10 de janeiro de 2014

DIA DE BUSTOS - QUE FAZER?

Em freguesias circunvizinhas que foram objeto da chamada agregação de freguesias têm-se registado alguma falta de entendimento sobre o seu o processo de funcionamento e gestão, a começar pela escolha da própria sede.
Felizmente, não tem sido o caso da nossa União das Freguesias de Bustos,Troviscal e Mamarrosa.
Embora a sede oficial da União destas antigas freguesias seja em Bustos, certo é que foi deliberado que as reuniões tenham lugar, alternadamente, em cada uma das sedes das antigas freguesias.
Esta opção do órgão deliberativo da União faz todo o sentido e só demonstra que os eleitos locais têm sentido de equidade e souberam dar expressão aos princípios da igualdade e da proporcionalidade.

Mas aproxima-se o momento de pôr à prova a verdadeira dimensão dessa União. 
Desde que nos lembramos, Bustos tem festejado o seu dia - 18 de fevereiro, data associada à independência de Bustos, na sequência da sua "desagregação" da freguesia/mãe da Mamarrosa, por decreto de 18 de fevereiro de 1920.


Aliás, numa atitude de bom senso e bem demonstrativa das relações de boa vizinhança, a Mamarrosa vinha estando presente nas comemorações do Dia de Bustos como convidada de honra. 
Das 3 antigas freguesias só a de Bustos festejava o seu dia, provavelmente porque a data da independência da freguesia do Troviscal, tal como a da Mamarrosa, terão acontecido em datas que a memória dos homens não conseguiu registar.

Daí as perguntas: 
- Bustos deve ou não continuar a festejar o seu dia?
- E, se sim, em que condições e termos deve fazê-lo?
- E qual o papel das outras antigas freguesias nesses festejos?
- Vamos ou não aproveitar o sempre assinalado Dia de Bustos para dar a volta a uma agregação que nos foi imposta por uma decisão legal contra a qual votámos contra em cada uma das antigas Assembleias de Freguesia?

As perguntas ficam no ar e são merecedoras de resposta.
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- Sobre o 18 de fevereiro, a título de exemplo.

3 comentários:

  1. Anónimo16:27

    Não acredito que tenha lógica festejar uma independência que legalmente foi perdida. Mesmo com a participação da Mamarrosa, não acredito que os habitantes do Troviscal aceitem de bom grado a despesa de uma percentagem, ainda que pequena, do seu orçamento em algo que em nada os beneficia. A existência deste festejo pode vir a criar conflitos exactamente por isso. Gasto de dinheiro em algo que em nada contribui para o bem da população de todas as freguesias, contribuindo apenas para a animação de uma parte.

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  2. Anónimo21:43

    a partir do momento k se voltaram a juntar bustos , Mamarrosa e troviscal não há justificação para celebrar o 18 de fevereiro a menos que o dinheiro esteja a abundar para celebrar o que?? valhanos são sinfronio,isto e uma parvoeira senão vergonhoso

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  3. Anónimo09:40

    Festejar a "desagregação" quando atualemte se alargou a agregação (extensiva ao Troviscal) seria uma atitude de uma cera sobranceria. Faz parte da história local, é certo, a história deve ser conhecida e perpetuada mas, neste caso, não celebrada - será maior prova de abertura à nova realidade, às pessoas e em nome da igualdade e espírito de abertura não deve haver "festa".
    Maria Martins

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