19 de dezembro de 2014

POSTAL DE NATAL COM REMETENTE





Caro leitor,

Recebe este postal de Boas Festas.Com estima te enviamos votos de FELICIDADES.

Desculpa o atrevimento, mas queremos que uses alguns minutos da tua existência para um novo desafio, coisa que não se encontra no Facebook ou Twiter.

 Por favor, esforça-te, empenha-te. Atreve-te a olhar uma imagem parada. 

Concentra o teu olhar num ponto inicial e depois calmamente, muito calmamente , vais deslizando os olhos pela imagem. 

Aproxima-te agora, parte em descoberta.

Olha e vê.
Está lá tudo aquilo que desejas encontrar.

Ou como diria Fernando Pessoa,

"O SONHO É VER AS FORMAS INVISÍVEIS"

BOAS FESTAS!

16 de dezembro de 2014

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DIA 19 NO TROVISCAL


No próximo dia 19, pelas 20h30, terá lugar no Troviscal a última Assembleia de Freguesia do corrente ano. Da ordem de trabalhos consta a "Apreciação e deliberação do Plano Plurianual de Investimento" e do orçamento para o ano de 2015.

15 de dezembro de 2014

GOVERNO DESCARTA A ARTE-XÁVEGA

Deputados do PSD e do CDS-PP chumbaram, no passado dia 12,  na Assembleia da República, Projeto de Resolução apresentado pelo Partido Socialista, que recomendava ao Governo que desse cumprimento às orientações do Relatório de Caracterização da Pesca com Arte-Xávega
  

 
A Deputada Rosa Maria Albernaz manifestou-se esta manhã «incrédula com o chumbo do Projeto de Resolução apresentado pelo Partido Socialista, que recomendava ao Governo o cumprimento das orientações constantes do Relatório de Caracterização da Pesca com Arte-Xávega, da responsabilidade da Comissão de Acompanhamento da Pesca com Arte Xávega», iniciativa de que foi a primeira subscritora.
 
Rosa Maria Albernaz reagiu com surpresa à «alteração de posição da maioria PSD/CDS-PP, que deita por terra o consenso que existia no Parlamento em torno da Arte-Xávega».
 
«Os Deputados do PSD e do CDS-PP esquecem que o Relatório de Caracterização da Pesca com Arte-Xávega foi elaborado pela Comissão de Acompanhamento da Pesca com Arte Xávega, onde tiveram assento inúmeras personalidades e instituições com relevante conhecimento desta realidade, nomeadamente autarcas eleitos por estes dois partidos», refere a Deputada socialista eleita por Aveiro, para quem «seria expectável que, tanto tempo volvido, o Governo tivesse avançado já com o cumprimento de algumas orientações, em torno das principais dificuldades da atividade».
 
«O que importava, agora, era dar cumprimento às orientações e recomendações referidas no Relatório, como seja no que diz respeito à comercialização de exemplares abaixo do tamanho mínimo legal, ao estabelecimento de um regime de exceção relativamente à contabilização das capturas efetuadas para a quota, ou, mesmo, quanto às restrições de operação das embarcações afetas a esta arte de pesca, nomeadamente quanto às suas dimensões e à sua motorização (por razões de segurança)», dá conta Rosa Maria Albernaz, para quem «o chumbo do Projeto de Resolução apresentado pelo Partido Socialista significa duas coisas: a desvalorização do trabalho da Comissão e a vontade de não dar sequência àquelas orientações».
 
«A atitude da maioria deita por terra o grande consenso em torno desta arte de pesca, e todo o património entretanto alcançado, nomeadamente a Resolução da Assembleia da República n.º 93/2013, de 7 de junho, que veio recomendar ao Governo medidas de valorização da Arte-Xávega e alterações regulamentares, de modo a permitir a venda do produto do primeiro lance em que predominem espécimes que não tenham o tamanho mínimo legalmente exigido, na qual se concretizaram oito medidas concretas, que contaram com o apoio unânime de todos os Grupos Parlamentares», explica a socialista.
 
Rosa Maria Albernaz, que tem sido uma das mais ativas parlamentares em defesa desta arte imemorial, transmitiu a sua «tristeza, por ver que a Maioria não quis considerar as especificidades da Arte-Xávega, concretamente a envolvente económica e social, e o valor cultural, identitário e turístico, e demonstra não estar empenhada em garantir a continuidade desta atividade tradicional».
 

Centro de Estudos do Mar - CEMAR   
    ( centrarte@cemar.pt )

ADERCUS BRILHA NA PALHAÇA E NOS AÇORES



A actividade competitiva da ADERCUS ficou marcada no fim-de-semana por excelentes desempenhos individuais e colectivos no Grande Prémio de Atletismo da Vila da Palhaça, em Oliveira do Bairro, e na S. Silvestre de Ponta Delgada, na ilha de S. Miguel, nos Açores.

Carla Martinho (ADERCUS), 2.ª; Marisa Barros (Individual), 1.ª; Sara Pinho (SCP), 3.ª
Na primeira corrida disputada na manhã de domingo, na vila da Palhaça, para o escalão de Infantis, a atleta Sofia Almeida conquistou mais uma vitória para o seu palmarés e Luana Ferreira cortou a meta num honroso 7º lugar.

Seguiu-se a participação da equipa de Benjamins B femininos, que alcançou o 3º lugar colectivo, com as prestações de Catarina Pardal, 9ª classificada, Maria Francisco, 10ª, Jéssica Inês, 11ª, e Érica Matos, 13ª.

Nos Iniciados, Beatriz Rodrigues foi outra das atletas vitoriosas, tendo demonstrado grande superioridade face às suas adversárias. Salomé Sousa cortou a meta no 10º lugar e Vanessa Fonseca fechou a equipa, no 18º, que colectivamente subiu ao 2º lugar do pódio. Miguel Matos foi o 4º classificado no sector masculino. Seguiram-se os Juvenis, tendo a Ana Rodrigues alcançado o 6º lugar e João Ferreira o 12º.

Na corrida de Juniores, Séniores e Veteranos, de 8.100m, Carla Martinho subiu ao pódio da classificação geral feminina, no 2º lugar, superada pela atleta olímpica Marisa Barros (Individual) e acompanha ao pódio também pela sportinguista Sara Pinho, 3ª classificada. Carla Ferreira foi outra atleta da ADERCUS em competição, que se estreou com um brilhante 6º lugar entre as atletas veteranas.

Quanto ao desempenho dos atletas masculinos, António Moreira foi o 6º classificado, entre os Séniores, liderando a equipa que subiu ao pódio no 3º lugar, com o contributo também de Vitor Ramalho, 14º, e Luís Silva, 19º.

Nos Veteranos foi conquistada a vitória coletiva, tendo sido líder da equipa o Gil Ferreira, que foi o 2º classificado do escalão V40, Jorge Bola 6º e Paulo Ferreira 7º. Nos V45, Mário Nolasco foi o 7º, José Oliveira 13º e José Fonseca 21º. Nos V50, Paulo Miguel foi 4º e Rodrigo Silva 9º.


Na ilha de S. Miguel, nos Açores, a ADERCUS participou na corrida de S. Silvestre, com uma equipa de quatro atletas seniores femininas, que conquistou o 2º lugar, superada pela formação do Sporting Clube de Portugal e relegou para o 3º lugar a equipa da Juventude Vidigalense, de Leiria. Para o feito obtido, contribuíram Sara Carvalho, 4ª classificada, Joana Nunes, 8ª, Elisabete Azevedo, 9ª, e Débora Santos, 12ª.
ADERCUS

13 de dezembro de 2014

IGREJA DE BUSTOS - RETROSPETIVA FOTOGRÁFICA DA CONSTRUÇÃO


video
A nossa igreja.
Um motivo de orgulho para todos nós, independentemente da nossa fé.
Uma peça arquitetónica única. Elegante. Arrojada.
Um exercício extraordinário de fuga à monotonia... Um desafio permanente ao tempo e à modernidade que, parece às vezes, estão sempre atrás das suas linhas de futuro.
Nunca é demais homenagear os Homens e o povo que se atrevem a querer e a construir uma obra tão peculiar e digna.
A par do nosso Palacete, são duas obras icónicas da região.
Teremos "querer" bastante para as preservar?

11 de dezembro de 2014

CARTAZ PARA O FIM DE SEMANA

EXPOSIÇÃO DE RÁDIOS NA SALA DE EXPOSIÇÕES DA CÂMARA MUNICIPAL
"O Rádio- Coleção Privada de Manuel António Tavares Romão". De 13 de dezembro a 23 de janeiro


ARRAIAL NO CABEÇO

No dia 14, pelas 15 horas, grande arraial com o duo Luis &Tony,  em Cabeço de Bustos.


ROCK  VIVO NO HARDBAR

Os  SPIDERS (Suécia) e os MEDUSA (Portugal) apresentam-se no domingo, dia 14, pelas 17 horas no Hard Bar





9 de dezembro de 2014

ADERCUS - SOFIA ALMEIDA BATEU RECORD DISTRITAL

O fim-de semana competitivo da ADERCUS ...
Sofia Almeida, na frente
 ... teve início com a participação de Sofia Almeida no torneio de abertura de pista coberta da Associação Distrital de Atletismo de Leiria, disputado no sábado à tarde, no pavilhão da ExpoCentro, em Pombal. A atleta participou no concurso de lançamento do peso, para Infantis, e lançou 8,73m, tendo-se classificado em 3º lugar. Pouco depois, participou na corrida de 60m planos, tendo sido a vencedora, com a marca de 8,30seg, que passou a ser o novo record distrital, com cronometragem electrónica, contra os 8,34seg de Susana Abreu, do Sport Club Beira-Mar, que datava de 23 de dezembro 1989.
 
ADERCUS - Equipa iniciadas Fem..
Também ao final da tarde de sábado, nas Caldas da Rainha, foi disputada a “Corrida pela Vida”, prova de 10.000m na qual Sara Carvalho foi a 3ªclassificada, superada pelas sportinguistas Ana Ferreira, 1ª classificada, e Sara Pinho, 2ª. Vitor Hugo Ramalho foi o 15º na classificação geral masculina.

No domingo de manhã, disputou-se o 1º Grande Prémio de atletismo da Murtosa, no qual a ADERCUS teve vários atletas em destaque, nomeadamente pelas vitórias alcançadas pelas jovens Sofia Almeida e Beatriz Rodrigues, e também pela sénior Carla Martinho.

Érica Matos foi a mais nova competidora da ADERCUS, tendo-se classificado no 18º lugar da corrida de Benjamins. Seguiu-se a vitória de Sofia Almeida, nos Infantis, e logo a seguir a de Beatriz Rodrigues, nos Iniciados, escalão que venceu colectivamente também os o contributo de Salomé Sousa, 7ª classificada, e de Vanessa Fonseca, 12ª. No sector masculino, Miguel Matos classificou-se no 10º lugar.
 
Pódio - Séniores Fem.
Na prova principal, de 10.000m, para Juniores, Séniores e Veteranos, a ADERCUS alcançou mais uma vitória colectiva, no sector feminino, tendo Carla Martinho sido a vencedora, seguida de imediato pela companheira de equipa Joana Nunes, 2ª classificada. O 3º lugar do pódio feminino foi ocupado por Andreia Santos, do Juventude Operária de Monte Abrão, de Sintra. Um pouco depois, Sara Carvalho cortou a meta no 6º lugar, e Mónica Simões foi a 9ª. Entre os atletas masculinos, António Moreira foi o 9º classificado Sénior, e entre os Veteranos Jorge Bola classificou-se como 4º M40, Paulo Ferreira 8º M40, Rodrigo Nunes 15º M40, José Oliveira 15º M45, Paulo Miguel 6º M50.

Débora Santos foi também mais uma das atletas vitoriosas da ADERCUS, tendo cortado a meta destacada das suas opositoras nos 3.500m de prova do Grande Prémio de Sobral de Ceira, em Coimbra, no domingo de manhã.
ADERCUS

8 de dezembro de 2014

"ORA AQUI ESTÁ UMA IGREJA"

Passam hoje 50 anos sobre a inauguração da igreja de Bustos. Assinalando a data publicamos  algumas fotografias desse evento assim com partes de um texto escrito pelo Bispo que a inaugurou,
D. Manuel de Almeida Trindade, numa sentida homenagem ao padre que liderou o processo da sua construção.


PADRE ANTÓNIO HENRIQUES VIDAL

Conheci o Padre Vidal no tempo em que ele frequentou o Seminário Menor da Figueira da Foz. Estava-se em Outubro de 1937. A Diocese de Aveiro seria restaurada no ano seguinte. À nova diocese ficaram a pertencer freguesias que, antes da restauração, faziam parte das dioceses do Porto, de Viseu e de Coimbra. D. João Evangelista de Lima Vidal, depois de ouvir os responsáveis pela formação dos futuros seminaristas, resolveu pedir ao Patriarca de Lisboa, que era então D. Manuel Gonçalves Cerejeira, que os alunos de Aveiro fossem admitidos no Seminário dos Olivais (Lisboa). O pedido foi aceite. Foi a maneira de alunos, vindos de três dioceses diferentes, se pudessem encontrar, conhecer-se e ter os mesmos professores. Entre estes como não lembrar essa grande figura que foi Mons. Pereira dos Reis? Muitos dos alunos que passaram pelos Olivais foram por ele "contagiados, de modo particular, pela sua cultura litúrgica, antecipando, sob muitos pontos, a reforma do Vaticano II. O Padre Vidal ficou a dever a este Mestre a formação que deveria depois demonstrar na sua vida de pastor de almas.(...)


O Padre Vidal era um apóstolo. Começou por visitar os doentes nas suas casas e por acompanhar a gente pobre da freguesia. Por seu lado, ele dava exemplo de pobreza, andava a pé ou de bicicleta e, só mais tarde, comprou um modesto automóvel — um 2CV. Foi assim, pelo exemplo de uma vida pobre, que o Padre Vidal foi conquistando aos poucos a gente de Bustos - e não só dc Bustos...
Com que emoção li um artigo da pena do arquitecto Rocha Carneiro publicado no Jornal da Bairrada o seguinte titulo: "Igreja de Bustos e a arte"! Diz assim: "De todos os homens que nestes últimos quarenta anos mais me fizeram pensar em Deus, o Padre Vidal é um deles." Quem dera que de todos os pastores de almas (mesmo dos bispos) se pudesse dizer o mesmo…
Foi este homem pobre que se lançou aventura de construir uma igreja nova. Teve a sorte de encontrar um engenheiro competente - Neo Pato - e um arquitecto "aggiornato", quer dizer conhecedor das orientações que o Concilio Vaticano II acabara de dar na Constituição sobre a sagrada Liturgia. Esse arquitecto foi Rocha Carneiro. Ambos se consideravam "agnósticos". Só Deus sabe a que parâmetros se estendia o seu agnosticismo. A verdade é que, em contacto com o Padre Vidal, esse agnosticismo se revelou apenas de fachada: lá dentro estava a saudade de Deus. "Para estar de bem com a minha consciência — escreveu o arquitecto Rocha Carneiro — o espaço que tinha de projectar tinha de ajudar o homem a encontrar Deus".


Encontrados os desenhadores do projecto, era agora necessário obter meios económicos para o levar por diante. O Padre Vidal teve de andar de porta em porta, a pedir esmola, a organizar cortejos dentro da freguesia e até de atravessar o Atlântico e ir â Venezuela bater à porta dos emigrantes da Bairrada que para ali tinham partido. Nada disto foi em vão. À medida que se abriam os alicerces, se iam construindo as paredes. pondo as telhas... ia chegando o "cum quibus" para fazer face à construção. Tive a sorte de presidir à inauguração da nova igreja. Foi para mim um deslumbramento: ora aqui está uma igreja — pensava eu — que realiza, à letra, as normas que eu tive a felicidade de subscrever durante as sessões do Concílio! (...)

Manuel de Almeida Trindade
Bispo Emérito de Aveiro

4 de dezembro de 2014

A IGREJA DE BUSTOS VISTA PELO SEU AUTOR

(À saudosa memória do Padre António Vidal)



                                                                                                         
De todos os Homens que nestes últimos quarenta anos mais me fizeram pensar em Deus, o Padre Vidal foi um deles.
Queria uma igreja e fui eu encarregado de lha projectar. Tarefa difícil, pois as igrejas ricas, as dos “doirados”, são igrejas que nos levam à ânsia do poder, à submissão do ouro, do fanatismo da inquisição, a todos os protagonismos a que o poder obriga. Essas não são a minha Igreja.
A casa de Deus? Como?... Se Deus é imenso.
Depois de longas conversas com o Padre Vidal, acabo por concluir que apenas teria de criar um abrigo, onde os homens se juntam para encontrar Deus. Porém, com a dignidade que Deus merece...
O arquitecto é o técnico que tem por missão definir e concretizar o espaço onde o homem vive.
Se o faz bem, o homem vive bem. Se o faz mal, o homem vive mal.
Para estar de bem com a minha consciência, o espaço que teria de projectar tinha que ajudar o homem a encontrar Deus.
Às perguntas sucediam as respostas:
- O altar é o trono de Deus;
- S. Lourenço é o patrono da Igreja;
- Há duas Nossas Senhoras em Bustos: a que ali se venerava antes e a Nossa Senhora de Fátima de hoje.
- O Povo queria um altar para todos...
 “Padre, se só temos um Deus, e, sendo o Altar o seu trono, na nossa Igreja só pode haver um Altar”.
O Padre Vidal concordava inteiramente e só se preocupava como haveria de convencer o seu “rebanho”, mas não foi difícil. O Povo acaba por aceitar o que houver por verdade. Porém, há para cada um a sua verdade, e nem sempre as opiniões são totalmente compreendidas. Sim, foi necessário, puxando duas pedras da parede de fundo do altar, criar as duas mísulas, para o S. Lourenço e a Nossa Senhora que vinham da Igreja antiga.



 S. Lourenço, como patrono da Igreja, deveria estar no átrio da entrada, a receber os fiéis e encaminhá-los para o Altar, onde Deus é evocado a dali irradia para a Assembleia. A presença de S. Lourenço é evocada num painel de madeira talhada em gravura pelo distinto artista Monsenhor Nunes Pereira, que o ofereceu, e está colocado no vão da bomba da escada de acesso ao coro.
Do outro lado do átrio da entrada, e debaixo da Torre, está o Baptistério. Ali se encontram três preciosas obras de arte:
1- A Pia Baptismal, uma belíssima obra de arte em pedra de Ançã, sendo a única peça que veio da Igreja Antiga.
2- O Vitral, em blocos de vidro lapidados, que pela refracção da luz, enriquecem o colorido da obra do pintor C. Figueiredo, tendo sido o primeiro vitral do género a fazer-se no norte do país,
3- O relevo cerâmico, da autoria de Francisco Xavier de Viveiros Costa, (X.Costa, (1), escultor, açoriano que, tratando o tema: “Moisés Salvo da Águas”, sugerido pelo reverendo Padre Vidal, dá à parede lateral esquerda do Baptistério a conjugação perfeita das três obras de arte que este pequeno espaço encerra.
É também de X. Costa, e por este oferecido à Igreja, o desenho monumental que se encontra na fachada posterior do templo, sob o tema: “Deixai vir a mim as criancinhas”. Os seus traços são feitos com cacos de vidros de garrafa, que, ao sol, dão mais brilho, à vida e movimento que o desenho contém.
Pena é que a residência paroquial, ofuscando todo o alçado posterior da Igreja, tenha atirado também este trabalho ao obscurantismo. Isto, agravado com a insólita garagem ali entalada e abusivamente adoçada à Igreja, faz-me pensar se o Deus de quem assim procede ou consente, e o meu Deus, são de facto o mesmo.



A Igreja por tudo isto tem que ser simples como simples é Deus para os Homens de Fé.
Para que a Igreja surgisse económica, todo o material das estruturas, foi aproveitado e bem tratado no seu acabamento para que posto à vista o espaço limitado em todo o seu conjunto surgisse equilibrado no volume e na cor.
Fugindo ao supérfluo, surgiu a Igreja.
A parte de engenharia esteve a cargo dos Engenheiros Manuel dos Santos Pato e Nefetali da Silva Sucena, homem de fé. Ambos deram à obra não só todo o seu brio profissional, mas ainda o transmitiram a toda a sua equipa de trabalho.
A construção foi do Eng.º Santos Pato, natural de Bustos, e por isso, viveu-a com maior entusiasmo e o amor de quem tanto quer ao seu torrão natal.
Os Homens passam a obra fica, mas para que a obra nasça alguém tem de ir na frente, forte no seu ânimo, seguro no seu objectivo e firme na sua fé. Este Homem foi o Padre António Vidal da Carvalhosa, de Valongo do Vouga, e, ao tempo, Pároco de Bustos.
Obrigado, Padre. Obrigado, Amigo.
Até à Eternidade.

 Arq  Rocha Carneiro   (escrito em Agosto/2000 e publicado no JB com o titulo: “Igreja de Bustos e a Arte”)