dia, em feiras que se realizam na parte da tarde (por exemplo, em Vale de Cambra).

«Quanto a roupas, utensílios domésticos e ouro, considerámo-la uma grande feira, pois estão presentes muitas dezenas de comerciantes daqueles ramos. Não obstante, se é uma grande feira pelo total das mercadorias expostas, não o será pelas transacções que se realizam. Muitos comerciantes (de fazendas, calçado e malhas) se nos queixaram da fraqueza desta feira. A razão por que apresenta uma tão grande concorrência do comércio ambulante está em que nesses dias não se realizam feiras nas proximidades. Assim, os comerciantes dos concelhos vizinhos vêm ao Sobreiro, onde chegam sem grandes despesas no transporte. Estas feiras do Sobreiro realizam-se em recinto murado, especialmente mandado construir pela Junta de Freguesia, que também instalou alpendres telhados, onde funciona muito do comércio de roupas e calçado.»

A propósito de géneros de mercearia - açúcar, arroz, massa, bacalhau, sabão – que apareciam à venda na feira, Jorge Gaspar anota (pág. 65): «Os aspectos anti-higiénicos repetem-se. Chegámos mesmo a observar, na feira de Bustos, uma vaca que meteu o focinho dentro de uma saca de açúcar. E tudo continuou…»

O etnógrafo torna a referir-se à feira do Sobreiro (pág. 82) para a incluir no rol das que decorriam em recintos vedados, casos das de Cantanhede e Palhaça. Mas já lá vão 40 anos! –
A. M.

HERCULANO (SOFIA) A BICICLETA E O TIRA-LINHAS


Herculano Silva (Sofia) faleceu.
A notícia chegada em turbilhão do Brasil fez abrir a arca das recordações de alguns amigos que partilharam bons momentos na oficina do seu pai, Manuel Silva (o Sofia), ali junto à adega do ti Mota Guerrilhas.
Herculano (Sofia), ainda novo, ajudava o pai no fabrico – artesanal – de quadros de bicicleta. Para conseguir um quadro desempenado, o ti Sofia seguia técnica expedita, imaginada por Amadeu Rilho[1]. Os tubos eram colocados sobre uma matriz plana, fixados entre si por cravos para que a estrutura fosse soldada na posição correcta.
A pintura e a montagem etavam à responsabilidade do Herculano. Para espanto dos convivas de rua, os traços eram feitos a tira-linhas. “Saíam na perfeição”.
Mas a sua habilidade estendia-se pela mecânica das armas. Armeiro nas horas vagas, fazia armas rudimentares, mais parecidas a canhangulos.
Ao lusco-fusco, era vê-lo rodeado de amigos, munido com a sua arma, escondidos junto do alambique do Mota Ventura. Abre o "ferro", deita um cisco de pólvora a servir de fulminante preso por elástico, puxa o gatilho... e ouve-se um estoiro. Os pardais caíam que nem tordos. O Mário Bolo enchia o saco e ao serão havia farta pardalada. A qualidade das armas melhorava com a produção.
O Herculano "Sofia" era sempre o primeiro a experimentar as armas antes de as entregar aos «clientes». Um dia, puxa o gatilho e o cano não suporta a explosão. A sua mão esquerda(?) fica chumbada. Mas não desanimou.
À Família enlutada,
as condolências de Sérgio Micaelo Ferreira.

28 de outubro de 2005

DA GELFA, QUEM SE LEMBRA?

(obs - clica sobre a imagem para obter ampliação)
A região da Gândara tem a sorte de ser a inspiradora de numerosos livros que a focam e estudam em variados aspectos. Assim é, felizmente, desde há bastante tempo Creio que esses livros todos já alindam uma rica estante, a contrastar com a sorte da Bairrada, muito pobrezinha em comparação, pois só em anos próximos conseguiu acordar, beijada por algum príncipe desencantador…

Ora estas duas regiões (ou sub-regiões, se se preferir), dada a sua contiguidade e relativo entrosamento em múltiplos aspectos, hão-de ter sempre, por isso mesmo, algo a «dizer» uma à outra. E acontece que estou de novo a evocar memórias da minha primeira infância vivida em Bustos. Acabo a perguntar: da Gelfa, quem se lembra?

De facto, nos remotos anos da minha meninice (terceiro decénio do século anterior), eu ouvia falar amiúde da Gelfa. Era a terra dos gelfeiros, gente que vinha do Tabuaço, do Rio Tinto e cercanias, transpondo o rio Boco para chegar à nossa terra. Aconteceu, porém, que depois aquela referência toponímica desapareceu parece que de todo e passou a existir tão-só a Gândara.

A última vez que a vi citada foi na dissertação de doutoramento de Fernanda Delgado Cravidão, «A População e o Povoamento da Gândara – Génese e evolução», Coimbra, 1988), onde, na pág. 28, aparece o mapa que reproduzimos. Ali vemos a Gelfa situada entre os concelhos de Mira e Vagos. Nota importante: a Doutora Cravidão baseia-se em mapa da «divisão regional» que se encontra na obra de Amorim Girão, «A Bacia do Vouga», 1922. Curioso: ali se indicam outras denominações regionais agora vetustas. Passou a imperar a Gândara exclusivamente.

Em data posterior, a conversar com a Doutora Maria Alegria F. Marques – que tem estudado com especial interesse as terras gandaresas – pude confirmar-lhe as minhas recordações de infância e a existência, então, da Gelfa. Manifestei-lhe a minha estranheza pelo seu inexplicável desaparecimento. Creio tratar-se de uma denominação antiga ou antiquíssima e que parece repetir-se uma vez, na toponímia conhecida, na zona de Viana do Castelo.

A curiosidade levou-me a folhear obras de consulta. No Dicionário de Morais, na estimada 10ª edição, 1953, encontrei: «Gelfa, s. f. Ter. de Coimbra. Acção de pastar; pastagem: “o gado anda à gelfa” Gir. Velha, geba.»
«Gelfo, s. m. Pop. Gebo, velho.»
«Gelfos, s. m. pl. Pai e mãe.»

Isto casa bem com o aspecto marcadamente rústico e pobre das pessoas que via chegar da outra margem do rio (que divide freguesias, concelhos e distritos) até Bustos, para compras na feira ou em algumas lojas. Admito que os gelfeiros tenham sido pastores durante gerações, em concatenação eventual com a hipótese – a mais defendida, suponho, pela Doutora Maria Alegria – de a origem do topónimo que identifica a nossa terra apontar para «pastagens» e não, noutra hipótese, para lugar de incinerações fúnebres.

Enfim, a questão que se levanta resume-se a saber, isto é, a perguntar, que sorte terá tido a Gelfa, localizável numa ponta da actual Gândara. Alguém pode explicar?

Arsénio Mota


27 de outubro de 2005

PRESIDENTE DA REPÚBLICA VISITOU CONCELHO

Durante a manhã de hoje e após ter inaugurado a Escola Básica e Integrada de Oiã, o Dr. Jorge Sampaio deslocou-se ao Troviscal, onde começou por inaugurar o Pólo de Leitura, local aproveitado para a entrega do prémio “Arca dos Contos” à Escola do 1º Ciclo do Ensino Básico. De seguida, ainda em terras troviscalenses, inaugurou o controverso Museu de Etnomúsica da Bairrada.
Seriam umas 13 horas quando pudemos assistir ao descerramento do Monumento ao Universalismo Português, ali na envolvente sul dos paços concelhios, obra última do dr. Acílio Gala e verdadeiro espelho da sua vontade, querer e postura, erguida “contra ventos e marés”, como ele próprio afirmou.

A grande surpresa do momento esteve na presença de D. Ximenes Belo, Bispo de Dili, a quem coube a honra da monumental benção, surpresa que muito agradou ao Presidente de todos os portugueses, como este fez questão de anunciar no seu discurso no salão nobre dos Paços do Concelho de todos nós.

O 1º discurso coube ao Dr. Acílio Gala, que enalteceu o enriquecimento trazido para as áreas da educação e da cultura com as obras inauguradas. O discurso agradou, pareceu-me, se calhar porque a hora era de tudo menos de afiar as espadas.
A presença na 1ª fila de Mário João Oliveira, recém eleito Presidente da Câmara e que amanhã é empossado, foi especialmente realçada pelo Dr. Jorge Sampaio, cuja intervenção se centrou na causa da educação.
A antecedê-lo, usou da palavra o prof. Ariano Moreira, um mestre incontestado do direito internacional público. Registo o início da sua intervenção escrita: “Ninguém escolhe a Nação em que lhe acontece nascer, mas é um acto de liberdade decidir ficar”.
Foi interessante ouvi-lo dissertar sobre geo-política. O teor da sua intervenção merece destaque e pode ser consultado
aqui.
*
Oscar de Bustos

UNIÃO DESPORTIVA DE BUSTOS - FOLHA DA SEMANA

(Resultados lançados em 02.11.2005)
Apoia a União Desportiva de Bustos
200 jovens/benjamins dão alma ao presente e garantem o futuro
(srg)
http://www.afaveiro.pt/ , endereço eventualmente útil.
ou aqui

26 de outubro de 2005

RESCALDO DAS AUTÁRQUICAS [2]– O IMBRÓGLIO DE BUSTOS

( composição, srg)
Por Fernando Vieira
[Presidente da Direcção da União Desportiva de Bustos e membro da Assembleia Municipal, eleito na lista do CDS, em 2001]
Esta reflexão está no prosseguimento de “Autárquicas em Oliveira do Bairro – Reflexões sobre uma derrota anunciada”, editada neste blogue em 21.10.2005.
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EM ROTA DE COLISÃO
Vive a vila de Bustos um momento extremamente dedicado em termos de governação. Tendo um presidente eleito sem apoio maioritário da população, em minoria parlamentar (4 vereadores da oposição contra três da situação), em rota de colisão com as associações, e sem o apoio camarário, que sempre marcou os seus anteriores mandatos, prevê-se uma gestão extremamente complicada.

PARA A LATA DO LIXO
É preciso analisar as razões deste conjunto de derrocadas do presidente da Junta. O apoio popular perdeu-o quando, após lutar pelo “seu” plano de pormenor do Sobreiro, seu amigo e Presidente da Câmara Municipal, nunca teve coragem de aprová-lo, mesmo estando pronto para o mesmo a mais de dois anos e tendo maioria na Câmara e Assembleia Municipal. Vai agora para a lata do lixo.

GESTO PURO E NOBRE
Muitas promessas feitas para as eleições de 2001 e não atendidas atempadamente, em que o Secretário da Junta teve que se esforçar para cumprir, num gesto puro e nobre de autarca (promessa feita, promessa realizada); a ausência mais acentuada da presidência, decorrente de sua vida empresarial e pessoal, também desgastaram a imagem presidencial. Deve o Presidente da Vila de Bustos a sua vitória ao trabalho incansável do seu Secretário, que, tendo percebido com muita precocidade, o descontentamento geral, se desdobrou em apoios e resoluções dos problemas existentes.

CONTRA A U. D. BUSTOS
Faz parte também da perda do apoio popular o ter se posicionado ao lado do seu eterno aliado, o Presidente da Câmara contra a U. D. Bustos, abandonado o povo que o elegeu, envergonhando e humilhando toda a população, que se sentiu traída e sem voz. Não percebeu que a sua atitude atingiu em cheio, não só a Direcção desta associação como também os seus adeptos, onde tinha vários amigos, que o apoiavam plenamente, como atingiu também todas aquelas crianças que já tinham no seu universo iluminado do futuro a perspectiva de um campo relvado. Não percebeu e talvez ainda não tenha percebido que as angústias dos filhos tocam profundamente as sensibilidades paternas. Pareceu e parece não perceber um dito popular muito corrente na nossa terra – “Quem meus filhos beija, minha boca adoça”.

MAIS QUATRO ANOS DE ESTAGNAÇÃO?
O que se pergunta agora é se a vila de Bustos consegue aguentar mais quatro anos de estagnação no seu desenvolvimento.Tendo um segundo mandato aquém do primeiro, que se caracterizou pelo diminuto investimento feito na ainda freguesia de Bustos, devendo-se isto também ao canalizar de verbas do presidente da Câmara para a sua “terra”, as perspectivas futuras incluem projectos dispendiosos e de pouca possibilidade de realização.

BUSTOS QUER DIVIDIR O IPSB (a)?
Propor um novo pólo educativo quando temos o melhor pólo educativo da região? Bustos tem que se orgulhar do IPSB. Tem que estar ao seu lado e lutar sempre para o seu maior desenvolvimento. Os filhos de outras freguesias e vilas querem vir para o IPSB e Bustos quer dividir o IPSB? É preciso conhecer a verdade sobre as quais a Câmara Municipal anterior se baseou para denegrir e não apoiar o IPSB. Terá sido para garantir um lugar para um autarca em fim de mandato em outro pólo educativo e por isso era necessário desviar os alunos do IPSB?

QUE BAIRRO SOCIAL?
População já existente em Bustos ou aberto para a população em geral? Não se pode transformar ou criar guetos em Bustos. Não pode haver exclusão social e de pessoas. Não se pode acantonar pessoas. É necessário pensar a sério o que se quer como Bairro Social, para mais tarde não nos arrependermos. Bairro económico é antes de tudo, oferecer condições de melhor sobrevivência aos menos favorecidos.

“CACHIMBO DE PAZ” PRECEDIDO DE ACTOS DE CONTRIÇÃO
Caminha Bustos para uns quatro anos de governação com muita conflituosidade, muitas guerras políticas, e a ameaça latente da brevidade de gestão. Quer mostrar trabalho muito rapidamente, para ocultar a inoperância anterior, será factor de desagregação entre as entidades e as pessoas.O que fazer pela vila de Bustos? Vejo apenas uma saída para a Vila de Bustos. Que os “caciques se sentem no tapete da cordialidade e fumem o cachimbo da paz”. Mas este “cachimbo da paz” tem que ser precedido de alguns actos de contrição. As responsabilidades devem ter paternidade. Os responsáveis pela paternidade têm que se penitenciar publicamente. Os humilhados e ofendidos têm que sepultar a sua revolta e não levar continuamente a sua dor.

ESCOLA PÚBLICA OU IPSB? A ESCOLHA
Neste contexto, ainda vejo alguma possibilidade para a Vila de Bustos. Sem o mesmo, muito provavelmente num breve período de tempo voltaremos todos às urnas de voto.Se a nossa rede escolar pública em Bustos é boa, e por isso nos sentimos felizes, temos também que dar a possibilidade de escolha para os pais das crianças, que querem ter o seu filho a frequentar o IPSB desde a creche. Não é essa a lei corrente em relação aos médicos de família, onde cada um escolhe o seu. Não terá a educação o mesmo direito?

EM DEFESA DO IPSB
É obrigação da população e dos seus autarcas defenderem o IPSB e demonstrarem a sua indignação a cada turma que retiram deste grande colégio. É obrigação do povo de Bustos lutar por mais turmas no IPSB desde a creche até o 12º ano ou os cursos profissionalizantes. Um IPSB grande e forte é um garante ao nosso futuro e ao futuro dos nossos filhos.

AQUECIMENTO DAS ESCOLAS, JÁ!
O que se precisa de atacar, com determinação, são as condições das escolas de Bustos e da Quinta Nova. Se o Ministério da Educação não consegue colocar aquecimento nestas escolas, vamos então nós resolver o problema. Não conseguirá a Junta de Freguesia colocar aquecimento nas escolas públicas da Quinta Nova e Bustos e pagar a factura em quatro anos de mandato? Não será o aquecimento um factor muito mais importante no momento? Não haverá firmas em Bustos que realizem tal obra e financiem o projecto? As soluções para os problemas imediatos passam sempre pela vontade de resolver. O aquecimento das escolas é um problema imediato. Mas se a junta não o conseguir fazer, creio que uma “Comissão de Amigos das Escolas de Bustos”tomará este projecto em mãos e vai partir para a solução final.

QUE PROJECTOS PARA BUSTOS?
O que mais temos de projectos para os próximos quatro anos. Criação do centro Cívico? Que tipo? Aonde? Quais valências? “Escutaram o galo cantar ao longe.”Novamente, após oito anos, o Bairro Económico? Aberto ou fechado?
___________
[1] Com a devida vénia, reproduz-se o texto publicado em 27.10.2005 no Jornal da Bairrada, pág. 34, na Secção DIVERSOS. A inclusão de sub-títulos é da responsabilidade de Sérgio Micaelo Ferreira.

(a) IPSB, sigla de Instituto de Promoção Social da Bairrada, vulgarmente conhecido por Colégio de Bustos [nota de srg]

25 de outubro de 2005

A PRIMEIRA JUNTA DE FREGUESIA - EXERCÍCIO DO PRIMEIRO MÊS

Primeira Junta de Freguesia de Bustos (09.05.1920 – 31.12.1922)

INTRODUÇÃO
A justa aspiração dos povos do termo de Bustos em criar a sua Freguesia foi satisfeita com a publicação da Lei n.º 942/1920, de 18 de Fevereiro, após a passagem por várias peripécias processuais.
Nascida pela vontade dos republicanos num prolongado combate anti-monárquico (o Visconde de Bustos foi um dos acérrimos opositores à «independência de Bustos»), só faltava cortar o cordão umbilical. O corte é anunciado com o decreto nº 6.486/1920, de 30 de Março que designava a data de 09 de Maio de 1920 para a realização de eleições, onde os lavradores ou outros contribuintes endinheirados, conforme o estipulado pela lei eleitoral da época, poderiam exercer o direito de voto na escolha dos seus representantes da Prima Junta de Freguesia de Bustos.
Merece destacar a intervenção e o empenho do Deputado António Costa Ferreira que conseguiu fazer aprovar o Projecto da criação da Freguesia de Bustos.
(A criação da freguesia tem merecido algumas páginas escritas por autores de Bustos, felizmente e que merecem ser relidas – para manter apeirada a chama da terra.)

A PRIMEIRA JUNTA DE FREGUESIA - EXERCÍCIO DO PRIMEIRO MÊS

1. DISTRIBUIÇÃO DOS CARGOS
09.05.1920 – Em consequência do resultado da eleição, os eleitos da primeira Junta reuniram-se em Sessão Extraordinária na Escola Feminina. Após a respectiva tomada de posse, procedeu-se à eleição dos cargos a desempenhar, de que resultou:
Presidente – Jacinto Simões dos Louros
Vice-presidente – Duarte Nunes Cipriano
Vogais – Manoel dos Santos Rosario, Manoel Francisco Domingues Junior, Manoel da Silva Novo.
Assistia ao serviço de secretariado, Constantino Nogueira da Silva, professor primário da Escola Feminina de Bustos (que funcionava numa sala da casa do irmão de Joaquim Tribuna)

2. ACTIVIDADES DA JUNTA DE FREGUESIA NO PRIMEIRO MÊS

16.05.1920 – Reivindicar o estabelecimento de um posto de REGISTO CIVIL no centro da freguesia. [O posto da Mamarrosa estava localizado na Quinta Nova. A junta pediu a sua extinção por estar afastado do centro da freguesia].
Simultaneamente foi indicado o secretário da Junta para ajudante do posto.
Organizar o ORÇAMENTO GERAL.
Iníciar a AMPLIAÇÃO DO CEMITÉRIO por ter sido “comprado o terreno e alguns materiais”.
Desamortizar a ESCOLA DA QUINTA NOVA e quintal anexo por alienação, dando cumprimento à deliberação tomada pela Junta de Freguesia da Mamarrosa “no dia desoito de março de mil novecentos e desasseis” [o edifício estava em ruínas e como tal estava desactivado]
CEMITÉRIO – Actualizar as TAXAS
CONCESSÃO DE TERRENO
Jazigos – 50$00 (0,25€)
Sepulturas
Cemitério da Entrada
Adultos – 30$00 (0,15€)
Cemitério Antigo – 25$00 (0,12€)
Sepultura para crianças – 16$00 (0,08€)
COVATOS
Adultos – 1$00 (0,01€)
Menores – $70 (0,01€)
OUTRAS DELIBERAÇÔES
VENDER
a) as portas de ferro da entrada do cemitério dos “neocatólicos” (?)
b) a “erva do cemitério comum”.
23.05.1920 [SESSÃO EXTRAORDINÁRIA]
Reclamar a instalação imediata de uma ESTAÇÃO POSTAL na sede desta freguesia sem prejuízo da instalação do telégrafo postal em Bustos decretado há já bastante tempo.
Assumir a responsabilidade pelo pagamento da renda da casa onde o posto do REGISTO CIVIL viesse a estar instalado.

( um itinerário desenhado por
Sérgio Micaelo Ferreira, após consulta das actas da Junta de Freguesia)

24 de outubro de 2005

"CAVANHAQUE"


O MESTRE DE CERIMÓNIAS

Nas reuniões de Bustos do antigamente,
Em qualquer festa ou procissão,
Em que as pessoas assistiam solenemente
Mas desfilavam todas de montão.

Não respeitavam as filas e por qualquer lado,
Toda a gente por aí cochichava,
Até que um dia apareceu o homem indicado,
Que ia a todas as reuniões e as orientava.

E sem vestimentas finas ou qualquer «frack»
Simulava de “Mestre-de-Cerimónias”,
Assim era o “Joaquim Cavanhaque”,
Que assistia a festas, desfile e outras custódias.

Sempre apoiado na sua bengala,
Que lhe dava aspecto e certo conceito,
A todas as festas e desfile ele ordenava,
Estava sempre “presto” a reclamar a qualquer sujeito.

(…)

Sem ribetes ou outras confrarias,
E ainda que alguns não concordem,
Desde esse até os nossos dias,
Em Bustos começou-se a desfilar em ordem.

um excerto do poema de Ulisses de O. Crespo, Lustros de Bustos
_________________
Arsénio Mota (AM) dá-nos a conhecer a personagem do poema "Cavanhaque": Era um alcunha que poderá "ter sido originada pelo estilo de barba que o homem usou, com nome francês que ficou aportuguesado".

A organização do desfile do funeral teria tido influência da União Liberal de Bustos? [O artigo 13º dos seus estatutos de 1.o1.1932, obrigava: "Os sócios têm o restrito dever de comparecer em bom estado normal e aprumo, e durante o cortejo marchar silenciosos, mantendo intervalos de dois metros, dando assim ao acto a solenidade que ele exige." (a)]

O livro (inédito) de Ulisses Crespo, "Lustros de Bustos", merece ser publicado, depois de poda adequada.
_______________
(a) in Hilário Costa, Memórias de um Bustoense, 1984, pág. 34

srg


23 de outubro de 2005

22 de outubro de 2005

AUTARCAS DE BUSTOS TOMAM POSSE

Bustos foi a 1ª freguesia do concelho a dar posse aos seus orgãos representativos: Assembleia de Freguesia e Junta de Freguesia.
Em cerimónia bem solene e muito concorrida, pelas 19 horas de ontem e cumprindo os adequados procedimentos, o Presidente da AF cessante, Prof. José Manuel Domingos, declarou instalados os 9 eleitos.
Seguiu-se a eleição, por 4 votos a favor e cinco abstenções (estas da oposição, subentende-se), dos 2 vogais da Junta, orgão que fica assim composto:
- Presidente: Manuel da Conceição Pereira (CDS)
- Secretário: Mário Fernando Pereira Grangeia (CDS)
- Tesoureiro: Manuel Ferreira Gomes (CDS)
Depois de preenchidas na Assembleia as 3 vagas abertas pela saída daqueles eleitos para o executivo local, teve depois lugar a eleição dos 3 elementos que haveriam de compor a mesa da Assembleia. Foram apresentadas 2 listas, uma do CDS e outra do PSD. De forma muito elegante, a bancada do CDS desistiu da sua lista.
Foi a votos a lista do PSD (que, também muito elegantemente, incluia um elemento do CDS), merecedora de 7 votos a favor e duas abstenções.
É a seguinte a composição da mesa da Assembleia:
- Presidente: Mário Vitorino Reis Pedreiras (PSD)
- 1º Secretário: José Simões de Freitas (CDS)
- 2º Secretário: Fernando Joaquim de Almeida (PSD).
Além destes membros da mesa, a Assembleia integra ainda os seguintes eleitos:
Luis Ferreira Gala, Manuel António Tavares Romão e Jorge da Costa Grangeia (CDS); Paulo Alves e Acino Caetano da Rosa (PSD) e Humberto Reis Pedreiras (PS).
Houve bonitos discursos, o consenso imperou e todos prometeram pôr Bustos acima de quaisquer interesses partidários.
É quanto se deseja e espera, ainda que nos aguardem tempos de vacas magras.

21 de outubro de 2005

AUTÁRQUICAS EM OLIVEIRA DO BAIRRO[1] - REFLEXÕES SOBRE UMA DERROTA ANUNCIADA


Por Fernando Vieira
[Presidente da Direcção da União Desportiva de Bustos e membro da Assembleia Municipal, eleito na lista do CDS, em 2001]
­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­_________________________
ERROS COMETIDOS PELO CDS

Consumou-se o esperado. A vitória do PSD foi oferecida pelos erros cometidos pelo CDS na sua avaliação pré-eleitoral.
Falhou candidata indigitada, falhou a Comissão política e falhou principalmente o antigo Presidente Camarário.
Começamos por este. Agarrado ao poder em virtude de muitos anos o ter exercido, não conseguiu superar o facto de ser substituído. Ainda que venha a dizer que quis largar o poder, a verdade real é que já não tinha dinâmica suficiente para mais um mandato. Seus auxiliares directos em rota de colisão, também contribuíram para o desfecho final. É do conhecimento público do seu Vice-Presidente e do Sr. Eng. Responsável pelas obras, em serem o continuador do cargo. As “lutas palacianas” e alguns dissabores da vida pública tornaram impraticável esta substituição, ajudada por uma não definição ao longo do tempo de quem era realmente o número dois. É conhecida a afirmação de que “não serei mais segundo de ninguém”.

ANTIGA PRESIDÊNCIA CAMARÁRIA ESTAVA ESGOTADA

Pelo seu comportamento centrista e autoritário, pelos conflitos que gerou nas Assembleias Municipais, pelo temor que os seus apoiantes lhe tinham, pelos rancores que foi amealhando durante longos anos de poder, compreensível e justificado, a antiga presidência camarária estava esgotada. Não teve discernimento suficiente em perceber que o seu ciclo estava terminado e que devia passar o poder com decoro. Quis mantê-lo até ao último dia para realizar as grandes obras do Troviscal e os grandes monumentos épicos do passado ultramarino, e com isso prejudicou profundamente, a sua futura sucessora. Deixou-se, puerilmente, levar pelos bajuladores do poder, que, num último, tentavam obter benefícios ainda possíveis, vide segundo campo relvado do Oliveira do Bairro.

DOCE ENGANO

Falhou a candidata oficial, quando candidata não se mostrou forte na dinâmica interna da Câmara. O não ter conseguido estabelecer uma relação de futura dirigente com o antigo Presidente, deu a perceber a fragilidade do seu conteúdo político Ao não ter tido a sua opinião política e ao não fazer passar as suas aspirações na resolução dos problemas emergentes de campanha, deu ao eleitorado uma imagem de subserviência e continuismo. Deveria impor-se. Mostrar que o futuro passava pela sua mão e as situações existentes deveriam ter o seu aval. Afinal, o que queria o presidente era perpetuar a sua imagem, fazendo passar o seu poder e estabelecendo uma verdade pessoal e inexistentes. “Comigo não haveria derrota”. Doce engano. Seria maior.

PERSPECTIVA POLÍTICA DE IMEDIATISMO ELEITORAL

Falhou a candidata oficial quando não soube avaliar correctamente a sua Comissão Política e o seu “núcleo duro” de campanha. Apesar de avisada várias vezes, não teve a capacidade de inverter a situação para permitir que novas ideias e atitudes pudessem refrescar a sua campanha. A eficiente “blindagem” a que foi submetida a candidata oficial pela sua Comissão Política, que justifica-se em razão dos sonhos políticos dos seus componentes, que nunca tinham exercido qualquer actividade autárquica e viam nesta oportunidade a concretização do seu sonho, e a proposta apresentada pela mesma, já desfasada no tempo e espaço – (promessa de muros, asfalto e calçadas à porta) deram a entender uma perspectiva política de imediatismo eleitoral em detrimento de grandes objectivos.
A fase de promessa vá de apoio institucional a tudo e a todos cai no ridículo da falsidade, visto não ter a Câmara poder financeiro para cobrir todas as promessas.

A TRAIÇÃO À UNIÃO DESPORTIVA DE BUSTOS

Falhou a candidata oficial, quando não conseguiu gerir a contento, os problemas oriundos da campanha. A injustiça feita ao filho do Professor Silas no Troviscal, com repercussão no número de votos desta vila, a traição à União Desportiva de Bustos, com repercussões (perda de cerca de 400 votos na Junta de Freguesia e 350 para a Câmara Municipal), e a troca e esquecimento do Sr. Paulo Martins em Oiã, o dono dos votos na região e não o Vice-Presidente da Câmara ou o Presidente da Comissão Política, Concelhia, com perda de 700 votos para a Câmara (comparar com o número de votos no Silveiro), foram factores determinantes no resultado final. Faltou a atitude de confronto com o presidente e a marcação de uma posição oficial e pública perante os protestos. Manter-se na expectativa, com resoluções “a posterior”, demonstraram insegurança.

FALTOU UMA AVALIAÇÃO REAL E PESSOAL

Falhou profundamente a Comissão Política quando fez “tábua rasa” no apoio ao Presidente e abandonou a candidata oficial. Sendo dependente do Presidente e mudando de opinião conforme o humor do Presidente, pecou em várias ocasiões por ser um porta-voz presidencial. Pecou quando contactou as pessoas. A inclusão do Presidente da Comissão Política Concelhia na lista de vereadores, com os pelouros do desporto e da cultura, em detrimento do Sr. Paulo Martins, já referenciado acima, mostra o oportunismo político da situação. Faltou uma avaliação real e pessoal das pessoas capazes para o cargo. Mais um exemplo de blindagem da cidadania. Tinha consciência da má escolha, mas precisava do trabalho braçal para a campanha.

FUTEBOL (de BUSTOS) NÃO VALIA MAIS DE 100 VOTOS

Falhou profundamente a Comissão Política quando fez passar a mensagem em relação à União Desportiva de Bustos que o futebol não valia mais de 100 votos. Equivocou-se. Valeu mais, e quase tira a Presidência da Junta ao actual Presidente, e por continuidade retirou a possibilidade da candidata oficial.

REPETIR ANTIGAS PROMESSAS
Falhou profundamente a Comissão Política quando não apresentou um programa de governação consistente. Repetir antigas promessas, falar em piscinas, prometer em facilidades autárquicas, fazer muros, embelezar calçadas e apoiar indiscriminadamente no mesmo ano todas as associações, é fazer política dos anos outrora ultrapassados. A falta de um programa consistente, com objectivos alcançáveis nos próximos quatro anos, apoiados em dados confiáveis, e com pessoas capazes era importante após a última gestão autárquica pois iria fazer a diferença.

CDS VANTAGEM DE 15 PONTOS

Falhou a Comissão Política, quando escolheu os “cabeças de cartaz”. Agora, vão as pessoas escolhidas por ela, Comissão Política. Vão dizer que não cumpriram o prometido. Vão dizer que faltou responsabilidade política. Vão dizer que não deram tudo. Vão dizer que se acomodaram. Vendeu a Comissão Política durante toda a campanha que a vitória era líquida e certa. Que as sondagens davam vantagem de 15 pontos percentuais. A política é como o futebol, o resultado só no fim.

GANHOU O PSD

Ganhou o PSD quando explorou os pontos fracos do adversário. A candidatura ganhava força a cada momento mais infeliz do CDS. Começou a ganhar protagonismo com as Assembleias Municipais. As atitudes finais do Presidente actual foram exploradas ao extremo. As demonstrações de força do mesmo eram tema de conversa em vários logradouros públicos.

PSD ESCUTOU AS QUEIXAS

Continuou a crescer a candidatura, quando deu ouvido ao injustiçados. Escutou as suas queixas e veio à praça pública falar da sua justiça. Comprometeu-se com uma resolução. Continuou a crescer, quando apresentou um programa eleitoral mais preparado e mais consistente.

PSD SOUBE UTILIZAR O TEMPO

Continuou a crescer quando o seu candidato, já mais adaptado ao jogo político e mais liberto em tons de oratória, se aproximava mais das pessoas e dava a sua presença para a resolução dos problemas. Soube utilizar o tempo na última semana, fechando acordos importantes, que assumiu pessoalmente. Os reclamantes encontraram o “guichet de reclamações aberto” e com uma pessoa atenciosa a recebê-los.

VAMOS AGORA AVALIAR

Venceu o PSD pela luta que travou. Foram persistentes. Vamos agora avaliar se o Presidente que se despede foi realmente um bom gestor, como sempre anunciou. Vamos ter a verdade contabilística dentro em pouco. Vamos avaliar o tamanho da dívida. Vamos saber em quanto estará comprometido o próximo orçamento. Com a candidata oficial no poder, as verdades seriam atenuadas. Com o PSD no governo, a realidade vai aparecer e vamos aplaudir ou apurar a última gestão camarária.

VAMOS OBSERVAR AS ASSEMBLEIAS MUNICIPAIS

Vamos, agora, observar as Assembleias Municipais. Acreditamos que terão outro conteúdo, outra forma, outra disciplina

PARTICIPAÇÃO CÍVICA AO NÍVEL DOS SEUS HABITANTES

Todos aqueles que, directa ou indirectamente, participaram nesta eleição, com maior ou menor envolvimento, desejavam e desejam um Concelho melhor, com maior equidade, em melhor desenvolvimento e gestão, um progresso sustentado e uma participação cívica aos nível dos seus habitantes.
_______________
[1] Com a devida vénia, reproduz-se o texto publicado em 20.10.2005 no Jornal da Bairrada, pág. 36. A inclusão de sub-títulos é da responsabilidade de Sérgio Micaelo Ferreira.

A CULTURA NA «CIDADE»

António de Cértima (auto-retrato)
Um senhor natural de Oliveira do Bairro ofereceu um conjunto de 55 livros e uma colecção de 65 jornais à Biblioteca Municipal de Oliveira do Bairro. Não terá sido grande dádiva, aliás feita sob condições, mas o «Jornal da Bairrada», em 13-10-05, enalteceu o gesto anunciando-o com destaque, em título, como o «primeiro espólio» oferecido por quem assim passava a «ser mais um amigo da biblioteca». Insistiu: esta biblioteca, «pela primeira vez, recebe um espólio, ainda que disponha de algum (pouco) do escritor António de Cértima.»

Ora bem, o espólio recebido em 1994 por oferta da viúva de Cértima não foi nada, mesma nada, «pouco». E chega a maré de saber, onde pára ele? O pior, porém, está aqui: nem o título nem o texto citado correspondem à verdade factual, garante-o o signatário na qualidade de testemunha-participante do caso.

O texto era assinado por Armor Pires Mota, o que é estranho dado este jornalista conhecer os factos (relembrara-lhos até recentemente). Tornei a contactá-lo e, mais uma vez, o assunto ficou embrulhado em nicles. Armor responsabilizou a Câmara pela afirmativa, ficando ele de ombros encolhidos e sem vestígio de memória.

Deste modo, que pensar da «cultura» que a Câmara faz reinar na «cidade» do nosso concelho – autodeclarado no pulsar do dinamismo! - e da regra deontológica seguida pelo jornal?

O Jornal. A linha ideológica de um jornal pode admissível e respeitavelmente ser de direita, ser CDS, mas, para que não tenha que receber lições de ninguém, o jornal terá que saber reconhecer os factos objectivos e sempre com a máxima isenção. Se é este ou não é o caso do «Jornal da Bairrada», os seus leitores que o digam!
Por outro lado, a qualidade do jornalismo que exibe não pode ser considerado exemplar a não ser pela boca de quem não saiba o que diz ou queira mostrar-se tão tendencioso quanto o que enaltece. E tudo isto contribui para empanar o ambiente cultural da «cidade».

A Câmara. A acção cultural desenvolvida pela Câmara presidida pelo dr. Acílio Gala na parte final do seu mandato mostra-o a correr para publicar todos os livrinhos dos amigos em tempo útil, ou seja, enquanto havia tempo. O orçamento municipal pagará o luxo, mas fica a dúvida: até que ponto a «cultura» oliveirense aumenta o brilho com essas (muitas) edições? Haverá no concelho assim tantos escritores dignos de publicação (o que faz lembrar a rejeição draconiana de editar a primícia poética de uma jovem bustuense, a Marineide)?

O caso. A oferta da viúva, ainda bastante «escondida» e nunca agradecida, tem que ficar exposta para que conste. Até hoje, foi tabu. Na sequência das comemorações do centenário de nascimento do escritor e diplomata António de Cértima, nascido em Giesta, Oiã, em 1894, organizei um programa que se estendeu por seis meses apoiado pela Câmara Municipal.
Estabeleci contacto pessoal prévio com a viúva, D. Maria Arminda, visitando-a amiúde em Lisboa, de modo que publiquei um estudo biográfico a ele dedicado e reuni material para exposição biobibliográfica, vídeo, estátua, etc. Entusiasmado, Acílio Gala pensou então na biblioteca municipal, projecto que a seguir acompanhei muito de perto. E foi no meio de tudo isto que incentivei a viúva a oferecer à biblioteca concelhia, então em projecto, as colecções de livros que enchiam as estantes da sua casa. Gala aplaudiu e combinei tudo. Um dia, manhã cedo, viajei do Porto até Oliveira, Gala meteu-me na viatura presidencial e, acompanhados por um espaçoso furgão, partimos. Trabalhámos todo o dia, rodeados de poeira, a encher caixotes e a metê-los no furgão até o encher. Livralhada em português, espanhol, francês, até árabe, de cambulhada! E, com missão cumprida, em Oliveira peguei no meu carro e regressei à Invicta, cansado, para jantar a desoras.

Talvez duas semanas depois, confirmei: Acílio Gala, que recebera em mãos aquela importante oferta, não enviara ofício de agradecimento à viúva! E logo me fez sentir que, na sua ideia, eu é que deveria agradecer a D. Maria Arminda! Fiquei varado, sem comentários.
A seguir invalidou uma «sala memorial» dedicada ao escritor e diplomata, prometida e prevista para uma dependência da biblioteca e para a qual eu ainda hoje tenho, como fiel depositário, o espólio literário mais significativo do autor da «Epopeia Maldita» e «Soldado, Volta!». Não vejo destino condigno a dar-lhe.
Já com a Biblioteca Municipal a funcionar e com as minhas relações com Acílio Gala a complicarem-se gravemente, obtive ali umas respostas evasivas para o que perguntava: a livraria de Cértima ia ser classificada e posta em público mais tarde. E mais tarde, já de relações estragadas, ainda tive o descoco de ir colocar nas mãos rotas de Gala 50 exemplares do meu «A Última Aposta». Oferecidos, claro.

É verdade que o dr. Acílio Gala andou estes anos todos a repetir o seu pessoal apego à cultura, aos livros. Vê-se finalmente quanto valiam na realidade afirmações proferidas por mera política engana-tolos. A esperança que nos resta agora é a de que os caixotes com esses livros, e serão milhares (suponho sem os ter contado), não tenham sido atacados pelos ratos dos armazéns camarários! Ou não terão sido eles os únicos beneficiários de tanta «cultura» CDS?!

Arsénio Mota

20 de outubro de 2005

VISITA PRESIDENCIAL

O Presidente da República, Jorge Sampaio, visita o nosso concelho no próximo dia 27 (quinta-feira). A sua presença, com a duração prevista de três horas, servirá para a inauguração, pelas 11 horas, da Escola Base Integrada de Oiã, seguindo para o Pólo de Leitura e Etnomuseu, do Troviscal. Por fim procederá à inauguração do monumento à gesta lusíada na Praça de D. Manuel I (junto aos paços do concelho), em Oliveira do Bairro.

19 de outubro de 2005

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE BUSTOS

Antevisão da reunião para a eleição dos vogais da Junta e da Mesa da Assembleia de Freguesia (presidida pelo irmão mais votado).

FEIRA DO SOBREIRO - DIA DE INAUGURAÇÃO (19.10.1936)


...
"Duas horas, está a feira no seu apogeu, e eu olho embeveccido para essa obra que eu contribui para que se realizasse, e sinto-me feliz pr ver o nosso trabalho coberto de triunfo. Os feirantes mostram ar de contentamento pelo negócio em perspectiva ou já feito, O resto da tarde decorre numa animação extraordinária, e a feira prolonga-se até à noitinha, onde os jazz Galitos e Floresta, mimoseiam os ouvisntes com os seus acordes musicais.
Sobe ao ar a última descarga de fogo dando por terminada a jornada triunfal deste dia."
Vitorino Reis Pedreiras, Memórias de outros tempos, 1995

Antes da feira do Sobreiro, Arsénio Mota escreve:"Há notícia de que, anteriormente, existiu na terra uma denominada «Feira da Vermelha», pelo que esta surge como sua continuação. (Bustos - elementos para a sua história, Edição da ABC, 1983)


CRIAÇÃO DA FEIRA DE BUSTOS (1) – CONSULTA PRÉVIA À CÂMARA
“Lutando esta Comissão Administrativa da Junta de Freguesia com dificuldades quase insuperáveis para fazer face aos encargos das despesas obrigatórias desta Junta, em especial as de conservação, reparação de caminhos, construção e reparação de fontes que estão num estado de quase abandono, e sendo a criação de um mercado uma velha aspiração dos habitantes desta freguesia, já pela comodidade que lhes traz, como ainda pelos interesses referidos que da sua criação advêm, não só para os habitantes referidos como também para esta Junta de Freguesia, o que viria livrá-la um pouco dos sérios apuros em que se vê, mas sendo da atribuição das Câmara Municipais a criação de mercados, foi deliberado consultar a Excelentíssima Câmara Municipal do nosso concelho se estaria disposta a fazer a criação do referido mercado e consentir que o rendimento do mesmo fosse cobrado por esta Junta de Freguesia, aumentando com ele a sua receita para fazer face aos encargos atrás citados”
Excertos da acta da sessão de 09.08.1936 da Comissão Administrativas da Junta de Freguesia de Bustos (com ligeiras alterações)


CRIAÇÃO DA FEIRA DE BUSTOS (2) – RESPOSTA DA CÂMARA
O Presidente da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro comunica que “está na intenção de dar satisfação aos desejos desta Comissão Administrativa logo que lhe seja solicitada. E assim foi deliberado solicitar-lhe a criação imediata do mercado a realizar mensalmente nos dias quatro e dezanove de cada mês, num terreno com a área de aproximadamente de dezoito mil metros quadrados confinando com algumas ruas do lugar do Sobreiro, pertença do Doutor Manuel dos Santos Pato do lugar da Barreira desta Freguesia e que este senhor cede para tal fim gratuitamente[1] pelo prazo de um ano a contar do dia da inauguração do primeiro mercado, o qual deverá ter início no próximo dia dezanove do mês de Outubro do corrente ano, e agradecer à Excelentíssima Câmara a concessão que espera lhe seja feita” ...” in acta da sessão de 27.Setembro.1936.

Herculano Silva, secretário interino, subscreveu as actas.
O elenco administrativo tinha a seguinte composição:
Presidente – Manuel Simões Micaelo Junior
Vogais – Manuel dos Santos Vieira e Manuel Simões Aires Junior.
[1] Condições propostas pelo Dr. Manuel dos Santos Pato na sessão de 23.08.1936
Comentário:
Este é o percurso oficial da criação da Feira de Bustos (ou do Sobreiro) retirado de actas de sessões da Comissão Administrativa da Junta de Freguesia de Bustos. A participação do povo de Bustos (nomeadamente dos lavradores mais abastados) na concretização da sua aspiração está registada na bibliografia indicada.
Sérgio Micaelo Ferreira, Rossio da Póvoa
ADENDA
Para a história da Feira
FEIRA EM BUSTOS (SOBREIRO)
1936 – 25 – Agosto(?)
Estivemos em reunião preparatóri do novo mercado, fazendo parte desta comissão, Manoel Simões Micaêlo (Junior), Presidente da Junta de Freguesia, Hilário Simões da Costa, Manoel Ferreira da Silva, Manoel Reis Pedreiras e Visconde de Bustos, tendo-se resolvido que o novo mercado fosse nos dias 4 e 19 de cada mês e que a sua inauguração fosse em 19 de Outubro nos terrenos do campo desportivo do Sobreiro cedido gratuitamente, para este fim, pelo prazo de um ano pelo Ex.mo Dr. Manuel dos Santos Pato.
(Vitorino Reis Pedreiras, Memórias de Outros Tempos, 1995)

18 de outubro de 2005

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE BUSTOS - TEM CONVITE

No calendário autárquico da freguesia, a tomada de posse dos eleitos para a Assembleia de Freguesia/2005 vai acontecer já no dia 21 (sexta-feira), pelas 19H00.
Manuel da Conceição Pereira, com um pé no Parlamento (por substituição), enviou convite (em folha A4) para estar presente no acto da tomada de posse da nova Assembleia de Freguesia de Bustos.

Causa alguma perplexidade o facto do convite não ter partido da iniciativa do senhor Presidente (cessante) da Assembleia de Freguesia, uma vez que é a entidade que dá posse aos elementos do novo colégio. Trata-se de mais uma secundarização da figura do presidente da Assembleia de Freguesia?
Outra anomalia está no pormenor do convite ter partido da iniciativa de Manuel da Conceição Pereira, enquanto candidato mais votado, e a assinatura estar confirmada com o carimbo da Junta. Uma confusão entre instituições distintas: Partido (CDS) e Junta de Freguesia.

Registe-se a intenção do convite veicular o apelo à participação do eleitor na "causa pública". Um apelo que não deve ser esquecido.

Sérgio Micaelo Ferreira

A IGREJA. OBRAS PARA QUE TE QUERO ...

A igreja de São Lourenço de Bustos – que se encontra em estado de degradação – é um imóvel de referência na arquitectura monumental, só que ainda não mereceu o despacho para a realização de estudo credenciado que atestasse o «interesse público» do edifício.

Está a ocorrer a análise do orçamento de estado para 2006 e pelo que se (des)conhece se não está inscrita qualquer verba para a conservação deste templo.

Ora, se a classificação de «interesse público» estivesse averbada, a Comissão Fabriqueira e a própria Junta de Freguesia de Bustos poderiam ter exercido pressão para que os próximos orçamentos (geral do Estado e das Autarquias) cativassem verbas para as obras inadiáveis .

Também não se compreende que o projecto das recentes obras de “urbanização(?) – requalificação” da Praça Vermelha não tenha contemplado a conservação da igreja. O cerne da zona ficou de lado. Coisas da burocracia.

Segundo conversa breve, o Padre Arlindo Valente está actualmente a enfrentar dois combates: a restauração do edifício-igreja e a conclusão das obras sociais no gigantesco complexo.
A demolição da casa paroquial será uma realidade, logo que o complexo esteja concluído, disse.
O demolimento será o maior acontecimento na requalificação da zona envolvente da Igreja, restituirá grandeza ao monumento e firmará perenidade do P.e Arlindo Valente. Anseia-se que o Mural de XCosta na parede sul saia do esconderijo.

A igreja de Bustos ultrapassa a fronteira da confissão católica. Muitos cidadãos fora desta tribo contribuíram para a sua construção. Por certo, também haverá ajudas indiscriminadas para a sua restauração.

É tempo de se olhar para a igreja de São Lourenço de Bustos como sendo o principal e destacado monumento de Bustos. Do seu recheio ou decoração constam obras que pontificam nas Belas Artes, através dos seus autores.
Apesar da amputação, a zona envolvente que foi sujeita, a Igreja de São Lourenço de Bstos merece ser vista através da objectiva da Arte.

Sérgio Micaelo Ferreira, Rossio da Póvoa

17 de outubro de 2005

"SÓFOLHINHAS 10" ABRIGA SONHOS

...
Eles não sabem , nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.
António Gedeão, Pedra Filosofal, Movimento Perpétuo,
Poesias Completas (1956-1967), Portugália

15 de outubro de 2005

U.D.B NA LIDERANÇA

A notícia é do Jornal da Bairrada, assinada por Manuel Zappa, e merece ser aqui transcrita:

“O campeonato já começou e o Bustos lidera, mas o real objectivo do clube não é a subida. Dirigentes e treinador querem consolidar ainda mais o clube, continuar a apostar na formação e, com a matéria-prima actual e a futura, ninguém tem dúvidas de que o Bustos poderá sonhar alto.

ORÇAMENTO DE 25 MIL EUROS

A estabilidade desportiva consegue-se com muito trabalho. A actual direcção, liderada por Fernando Vieira, tem tido uma grande preocupação em dotar todas as equipas da formação de melhores condições. A equipa sénior vem por acréscimo, quase sempre pendente dos apoios financeiros, embora ninguém deseje ver a principal equipa desaguar num rio sem leito.
Pela sua formação, pela grande preocupação nesta área, o Bustos pode considerar-se um clube eclético, com os olhos virados para o futuro.
Fernando Vieira, num retrato à nova época, não ficou mal na fotografia: “Sabemos o que queremos e para onde vamos. A formação é o pólo aglutinador do clube, é onde concentramos todas as nossas atenções, mas, queremos fazer boa figura com a equipa sénior. Aqui ninguém pensa em subida. Pretendemos ficar entre o sexto e o oitavo lugar”.
Sobre as condições de trabalho, um dos calcanhares de Aquiles do clube, o presidente da UD Bustos não fugiu à questão: “Todos sabem o desejo do Bustos possuir um campo novo. Tudo estava bem encaminhado, mas por questões que desconheço até ao momento, tudo está parado. Se houver mudança na Câmara Municipal, poderá ser outra história. Será cinquenta por cento. Caso tudo continue na mesma, então o clube irá avançar para a construção de novos balneários, a construir do outro lado (IPSB) do campo Dr. Santos Pato”.
Para alcançar uma época tranquila, o clube conta com um orçamento de 25 mil euros, tendo como suporte um conjunto de empresas de Bustos e da região.
Fernando Vieira confessou, ao nosso jornal, em primeira-mão, e um dia depois aos atletas, na viagem para Lisboa, que o Bustos, dia 5 de Agosto do próximo ano, vai ao Brasil, com as suas camadas jovens (infantis, iniciados e juvenis), durante uma semana, mais propriamente ao estado de Fortaleza, para jogos com o Fortaleza, Ceará e Ferroviário. Uma excelente notícia que deixou todos a fazer planos para as próximas férias.

QUIM TAVARES: O REGRESSO DE UM CAMPEÃO

“Quim Tavares (na foto) que, na época 2000/2001, levou o Bustos ao título de campeão da II Divisão Distrital, cinco anos depois, está de regresso.
“Foi um regresso que estava previsto. Tive outros convites, mas aceitei o desafio da UD Bustos, clube com o qual me identifico, aqui fui vários anos jogador, treinador das camadas jovens e seniores, é um regresso a casa por amor à camisola”, confessou o técnico do Bustos.
Questionado sobre como encontrou o clube, Quim Tavares disse que o encontrou “muito melhor organizado, entraram outras pessoas para ajudar o Fernando Vieira, que estava sozinho”, acrescentando que “no seio do clube, está aqui alguém com vontade de melhorar o clube por vários anos. As camadas jovens melhoraram bastante, está-se a ver frutos, e, se continuar vários anos, tentarei aproveitar ao máximo a formação”.
Sobre as perspectivas, Quim Tavares disse: “Nada me foi exigido. Vamos tentar fazer o melhor campeonato possível. Trata-se de uma equipa jovem e, como existem muitos valores, dentro de dois a três anos, mais o que vem das camadas jovens, o Bustos pode ir muito longe”.
Pelo seu historial, o Bustos devia lutar pela subida, no entanto, Quim Tavares afirmou que “este ano, não está prevista, apesar de pensar que esta época seria a ideal por causa da reformulação dos campeonatos”.


PLANTEL
Guarda-redes: Cajó e Ivan (ex-Troviscalense).
Defesas: Luís Miguel, Mega (ex-Oiã), Rui (ex-Covão do Lobo), Nelson (ex-Troviscalense), Paulo, Andrés e Guedes (todos ex-juniores do Oliveira do Bairro).
Médios: Sandro, Rui Miguel (ex-Atómicos), Fernando Cá (ex-júnior do Oliveira do Bairro), Cristian, Joel, Hélder e Samagaio (todos ex-Covão do Lobo).
Avançados: Milton, Jimmy, Cristophe e Zé Luís (ambos ex-Covão do Lobo).
Treinador: Quim Tavares Treinador adjunto: Vítor Carvalho Massagista: Carlos Pascoal

14 de outubro de 2005

PROTEGER O LEITÃO DA BAIRRADA



A batalha da Associação de Produtores e Assadores de Leitão da Bairrada (APALB) para a obtenção da Indicação Geográfica Protegida do leitão continua a mover os seus corpos gerentes. Elísio Martins, presidente da associação, fala da importância de alcançar este objectivo numa entrevista ao jornal Moliceiro que pode ler aqui.

ASSEMBLEIA MUNICIPAL/2005 - COMPOSIÇÃO


PS/OLIVEIRA DO BAIRRO DENEGA PRESIDÊNCIA


Em resultado das eleições autárquicas de 9 de Outubro, a aritmética da composição do colégio Assembleia Municipal (PSD – 12 mandatados; CDS – 13; PS – 2) guindou o partido minoritário a fiel da balança na escolha do Presidente da Assembleia Municipal. Perdida a primeira cadeira da Câmara Municipal para o PSD, membro destacado do CDS já tentou «entregar» a Presidência do órgão legislativo a Henrique Tomás, cabeça de lista do PS.

O deputado socialista, fiel aos seus princípios republicanos, entende que “o lugar deve ser ocupado pelo candidato mais votado”, até porque Dias Cardoso sempre teve uma postura democrática ao longo do seu combate político.

Os vários cenários serão possíveis de ser matematicamente construídos, pelo que o nome do sucessor de Vítor Rosa apenas será conhecido no dia da eleição colegial.

Haverá uma dupla vitória … ou um prémio de consolação?
Sérgio Micaelo Ferreira

13 de outubro de 2005

PETIÇÂO AO SENHOR PRESIDENTE DA JUNTA DE FREGUESIA DE BUSTOS

PETIÇÂO

"Rossio da Póvoa", dia 13.Outubro.2005 (quinta-feira)

Ex.mo Senhor Presidente[1] da Junta de Freguesia de
Bustos

Considerando que
a) Arsénio Mota, escritor e bairrista, foi o promotor da criação da Biblioteca Fixa nº 26 da Fundação Calouste Gulbenkian nos idos anos de 1960, mais propriamente em 18/02/1961, o Dia da Freguesia de Bustos
b) Arsénio Mota publicou o seu primeiro livro de poesia – “O Canto Desconforme”, Coimbra, em 1955, pelo que o meio século de escrita publicada em livro é festejado e registado para memória futura numa compilação organizada pelo seu companheiro e amigo de lutas comuns, Serafim Ferreira.
c) A Junta de Freguesia de Bustos, a pessoa de V. Ex.ª, adquiriu à Editora Campo das Letras determinado número de exemplares - 100 - do referido livro de Homenagem a Arsénio Mota e que o peticionário aplaude (ii).
d) O senhor Presidente da Junta já iniciou a distribuição de exemplares por entidades particulares.
e) A “Biblioteca” de Bustos ainda não possui qualquer exemplar.

Perante os considerandos expressos, solicito
a V. Exª, senhor Presidente da Junta de Freguesia de Bustos, que se digne entregar ou mandar entregar um exemplar do referido livro na “Biblioteca” e no Colégio de Bustos (que é tão só o maior estabelecimento de ensino do concelho).

Pede deferimento.

Uma ressalva, para esclarecimento.
Não estou directamente interessado em consultar o exemplar solicitado, já que mão amiga de bem longe me fez chegar o livro pela via postal. (A verba atribuída à Freguesia de Bustos correspondente ao número dos seus recenseados, não foi minimamente beliscada com o exemplar que me foi enviado)

Sérgio Micaelo Ferreira


[1] Em tempo.
a) Os meus parabéns pela vitória eleitoral em Bustos.
b) Para melhor conhecer parte do curriculum de Arsénio Mota, envio o sítio onde pode consultá-lo: http://bustos.blogs.sapo.pt/arquivo/2004_04.html%20de%2025.04.2005.
c) Acredito que a próxima Homenagem a Arsénio Mota em Bustos vai ser de arromba e marcará o arranque da actuação da nova junta de freguesia.
d) Quando estiver com o Senhor Presidente (cessante) da Câmara Municipal peça-lhe a placa da Biblioteca que um dia saiu de Bustos e foi para Oliveira do Bairro - [mas, por favor, diga-lhe de modo a que o Senhor Presidente da Câmara não fique irado].
(ii) Para evitar qualquer interpretação que pudesse induzir a existência de um pequeno laivo mercantilista na mente do Homenageado, foi produzida a alteração.

'PESCADOR DE SONHOS' NA HOMENAGEM A CARLOS LUZIO


O MEU DESERTO

Sou um pescador de sonhos
Num mar sem praias,
Sou um caminhante cansado
Sem caminhos para andar,
Sou um delinquente que, de tanto abusar
Talvez nunca seja castigado,
Sou um rude camponês
Que espera colher pão
Sem nunca ter lançado sementes,
Sou um vagabundo sem destino
Pisando terras de outros donos
Sem que me mordam os seus cães,
Sou a mansarda sem tecto
A perfumaria sem essências,
Um pecador dando golpes de peito
Carregando cem anos de penitências,
Sou um relógio sem tempo
Esquecido num salão vazio,
Sou o menino travesso
Que sentindo o calor de um beijo
Se sente tremendamente frio,
Sou um jovem prematuramente ancião
Que já só pode andar ajudado
Mas que, se tentam dar-lhe a mão,
Se sente humilhado,
Sou um pássaro quase louco
Que canta sem solfejo,
Um bote sem remos, perdido,
Que naufraga pouco a pouco
E isso não o entendo.
E, por muito tempo que eu viva
E me encha de fé a cada momento
Continuo a ser louco à deriva
Neste deserto que invento…

27 MAI 86
in Carlos Luzio, “Pescador de Sonhos”,
capítulo “Os Desertos do Amor”, edição 2005

*
Apresentação
“Apesar dos pontos comuns existentes entre aqueles que escolhem o caminho da poesia, não estará correcto falar de uma experiência poética universal. Relembramos aqueles, que à semelhança de Pessoa, transformam a realidade através do poema. Para estes, o poema é espaço de transfiguração da memória, reinvenção do “eu”. Por outro lado, existem aqueles para os quais a fronteira entre o mundo poético e o universo pessoal se revela muito ténue, quase inexistente.
A experiência poética de Carlos Luzio enquadra-se neste último modelo, onde os planos da vida e da poesia se fundem e se confundem.”
...
Excerto de “Pescador de Sonhos – Uma Análise”, de Michele Mota

12 de outubro de 2005

CAMPANHAs AUTÁRQUICAs & DESCOBERTURA TELEVISIVA

As televisões actuaram como se fossem televisões locais. Privilegiaram os líderes partidários com as suas intervenções de política nacional, deram cobertura a independentes rejeitados pelos partidos, fizeram mesas redondas com os candidatos de apenas alguns municípios, preencheram tempo nobre da grelha televisiva com questões marginais (fulano (não) apertou mão, sicrano levou uma berra, beltrano dá chouriço ou vinho ou televisor, ou dá-lhes festa, …)
Durante a campanha, o serviço público de TV passeou pela lama (de interesse) jornalístico. Os problemas, as realizações, as perspectivas dos cidadãos do grosso dos outros municípios e/ou freguesias foram simplesmente ignorados.
E depois digam que o povo não se interessa pela coisa pública, que é iletrado, que é dominado por caciques, etc …

Há dias foi anunciada a edição de um título da Revista “Asterix” em Mirandês (outra língua oficial de Portugal). A TV Pública tem o Canal 2 pontos reservada a minorias, só que ainda não arranjou um cantinho na grelha para poder dar voz à “ La Lhéngua Mirandesa, doce cumo ua meligrana, guapa i capechana, nun yê de onte, detrasdonte ou trasdontonte mas cunta cun uito séclos de eijistência." [Convenção Ortográfica da Língua Mirandesa]
Viva o fff…rrr...ááá!!!
Sérgio Micaelo Ferreira

10 de outubro de 2005

INCÓGNITOS & QUEJANDOS -APRECIAÇÂO A COMENTÀRIO

in Arsénio Mota - 50 anos de escrita (Coordenação de Serafim Ferreira)
A propósito do comentário seguinte, lançado na ‘página’ “ARSÉNIO MOTA – 50 ANOS DE ESCRITA”in http://noticiasdebustos.blogspot.com/ 3.10.05:
...
"é só "anónimos","pára-brisas" e "embustes"...mas será que estas pessoas não têm a elevação de espírito e dignidade que lhes permita assumir as suas convicções perante os outros...assumam-se!Pedro Costa"
...

APRECIAÇÃO

"A proliferação de anónimos reflecte a atávica falta de hábito do exercício de cidadania frontal e directa. Ainda muita água irá passar pela Vala dos Sardo (Rio Boco) até as gerências político-partidárias aceitarem, com naturalidade, a existência de canais de comunicação abertos ao cidadão. Os exemplos de coarctar as vozes dissonantes podem ser encontrados com relativa facilidade. Daí que a emissão de opinião ainda vai ter origem anónima neste "jornal de janela" e em outros.
Mas esta questão não pode secundarizar exposto na página do dia 3 do NB.


Um amigo de Arsénio Mota felicita-o pela passagem dos 50 anos literários e propõe, como prémio, perpetuá-lo na sua terra com o busto e uma estátua no Porto.
Benjamim Veludo, “co-autor nomeadamente do espectáculo «Um cálice de Porto»”, certamente não sabe que Arsénio Mota foi o principal activista da criação da Biblioteca Fixa n.º 26 (da Calouste Gulbenkian) nos difíceis tempos de 60. Biblioteca que teve vida apenas com o apoio de carolas congregados à volta da efémera, mas profícua, Comissão de Melhoramentos/60.
À boleia de Carlos Braga, faço eco da parte final do seu depoimento para “Arsénio Mota – 50 anos de escrita” : “Num momento em que a Bairrada parece deixar-se embrulhar, novamente, em espesso manto de silêncio cultural, é proibido esquecer o que Arsénio Mota fez por ela, e também pela terra onde nasceu, à qual dedicou tês monografias. Ambas lhe devem muito. Resta saber se uma e outra têm feito o que devem para merecer Arsénio Mota”.
Bustos até à data não tem qualquer marca a homenagear os seus. E não será por não haver quem mereça ser distinguido. É uma pecha antiga.

NOTA

Ao Arsénio Mota, as minhas desculpas por ter retirado do seu sossego, tanto mais que é avesso a homenagens. No entanto, não retiro a “proposta” de Benjamin Veludo que pode ser aprovada, rejeitada ou «simplesmente ignorada». Por certo, o Autor de Bustos prefere ser lido a homenageado, como dizia Camilo Castelo Branco em escrita de fina água.


UMA SUGESTÃO

Para se conhecer o percurso do escritor e a ‘tribo’ do Arsénio, o livro comemorativo do meio século de escrita dá uma preciosa ajuda. Aqui vai a informação. “Arsénio Mota – 50 anos de escrita”, coordenação de Serafim Ferreira, Campo das Letras, Porto, 2005 (12,60 €; se pedido directamente à Editora: 11,34€)
UMA PERGUNTA: Por onde anda o livro “A Última Aposta” em que “a terra-berço ainda está bem presente nos seus conflitos sociais, usos e costumes”[1]?

...
A Pedro Costa o meu bem-haja por ter apelado à participação directa e frontal no exercício de cidadania. Só que o poder tem dificuldade, por falta de hábito em criar retorno nas comunicações que lhe são dirigidas. Por exemplo, a Junta de Freguesia de Bustos ainda não tem endereço electrónico e, no entanto, tem uma sala com serviço digital a funcionar na sede. Outro exemplo, a homenagem a Arsénio Mota foi insistentemente sugerida por esta via.

Entretanto sabe-se, por acaso, que a Junta de Freguesia apoiou a edição do livro dos 50 anos de escrita. Felizmente que Mário Vitorino reforçou a premência da Homenagem: “Outra falta que a Junta tem vindo a cometer é o facto de ignorar o valor de alguns filhos de Bustos, como é o caso do nosso conterrâneo Arsénio Mota, escritor recentemente homenageado na cidade do Porto pelos seus cinquenta anos de carreira literária, e que tanto honram a nossa terra”.

Aqui está um objectivo a cumprir no próximo mandato. Reconhecer o valor dos conterrâneos. Carlos Braga deu o alerta no seu depoimento.


Pedro Costa conhece alguma carta, ofício, ou simples bilhete escrito pelo senhor presidente da Junta de Freguesia de Bustos dirigido a Belino Costa por este ter posto os pés a caminho na busca da fotografia do estratega da criação da Freguesia de Bustos, Jacinto dos Louros?


Sérgio Micaelo Ferreira
[1] in Armor Pires Mota, depoimento “Arsénio Mota – 50 anos de escrita”

Assembleia de Freguesia de Bustos: resultados entre 2005 e 1997

2005:
CDS – 629 (46,08%)
PSD – 535 (39,19%)
PS- 135 (9,89%)
PCP/PEV – 17 (1,25%)
Brancos/Nulos – 49 (3,59%)
Votantes: 1.365 (64,08%)

*
2001:
CDS – 834 (61,41%)
PSD – 360 (26,51%)
PS – 95 (7%)
PCP/PEV – 12 (0,88%)
Brancos/Nulos – 57 (4,2%)

Votantes - 1.358 (66,86%)
*
1997:
CDS - 801 (56,25%)
PSD – 454 (31,88%)
PS – 88 (6,18%)
PCP/PEV – 21 (1,47%)
Brancos/Nulos – 60 (4,22%)
Votantes – 1.424 (68,99%)

*
Os resultados oficiais das eleições de 9 de Outubro podem ser consultados aqui.

Oscar de Bustos

CDS PERDE PRESIDÊNCIA DA ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE BUSTOS?


Bustos continua a ser colonizado por Oliveira do Bairro?


aqui

A Presidência da Assembleia da Freguesia de Bustos ainda não está negociada. O PSD/concelhio por tanto querer agradar na longíngua e mastodôntica Lisboa, talvez veja o pássaro a voar. E assim Mário Vitorino, prestigiada figura de Bustos e do PSD, não irá alcançar a presidência. ... (post scriptum)
As vitórias do PSD para a Assembleia e Câmara do Município surpreenderam-me. A força imprimida pelo CDS na campanha, os eventos culturais camarários marcados para o período da campanha eleitoral e acumulada com a escandalosa homenagem, em dia de reflexão, a uma prestigiada figura da Bairrada (que até esteve ausente) não conseguiram vencer a poderosa e eficaz arma discreta que o Povo ainda detém: o voto.
Todos anseiam por obras e eventos necessários que façam sair o concelho da «cidade cercada por vilas», implantada no 3º Mundo. Só que o período é de vacas magras, sem paínço. O próximo orçamento fará recordar os bons tempos de Guterres.
O novo executivo vai enfrentar uma luta difícil em conseguir fundos para custear a execução de obras adiadas e eventos esquecidos ...
Nos bastidores já há movimentações para o CDS e o PSD poderem alcançar a maioria (aritmética) (in)estável na Assembleia Municipal. Consta que o PS vai reger-se por normas e valores amiudadas vezes esquecidos, regressando ao tempo em que os princípios republicanos eram seguidos como luz a alumiar o túnel.
...
(O CDS, oficial ou não, já anda a fazer campanha de oposição. Argumenta que o novo elenco camarário não sabe lidar com a gestão municipal ... Merece um comentário: as derrotas eleitorais são difíceis de digerir).

Sérgio Micaelo Ferreira

9 de outubro de 2005

PSD GANHA A CÂMARA

O PSD ganhou a Câmara Municipal de Oliveira do Bairro com maioria absoluta. Mário João Oliveira será o novo presidente.

Votos para a Câmara

PSD : 5.127 - 44,18%
CDS: 4.778 - 41,17%
PS: 1.049 - 9,04%
PCP:194 - 1,67%

UMA CURTA VITÓRIA

Os resultados provisórios indicam que o actual presidente, Manuel Pereira, foi reeleito por escassa margem, tendo perdido a maioria absoluta. O CDS deverá eleger quatro deputados tal como o PSD. Confirmando-se a eleição de Humberto Pedreiras a chave da governação local estará nas mãos do Partido Socialista.
Mário Reis Pedreiras está bem posicionado para vir a ser eleito presidente da Assembleia de Freguesia.

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA
CDS -PP: 629 VOTOS
PPD-PSD: 535 VOTOS
PS: 135 VOTOS
PCP-PEV: 17 VOTOS
ASSEMBLEIA MUNICIPAL
CDS-PP: 580 VOTOS
PPD-PSD: 563 VOTOS
PS: 138 VOTOS
PCP-PEV: 30 VOTOS
CÂMARA MUNICIPAL
CDS-PP: 607 VOTOS
PPD-PSD: 561 VOTOS
PS: 121VOTOS
PCP-PEV: 26 VOTOS

CARTAZES ANTES DOS RESULTADOS

Por volta das 21 horas publicaremos os resultados eleitorais de Bustos. Entretanto veja alguns dos cartazes da campanha a nível nacional, aqui.

ATÉ UM DIA, TOZÉ!

António José Pires Condesso
Desembargador
11.01.1943 - 09.10.2005

António José Pires Condesso, natural de Fermentelos, faleceu na madrugada de hoje, 09.10.2005 (domingo). As exéquias da entrada do corpo no Lugar da Boa Memória serão amanhã, – segunda-feira, dia 10, pelas 18 horas. O féretro partirá da Capela de Nossa Senhora da Saúde.

Bairrista defensor da Alma de Fermentelos. Magistrado por excelência, teve sempre a preocupação de separar o exercício da Justiça das influências cobertas por amizade. Fiel às suas convicções, colocou sempre em primeiro lugar a Magistratura que abraçou com devoção, [chegou mesmo a recusar convite para ocupar lugar de relevo na hierarquia do Estado por nomeação partidária. Queria ser Magistrado de corpo inteiro]. Antigo jogador, foi disputado pelos grandes. Adubava a seiva das amizades em convívios, onde imperava a boa disposição. De verbo fácil e de verve acutilante, o Tozé criava tertúlias com a maior facilidade, fosse no seio da Família, dos Amigos ou onde quer que estivesse. Condecorado com a Cruz de Guerra alcançada no teatro de guerra da Guiné-Bissau.
Bustos também está no imaginário construído pelo Tozé Condesso. Desde as peixadas na Pateira, os bailaricos, os encontros amigáveis de futebol, passando pelos convívios na Ti Maria, ali no Sobreiro, pelas serenatas e pelas dissertações sobre assuntos sérios.
Até um dia, Tozé!

À sua Mãe, D. Maria Maia Pires Nolasco, um beijo Amigo.
À viúva Fátima Neves Condesso, aos filhos, Ana Marta, Joana e João e demais Família enlutada um abraço solidário de sentidas condolências da
Odete e do Sérgio Micaelo Ferreira

7 de outubro de 2005

DICAS ELEITORAIS

Eleitores, votantes e resultados eleitorais, desde 1976, no concelho de Oliveira do Bairro. Aqui.

Candidatos eleitos em anteriores actos eleitorais. Aqui.

Gosta de sondagens? Consulte o sítio da Marktest, aqui.

Vai ser membro de uma mesa eleitoral? Consulte o manual dos membros das mesas e outras informações importantes aqui.

6 de outubro de 2005

U.D.B: VISITA AO BELENENSES



Assinalando o 57 º aniversário da União Desportiva de Bustos dois autocarros, carregados de adeptos e jogadores, levaram até Lisboa uma entusiasmada comitiva para a realização de duas partidas de futebol contra as equipas do Belenenses.

Apesar de terem averbado duas derrotas os nossos jovens, nada habituados a um piso sintético que fervia debaixo de um sol escaldante, deram provas de grande capacidade desportiva e fair-play.

Especialmente animados estiveram os adeptos que tiveram direito a uma visita exclusiva ao museu do Belenenses onde encontraram dois troféus em porcelana com chancela bustuense. Um invocando o Futebol Clube Azuis de Bustos, oferecido quando do lançamento da primeira pedra do futuro parque desportivo da UDB, e outro com data de 23 de Setembro de 1956.

As fotos da visita podem ser vistas aqui.

BC

5 de outubro de 2005

DUAS ESTÓRIAS POPULARES


Isso resulta?!


Quando o padre António Henrique Vidal se empenhava na construção da nova igreja de Bustos foi à Califórnia, Estados Unidos, colectar donativos dos conterrâneos emigrados e vizinhos. Um dos visitados foi Alcides Freitas, em Carmichael. Aconteceu que, uns dias depois, tornaram ambos a encontrar-se, por acaso, no aeroporto de San Francisco. E Alcides, vendo no terminal um outro bustuense, Pedro Martins, filho do Catroxo, do Sobreiro, apontou-o ao sacerdote.
- Ele é muito rico. Tem uma ilha só dele, com mais de dez quilómetros de extensão, e milhares e milhares de cabeças de gado!
O padre Vidal olhou. Vestia como o cowboy que era, chapéu largo, jaqueta e botas a condizer. Imediatamente se aproximou do homem, apresentou-se e pediu o donativo para a obra. Justificou: todos os domingos diria uma missa por alma dos pais de Pedro Martins e de todos os seus parentes falecidos.
Polido, irrepreensível, e até com a expectativa de quem encontra algo prometedor, como antegozando já a maravilha, indagou do padre:
- E isso resulta?!
- Claro que sim - respondeu, convicto, o padre Vidal. - Vou rezar!
À expectativa juntou-se então uma esperança. E o homem respondeu, sério e polido:
- Então você vá e reze e depois, se resultar, diga-me que eu mando-lhe logo um cheque!

Alcides recordou a peripécia recentemente, entre amigos, para os convencer de que até um cowboy nascido no Sobreiro podia ensinar diplomacia aos diplomatas!


Vacas diferentes


Naquele tempo havia muitas vacas por aqui. Os donos levavam-nas pela soga ao toiro na altura certa e a reprodução acontecia. As cópulas eram rápidas, vacas e donos pouco tardavam para se completar o serviço. Mas naquele dia o casal de noivos teve necessidade de esperar. E as vacas foram chegando ao toiro, uma, duas… até oito. Então a rapariga não se conteve, virou-se para o rapaz:
- Eu não te dizia?!
O rapaz fez uma cara interrogativa. Não entendia.
- Viste? Oito vezes!
A rapariga voltou-se para o Catroxo, dono da casa:
- O seu toiro faz isto todos os dias?
- Pois faz – confirmou o homem.
- Estás a ver?! - festejou a rapariga, triunfante.
- Espera aí! – interveio o noivo. – Isso não é tudo! Diga-me lá, ti Catroxo, o toiro cobre uma única vaca?
- Oh, não! Cobre vacas diferentes…
- Estás a ver?! – defendeu-se o rapaz, aliviado.

Arsénio Mota