27 de julho de 2015

BiblioToca de Bustos



Se queres um livro, toca!

"(...) o acesso ao Polo de Leitura será feito através de uma campainha exclusiva que estará localizada numa das entradas do Centro Escolar(...)" | Câmara Municipal de Oliveira do Bairro


Manifesto da UNESCO sobre Bibliotecas Públicas

"(...)Os serviços têm de ser fisicamente acessíveis a todos os membros da comunidade. Isto pressupõe a existência de edifícios bem situados,boas condições para a leitura e o estudo, assim como o acesso a tecnologias adequadas e horários convenientes para os utilizadores. Implica igualmente serviços destinados àqueles a quem é impossível frequentar a Biblioteca(...)

Aos que têm poder de decisão, a nível nacional e local, e à comunidade bibliotecária, em todo o mundo, pede-se que apliquem os princípios expressos no presente Manifesto(...)"

24 de julho de 2015

Biblioteca de Bustos pode não reabrir depois das férias





Depois das férias, existe a possibilidade da Biblioteca de Bustos não reabrir, o que está a preocupar a população(...)Posição do executivo refere que "a decisão de transferência foi tomada face aos problemas estruturais e de acessibilidade que o actual espaço [Palacete do Visconde de Bustos] apresenta"


A possibilidade da Biblioteca de Bustos, Oliveira do Bairro, não reabrir após as férias está a preocupar a população. Em causa está a intenção da Câmara Municipal de integrar o espólio da biblioteca local na nova Escola Básica do Sobreiro.
Com a construção de novos Polos escolares, foi prevista a sua transferência para uma escola primária a desactivar, mas a vereadora da Educação e Cultura, Elsa Pires, acabou por dar outro destino à escola e alojar a Biblioteca na nova Escola Básica do Sobreiro, numa decisão apoiada pelo presidente da Câmara.
Por esse motivo, populares de Bustos marcaram presença na última Assembleia Municipal, “uma das mais concorridas das últimas décadas”, e o tema acabou por ser o assunto dominante, com uma dúzia de intervenções no “período de antes da ordem do dia” reservado ao público.
A decisão camarária, justificada pela contenção de custos e pela reduzida utilização, foi mal acolhida em Bustos, tendo circulado um abaixo-assinado contra a medida, tendo sido criado um movimento em defesa da biblioteca" | Diário de Aveiro

http://www.diarioaveiro.pt/noticias/bustos-populacao-contesta-transferencia-da-biblioteca-para-escola

Leia mais na edição em papel

BIBLIOTECA DE BUSTOS - Sítio da câmara municipal de Oliveira do Bairro desinforma Horário


O sítio oficial da câmara municipal de Oliveira do Bairro aqui continua a desinformar o horário de funcionamento do Pólo de Leitura de Bustos/Biblioteca de Bustos (PLB/BB).  

Consultando os dois horários, constata-se que a câmara proporciona um serviço em Bustos  e arredores durante 40 horas semanais

Mas a realidade desmente a informação digital. O PLB/BB está aberto ao público durante 19 horas semanais. Este horário, que parece ter sido feito aos soluços, desmotiva a procura deste serviço,

O horário real do PLB/BB constituirá a ser mais uma peça de fino quilate na política concelhia da dinamização cultural aqui, em Bustos.

Em 15.02.2005, Belino Costa dava o alerta do abandono que  o PLB/BB espelhava:

"Não basta ter uma funcionária, um horário de abertura e  livros espalhados por várias estantes para se ter uma Biblioteca. Seria preciso um programa de dinamização da leitura, um projecto, um acervo actualizado, instalações adequadas e uma direcção visando atingir públicos específicos, sensibilizando a comunidade em geral. Seria preciso enquadrar o pólo de leitura de Bustos numa politica de promoção da cultura e do livro a nível concelhio o que, manifestamente, não existe."
 in Bustos do Passado e do Presente,  Pobre Biblioteca!

Que projectos foram dinamizados no Pólo de Leitura de Bustos/Biblioteca de Bustos com a chancela  de Oliveira do Bairro? 

sérgio micaelo ferreira

22 de julho de 2015

Mário João Oliveira e as suas "regras da democracia"

O Sr. Presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, Mário João Oliveira, só cumpre "as regras da democracia" quando lhe interessa.
Vamos ver porquê:
1 - Na Assembleia Municipal que se realizou no dia 19/06/2015 foi confrontado com um abaixa-assinado com mais de 500 subscritores, a repudiar a decisão de transferir a antiga Biblioteca para o Pólo Escolar do Sobreiro e não esclareceu os cidadãos que solicitaram as razões que motivaram a decisão. Na mesma ocasião, também não esclareceu os deputados da Assembleia Municipal que no período "antes da ordem do dia" solicitaram esclarecimentos.
2 - Na Reunião Ordinária Pública da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro que se realizou no dia 25/06/2015 afirmou que "a transparência na Câmara Municipal é total e que num país democrático se devem cumprir as regras da democracia" e aconselhou o Senhor Vereador Paulo Caiado a ler o "Regimento da Assembleia Municipal".
3 - O que diz o regimento no artigo 41º é que no uso da palavra pelo público:
a) "1 - Os esclarecimentos a solicitar pelo público serão sempre dirigidos à Mesa da Assembleia e nunca directamente a qualquer membro da Assembleia Municipal, e não poderão dizer respeito às matérias da “Ordem do Dia”.
b) "2 - A Mesa da Assembleia, se tiver possibilidade para tal, esclarecerá o interessado, imediata ou posteriormente, através de ofício".
4 - O Sr. Presidente da Câmara Municipal interpreta que não pode esclarecer qualquer questão levantada invocando o Regimento da Assembleia Municipal, cumprindo "as regras da democracia".
5 - O artigo 41º do Regimento da Assembleia Municipal e o "cumprimento das regras da democracia" não impediram o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, Mário João Oliveira, de responder a todas as questões levantadas pelos cidadãos na Assembleia Municipal de 28 de Novembro de 2014.
6 - O Sr. Presidente da Câmara Municipal, Mário João Oliveira, só cumpre "as regras da democracia" quando lhe interessa.
7- Recomendo ao Sr. Presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro que respeite a vontade da população porque em qualquer democracia, essa vontade expressa não se pode ignorar.
Actas:

21 de julho de 2015

BIBLIOTECA ENCERRADA PARA FÉRIAS


A Biblioteca Pública de Bustos foi transformada numa extensão da Biblioteca Municipal e desde que tal aconteceu tem sido votada a um verdadeiro ostracismo. Sem instalações dignas, sem um horário ou dinâmica que ajudem a inserir o equipamento camarário na vida local, a Biblioteca de Bustos foi sendo sufocada.
Que tipo de dinamismo, que serviço oferece uma biblioteca que está encerrada ao domingo e segunda feira, enquanto à terça e à quinta feira encerra de manhã e abre das 14h30 às 19h30, sendo que à quarta feira, sexta e sábado está fechada à tarde, abrindo portas apenas entre as 10h00 e as 13h00?
Este era o horário anterior ao dia de ontem, data em encerrou para férias. Deve voltar a abrir portas no dia 4 de agosto.


Assim se espera, apesar da falta de vontade política do executivo camarário que está a criar as condições para o seu encerramento. É, na prática, o que Mário João pretende fazer ao defender a sua “transferência” para as instalações da escola básica, no Sobreiro.
Uma biblioteca pública numa escola básica! Onde é que já se viu?
Em parte nenhuma.

NB


Nota: Recorda-se que na última Assembleia de Freguesia, realizada no passado dia 24 de junho, os deputados e o executivo se mostraram solidários com as pretensões do povo de Bustos relativamente à biblioteca.

20 de julho de 2015

ADERCUS - CARLA MARTINHO VENCEU A 2ª CORRIDA DA COSTA NOVA


CARLA MARTINHO VENCE NA COSTA NOVA E EM RIO MEÃO

CARLA MARTINHO (ADERCUS) vence na Costa Nova e Rio Meão

Carla Martinho foi a vencedora da 2ª corrida da Costa Nova, prova de 10.000m, disputada na estrada junto ao canal de Mira da ria de Aveiro, num percurso de ida e volta, entre a Costa Nova e a Vagueira, tendo cortado a meta com o tempo de 37min21seg. 
PAULO FERREIRA vence escalão M40

Paulo Ferreira foi outro atleta da ADERCUS em plano de destaque, tendo sido o 4º da classificação geral e o vencedor do escalão de veteranos M40, com o registo de 34min18seg.

PÓDIO SÉNIOR FEMININO UM EXCLUSIVO ADERCUS EM RIO MEÃO

Uma semana antes, no domingo dia 12 de julho, Carla Martinho também foi a vencedora do Grande Prémio de S. Tiago, em Rio Meão, prova na qual a ADERCUS ocupou todos os lugares do pódio sénior feminino. Carla foi acompanhada ao pódio por Joana Nunes, 2ª classificada, e Sara Carvalho, 3ª, tendo ainda a Débora Santos sido a 5ª classificada. No sector masculino, António Moreira também teve um bom desempenho, tendo sido o 5º atleta da classificação geral, José Oliveira foi o 8º Veterano M45 e Rodrigo Nunes o 12º Veterano M50.

SARA CARVALHO VENCE NA CIDADE DA FEIRA E PRATA PARA MÓNICA SIMÕES 
Sara Carvalho (foto de arquivo)
Ainda em estrada, Sara Carvalho foi a vencedora da corrida nocturna de Santa Maria da Feira, disputada no sábado dia 11 de julho, tendo sido acompanhada ao pódio pela companheira de equipa Mónica Simões, que foi a 2ª classificada.

BEATRIZ RODRIGUES OURO EM MALTA. JOANA NUNES IDEM EM AVEIRO
Beatriz Rodrigues vence em Malta e Joana Nunes em Aveiro


Em pista, o destaque vai para o desempenho de Beatriz Rodrigues, atleta do escalão de Juvenis, e ainda a finalizar a primeira época do escalão, que foi a vencedora dos Jogos da FISEC do Desporto Escolar, que se disputaram em Malta, na corrida de 800m, com a marca de 2min17,59seg e nos 400m foi a 4ª classificada da final, com a marca de 1min00,74seg, que ficou registado como a sua melhor marca pessoal. Após o regresso, voltou à pista nos campeonatos distritais sub-23 e absolutos de Aveiro, tendo corrido no sábado dia 18 de julho, outra vez a distância de 400m, na qual foi a 4ª classificada, com a marca de 1min01,57seg. Nos mesmos campeonatos, Ana Rodrigues foi a 5ª classificada do 1.500m, com 5min20,47seg e Joana Nunes foi a vencedora dos 5.000m, com 17min50,55seg.

SOFIA ALMEIDA ESTREIA VENCEDORA NO PENTATLO
Sofia Almeida no salto em comprimento
Sofia Almeida estreou-se na disputa do pentatlo, do Torneio do Bairro Anjos de Provas combinadas, disputado em Leiria, no Estádio Magalhães Pessoa, no dia 11 e 12 de julho, tendo sido a vencedora. Na primeira jornada foi a vencedora da corrida de 60m planos, com a marca de 8,49seg, e também do lançamento do peso, tendo lançado 9,48m. Na segunda jornada foi a 5ª classificada dos 60m barreiras, com 13,49seg, 2ª classificada no salto em comprimento, com 4,37m, e venceu os 1.000m, com 3min21,97seg.
ADERCUS

AMIGOS DA BIBLIOTECA DE ESPINHO APOIAM LUTA DO POVO DE BUSTOS

Nas últimas semanas o “Notícias de Bustos” tem batido recordes de audiência. Por exemplo o texto “Câmara e Bustos em Rota de Colisão” alcançou (até hoje) 2693 leitores, o que indica que a polémica em torno da biblioteca já ultrapassou, em muito, a comunidade local. É de prever que o tema alcance em breve notoriedade nacional. Outros textos têm batido recordes, como aconteceu com os artigos de de Irene Micaelo em defesa da biblioteca de Bustos, publicados aqui  e aqui,  que alcançaram mais de dois milhares de leitores e provocaram várias reações de apoio. Entre elas destacamos hoje a opinião do Prof  Teixeira Lopes (1)

ASSOCIO-ME AO VOSSO DESCONTENTAMENTO

Concordo com os pressupostos consignados no artigo em referência. Em defesa das Bibliotecas Públicas e das Bibliotecas Escolares, como Professor, como Cidadão, como Leitor, como combatente pela literacia, pela inclusão social e intelectual, considero que em Bustos a "ideia" peregrina de "fechar" a "Biblioteca Pública" e inclui-la na "Biblioteca Escolar" é canhestra, medíocre, inquinada de um espírito pseudo moderno em nome da vulgata "economicista" tão querida dos poderes instituídos, sejam eles quais forem.
É com todo o gosto, que em meu nome pessoal e como Presidente da Associação dos Amigos da Biblioteca Municipal José Marmelo e Silva, em Espinho,  me associo ao vosso descontentamentoe às vossas reivindicações.

                                                               António José Teixeira Lopes
                                                                                 Professor     
 
 (1) António José Nunes Teixeira Lopes fundou e dirige a Associasção de amigos da Biblioteca Municipal de Espinho. Do seu curriculum destacamos:
Mestrado em História Contemporânea pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (1998). Defendeu a tese "O nascimento de um Aglomerado Urbano: Espinho no Limiar do Século XX".
Licenciatura em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (1980).
Curso de Património Histórico-Artístico, Natural e Etnográfico do Centro Nacional de Cultura (1990-1992). Defendeu a dissertação: "Um olhar sobre Espinho e o seu Património".
Formador reconhecido pelo Conselho Científico-Pedagógico de Professores nas áreas e domínios da História/História de Portugal e História Económica e Social.
Orientador de Estágio do Ramo Educacional da Licenciatura em História da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (1991/1992 - 2001/2002).
Supervisor de Exames Nacionais do 12º Ano da disciplina de História (2005).


18 de julho de 2015

Biblioteca de Bustos - Ontem como hoje e amanhã? - Alexandre Ferreira


Biblioteca de Bustos - Ontem como hoje e amanhã?
Bibliotecas generalistas vs Bibliotecas escolares

Desde a minha adolescência que frequento bibliotecas. As 'minhas' primeiras duas bibliotecas foram as do Troviscal e de Bustos, e frequentava-as assiduamente. Mais tarde fui seduzido pela de Aveiro, pela municipal de Oliveira do Bairro e pela da Universidade de Aveiro, com acesso a conhecimento até então inacessível. Hoje em dia, através da internet, o acesso à informação que pretendemos é muito mais fácil. Mas ainda assim, considero-me um regular consumidor em livrarias.
No início desta minha demanda pela 'gnose', estiveram duas bibliotecas.
Tendo como pressuposto que, para mim, as biblioteca escolares são excelentes para a formação do indivíduo e para o fomento e alimento do apetite pelo conhecimento, talvez, e apenas, uma das mais elevadas demandas da Humanidade.
No concelho de Oliveira do Bairro, se analisarmos as condições formativas, há que relevar a aposta da CMOB na criação de uma rede escolar moderna no concelho que, apesar de sobre-dimensionada, responde às necessidades, actuais e potenciais futuras, na formação dos adultos de amanhã, ou pelos menos, com melhores condições de aprendizagem.
Complementares às escolas, temos uma rede de leitura, formada pela biblioteca municipal de pólos de leitura.
No Troviscal, a Escola Básica beneficia da localização próxima da Biblioteca/Pólo de Leitura, que as crianças visitam esporadicamente com os seus educadores e professores. Houvesse uma biblioteca escolar e as crianças leriam mais? Creio que não haveriam dúvidas que sim. Mas não há...
Nestas novas infraestruturas, é imperativo que existam bibliotecas escolares. Juntamente com os meios audiovisuais e as tecnologias de informação, os livros são um prático pilar do acesso ao conhecimento. No entanto isso não acontece...
Em Bustos, quer-se transferir uma biblioteca geral para a Escola Básica, portanto, com acesso condicionado. Devemos colocar a questão se não será este acesso condicionado, per si, um elemento dissuasor da sua própria utilização? Isto passa-se numa era em que se luta pela socialização do acesso à cultura, fomentando a colocação de livros em cafés, pastelarias, hospitais... Estes até já se vendem nos Correios!
Relativamente a esta transferência de uma biblioteca geral para uma escola, não compreendo por que motivo um acervo generalista será de interesse para crianças que ainda estão no início da sua aprendizagem? E colocar pessoas estranhas ao meio escolar a entrar e sair a qualquer hora do dia? Sinceramente, não entendo!
Ainda sobre a segurança, este ano, na Escola do Troviscal, houve falta de funcionários e, um enorme e concertado esforço para conseguir debelar as dificuldades, professores, pais e funcionários fizeram os possíveis para que tudo corresse bem no ano lectivo. Acrescento que, para a resolução desta situação, a CMOB e segundo esta, não tinha orçamento que permitisse auxiliar. Uma das questões principais que os pais colocaram foi a possibilidade de existir uma quebra de segurança, com a falta de funcionários. A sorte foi não terem existido professores ou funcionários a necessitar de baixa médica, o que às vezes acontece. Agora imaginemos que, para além de vigiarem as crianças, os funcionários terão de acompanhar o acesso de estranhos à biblioteca geral presente na escola? Pois... para estarem num lado, não estarão no outro.
Por uma verdadeira política de leitura no concelho, façam-se bibliotecas escolares dentro das escolas com livros próprios para as crianças que as frequentam. Fomente-se a leitura pelos adultos, com actividades que não sejam só centradas na biblioteca de Oliveira do Bairro e facilite-se o acesso dos cidadãos. Dotem-se as bibliotecas/pólos de leitura de âmbito geral com livros de efectivo interesse e actualidade. E não esquecer que, hoje em dia, as bibliotecas acumulam forçosamente, para além de livros, valências de meios audiovisuais e tecnologias de informação. A existência de vários jornais diários e revistas atraem bastantes pessoas também.
Se o problema da CMOB é o de escolas sobre-dimensionadas, não creio que a inserção de uma biblioteca geral nos espaços vazios de uma escola resolva o problema. Antes, sugeria o fomento de políticas incentivadoras da natalidade.
Se o problema é mostrar as escolas novas à população para rentabilizar os investimentos, façam-se com os pais, educadores e funcionários dias abertos à população da comunidade educativa.
E por fim, pergunto, afinal para que fim será o edifício da antiga escola primária? E que melhor lugar para uma biblioteca geral que não este, com tudo o que simboliza e significou no passado para os adultos de hoje, com estacionamento, na passagem de uma rua movimentada, junto à autarquia local e a uma zona de lazer que atrai bastantes jovens e adultos?
Sr. Presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro e Vereadora, a vós deixo-vos um dito popular que se poderá aplicar àquilo que temos vindo a assistir...
'Só o burro não muda de opinião'
Para refletirem

Alexandre Ferreira


17 de julho de 2015

CAMÂRA E BUSTOS EM ROTA DE COLISÃO



A Câmara Municipal de Oliveira de Bairro não quer gastar dinheiro com a biblioteca de Bustos, confirmou o presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Bairro, Mário João. Por sua vez a vereadora da cultura, Elsa Pires, confessou-se “trucidada”.
Um grupo de onze cidadãos de Bustos  reuniu-se, no dia de ontem, com os sr presidente, vice presidente e vereadora da cultura da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro. Após a presença na Assembleia Municipal onde apresentaram um abaixo assinado de protesto contra a transferência da Biblioteca de Bustos/Polo de Leitura para o edifício da escola básica, os cidadãos de Bustos não se conformaram.
Na Assembleia Municipal não foi dada qualquer explicação quanto ás razões que levaram a sra vereadora da cultura a defender uma medida que cria as condições para a eliminação da biblioteca pública de Bustos, a mais antiga do nosso concelho. Uma  biblioteca aberta graças à iniciativa popular, um espaço que marcou e ajudou a alfabetizar muitas gerações.
Lutando pelo diálogo e o debate de ideias, os cidadãos de Bustos solicitaram uma audiência à sra vereadora Elsa Pires, dado que esta tinha sido responsabilizada pela decisão, mas não tinha dado qualquer explicação
Ontem pela manhã  onze bustuenses, representantes de todas as correntes politicas locais, deixaram os seus afazeres para ouvirem as razões de Elsa Pires. Foram a Oliveira do Bairro  em nome de valores profundos, porque pertencem a uma comunidade com memória e não  querem que ela seja apagada.
Irene Micaelo, Alberto Zenha Martins, Dina Costa, Narciso Paiva Cardoso, Miriam Ferreira, Manuel Romão, Paulo Figueiredo, Óscar Aires dos Santos, João Martins Oliveira, Vergilio Ferreira  e Fernando Grangeia foram recebidos por parte do executivo camarário e, curiosamente, quando foi questionado sobre o facto de não estar presente a totalidade do órgão respondeu o sr.presidente que “uns cumprem horários e outros não”. ( Já perto do fim da reunião, apareceu o vereador António Mota que, a dado momento, diz num desabafo:”Se me tivessem avisado a tempo também tinha vindo.”)
Coube a Mário João explicar a sua posição de apoio à transferência da biblioteca pública para instalações escolares Tal como aconteceu na reunião da Assembleia Municipal responsabilizou  a sra vereadora pela opção, apesar de ir acrescentando a sua concordância.
A principal razão de Mário João, a que mais gosta de invocar, tem a ver com a forma autoritária como encara a governação municipal. Tudo se resume a uma ideia (Eu é que estou mandatado) e a uma justificação.(Fui eleito pelo que decido sem ter que dar justificações ou tomar em consideração o que pensa o povo).
Com o evoluir do debate, marcado pela forma racional como  os defensores da biblioteca foram apresentando argumentos, alguma da arrogância inicial foi-se  diluindo e certas verdades emergiram. Ficou então claro que apenas razões funcionais justificam a decisão, e estas tendo na sua génese meras razões económicas (ainda que os custos atuais da biblioteca de Bustos sejam insignificantes) . Ou seja, falta de vontade política.
Para  Óscar Aires dos Santos tornou-se claro:”A câmara não quer gastar dinheiro com Bustos, é apenas isso. Por outro lado  foi triste e de baixo nível ver o presidente fazer considerações pouco elogiosas sobre uma funcionária...”
À parte as baixarias convém sublinhar que não foi  feito qualquer estudo sobre os custos ou o impacto na rotina escolar resultantes da convivência com um equipamento que tem de estar aberto a toda a população. Nem sequer se ponderou se a decisão entra em conflito com o quadro legislativo que regulamenta o funcionamento dos edifícios escolares.
A este propósito Paulo Figueiredo fez questão em  deixar bem explicito que considerava ilegal a decisão de transferir a biblioteca para a escola básica e que se necessário for tal opção será contestada nos tribunais.
“Senti-me muito triste e frustrada no fim da reunião” confessou ao “NB” Irene Micaelo. “É triste perceber que Bustos é uma terra mal amada por este executivo."
A senhora vereadora da cultura estava, tudo o indica, instada pelo presidente a manter-se em silêncio. Só por insistência de Alberto Zenha Martins acabou por pedir a palavra, o que provocou um notório incómodo em Mário João, Elsa Pires reconheceu que estava a ser “trucidada”  e, nas suas nervosas palavras, deu a entender que a sua opção foi condicionada,  ou seja, que sem dinheiro e vontade politica não tinha grandes alternativas Foi bem visível a fúria a tomar conta do rosto presidencial, à medida que a senhora vereadora falava.
Interessante e sagaz foi o conselho dado por Narciso Paiva Cardoso. Com a objetividade de quem tem experiência e conhecimento sugeriu ao edil uma solução simples. Aconselhou-o a nada fazer, por já serem tão poucos os meses que lhe restam à frente da autarquia.
A reunião estava prestes a terminar. Foi então que  João Oliveira pediu a palavra. Acabou por encerrar a reunião com uma simples declaração:
”Nós não desistimos!”
NB/BC


A antiga Biblioteca Fixa nº 2 da FCG de Samora Correia é Biblioteca Municipal Carlos e Odete Gaspar. E em Bustos (Oliveira do Bairro), sr. presidente da câmara?

A falsa reunião da senhora vereadora da cultura com a comissão de defesa da Biblioteca (leia-se Pólo de Leitura) no Centro de Bustos redundou na confirmação do seu despejo dasinstalações do palacete e a consequente «exterminação» da biblioteca.
Ganha a Escola Básica do Sobreiro com a sua Biblioteca Escolar.
«Bustos - direito de existir» parece ser um graffiti que ajudará a descontaminar determinadas mentes que sentadas em determinadas cadeiras eleitorais decidem em desfavor desta terra.
«Abandonar» parece ser a chancela que o actual presidente da câmara sabe usar com perfeição em Bustos, por exemplo:  Bairro Social; zona industrial; e agora a Biblioteca/Polo de Leitura. 

O presidente Mário João Oliveira  irá entrar na história negra de Bustos por ter «exterminado» a herdeira da biblioteca fixa n.º 26 da FCG*, a  mais antiga do concelho que «governa». Espero que um dos seus assessores lhe mostre o postal de Samora Correia, que teve a Biblioteca Fixa nº 2 e habita no  Palácio do Infantado com o nome de 'Biblioteca Municipal Carlos e Odete Gaspar e que está integrada na rede das Bibliotecas Municipais de Benavente.

As relações com a Memória permanecem sólidas em Samora Correia (freguesia de Benavente). Mas o sr. presidente do concelho de Oliveira do Bairro tem a sua glória... estará na galeria do obscurantismo. 
...
Pela rede social, tomei nota das inúmeras visitas à biblioteca de Bustos. Teria sido em imaginação ou é mais uma do primeiro de Abril? 
Desejaria ser esclarecido que mandasse fornecer a lista do material de ludoteca, livros fornecidos nos mandatos do presidente Mário João Oliveira.  E já agora, repartido por anos. A lista dos títulos de jornais e revistas poedrá vir em primeiro lugar para trazer satisfação a Oliveira do Bairro. Seria um contributo para ajuizarmos o apoio que tem prestado a esta instituição da tutela da câmara.
     

* - Fundação Calouste Gulbenkian





Carlos Augusto Gaspar 
Carlos Augusto Gaspar
(1922 - 1998)
Figura ímpar de Samorense, deu à sua TERRA 37 anos de trabalho quotidiano, com competência, persistência e empenhamento, em defesa da cultura e da criança.

Durante aquele período, deu vida à Biblioteca Fixa N.º. 2 que a Fundação Calouste Gulbenkian instalou em Samora Correia sob jurisdição da Sociedade Filarmónica União Samorense, desiderato conseguido pela sua acção persistente junto daquela instituição, e por essa razão se designa hoje com toda a justiça, BIBLIOTECA CARLOS E ODETE GASPAR.

Detentor duma personalidade simples e humilde, dedicou quase toda a sua vida ao seu semelhante, com especial relevo para a criança, sempre apoiado pela companheira ODETE, seu “CAVALO DE RAÇA” como lhe chamava.

Fez sempre mais um esforço para tentar que um estudante de menores recursos, conseguisse os seus livros a expensas da Biblioteca, que servia quase diariamente, de forma gratuita.

Carlos Gaspar, MESTRE SEM DIPLOMA, é, foi e será SEMPRE, o orgulho de todos os Samorenses.

Pelo que nos deste e nos despertaste, ...

...OBRIGADO CARLOS GASPAR !
(fim do postal editado em Samora on line aqui )
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Quando reina a prepotência, o que se pode esperar?
sérgio micaelo ferreira