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26 de janeiro de 2009

NA LINHA DA FRENTE - (1) ORFEÃO DE BUSTOS


Tempos houve que a composição dos órgãos sociais de Instituições incluía no lote de trabalhadores dedicados, Figuras para serem vistos em lupa de campanha eleitoral, outros davam o nome, porque ficava bem ou por garantir a mecenatura. Compreende-se,… não é com vinagre que se apanham…

Bustos, fragilizado com a situação geográfica e com a falta de dinâmica associativa, tem quatro instituições de referência com trabalho dedicado à população em geral.

São
a União Desportiva de Bustos ;
a Associação de Beneficência e Cultura de Bustos;
a SOBUSTOS;
o Orfeão de Bustos.

Outros agrupamentos há que labutam durante todo o ano para proporcionar um palco de convívio anual das vizinhanças: são as comissões de festas religioso-pagãs em «honra dos santos».

[Merecem tb. destaque especial os cidadãos que apoiam, pela calada do silêncio, os desprotegidos da vida ou da saúde.]

O Orfeão de Bustos, que no seu acanhado canto do território do Palacete do Visconde vai mourejando a sua leira, viu reconhecida a actividade de 2008 durante o decorrer da última sessão da Assembleia-Geral, realizada em 9, (sexta-feira) de Janeiro de 2009.
Repescando nas águas pintadas por Óscar Santos, está o resumo da História e impacto social do Orfeão: “Como disse um seu antigo regente, não existia então no concelho nenhum orfeão activo. Se somarmos a esse passado inovador o trabalho que o Orfeão vem desenvolvendo no presente (ver texto abaixo, do passado dia 14), bem podemos todos dizer que o nosso Orfeão é uma instituição de verdadeira referência que ultrapassa em muito as estremas do concelho. (…) bem podemos todos dizer que o nosso Orfeão [de Bustos] é uma instituição de verdadeira referência que ultrapassa em muito as estremas do concelho” (a).
...

Para que conste fica o registo dos voluntários e reconhecimento da dedicação posta ao serviço comunitário, aqui ficam os membros dos Órgãos Sociais da Associação Cultural, Artística, Recreativa e de Solidariedade Social Orfeão de Bustos:


ASSEMBLEIA GERAL
Presidente – Manuel Nunes Simões dos Santos
1º Secretário – Jacinto Mestre Jorge
2º Secretário – Olegário Almeida da Silva

CONSELHO FISCAL
Presidente – Jorge da Costa Grangeia
Vogal – Luíz Ferreira Gala
Vogal ­– Paulo Sérgio Rei Pardal Figueiredo

DIRECÇÃO
Presidente – Duarte dos Santos Almeida Novo
Vice-Presidente – Manuel Ferreira Gomes
Secretário – Sérgio Pato
Tesoureiro – Maria de Fátima Crespo da Cruz

VOGAIS DA DIRECÇÃO
1º - Milia Maria Rei Pardal Figueiredo
2º - Manuel Tavares Romão
3º - David de Jesus Simões Arroz
4º - Felicidade da Conceição Silva Jorge
5º - Nelson Simões Figueiredo
6º - Maria Zaida Andrade da Silva
7º - Mário Capão

"É de gente desta que Bustos precisa" conforme prescreveu oscardebustos.
________________


13 de fevereiro de 2014

31º ANIVERSÁRIO DO ORFEÃO DE BUSTOS


O Orfeão de Bustos vai comemorar o 31º aniversário no próximo dia 14 de fevereiro. Contudo, a sua comemoração realizar-se-á no dia 16 de fevereiro (domingo), tendo na sua programação a realização da 4ª edição do espetáculo “AS SETE TROMPETAS DO APOCALIPSE” em que o Coral do Orfeão de Bustos canta com outros cinco corais acompanhados pela Banda da Amizade de Aveiro.
Este dia terá a seguinte programação:
  
11h00 - Eucaristia de Ação de graças por todos os sócios e amigos já falecidos - liturgia solenizada pelo Grupo Coral do Orfeão de Bustos

12h00 - Romagem ao cemitério para depósito de flores em memória dos Associados já falecidos

16h00 - Abertura: Coro Infantil de Febres
Espetáculo "As sete Trompetas do Apocalipse", com a participação 
- Banda Amizade (Banda Filarmónica de Aveiro / Direção Carlos Marques) - Aveiro
- Coro de Santa Joana - Aveiro
- Orfeão de Águeda
- Orfeão de Bustos
- Grupo Coral Espranjar -Fermentelos
- Coral Oásis - Sangalhos
- Grupo Coral da Casa do Povo do Troviscal
 Local: Salão Paroquial de Bustos

17h30 - Bolo de aniversário
Convívio com a animação d' Os Cantares Populares de Bustos
 Local: Salão Polivalente das Obras Socias (edifício ABC)

Preço entrada - 2,00€

18 de fevereiro
20h30 - Inauguração do Atelier de Artes Decorativas - Orfeão de Bustos
Local: antiga Escola da Quinta Nova
Entrada gratuita
Organização: Orfeão de Bustos

Colaboração: Câmara Municipal, Junta da União das Freguesias de Bustos, Troviscal e Mamarrosa, Fábrica da Igreja Paroquial de Bustos

13 de fevereiro de 2007

DIA DE BUSTOS/2007 NÃO OFICIAL HONRA A MEMÓRIA

...................................................................
DIA DE BUSTOS
PROGRAMA OFICIAL DA JUNTA DE FREGUESIA DE BUSTOS
... Comemorações do dia 18 de Fevereiro, data da Elevação a Freguesia.

Programa:
08.00 h - Salva de 21 tiros

11.00 h - Missa Solenizada pelo Coral do Orfeão de Bustos

12.00 h - Romagem de Saudade ao Cemitério, com deposição de flores aos mortos

12.30 h - Sessão Solene no Salão Nobre, da Junta de Freguesia de Bustos

Será servido um Porto de Honra no final das comemorações nas instalações da Junta de Freguesia.


O Presidente da Junta de Freguesia
­­­­­­­­­­­­­­­________________________
(Manuel da Conceição Pereira)

...........................

Nota:
Este ano a previsível programação da Junta de Freguesia de Bustos para o Dia de Bustos inclui uma novidade: a celebração de missa acompanhada pela solene participação do Grupo Coral. – é também dia de festa aniversariante do Orfeão de Bustos.

Perante o vazio das celebrações oficiais do ‘18 de Fevereiro’ e o sistemático esquecimento das figuras e acontecimentos que ajudaram a construir a história de Bustos que o presidente da junta de freguesia de Bustos nos tem «brindado» ao longo dos seus reinados, chegou o momento de dizer: “Basta!”

Assim, uma comissão ‘ad hoc’ irá ao cemitério de Ílhavo prestar homenagem a Jacinto Simões do Louros, o grande obreiro e líder de deumgrupo de concidadãos que se bateram contra poderosos adversários locais para a criação da freguesia de Bustos.

Sendo 2007 o ano zero das comemorações do ‘Dia de Bustos’, o programa abrangerá outra(s) outras manifestação (ões) simbólica(s) em que os Bustuenses que ajudaram a engrandecer e que se sacrificaram pela sua terra não sejam esquecidos.

No entanto, aguarda-se que os discursos da sessão oficial na Sala da Assembleia de Freguesia tragam algum melhoramento (ou promessa) para o nosso terrunho.

“Abaixo os que pretendem destruir a história pré-colombiana de Bustos!”

“Viva o 18 de Fevereiro!”.
(participação pessoal de sérgio micaelo ferreira)

16 de fevereiro de 2013

CELEBRAR BUSTOS E A SUA GENTE



Este é um fim de semana muito  especial para Bustos e a sua gente. Hoje, sábado, comemora-se o 30º  aniversário do Orfeão de Bustos com a realização de um concerto de coros a cargo do Orfeão de Bustos, Orfeão de Ermesinde, Grupo Coral Magister e Cantares Populares de Bustos. Logo depois da realização do concerto, que se inicia pelas 17 horas, haverá um convívio  de confraternização.


Amanhã, domingo, iniciam-se os festejos do 93ª aniversário da elevação de Bustos a freguesia:

Dia 17 de Fevereiro

Sede da Junta de Freguesia:

14h30 - Apresentação por Belino Costa do livro “Périplo de África no Paquete Vera Cruz” de Vitorino Reis Pedreiras
15h30 - Lembramos “Rosa de Jesus do Cabeço” – um trabalho de Clara Aires de lembrança de uma pessoa que muito tem contribuido para a etnografia local – colaboração do  Grupo de Cantares Populares de Bustos.
16h00 - Inauguração da exposição “Horas” – autoria do nosso conterrâneo  João Oliveira

Dia 18 de Fevereiro

9h30 - Hastear das Bandeiras
9h40 - Romagem ao Cemitério
10h30 -Descrição histórica dos passos e acontecimentos que envolveram a criação da Freguesia de Bustos
11h00 -Sessão Solene
11h30 -Porto de honra

Dia 24 de Fevereiro

11h00 - Eucarestia de ação de graças por todos os bustoenses, solenizada pelo Grupo Coral do Orfeão de Bustos
13h00 - Convívio com porco no espeto no parque de merendas da Freguesia- Animação musical



23 de março de 2007

Hilário Costa (12.03.1907 – 30.11.1994) – 1º centenário do seu nascimento. Um Resumo.

É urgente abrir as janelas,
… sem medos
(do contexto da intervenção de Belino Costa).
AS PALAVRAS
As palavras –
matéria perecível.
Som ossificado do momento.
Campânulas vazias.
Ampolas cheias de bálsamo e veneno.
Antídoto contra todo o esquecimento.

(Nuno David Elias, Folhagem de Sombras, extr. de “Millennium, 77 Vozes de Poetas Portugueses”, antologia coordenada por Cristino Cortes, Universitária Editora, 1ª edição 2002)

Hilário Costa (1907 – 1994), nascido em Bustos “na madrugada do dia 12 de Março de 1907” e aos sete anos rompeu o espartilho do analfabetismo, frequentando a escola primária, onde, juntamente com a sua família, apreende os valores do ideal republicano e que viria a defender sempre com a mesma coerência.
Na passagem da 1ª centúria do seu nascimento, Hilário Costa foi evocado em cerimónia íntima que Notícias de Bustos divulgou em 20.03.2007: “Hilário Costa … fez da sua terra a matéria-prima para o seu canto e arte. (Ulisses Oliveira Crespo)”.
A evocação de Hilário Simões da Costa foi transferida para o sábado, dia 17, em virtude de parte da Família não poder comparecer no dia do centenário do nascimento por impedimento de serviço.


Ao ilustre ciadadão Hilário Simões da Costa
Aconteceu o cerimonial desenhado na programação, as bandeiras em representação da Banda da Mamarrosa e da Associação de Beneficência e Cultura de Bustos abriram o desfile da romagem ao cemitério, uma coroa de flores foi depositada junto ao jazigo de Família, cumpriu-se o minuto de silêncio e ouviu-se a gravação do Hino de Bustos, musicado por Silas Granjo, sobre a letra de Hilário Costa. D. Aldina Mota e Gala, viúva de Hilário Costa, e o comendador Ulisses Oliveira Crespo descerraram a lápide a assinalar a efeméride e dedicada
“Ao ilustre cidadão
Hilário S. da Costa
12.03.1907 . 30.11.1994
Homenagem dos Amigos no
1º centenário do seu nascimento”.
O Comendador Ulisses Oliveira Crespo agradece em nome da Comissão
O presidente da comissão organizadora, comendador Ulisses Crespo proferiu uma breve alocução, tendo agradecido a presença de todos “que se dignaram assistir à consagração do ilustre bustoense” e enalteceu a “qualidade de cidadão do mundo [que] sempre acarinhou e divulgou a história pátria, em geral, e a história de Bustos e suas gentes, em particular. De ambas fez a matéria-prima para o seu canto e arte.”
Mostra Biográfica de Hilário Costa exposta na 'Biblioteca' [Pólo de Leitura]
A mostra biográfica exposta no espaço da “Biblioteca” que recolhia alguns trabalhos de Hilário Costa foi demoradamente visitada e elogiada. Abriu o apetite para que a experiência tenha continuidade. Ressaltou a necessidade de ser criado um espaço mais alargado.
Concorreram para o sucesso desta mini-exposição: Milton Costa; Prazeres Duarte, Alberto Martins; Câmara Municipal de Oliveira do Bairro (Presidente e Vereadora da Cultura); Associação de Beneficência e Cultura de Bustos; Óscar Santos, …entre outros. (Belino Costa irá publicar artigo de fundo)
O momento da palavra abre com Rosinda Oliveira a traçar o retrato de Hilário CostaO “Momento da Palavra” dedicado a Hilário Costa aconteceu no salão do condomínio da ABC e da Associação Orfeão de Bustos e recolheu contributos de alguns amigos, em vida, do homenageado.
Rosinda de Oliveira trouxe o retrato de Hilário Costa ao auditório, a força anímica do “Homem de fibra rija foi na vida um lutador inconformado. Inconformado com a política do seu tempo, com as várias carências socio-económicas, com os grandes desníveis sociais e culturais, com os atrasos e as desigualdades” o apego á Liberdade, o seu amor pela sua e nossa Banda da Mamarrosa. Dedicação reconhecida pela ascensão à qualidade de sócio benemérito nº 1da Associação Beneficente Cultura e Recreio da Mamarrosa. A concluir a sua participação, Rosinda Oliveira declamou o poema de Hilário Costa, ‘À Minha Terra’, que trouxe emoção.

"um português de torna viagem. Sempre com um pé na sua terra natal", Óscar Santos

Sérgio Micaelo Ferreira, cicerone da sessão, afirmou que a evocação a Hilário Costa “ajuda-nos a rever um passado calcorreado a custo, mas sempre orientado pelo sonho de uma sociedade mais progressiva, mais solidária, onde as barreiras controladoras das consciências nunca impediram as luzes de brilhar com todo o seu esplendor”.

Óscar Santos, um dos colaboradores do ‘Bairrada Livre’, lembra o cidadão Hilário Costa “Emigrante durante quase uma vida, [que] foi um português de torna viagem. Sempre com um pé na sua terra natal, aqui regressava para retemperar o amor pela terra-mãe, pela liberdade, pela democracia e pelo progresso, tendo como lema “a defesa e enaltecimento da Família, da Pátria, da Liberdade, da Democracia, do Desenvolvimento e da Instrução dos seus concidadãos”.

(...)
Agradecemos os favores
à União Liberal
(… )
(Mário Reis Pedreiras)

Mário Reis Pedreiras reviu-se o jovem de 11 anos que “aprendeu uma Lição daquelas que nunca mais esquece”, quando em 22 de Abril de 1922 participara numa “Festa organizada pela União Liberal de Bustos para inaugurar o conjunto de quadros pintados” oferecido por Hilário Costa às escolas de Bustos, a concluir, Mário Reis Pedreiras relembrou o poema recitado naquela Festa de que se reproduz a primeira quadra:

“Companheiros a Escola
É como a nossa Mãezinha
Ela ensina ela consola
Como o Sol que nos ilumina”.


1º de Novembro/1979 – Reunião dos Pioneiros do Palacete do Visconde, em casa do Dr. Jorge
O Dr. Jorge Micaelo realçou a participação cívica de Hilário Costa no apoio prestado à comunidade, mormente a acção desenvolvida na aquisição e arranjo do Palacete do Visconde. A célebre reunião dos «onze» no 1º de Novembro/79 em casa do Dr. Jorge que faz parte de imaginário edificante de Bustos, também foi assinalada.


Sem medo de abrir as janelas ao pensamento. Belino Costa intervém.
Belino Costa pôs em relevo a conduta do cidadão Hilário Costa em todos os actos da sua vida. Actos esses sempre adornados pelo ambiente da poesia,…parecia que tudo “estava envolvido pela poesia”.
Quantas pessoas andam subjugadas por tabus? Belino Costa pegou na alegoria das janelas de um edifício, umas abertas outras fechadas e apelou para que se não tivesse medo de abrir todas as janelas que cada um de nós tem dentro de si, como Hilário Costa o fez durante toda a vida, dando liberdade ao pensamento.

"dedicação às causas da Terra", Manuel RomãoManuel Romão recorda um exemplo de “dedicação às causas da Terra” e do Hilário Costa “defensor das liberdades pelas quais lutou sempre”.

O momento de poesia, dedicado aos “Provérbios” (Hilário Costa, "Versos dum emigrante") , foi desempenhado por Prazeres Duarte.
Hilário Costa nunca exorbitou das suas funções de presidente da Junta de Freguesia.
Para recordar a comissão administrativa da Junta de Freguesia de Bustos eleita em plenário realizado no salão do café Primor, Jó Duarte (secretário) Jó Duarte fez reviver os tempos de gestão difícil a seguir ao 25 de Abril, com o cofre camarário vazio, tendo apontado como exemplo de autarca, o então presidente da Junta, Hilário Costa que colocava o interesse da terra sempre em primeiro lugar. Hilário Costa era um democrata fiel aos seus princípios. Nunca exorbitou das suas funções, ideia já expandida por Óscar Santos. “As decisões eram tomadas colegialmente”. Hilário Costa foi um homem bom e quantas vezes “foi injustamente atacado”…

Amaral Reis Pedreiras, preso politico. Vítima da perseguição do estado novo.Uma impressionante ovação surgiu quando o nome de Amaral Reis Pedreiras (Tesoureiro da Junta de Freguesia/74), presente na sessão, foi citado entre os presos políticos vítimas da perseguição no tempo da ditadura de Salazar-Caetano.

Hilário Costa (ou Hissico ou Junqueiro) convivia com a poesiaMilton Costa, herdeiro do pensamento de Hilário Costa, encerrou a sessão.
Lembrou a educação recebida pelo se pai. “Nunca impôs as suas ideias”. Recordou que seu pai repudiava o Presidente Herbert Hoover pela sua actuação na crise que trouxe a fome e miséria, alargando a mendicidade à maioria dos trabalhadores dos Estados unidos. Em contraste, partilhava das ideias de Franklin Roosevelt que tomara medidas favoráveis ao desenvolvimento.
Hilário Costa falava “dos anos maus durante a Depressão nos EU comuma sorriso apesar de serem difíceis” e que fugira do hospital “porque não tinha dinheiro para pagar a operação ao apêndice”.
ÀS VEZES TUDO PARA MIM ERA POESIA, escreveu Hilário Costa no manuscrito editado em NB por bc. Milton Costa parece confirmar. Numa dada viagem, sentado no banco traseiro do automóvel, testemunhou o seu pai a conduzir com a mão esquerda e a escrever versos sobre um ‘bloco’ colocado à direita. À medida que ia escrevendo, atirava a folha para cima do banco e quando chegava a casa, ia para o escritório fazer a revisão.
O fim da intervenção foi comovente ouvir a longa lista dos nomes de amigos de Hilário Costa, que ajudaram a abrir os horizontes de Milton Costa e a conhecer o meio onde vivia.
Amigos, onde se encontravam alguns analfabetos, que me deram lições de vida, rematou Milton Costa.


JANTAR NO PIRI PIRIO Piri Piri foi o local escolhido para encerramento da homenagem atendendo à ligação que o nome deste restaurante tem à história da oposição republicana em Bustos, que, reunia os adversários-militantes do regime de Salazar em ocasiões dos eventos políticos, como o 18 de Fevereiro.


AGRADECIMENTOS

As comemorações pelo 1º centenário de nascimento de Hilário Costa tiveram alguma projecção local. Um agradecimento aos participantes que concorreram para mostrar a grandiosidade da personalidade homenageada.

O cerimonial foi levado a bom porto graças à participação de várias entidades que a Comissão Organizadora está agradecida. Sem a intenção de omitir, é de elementar justiça divulgar quem contribuiu para a realização deste evento.

Família de Hilário Simões da Costa (D. Aldina Mota e Gala e Milton Costa); Associação de Beneficência e Cultura de Bustos; Associação Orfeão de Bustos; Câmara Municipal de Oliveira do Bairro (Presidente e Vereadora da Cultura - que esteve presente); Pólo de Leitura de Bustos (antiga biblioteca fixa nº 26 da F.C.Gulbenkian); Associação Beneficente Cultura e Recreio da Mamarrosa e SóBustos.

A Amílcar Grangeia, os agradecimentos da Comissão Organizadora por ter permitido a realização da cerimónia no cemitério, para além do horário de serviço.

Uma menção especial para Adélio Martins dos Santos (Barroca); Alberto Martins; Duarte Novo; Emília Aires (Milita); João Oliveira; Manuel Romão; Prazeres Duarte; Sérgio Pato que criaram as condições para que as cerimónias decorressem em ambiente mais acolhedor.
Nota:

Aqui está o meu relato.
NB irá publicar a intervenções escritas proferidas durante a homenagem ao cidadão Hilário Simões da Costa pela ocasião do 1º centenário do seu nascimento.
O Museu de S. Pedro, da Palhaça, que esteve representado por João Lourenço, vai dedicar um trabalho museológico a Hilário Costa. A merecer uma visita.
Em 1.3.07, NB editou um depoimento que mereceu o título "ALCIDES & HELEN EVOCAM HILÁRIO COSTA". Irá constar do livro de testemunhos e depoimentos.

Hilário Simões da Costa é uma lição.

Um bem-haja.

sérgio micaelo ferreira

22 de março de 2007

Hilário Costa alvo de homenagem



A freguesia de Bustos homenageou, no sábado, dia 17, pela passagem do primeiro centenário do seu nascimento, Hilário Costa, um bustuense, autodidacta e cidadão que sempre lutou pela democracia, praticante da solidariedade e amante das artes.

Para o efeito, foi constituída uma comissão composta por Ulisses Crespo, Adélio Santos [1] , Agostinho Pires [2], Belino Costa, Emília Aires [3] , Humberto Pedreiras [4] , Jó Duarte, Jorge Micaelo, Manuel Romão, Manuel Júnior [5], Mário Pedreiras [6] , Óscar Santos e Sérgio Micaelo Ferreira.
Coube a este último elemento a apresentação da sessão, que foi presidida por Aldina Mota e Gala, viúva de Hilário Costa. Depois da romagem ao cemitério, onde foi descerrada uma lápide no jazigo da família e de se ter ouvido o hino de Bustos, cuja letra pertence ao homenageado, os convidados deslocaram-se para o salão polivalente do condomínio "ABC e Orfeão".


Rosinda de Oliveira foi a primeira a usar da palavra. "Homem de fibra rija foi na vida um lutador inconformado, com a política do seu tempo, com as várias carências socio-económicas, com os grandes desníveis sociais e culturais, com os atrasos e as desigualdades", afirmou, frisando que "tudo isto tocava profundamente o seu espírito livre e ávido de democracia e igualdade. Os seus ideais nunca se conformaram com a tacanha mesquinhez dos tempos que corriam e tudo fez para ver se conseguia modificar essas vivências".
Segundo a oradora, "em 1926, portanto com 19 anos de idade, emigra. Passa por Lisboa, Espanha e França, mas é a América do Norte o seu destino e é aí que trabalha e trabalha mesmo duramente".
"Na América trabalhou primeiro numa fábrica de escultura. Podemos lembrar, a propósito, os vários bustos modelados por Hilário Costa e algumas pinturas que ele ofertou generosamente às instituições de Bustos e que atestam bem a sua invulgar sensibilidade e inspiração estética", referiu, sem nunca esquecer a dureza da sua vida.
Hilário Costa, na colónia portuguesa, fundou o jornal "Farol da Liberdade" - para aí dar largas aos seus sonhos e aos seus ideais, procurando unir todos os emigrantes, em especial, os bustuenses e de defender os seus legítimos interesses - e publica livros de prosa e poesia. Após o 25 de Abril de 1974, empolgado na luta pela liberdade que para si, era quase um sacerdócio, rodeia-se de vários amigos que com ele partilham e comungam dos mesmos ideais e é com um desses amigos que aqui lança outro jornal "Bairrada Livre".
Sérgio Micaelo Ferreira, um bustuense a residir em Águeda, interveio para elogiar a forma como foi idealizada a homenagem.

"Para que as cerimónias tivessem um fio condutor consequente e pudessem trespassar os muros do alheamento, obtivemos o apoio logístico da Associação de Beneficência e Cultura de Bustos, Associação do Orfeão de Bustos, Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, (nas pessoas do Senhor Presidente e da vereadora da Cultura) e Pólo de Leitura de Bustos, através da drª Prazeres Duarte", agradeceu, expressando um agradecimento especial à boa vontade manifestada pela Associação Beneficente, Cultura e Recreio da Mamarrosa e pela União Filarmónica do Troviscal". "Hoje, 17 de Março, a evocação de Hilário Costa, nascido na "madrugada do dia 12 de Março de 1907", ajuda-nos a rever um passado calcorreado a custo, mas sempre orientado pelo sonho de uma sociedade mais progressiva, mais solidária, onde as barreiras controladoras das consciências nunca impedissem a luz de brilhar com todo o seu esplendor", disse.
Intervieram ainda Óscar Santos, Jorge Micaelo, Belino Costa, Manuel Romão e Mário Pedreiras, que elogiaram o trabalho de Hilário Costa.
Registo ainda para as intervenções de Prazeres Duarte (momento de poesia), Jó Duarte (membro da comissão administrativa da Junta de Freguesia de Bustos, entre 1974 e 1976), que fez reviver os tempos de gestão difícil do período conturbado de 1975, com o cofre camarário sem dinheiro. Jó Duarte recordou a tomada das decisões do Executivo colegialmente.
A terminar, Sérgio Micaelo sugeriu que fossem publicadas as intervenções, um desafio a que Laura Pires, respondeu afirmativamente.

Autor: Miguel Cunha Quarta-feira, 21 de Março de 2007 - 11:29
(in Litoral centro, editado em NB com a devida vénia)

http://www.litoralcentro.pt/index.php?zona=ntc&tema=5&lng=pt&id=801
http://www.litoralcentro.pt/


nota do editor altino:
seguem-se os nomes por que são conhecidos em Bustos:
[1] - Adélio Martins dos Santos (Barroca);
[2] - Manuel Agostinho Pires (Barrilito);
[3] - Emília Aires (Milita);
[4] - Humberto Reis Pedreiras (Chico);
[5] - Manuel Simões Luzio Júnior;
[6] - Mário Reis Pedreiras.
*
O Hilário Costa
Homem incólume e bastante "douto"
Que entre os bons estava de primeiro
Foi humanista, um grande patriota e escritos
Cantou à sua terra cá e desde o estrangeiro.

Ulisses O. Crespo, Lustros de Bustos, edição 'Glória ao Povo de Bustos' (policopiada), anterior a 13.07.2003, pg.s 107.

19 de fevereiro de 2015

DE PASTELEIRA TAMBÉM SE FEZ A FESTA

As comemorações do 18 de Fevereiro de 1982 contaram com um programa recheado ao longo de nove dias de festa. Vale a pena recordar o programa:


DIA 13, sábado

7h00 – Início dos Festejos: Descarga de fogo. 14h00 – Estafeta “Dia De Bustos” por todos os lugares da freguesia acompanhada de caravana para anúncio dos festejos. 14h30 – Inauguração de Exposições: Exposição fotográfica retrospectiva de Bustos; Exposição de dados demográficos da freguesia; Exposição de pintura de José Santos; Exposição de porcelana pintada à mão de Acácio Moreira.

DIA 14, domingo

9h00 – Desporto: Provas de Pasteleira. 

      fotos BC



15h00 – Futebol federado.

DIA 15, segunda-feira

21h00 – Colóquio de Agricultura com a participação do Eng. Silvestre, Eng. Octávio Pato, Eng. Dias Cardoso, Dr. Rui Jorge Aires, Eng. Bernardo Santos e Prof. Américo Urbano.

DIA 16, terça-feira

21h00 – Espectáculo Popular: Orfeão de Bustos; Colégio de Bustos; Grupo musical “King Fischer’s Band”.

DIA 17, quarta-feira

21h00 – Colóquio da Mulher:”A Mulher esposa e mãe”. Orientação de Profª Aida Ferreira, Drª Dorinda Reis e Srª D. Ângela Borges.

DIA 18, quinta-feira

7h00 – Salva de 21 tiros. 11h00 – Missa de sufrágio em honra dos bustuenses falecidos. 12h00 – Romagem ao cemitério e deposição de uma coroa de flores. 15h00 – Assinatura da escritura de compra do Palacete de Todos os Bustuenses. 16h00 – Sessão Solene. 21h00 – Noite de Gala com: GEFAC, danças e cantares de música popular portuguesa; Carlos do Carmo e a orquestra de Pedro Osório.

DIA 19, sexta-feira

15h00 – Tarde cultural infantil: “Conhecer Bustos”, projecção de slides; O espectáculo feito pela criança; Fantoches; Grupo Coral Infantil da Gulbenkian (Aveiro).

DIA 20, sábado

14h30 – Desporto para todos: Confraternização de Velhas-Guardas; Bustos-Mamarrosa; Futebol feminino.

DIA 21, domingo

9h00 – Atletismo, crianças de várias escolas e adultos. 18h00 – Encerramento dos festejos. 21h30 – Baile com sorteio de rifas.

Extra cartaz: Relação do Fogo para as Festas.

Dia 13 (manhã): 2 de canhão; 6 de 2 tiros e 1 forte; 6 de 3 tiros e 3 baterias; 6 de 5 tiros e 1 forte – Dia 14 (manhã): 2 de canhão; 6 de 2 tiros e 1 forte; 6 de 5 tiros e 1 forte – Dia 15 (tarde): 2 de canhão; 6 de 2 tiros e 1 forte; 6 de 5 tiros e 1 forte – Dia 16 (tarde): 2 de canhão; 6 de 2 tiros e 1 forte; 6 de 5 tiros e 1 forte – Dia 17 (tarde): 2 de canhão; 6 de 2 tiros e 1 forte; 6 de 5 tiros e 1 forte. Dia 18 (manhã): Salva de 21 tiros de canhão; 6 de 2 tiros e 1 forte; 12 de 5 tiros e 1 forte; 1 de canhão. Dia 18 (noite): 2 de canhão; 6 de dois tiros e 1 forte; 6 de 5 tiros e 1 forte – Dia 19 (meio-dia) 2 de canhão: 6 de dois tiros e 1 forte; 6 de 5 tiros e 1 forte – Dia 20 (meio-dia) 2 de canhão: 6 de dois tiros e 1 forte; 6 de 5 tiros e 1 forte – Dia 21 (noite) 2 de canhão: 6 de dois tiros e 1 forte; 6 de três tiros e 3 baterias; 6 de 5 tiros e 1 forte.


Fonte: Oficio enviado pela Comissão de Propaganda, assinado por Hilário Costa e Adélio Reis, à Comissão Central. Valor estimado, 14.475$00.