7 de julho de 2015

BIBLIOTECAS PÚBLICAS E BIBLIOTECAS ESCOLARES DIFERENÇAS E COMPLEMENTARIDADES



Embora sabendo que não nos é possível, deste modo e neste espaço – e pela complexidade - equacionar toda a abrangência, tanto das Bibliotecas Públicas como Escolares, no que diz respeito à missão, objetivos e serviços atribuídos a cada uma delas - periodicamente revistos e aumentados, ou não estivesse a sociedade em vertiginosa mudança - ainda assim, não quisemos deixar de trazer ao debate mais algumas interrogações sobre uma matéria que continua na ordem do dia: a importância da biblioteca de serviço público/Polo de Leitura de Bustos, e a possibilidade, em aberto, da sua transferência para a Escola Básica, no Sobreiro, para colmatar a inexistência de uma biblioteca escolar e poupar nos gastos com a educação.


Uma coisa é certa: têm os bustuenses toda a legitimidade de continuar com a sua biblioteca pública. Mas é igualmente ponto assente que a Escola Básica (1.º ciclo e Jardim de Infância), atendendo até ao número já considerável de crianças que a frequentam, tem pleno direito a ter a sua própria biblioteca, no seu espaço próprio: o espaço escolar; e urge, para dar pleno cumprimento à implementação, monitorização e avaliação do “Programa Rede de Bibliotecas Escolares. Quadro estratégico: 2014-2020”, em sintonia com as diretrizes europeias.


Entendidas como centros facilitadores da aprendizagem e organizações de apoio pedagógico de qualidade - instaladas em local central, de acesso fácil e convidativo e devidamente equipadas e apetrechadas, com recursos em consonância com o nível etário, interesses e necessidades do público que servem, contando com o apoio de professores qualificados que trabalham em articulação com as diferentes estruturas educativas - as Bibliotecas Escolares são hoje o núcleo, o centro da vida da Escola.

Assim sendo, a elas confluem (ou devem confluir) diariamente alunos, professores, e demais envolvidos no processo educativo para a seleção e otimização de recursos, desenvolvimento de projetos conjuntos, atividades curriculares e não curriculares e outras ações educativas, para além do lazer e construção da competência leitora nos seus diferentes suportes e vertentes.

Aqui chegados, e com enfoque nesta aceção dinâmica, proativa e de boas práticas, e no reconhecimento de que é, muitas vezes, fora do contexto sala de aula que melhor se aprende e constrói conhecimento, uma pergunta (mais uma) se impõe:

A intensa utilização, que deve acontecer diariamente para se Aprender com a Biblioteca, permitirá a partilha deste espaço com outros utentes estranhos à escola, no âmbito de uma biblioteca pública?
Claro que não, mas essa é mais uma das perplexidades a acrescentar ao leque das já existentes.

Bibliotecas públicas e escolares, sim, com levantamento de pontos comuns para trabalhar em parceria e complementaridade, partilhando recursos e saberes, mas com missões específicas diferentes, insubstituíveis, no sentido da igualdade de oportunidades, inclusão social e acesso gratuito ao conhecimento, para todos.

Irene Micaelo

(Nota abreviada: Foi com o Programa Lançar a Rede de Bibliotecas Escolares (1996) – elaborado em consonância com as primeiras referências internacionais mais relevantes, como a UNESCO (United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization) e IFLA (International Federation of Library Associations and Institutions) - que se começou a tornar visível e reconhecido o papel crucial das bibliotecas escolares como estruturas nucleares imprescindíveis para o desenvolvimento do currículo, capazes de apoiar todos os alunos na aquisição das diversas literacias, na melhoria e enriquecimento das aprendizagens e determinantes nas vertentes formativa e de inclusão)



ATLETAS DA ADERCUS CORRERAM NO EUROPEU DE MONTANHA



Quatro atletas da ADERCUS representaram a selecção nacional de corrida de montanha
Carla Martinho, Elisabete Azevedo, Joana Nunes.(ADERCUS)
que foi disputada na ilha da Madeira, em Porto Moniz, no sábado de manhã. Ana Catarina Rodrigues foi a primeira a entrar na competição, no sistema “sempre a subir”, na corrida de juniores femininos, tendo sido a 37ª classificada ao fim de 4.000m, com um desnível entre a partida e a meta de 400m. Na corrida de seniores, a selecção feminina foi constituída exclusivamente pelas 3 atletas da ADERCUS, tendo sido alcançado o 10º lugar colectivo face ao contributo de Carla Martinho, 34ª classificada, Joana Nunes, 39ª, e Elisabete Azevedo, 40ª.

Beatriz Rodrigues

Destaque ainda no fim-de-semana competitivo para a prestação da atleta juvenil Beatriz Rodrigues, que no campeonato nacional de juniores de pista ao ar livre, disputado em Braga, foi a 4ª classificada da corrida de 800m, disputada no domingo, tendo batido mais uma vez por grande margem o seu record pessoal, agora fixado em 2min13,65seg. Com este registo a atleta realizou o mínimo de participação para o Festival Olímpico da Juventude Europeia, menos de 2min15,02seg, a realizar em Tiblisi, na Georgia, de 26 a 31 de julho. A marca foi também mínimo de participação para o campeonato do mundo de Juvenis, menos de 2min14,00seg, a disputar de 15 a 19 de julho, na Colômbia, em Cali, mas, foi obtida após a data limite estabelecida pela Federação Portuguesa de Atletismo, que era até ao dia 28 de junho.

 Em estrada, o atleta senior Luís Silva também subiu ao pódio, no Grande Prémio de S. Paio de Oleiros, no qual alcançou o 3º lugar, seguido de imediato pelo companheiro de equipa António Moreira, que foi o 4º classificado.

Na sexta-feira à noite, a atleta infantil Sofia Almeida correu os 150m do meeting da Guarda, no qual foi a vencedora e estabeleceu o novo record distrital de Aveiro, com a marca de 20,10 segundos, com o vento regulamentar, registado favorável a 0,4m/s. O record batido pertencia à atleta Elisabete Pereira, do Clube de Futebol União de Lamas, obtido em Viseu a 08-07-2009, com vento favorável a 2,0m/s.


 Associação Desportiva Recreativa e Cultura da Serena - ADERCUS

3 de julho de 2015

Asylo para a Biblioteca de Bustos. Opção da potência colonizadora.


Uma citação de um  livro que tb, existe  pelo menos um exemplar na Biblioteca de Bustos e

que por certo irá 'encantar' os alunos da pré-primária e do 1º ciclo da Escola Básica de 

Bustos.


"Sei muito bem que o estadista não é o santo,
que o grande político não é o mártir,
mas sei também que toda a obra governativa,
que não for uma obra de filosofia humana
 resultará em geringonça anedótica,
 manequim inerte, sem olhar e sem fala."

(Guerra Junqueiro, Pátria. Anotações (Balanço patriótico), Lello & Irmão – Editores, Porto. p. 192
(editado por sérgio micaelo ferreira, cartão de leitor da biblioteca de bustos nº 870)

2 de julho de 2015

BUSTOS - Câmara PSD - de Oliveira do Bairro - 'extermina' Biblioteca?

De uma entrevista aqui ao Dr. Assis Rei sobre a Biblioteca de Bustos em 1999, destacam-se dois excertos que podem revelar o estado de carência que tem acompanhado esta instituição.
câmara psd de oliveira do bairro vai 'criar' «casa mortuária da biblioteca de bustos»?


Uma estratégia para desativar a Biblioteca de Bustos ...

Eis o 1.º excerto:
(…)
 “JB – Bustos raramente teve as boas graças do poder de Oliveira do Bairro ...
AR.–   ... Mesmo a seguir ao 25 de Abril, a Biblioteca de Bustos mudou para um edifício comprado pela população e amigos da terra (O Palacete do Visconde), já a de O do Bairro foi instalada em edifício público pago pelos cofres do Estado. Mas há  mais .. A encarregada da nossa biblioteca recebia um pequeno subsídio, enquanto que a da sede do concelho tinha uma funcionária a tempo inteiro, com vencimento da Câmara. Enfim, ... para bibliotecas fixas iguais, tratamento diferente”.
(fim de citação)
 
‘Biblioteca fixa n.º 26 está viva e recomenda-se, Jornal da Bairrada, 1999, 04.15, p.6 
2º Excerto
“JB–  Como sente  hoje a  sua biblioteca?
AR.–  Visito-a diariamente. Tem novo equipamento. Está mais atraente. E repara que o horário de funcionamento está mais adaptado às necessidades da população. A bibliotecária é jovem e gosta do seu trabalho.... Mas parece ser sina, ...além do seu trabalho, faz serviço da Casa do Povo, ... preenche papelada, ... desloca-se a Oliveira do Bairro, etc... Como curiosidade ainda hoje vi um utente de Amoreira da Gândara   a entregar uma ficha de um livro... Momentaneamente a biblioteca  está em obras para receber uma ludoteca (polo da futura Biblioteca Municipal).
JB – Mas as valências oferecidas pela nova dinâmica de funcionamento da  biblioteca e da ludoteca não exigiriam a  construção de um edifício próprio?
AR.–  (Encolheu os ombros) ... Anda-se a remendar, ...  para remediar ... “
(Fim da entrevista)
in Biblioteca fixa n.º 26 está viva e recomenda-se’, Jornal da Bairrada, 1999, 04.15, p.6 – Nota: o oportuno título da entrevista foi criado pelo JB, (provavelmente, Armor Pires Mota).

Parece tornar-se claro que o poder central de Oliveira do Bairro tem usado a estratégia de "remendar  … até cair de podre".

A decisão da câmara PSD de Oliveira do Bairro em transferir a Biblioteca+Pólo de Leitura para sala(s) do interior da Escola Básica de Bustos (pré-primária e 1º ciclo básico!) mostra que o executivo pretende ‘exterminar’ a biblioteca herdeira, da Biblioteca Fixa nº 26 de Bustos. 
O tempo (meteorológico) irá encarregar-se de fundar uma ‘casa mortuária da biblioteca de bustos’, tornando inoperacional a utilização da maior parte do espólio. A menos que haja uma apropriação indevida a mando do executivo camarário.
sérgio micaelo ferreira, cartão de leitor da biblioteca de bustos nº 870 

29 de junho de 2015

4 ATLETAS DA ADERCUS SELECIONADAS PARA O EUROPEU



Quatro atletas da ADERCUS foram seleccionadas para representar Portugal no Campeonato da Europa de Corrida de Montanha, no próximo sábado, dia 4 de julho, na ilha da Madeira, em Porto Moniz. As atletas seleccionadas são as seniores Carla Martinho, Joana Nunes e Elisabete Azevedo e a júnior Ana Catarina Rodrigues.
Sara Carvalho, Mónica Simões, Elisabete Azevedo, Joana Nunes, Ana Rodrigues, Débora Santos, Carla Martinho e Ricardo Esteves
A competição irá ser disputada no sistema “sempre a subir” e na prova de juniores a Ana Catarina Rodrigues irá correr 4.000m, com um desnível entre a partida e a meta de 400m. Na corrida de seniores, o trio composto por Carla Martinho, Joana Nunes e Elisabete Azevedo terão de percorrer 7.900m, com um desnível de 850m.

Entretanto, Sara Carvalho correu no domingo de manhã o Grande Prémio de Mozelos, prova de estrada, disputada em Santa Maria da Feira, na qual subiu ao pódio no 2º lugar, que teve como vencedora a atleta Anália Rosa (Sporting CP) e no 3º Lugar a Marta Martins (ACRSD). No sector masculino, Luís Silva foi o 6º classificado da classificação geral.
Sofia Almeida_MeetingJovemCantanhede
Sofia Almeida subiu ao pódio em Febres, no Meeting Jovem de Cantanhede, disputado no sábado à tarde, que reuniu atletas dos escalões de Infantis e Iniciados, em representação das selecções distritais de Aveiro, Coimbra, Castelo Branco, Leiria e Lisboa. A atleta Infantil competiu na corrida de 60m, tendo sido a 2ª classificada, com 8,26seg, e no salto em comprimento, também no 2º lugar, com a obtenção de novo record pessoal de 4,59m.

Em Penafiel, também no sábado à tarde, Sara Carvalho foi a 3ª classificada do Grande Prémio de Santiago, que teve como vencedora a Mónica Siva (SL Benfica) e a 2ª classificada foi Anália Rosa (Sporting CP).
ADERCUS

DÁ PARA REUTILIZAR



Decorre até ao final do mês de Setembro, na nossa união de freguesias o período de recolha de material lúdico, pedagógico e didático, no âmbito da campanha “Dá para reutilizar”. 
A recolha deste material deverá ser entregue no balcão de atendimento da Loja Social de Bustos, durante o horário de funcionamento da mesma ou entregue às funcionárias do Centro Escolar de Bustos, Troviscal, Escola Básica da Mamarrosa e IPSB (caso tenha educando numa destas instituições deverá utilizar o destacável anexado à circular que foi entregue preenchido).
Esta campanha de sensibilização, organizada pela loja social de Bustos, tem uma componente educativa, direcionada para os valores e funciona como um incentivo à solidariedade tendo como objetivo promover a reutilização de material lúdico, pedagógico e didático, para crianças a partir dos 3 anos.



Qualquer criança e jovem com diferentes tipos de dificuldades (económicas, etc) devidamente sinalizados pelos serviços escolares da União de Freguesias, pode ter acesso aos materiais – tal será efetuado no início do ano letivo 2015/2016.



Faça parte desta campanha!! Mesmo com pouco pode fazer muito!!!

26 de junho de 2015

AS PRÁTICAS POUCO DEMOCRÁTICAS DA CÂMARA E O PRÉ FABRICADO

A vereadora da cultura Elsa Pires

No concelho de Oliveira do Bairro os processos de decisão política são inversos às práticas políticas correntes em Portugal. Em qualquer edilidade democrática se cumpre o mesmo processo. Começam por se fazer consultas e recolhem-se as várias contribuições (técnicas e politicas), que vão permitir ao decisor fundamentar a sua escolha. Em Oliveira do Bairro tomam-se as decisões sem consulta, estudo ou debate público.

O caso da Biblioteca de Bustos é exemplar de como as boas práticas políticas estão ausentes do nosso concelho.

Perante a necessidade de dar utilidade a um edifício como o da antiga escola primária de Bustos qualquer dirigente seguiria as regras elementares. Delegando, mas marcando datas e estabelecendo um plano de trabalhos, visaria reunir a necessária informação que lhe permitisse escolher a mais adequada função para a infraestrutura. No nosso regime isso implica, necessariamente, a audição de todos os interessados. É o primeiro passo.

Um político com visão e sabedoria iria mais longe. Tendo em conta que o edifício a requalificar está situado junto ao Parque da Vila, que começa a ter um papel estruturante, podendo ser a génese de uma nova centralidade em Bustos, proporia enquadrar o edifico e as suas funções, tendo em conta este núcleo, onde há um conjunto de infraestruturas que precisam de obedecer a uma visão de conjunto e a uma estratégia comum de desenvolvimento.

Em vez de gerir o espaço público caso a caso e em razão do improviso, trataria de elaborar, por exemplo, um Plano de Pormenor para o centro de Bustos/Parque da Vila. O gestor público competente daria início a todo um processo de consultas e debates visando a elaboração e aprovação de um Plano nas suas várias valências. A utilização do edifício da escola seria decidida em função do seu enquadramento neste núcleo de funções multidisciplinares, onde já existe uma significativa variedade de infraestruturas públicas (parque infantil, mini golf, parque de merendas, junta de freguesia, etc.)
Pensamento ou visão política é coisa que não há em Oliveira do Bairro. Nem as mais elementares práticas de gestão democrática são instrumentos utilizados no quotidiano da gestão camarária. E se não é por ignorância, é por má fé.

POR CAUSA DO PRÉ FABRICADO

Aqui o presidente da Câmara delega que é como quem diz, manda a vereadora “resolver a questão”. Esta, que não faz ideia do que são as boas práticas da administração política, visita a escola em questão. Encontra um pré fabricado instalado no recreio servindo de instalações à Loja Social e não gosta de ver tal estrutura. Terá sido por razões estéticas, só ela o saberá, que começou por decidir “demolir o barracão”. Ao informar os responsáveis da Loja Social da intenção de desmantelar o pavilhão estes perguntaram: “E para onde nos mudamos nós?”
Perante a necessidade de albergar aqueles a quem ameaçava retirar o teto, a vereadora concluiu pela sua transferência para o edifício principal.
 Sem ouvir ninguém, sem ter em conta promessas anteriores, sem considerar a história e a identidade da comunidade, sem qualquer visão estratégica, sem lógica ou entendimento decide por junto acabar com uma iniciativa que comemora 54 anos, a Biblioteca de Bustos, enterrando-a  numa sala vazia que existe no novo edifício da escola básica.
Tudo isto é obra e pensamento de uma senhora chamada Elsa Pires a quem um dia chamaram Vereadora da Cultura, a mesma que declarou ao boletim informativo Oliveira do Bairro, nº77:

“A confiança e as funções que me foram atribuídas são de uma enorme responsabilidade, que assumo com grande sentido de serviço público, tendo definido, desde o primeiro momento, que as irei exercer em nome das pessoas, para as pessoas e com os olhos nas pessoas, num ambiente dialogante e com profundo sentido de dever.”

Nem olhos nos olhos, nem ambiente dialogante, nem sentido do dever. Nem quando é confrontada com a contestação da esmagadora maioria da população, representada por todos os quadrantes políticos, Elsa Pires tem a coragem de dialogar ou de expor uma ideia. Nem tem a capacidade para perceber a ofensa que está a cometer à nossa identidade, à nossa história, à nossa democracia.
Na Assembleia Municipal, aquela que é paga com o dinheiro do povo para cumprir a sua função, não só não a cumpriu como se deu à arrogância de mostrar uns sorrisos parvos.

Agora, que politicamente se suicidou só resta a Elsa Pires pedir desculpa e ir-se embora. Se tiver coragem, dignidade e não quiser envergonhar mais a família.

Augusto Messias de Oliveira

O novo cronista da vila

24 de junho de 2015

ADERCUS - BEATRIZ RODRIGUES E SOFIA ALMEIDA MEDALHADAS. PAULO FERREIRA MEDALHADO.



A atleta Beatriz Rodrigues, do escalão de Juvenis, ainda de primeira época, participou no domingo em Fátima na corrida de 800m do campeonato nacional de Juvenis de Pista ao ar livre, tendo alcançado a medalha de bronze e estabelecido novo record pessoal na distância, registado agora em 2min15,93seg. 
ADERCUS - Beatriz Rodrigues, bronze no Campeonato Nacional de Juvenis

A atleta que está pré-selecionada para participar no Festival Olímpico da Juventude Europeia, a disputar em Tblisi, na Georgia, melhorou em 2 segundos a sua marca e aproximou-se mesmo do mínimo de participação no campeonato do mundo de Juvenis, que é de 2min14,00seg.

ADERCUS - Sofia Almeida conquista três títulos

Em Aveiro, Sofia Almeida esteve em destaque mais uma vez nos campeonatos distritais de pista de Infantis, tendo conquistado 3 títulos. 
ADERCUS - Sofia Almeida durante o salto em comprimento

A atleta venceu no sábado à tarde os 150m, em 19,93seg, no domingo de manhã correu os 60m em 8,36seg e estreou-se no salto em comprimento, tendo vencido também com um salto de 4m49cm. Em bom plano também estiveram a Catarina Pardal, 5ª classificada nos 150m, com 22,00seg e 7ª nos 60m, com 9,17seg. Maria Francisco foi a 7ª nos 150m, com 22,06seg e 8ª nos 60m, com 9,17seg.

Em Cantanhede, Paulo Ferreira foi o 3º classificado e 1º Veterano da 2ª Corrida da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Cantanhede. Uma semana antes, no dia 14 de junho, correu o Grande Prémio da Casa do Benfica da Figueira da Foz, no qual foi o 4º classificado e o vencedor de Veteranos.

Fotos  e Texto,Ricardo Esteves, (ADERCUS)

ARSÉNIO MOTA: “ ESTOU MARAVILHADO COM A UNIÃO DOS BUSTUENSES”

Arsénio Mota, 85 anos, escritor, poeta, cronista e ensaísta da cultura portuguesa contemporânea, fundador da AJEB – Associação de Jornalistas e Escritores da Bairrada, recentemente homenageado em Vila Franca de Xira numa iniciativa do Museu do Neo-Realismo, é o bustuense  a quem devemos a criação da Biblioteca de Bustos, inaugurada em 1961.
O escritor, a viver no Porto, em mensagens trocadas com Irene Micaelo, que aqui divulgamos, mostra-se maravilhado com a união dos bustuenses e  indignado por se pretender acabar com um “bem público”.

Arsénio Mota na sessão comemorativa dos 50 anos da Biblioteca de Bustos, em 2011


1.
Eu deixei há tempo de ir a Bustos e agora estou maravilhado com a união que as pessoas mais em evidência local estão a demonstrar em defesa da «Biblioteca Pública» criada há mais de cinquenta anos, em resposta à Câmara cujo presidente, tão (pouco) amigo da cultura quanto se sabe, insiste em a retirar (um bem público!) da terra para a «arrumar» sob a alçada do ministério de Crato tão (pouco) amiguinho da educação...
2.
Esta sua nova mensagem deixou-me francamente gratificado! Agradeço-lha, assim como a todos os bustuenses que se fizeram presentes na reunião da Assembleia Municipal para manifestar a recusa geral ao projecto da mudança da nossa Biblioteca para a escola. Concordo inteiramente consigo, Irene, a sua indignação é também a minha, pois não consigo abstrair do quanto aquela «coisa» deve à minha iniciativa desde o início do início.
Permita-me apenas lembrar que, actualmente, a Biblioteca é realmente um «bem público» da terra; transferida para a escola, passa a depender do Ministério da Educação; transforma-se em «biblioteca escolar», algo que, como bem sabe, nada tem a ver com o «bem público» que é, ainda que com algum interesse para o ensino.
Este pormenor, na minha opinião, é crucial e, no entanto, ainda não o vi equacionado.
Enfim, embora longe, tenho vindo a seguir os acontecimentos. Sinceramente maravilhado com a união dos bustuenses em torno deste triste caso. Não assinei o abaixo-assinado porque ninguém mo propôs.
Agora só falta que a população, sempre unida na defesa do «bem público» que é todo seu, impeça a transferência dos livros e outro recheio da Biblioteca, barrando em massa o acesso às respectivas instalações no dia em que tal tente fazer-se!
Se quiser, Irene, pode divulgar por todos os meios ao seu alcance esta minha posição.
Nesta causa, Amiga, estou consigo, todos estamos juntos e consigo!
Abraço muito cordial.

Arsénio Mota


23 de junho de 2015

IRENE MICAELO: “RECONHECER ERROS, É UM ATO DE CORAGEM E ÉTICA POLÍTICA”

[Apresento os meus cumprimentos aos Exmos.: Senhor Presidente da Assembleia Municipal, Senhores Deputados Senhor Presidente da Câmara, Senhores Vereadores; excelentíssimo público e Caros Concidadãos

(Agradeço a oportunidade que me é concedida de poder participar expressando a minha opinião perante esta digníssima Assembleia)]

…O que eu quero realçar, é que, ao lado da indignação que aqui me trouxe, motivada pela decisão tomada por este executivo camarário de transferir a Biblioteca/Polo de Leitura de Bustos para o atual Polo Educativo do Sobreiro, coexiste também, neste momento, um sentimento de satisfação. Não pela decisão – que repudio vivamente! – mas uma satisfação enorme ao verificar que, em tão curto espaço de tempo, e sem ter havido ações concretas de maior esclarecimento ou de sensibilização para esta causa, foram recolhidas, de forma espontânea, 525 (quinhentas e vinte e cinco) assinaturas, validando um abaixo-assinado que pretende, que exige, que a Biblioteca seja, isso sim, instalada na antiga Escola Básica de Bustos – local histórico e símbolo de identidade, onde muitas gerações aprenderam a ler – após a requalificação e a devida adequação dos seus espaços às exigências atuais e às novas funcionalidades.

Ora esta posição, este abaixo-assinado, constitui uma advertência, reveladora de que os bustuenses sabem muito bem aquilo que querem; sabem que a Biblioteca, para poder cumprir a sua missão, tem de ser colocada numa posição estratégica de maior visibilidade, tem de ser colocada num local nobre, no «coração» da vila, onde já existem infraestruturas funcionais e apelativas, ligadas ao desporto e ao lazer e onde falta esta componente de fruição cultural e de construção do saber.

Os bustuenses sabem muito bem que o acesso ao conhecimento não pode configurar-se apenas a uma parcela da sua comunidade. E levar a Biblioteca para as instalações periféricas e descentralizadas do atual Polo Escolar, fechando-a à chave e intramuros, e onde – pasme-se, meus senhores! – até o acesso aos utilizadores tem de ser feito através de uma campainha a instalar para o efeito – é condená-la antecipadamente ao fracasso, a um fecho mais do que anunciado. E tudo isto acontece numa altura em que outras Câmaras reforçam dinâmicas e políticas culturais em que o livro, a leitura, a informação em diferentes suportes são levados para as ruas, para as praias, para os jardins, numa oferta gratuita, num convite à ocupação saudável e formativa das crianças, dos jovens, das populações de diferentes níveis etários.
Sabemos, porém, que nem todas as Câmaras revelam a sensibilidade necessária para entenderem estes espaços como um benefício a curto, médio e longo prazo e também como um investimento futuro.

Senhor Presidente, senhores Autarcas,

As Bibliotecas públicas são, como sabemos, entidades de serviço público, detêm responsabilidades sociais e cívicas e têm a obrigação, o dever, de respeitar o contrato que estabeleceram com os seus cidadãos, auscultando as suas opiniões e contribuindo para o seu bem-estar e satisfação.

Senhor Presidente, senhores políticos

Ainda é tempo de ponderar.
Reconhecer erros e corrigir posições é um ato de coragem e de ética política!
É dessa resposta que nós, bustuenses, estamos à espera.      

E queremos acreditar que assim será.

(disse)


Irene  Micaelo