26 de maio de 2015

A ESCOLA E A BIBLIOTECA, OU A FALTA DE VISÃO E DE PALAVRA


Em texto aqui publicado em 21 de Junho de 2012, Sérgio Ferreira Micaelo recordou o processo de construção do edifício da Escola Primária, concluindo que o mesmo foi construído com dinheiro da junta de freguesia:
“Pelos dados expostos, e mais leituras das atas, este edifício escolar foi mandado construir e pago pela Junta de Freguesia/Comissão de Freguesia de Bustos. Assim sendo, a Escola Primária do Corgo é Património da Junta de Freguesia de Bustos, com direito a tabuleta. A menos que tenha ocorrido alguma «entrega» oficial do edifício à Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, à semelhança do que aconteceu com a Estação Telégrafo-Postal construída com o dinheiro de particulares de Bustos... mas cuja «entrega» foi imposta superiormente.”
Sérgio Micaelo estava certo. O edifício foi entregue à Câmara Municipal de Oliveira do Bairro presumivelmente nos anos a oitenta. Não sabemos se a entrega foi “imposta superiormente” ou resultou da mera vontade dos autarcas de então. Certo é que hoje devemos olhar para o edifício independentemente do proprietário. Temos de ter em consideração a sua história, o seu significado e a importância da sua localização, pois acaba por estar integrado no Parque da Vila de Bustos, núcleo que reúne um conjunto de infra estruturas de lazer e desporto ao qual falta um polo cultural. Quando da construção da nova Escola Básica logo se falou de um projeto para as antigas instalações. E logo se estabeleceu o consenso, assumido claramente pelo executivo camarário, de que o edifício escolar iria servir de sede à Biblioteca de Bustos/Polo de Leitura.
Deveríamos estar agora a discutir o que deve ser uma Biblioteca nos tempos de hoje. Guardados os livros para quem os desejar consultar, o espaço deveria ser organizado e equipado de forma a ser um local de encontro, sociabilização e infoinclusão dos jovens. Mas para isso seria preciso vivermos numa democracia participativa com autarcas empenhados em promoverem social e culturalmente as populações. Para isso precisávamos de líderes políticos em vez de meros gestores partidários que parecem acreditar que o mundo começou com eles.
Borrifam-se para a História e até para os compromissos assumidos. Não têm palavra, estratégia ou visão politica que vá para além das obras de cimento. Assumem uma postura autoritária e gerem a causa pública de forma meramente casuística e interesseira. O que fazer com a velha Escola de Bustos? O mais fácil e mais barato é dividir “aquilo” por salas e entregar o espaço a vários grupos e associações. Desta forma arranja-se quem pague a água e a luz e, o mais importante, gera-se a dependência política, porque os distinguidos com a benesse não podem deixar de ficar agradecidos... (E se não estão agradecidos fiquem caladinhos ou vão no meio da rua!)
É assim a “democracia” em Oliveira do Bairro. E por mais que se grite, “O rei vai nu”, o pobre coitado, quase a perder o trono, cobre-se de plumas e promove o beija-mão. Até dá pena. 

Belino Costa

BUSTOS - A ESCOLA DO CORGO É PATRIMÓNIO DA JUNTA DE FREGUESIA?



"Entre os patrimónios da res publica localizados em Bustos contam-se os edifícios das escolas primárias".
A  “Escola Primária” do Corgo, a quem pertence?
A construção de edifício escolar era uma aspiração que vinha já da primeira Junta de Freguesia de Bustos. A busca de terreno  para a construção  teve início durante a primeira junta de freguesia. 
Pretendia-se uma escola localizada no centro. O local preferido era o terreno do "Sr. Visconde" que confronta as ruas 18 de Fevereiro e Jacinto dos Louros. Onde mais tarde Augusto Simões da Costa construiu o seu estabelecimento.
Em 17 de Janeiro de 1926,  a junta de freguesia inscreve no orçamento a verba “de dois mil e setecentos escudos [13,47€] para material e mão d’obra  de duas maceiras de adobos  feitos por conta da Junta com destino às construções escolares”.
Contudo, é depois da Revolução do 28 de Maio de 1926 que efetivamente tem início a construção da ansiada escola.
Na sessão de 15 de Maio de 1927 da Comissão Administrativa da Junta de Freguesia, “O Presidente apresentou a planta e alçado da obra do edifício escolar desta freguesia, fornecida pelo Ministério da Instrução Pública, a qual foi apreciada pelos membros da Comissão que a acharam muito boa.  Mas reconhecendo que o importe da sua execução é superior aos recursos de que pode dispor, deliberou fazer-lhe algumas modificações, tais como suprimir algumas janelas de lado do rés-do-chão, executando-as com mais simplicidade, principalmente as laterais e as do lado sul. Suprimir dois salões no primeiro andar, ficando com os dois do rés-do-chão e um ao centro do primeiro andar.
A obra ia avançando e, v.g. em sessão de  2.12.1928, a Comissão Administrativa  autorizava os pagamentos “para o edifício da escola: a António da Silva Neves quarenta e cinco escudos pelo transporte de telha, a Manoel Rosa Novo cento e trinta e cinco escudos pelo transporte de telha, a José Matos  cento e trinta e cinco escudos pelo transporte também de telha e a Porfírio Fontes trinta escudos pelo serviço de tirar água para argamassar cal.”
  Era notória a ânsia de  ter alguma sala pronta receber  alunos, conforme se pode depreender da sessão de   20 de janeiro de 1929, a Comissão Administrativa reúne extraordinariamente “para arrematar as obras interiores e uma porta e quatro janelas dum dos salões do edifício escolar”.
Nos fins de 1929, a comissão administrativa tinha lançado o concurso para “o serviço de estuque nos dois salões térreos do edifício escolar”. As propostas apresentadas por Manuel Tavares e por Américo Oliveira foram rejeitadas, “por pouco explícitas nos materiais a empregar”. Foi decidido fazer-se a adjudicação “por licitação verbal, e os materiais ficarão a cargo desta Junta devido a ser difícil a fiscalização dos mesmos”.   
Na sessão de 13 de Maio de 1934, a Comissão Administrativa procedia à arrematação das restantes obras da conclusão do edifício da escola Primária do Corgo,  entre as quais se transcreve:
(…) as obras de cal grossa e pintura quer externas quer internas, e todo o edifício da Escola [foram] adjudicadas ao senhor Manuel Ferreira Tavares, pela quantia de cinco mil quarenta e três escudos e cinquenta centavos,
(…) o gradeamento do recinto de recreio do edifício da Escola, e as varandas (…)   varandas em ferro para o mesmo edifício  [foram]adjudicadas aos senhores João dos Santos Oliveira e José Maria Simões dos Reis pela quantia de três mil e quinhentos escudos (…)
Sérgio Ferreira Micaelo

25 de maio de 2015

Gil Ferreira [ADERCUS] vence a corrida principal da 3ª edição do “Luso Trail”

GIL FERREIRA VENCEU O LUSO TRAIL

A atividade competitiva da ADERCUS ficou marcada por participações recentes em provas de pista, estrada e trail running, nas quais os atletas da equipa de atletismo de Oliveira do Bairro continuam a marcar presença no pódio.
Gil Ferreira [ADERCUS] vence 3ª edição do “Luso Trail”
A vila termal do Luso foi o palco da 3ª edição do “Luso Trail”, no passado dia 17 de maio, prova na qual o atleta Gil Ferreira foi o vencedor da corrida principal de 25km. A prova disputou-se por trilhos da mata do Buçaco e a meta foi instalada no centro da vila, tendo contado com a participação de 650 atletas.

PAULO FERREIRA E PEDRO MIGUEL foram ao pódio

Também na vertente de “trail running”, a ADERCUS esteve representada na corrida de 16km de S. João de Loure e Frossos por Paulo Ferreira, que foi o 2º classificado, e por Paulo Miguel o 3º.

ANTÓNIO MOREIRA - 2º na Póvoa do Varzim

António Moreira foi outro atleta em destaque, tendo subido ao pódio na Póvoa do Varzim, no “Grande Prémio da Marginal”, corrida de 10.000m, na qual foi o 2º classificado.

Em Aveiro.- duas atletas no pódium: SOFIA ALMEIDA (1.ª); MARIA FRANCISCO (3.ª)
Na pista de atletismo da Universidade de Aveiro, os jovens atletas da ADERCUS participaram no “torneio do Castro”, no passado dia 17 de maio, na corrida de 150m, na qual a atleta infantil Sofia Almeida foi a vencedora, com a marca de 20,29 segundos, com o vento desfavorável a 1,7m/s, tendo ficado a escassos centésimos de segundo do seu record distrital que é de 20,18. Na mesma corrida, Maria Francisco foi a 3ª classificada, com 22,26 e Catarina Pardal 4ª, com 22,28.
ADERCUS

22 de maio de 2015

COMPRAR COM DESCONTO NA "OLIVEIRA DO BAIRRO OUTLET"




“Oliveira do Bairro OUTLET – Feira de stocks" realiza-se nos dias 23 e 24 de Maio, no Espaço Inovação, com o seguinte horário:  23 de Maio das 15h às 23h; 24 de Maio das 10h às 20h.
Com esta iniciativa, a A ACIB – Associação Comercial e Industrial da Bairrada, pretende promover as empresas locais, proporcionando uma oportunidade às mesmas de escoarem produtos excedentários que tenham nos seus estabelecimentos (stocks e restos de colecção), a preços reduzidos.

Estarão presentes empresas na área do vestuário de criança e adulto, calçado, materiais de construção, serviços de saúde, decoração, entre outros. Será também uma oportunidade para os consumidores comprarem bons artigos a preços com grandes descontos. 

Durante o decorrer da feira haverá animação permanente, com pistas de minigolfe, demonstração de ginástica, aulas de zumba, demonstração de artes marciais, espectáculos musicais entre muitas outras atividades em que todos estão convidados a participar. A entrada será gratuita e a animação e os preços baixos estão garantidos.

20 de maio de 2015

EM DEFESA DA BIBLIOTECA, DEPOIMENTO DE IRENE MICAELO

 BIBLIOTECAS: IMPORTANTES ESPAÇOS DE APRENDIZAGEM
E DE PROMOÇÃO DA CIDADANIA





Numa altura em que na sociedade e nas famílias se acentuam carências de vária ordem, as Bibliotecas redobram a sua importância estratégica junto das comunidades, elevando o nível cultural dos seus cidadãos e atuando como instrumentos agilizadores e facilitadores da igualdade de oportunidades.
Sendo espaços privilegiados, potenciadores de múltiplas aprendizagens, desempenham um papel fundamental no acesso à informação, à cultura e à construção do conhecimento nas diversas áreas do saber, valores essenciais para o pleno exercício da cidadania.
Acessíveis a um público diferenciado, instaladas em espaços condignos e atrativos que proporcionem boas condições de leitura, de estudo e de recreação, detentoras de equipamento funcional e adequado, dotadas dos recursos necessários e atualizados, em diferentes suportes, estão as bibliotecas preparadas para responder às necessidades e interesses desse mesmo público, que as sentirá como necessárias e imprescindíveis, numa lógica de formação ao longo da vida e de integração na vivência das comunidades.
Contudo, sabemos que enfrentam, no momento, exigências bem complexas e que, junto dos mais novos, lutam com poderosos rivais de diversão trazidos por avançadas tecnologias.
Nas sucessivas interrogações e incertezas que se colocam sobre a vida de algumas bibliotecas, interessa pois equacionar os problemas e partir para a reinvenção e desenvolvimento de novas dinâmicas para atrair e fidelizar públicos de diferentes idades (ou clientes, como se classifica agora nesta lógica de empresa).


Porém, numa sociedade em crise, menoriza-se o papel da cultura, não se respeitam compromissos assumidos, corta-se no horário de funcionamento, mantêm-se avariados os computadores já de si obsoletos, degrada-se o edifício e adota-se uma atitude de completo desinteresse e desinvestimento, que é o prenúncio da extinção.

Bibliotecas Universitárias, Bibliotecas da Rede Pública, Bibliotecas/Pólos de Leitura, Bibliotecas Escolares, ou ainda Bibliotecas Virtuais, todas elas têm o seu lugar, os seus objetivos e a sua missão, podendo e devendo complementar-se, partilhar em rede, mas não se substituindo nos seus papéis.
Lembremos que foi para atenuar o obscurantismo cultural existente na altura, que foi criado, em 1958, o Serviço de Bibliotecas Itinerantes pela Fundação Calouste Gulbenkian, sob a sugestão de Branquinho da Fonseca, que conseguiu levar o livro e a leitura junto das populações mais afastadas e desfavorecidas de Portugal.
E foi também, sob a condução e persistência de Arsénio Mota, que Branquinho da Fonseca anuiu em instalar, em Bustos, a Biblioteca Fixa n.º 26, a primeira do Concelho, um legado que tanto contribuiu para a formação dos seus utilizadores.

O acesso ao conhecimento é um direito e um dever dos cidadãos.

O edifício para as novas instalações da Biblioteca/Pólo de Leitura de Bustos existe - é  preciso requalificá-lo!

Irene Micaelo



NB: Irene Micaelo integrou a comissão dinamizadora das comemorações dos 50 anos da Biblioteca de Bustos (na foto em 19 de Fevereiro 2011)

IPSB REPRESENTA PORTUGAL NA REPÚBLICA POPULAR DA CHINA E EM MALTA

Depois de superarem as fases locais e regionais, mais de 2.500 alunos do escalão juvenil disputaram as finais nacionais em 22 modalidades desportivas em Lisboa.
O Campeonato Nacional de Desporto Escolar, que se realiza pela segunda vez consecutiva na capital recebeu alunos de todo o país que chegaram, na sua quase totalidade, em comboios especiais à Estação de Santa Apolónia.
Seguiu-se uma receção no Terreiro do Paço onde os alunos de diversas escolas profissionais acolhem os seus colegas que competiram, bem como os respetivos professores.
A cerimónia de abertura teve lugar no Coliseu dos Recreios pelas 21h30 do dia 14 de Maio. Foi um final de semana de festa com características únicas, conjugando a potencialidade do talento desportivo com momentos de alegria, convívio e solidariedade.

Organizado pela Direção Geral de Educação e pela Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares, o evento inseriu-se no Programa de Desporto Escolar, que neste ano letivo de 2014/15 proporcionou a prática regular de 37 modalidades desportivas a mais de 184 mil alunos, em todos os agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas do país.
O IPSB mais uma vez marcou presença nestes campeonatos com uma comitiva de 42 atletas divididos por 3 Modalidades (Atletismo, Ginástica e Voleibol), alcançando resultados de relevo.
Na modalidade de Atletismo, destacaram-se individualmente os alunos/atletas Miguel Cabral e Érica Grangeia que ganharam as corridas de 100 metros e conquistaram o direito de participar no campeonato do Mundo de Desporto Escolar a Realizar na China de 27 de Junho a 2 de Julho.
Destacaram-se ainda as alunas/atletas, Juliana Rei ao sagrar-se Campeã Nacional de Lançamento do Peso e Beatriz Rodrigues ao alcançar o 3º lugar do pódio nos 1500 metros.
Coletivamente a Equipa Juvenil Feminina sagrou-se Vice Campeã Nacional que lhes permite representar Portugal nos Jogos FISEC de 8 a 14 de Julho em Malta.
A Equipa Juvenil Feminina de Atletismo – Érica Grangeia, Juliana Rei, Beatriz Rodrigues, Inês Arada, Joana Moreto, Bárbara Santiago, Tatiana Marques, Cláudia Estarreja, Beatriz Bem Haja, Inês Fernandes, Cristiana Oliveira e Vanessa Meles. (Juiz/Árbitro – Joana santos)
Na modalidade de Ginástica o IPSB apresentou a maior comitiva de sempre em campeonatos nacionais com 11 alunos, divididos por Ginastas e Juízes. Destacaram-se os alunos/ginastas Vice Campeões Nacionais de Ginástica Artística, Noémia Conceição e Henrique Loureiro.
Destacaram-se ainda os alunos/ginastas, Nuno Oliveira e Rita Fernandes ao alcançarem um 4º Lugar em Ginástica Acrobática (Par Misto) e Diogo Vicente 6º Classificado em Ginástica Artística.
Na modalidade de Voleibol, a Equipa Juvenil Feminina sagrou-se Vice Campeã Nacional, alcançando mais uma vez um pódio (o décimo) em competições nacionais e mostrando consistência na qualidade apresentada desde que a esta modalidade foi criada no colégio.
A Equipa Juvenil Feminina de Voleibol – Beatriz Santos, Rita Amante, Patrícia Nunes, Mariana Costa, Inês Ribeiro, Inês Pato, Maria Navas, Eva Reis, Rafaela Mendes, Mariana Oliveira, Nádia Almeida e Rosa Lopes. (Juiz/Árbitro – Joana Cardoso e Sabrina Cavadas).

Profª Susana Martins

18 de maio de 2015

EM DEFESA DA BIBLIOTECA/PÓLO DE LEITURA


Foi lançada no Facebook a página dos Amigos do Pólo de Leitura de Bustos, em defesa de instalações dignas para aquela que foi a primeira Biblioteca pública a ser instalada no nosso concelho. Passe por lá e dê o seu apoio a esta iniciativa. Aqui.

16 de maio de 2015

ALBERTO ZENHA MARTINS E A BIBLIOTECA

Comunicado

Informo a partir de fonte oficial que a possibilidade do Executivo da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro deslocar o Pólo de Leitura de Bustos do espaço actual, para a nova Escola Básica em detrimento da antiga, está a ser estudada.
Mais informo que quando tive conhecimento desta possibilidade manifestei, claramente, que é uma má decisão, pelos seguintes motivos:
1 - A deslocação do Pólo de Leitura de Bustos para a nova Escola Básica vai permitir que qualquer pessoa tenha acesso a um espaço que devia ser reservado aos Alunos, Auxiliares de Educação, Encarregados de Educação e Professores, excepto em condições excepcionais, colocando em causa a sua segurança, apesar do reforço de vigilância ou acesso;
2 - A deslocação do Pólo de Leitura de Bustos do espaço actual para um novo espaço é imprescindível, por falta de condições que são da exclusiva responsabilidade do Executivo da Câmara Municipal que, nos últimos anos, não investiu neste Pólo de Leitura, apesar dos apelos constantes de vários utilizadores, cidadãos, autarcas, militantes e dirigentes políticos das diferentes forças políticas representadas nos órgãos autárquicos;
3 - O decréscimo acentuado do número de utilizadores do Pólo de Leitura de Bustos, nos últimos anos, resulta da falta de condições originadas pela falta de investimento no espaço e equipamentos (paredes em mau estado de conservação, equipamento informático antigo e avariado, ausência de rampa de acesso para pessoas com mobilidade reduzida e equipamento de climatização inadequado ou insuficiente para o espaço;
4 - A ausência de condições no Pólo de Leitura de Bustos motivou a fuga dos seus utilizadores para os dois pólos de leitura mais próximos, Mamarrosa e Palhaça, os dois com espaços novos ou renovados e equipamentos apelativos;
5 - A decisão, agora em causa, de transferir o Pólo de Leitura de Bustos para a antiga Escola Básica motivou a realização de deslocações, estudos e projectos suportados por recursos públicos que devem ser rentabilizados;
6 - A transferência do Pólo Escolar de Bustos para um espaço na nova Escola Básica, localizada no Sobreiro, contribui para retirar um importante serviço da zona central de Bustos;
7 - Esta possibilidade, a materializar-se, contraria o compromisso assumido pelo Executivo da Câmara Municipal e Candidatos às eleições autárquicas pelo Partido Social Democrata, com os Bustoenses, em diversas ocasiões, de deslocar o Pólo de Leitura de Bustos do espaço actual, para a antiga Escola Básica.
Alberto Zenha Martins

O NOTÍCIAS DE BUSTOS VISTO DO CÉU

Dez anos é muito tempo na vida desta espécie de jornal de parede.
Podem dizer-me que foram 10 anos vividos com alguns tropeções, outras tantas zangas e até algumas birras.
Bem vistas as coisas, o NB espelha a vida amorosa de qualquer um de nós: com altos e baixos, mas sempre intensamente vivida.
Muito da História e das histórias de Bustos, dos bustuenses e das gentes e terras circunvizinhas passaram por aqui.
Não há quem não sinta paixão pelo NB. Para a malta da diáspora, então, o blogue é uma espécie de pão para boca faminta.
Deixá-lo morrer seria amputar a nossa terra e as nossas gentes deste elo de ligação com o passado e o presente. Lembremos: o blogue começou por chamar-se “Bustos – do passado e do presente”.
Já agora: apesar do antigo servidor o ter eliminado, ainda é possível reviver os textos do saudoso antecessor do NB, pegando, por exemplo, na ligação do 1º número e ir avançando para os meses que se lhe seguiram:
Se querem a minha opinião, o melhor texto alguma vez publicado no NB saiu das mãos do Milton Costa, um mestre da narrativa (e dos micróbios, mas isso é outra música), texto que comentei no local próprio. Aqui vai a ligação (link, diz-se, em linguagem cibernética):
Por falar nesse antro de conspiradores que é o Barrilito, ficam a saber da última novidade, que eu não sou de segredos de Estado:
Liderados pelo incansável Agostinho, está na forja a criação de mais uma confraria bairradina: a dos “Guardiões dos Sabores”, grupelho que já tem uns anitos de vida e com textos publicados no NB e até no seu antecessor.
Há dias, a meio duns petiscos bem regados, o Agostinho mostrou-nos alguns trajes pomposos, inquirindo sobre o tecido e o estilo que deveríamos adoptar.
Pus-me a pensar e cheguei à conclusão de que o caminho a seguir deverá ser o do contraciclo: em vez da ostentação, o despojamento total, como trajou o aio do nosso 1º rei perante mais uma malfeitoria do D. Afonso Henriques.
Em verdade vos digo: deveremos apresentar-nos nos chamados capítulos da futura confraria como o Egas Moniz e a família se apresentaram em Toledo perante o rei de Leão e Castela: mal vestidos, descalços e de corda ao pescoço.
Afinal, é assim que os portugueses gostam de aparecer ao mundo: submissos como carneiros.
 A propósito: há quem pense numa boa chanfana para o próximo conclave.
Em contraciclo, torço pela caldeira de enguias.
Vamos a votos, que o NB pela-se por uma boa polémica.
*
oscardebustos

14 de maio de 2015

NÃO AFASTA OS POMBOS E INCOMODA A VIZINHANÇA


O sistema colocado na igreja para afastar os pombos não só não os afasta (como se pode ver na foto de Rui Capão) como provoca grande incómodo a todos os que por ali vivem.

Os moradores solicitam a maior atenção para o problema, pois é urgente acabar com aquela tortura sonora.
Pode ver um pequeno video aqui.

13 de maio de 2015

VÃO EXTERMINAR A BIBLIOTECA DE BUSTOS?



A notícia ainda não tem confirmação oficial mas tudo indica que a Câmara Municipal de Oliveira do Bairro já não vai abrir o Pólo de Leitura/Biblioteca de Bustos (A PRIMEIRA A SER INSTALADA NO NOSSO CONCELHO) no edifício da antiga Escola Primária, tal como tinha anteriormente prometido.
Segundo as nossas fontes a edilidade pretenderá instalar o Pólo de Leitura numa sala existente na nova escola do Primeiro Ciclo, no Sobreiro. Desta forma a biblioteca passaria a estar inserida na escola básica, para ali ficar arrumada em sala agora vazia.
Por outro lado seria instalado no edifício da antiga Escola Primária do Corgo a tão procurada Loja Social de Bustos.
O assistencialismo, o novo pilar da sociedade portuguesa, passaria assim a ter instalações condignas dos necessitados. Já há quem lhe chame, futuro Palácio dos Necessitados.

Tendo em conta o relatório recentemente divulgado pela Cáritas Portuguesa onde revela que três milhões de portugueses estão no limiar da pobreza, compreende-se a decisão camarária. Perante o crescer da pobreza e o aniquilar da classe média nada melhor do que dar ao exercício da caridade condições de máxima dignidade. O local onde gerações aprenderam a ler é o sítio certo para tratar dos desvalidos. É central, tem janelas largas, e duas salas onde, seguramente, os pobrezinhos se sentirão tão amados quanto reconhecidos.

O velho pré-fabricado onde agora funciona a Loja Social poderá ser desinstalado. Provavelmente irão esperar alguns meses pois talvez haja necessidade de improvisar uma nova Sopa dos Pobres, a exemplo que já vai acontecendo em muitas das nossas cidades.

Nota:

A concretizar-se a instalação da Biblioteca no edifício da Escola Básica de Bustos isso acabará por significar o fim de uma entidade e de um projeto que tem atrás de si uma história com mais de cinquenta anos. Será também o fim da ideia de transformar a velha escola do Corgo num centro de cultura, integrado no conjunto das estruturas do parque da Vila.
O sul do concelho ficará mais longe dos livros e da cultura. A biblioteca ficará só pela tabuleta.


NB