13 de outubro de 2011

LOJA SOCIAL DE BUSTOS ABRE CAMPANHA PARA RECOLHA DE MATERIAL ESCOLAR

A Loja Social de Bustos tem em marcha uma campanha de solidariedade para recolha de material escolar.

NB divulga a lista:

- Mochilas

- Cadernos

- Capas / Dossiês e respectivas folhas

- Lápis

- Canetas

- Lapiseiras

- Marcadores

- Aguças

- Borrachas

- Estojos

- Máquinas de calcular

- Dicionários

- Material de Desenho (Educação Visual)

- Sacos de Desporto

- Meias de Desporto

- Sapatilhas

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Vamos partilhar pequenos gestos que ajudem a abrir as portas à alegria .

ADERCUS EM INÍCIO DE ÉPOCA – CARLA MARTINHO MAIS RÁPIDA NOS 4.800 METROS


Com equipas seniores masculina e feminina reforçadas, a ADERCUS iniciou a nova época em competições de estrada, que pautarão a fase inicial da participação competitiva da época invernal.
Pinheiro da Bemposta levou a cabo mais uma edição do Grande Prémio de Atletismo, no passado dia 25 de Setembro, no qual a ADERCUS apenas se fez representar pela atleta sénior Carla Martinho e pela júnior Rute Silva.
Carla Martinho foi a vencedora da corrida de 4.800m, tendo superado a benfiquista Susana Godinho, que foi a 2ª classificada, e a bracarense Eunice Tavares, que fechou o pódio feminino, no 3º lugar. A júnior Rute Silva foi a 3ª, tendo sido 13ª da classificação geral.
No passado dia 5 e Outubro, os atletas da equipa bairradina prticiparam na meia-maratona cidade de Ovar, tendo tido mais uma vez atletas em lugares de destaque, tanto no sector masculino, como no feminino.
Em início de época, estiveram em competição atletas com objectivos distintos, tendo carácter competitivo para alguns, com a preparação mais adiantada, e para outros ainda em início de preparação, serviu para darem início à sua participação competitiva.
ANÁLIA ROSA (MCP) com Bronze no 5 de Outubro.


fonte: aqui
Nos Seniores femininos que tiveram a bairradina Anália Rosa (Maratona CP) no pódio, em 3º Lugar, Carla Martinho cortou a meta no 6º lugar com um registo de 1h19min. Seguiram-se Joana Nunes, 12ª, Sara Carvalho, 13ª, e Carina Marques, 15ª. Elisabete Pereira também alinhou à partida, mas viu-se obrigada a abandonar a competição ainda durante a volta inicial à cidade, face a uma forte indisposição.
No sector masculino, Luís Silva foi o 15º, com 1h08min17seg, mas condicionado por uma dor na virilha, a partir do 14º km, que o obrigou a gerir o esforço. Daniel Peixoto estreou-se pela ADERCUS com mais um record pessoal, de 1h09min32seg, e um pouco mais para traz chegaram António Pereira com 1h15min, António Fernandes, 1h17min,Vítor Ramalho, 1h21min, e Fábio Paiva, 1h23min.
MAIS BRONZE PARA O VETERANO GIL FERREIRA
Entre os atletas veteranos, Gil Ferreira subiu ao pódio no 3º lugar do escalão de veterano 1, com 1h10min04seg, e Paulo Miguel foi o 9º veterano 2, com a marca de 1h16min07seg.
ADERCUS, Texto e foto CARLA MARTINHO

12 de outubro de 2011

A freguesia de Bustos não será agregada

A aplicação dos critérios do «Documento Verde da Reforma da Administração Local», no Município de Oliveira do Bairro, permite-nos chegar à conclusão que a Freguesia de Bustos não será agregada, por causa do Regime de Coesão.

Este regime prevê, que aos Municípios com uma densidade populacional compreendida entre os 100 e os 500 habitantes por Km2, com número inferior a 25.000 habitantes, seja atribuído um nível diferente, do que aquele que corresponde à sua densidade populacional, de acordo com a tipologia definida no «Documento Verde da Reforma da Administração Local». Nesse nível diferente, as freguesias medianamente urbanas, (AMU) têm como requisito mínimo para não serem agregadas 1000 habitantes.

Desta forma, o Município de Oliveira do Bairro, com 23.028 habitantes e uma densidade populacional de 264 habitantes por Km2, beneficia do Regime de Coesão e, na sequência da aplicação deste regime a freguesia de Bustos, como freguesia medianamente urbana (AMU) com 2652 habitantes, não será agregada, porque ultrapassa consideravelmente o requisito mínimo de mil habitantes.

Alberto Zenha Martins
 
 

“Uma Reforma de Gestão, uma Reforma de Território e uma Reforma Política”... um assunto quente

É consensual haver necessidade de produzir uma Reforma Administrativa do Território. A última grande reforma feita por Mousinho da Silveira (1832). Sobre a obra legislativa

Acerca da «magnitude e duração das grandes reformas de Mouzinho de Albuquerque», Freitas do Amaral conclui «que foi um dos mais ilustres estadistas do nosso País» (1).

A necessidade de haver reforma profunda já andava no ar antes da «troika» inscrevê-la no caderno de encargos. Desconhece-se, se é que alguma vez se vier a saber, quais foram os critérios aplicados de que resultou a redução do número de freguesias e de concelhos.

O «Livro Verde» sobre as reformas, por esta ordem, de Gestão, de Território. de Política é a base de trabalho para ser estudado por qualquer cidadão, isolado ou em grupo.

Acontece que segundo a interpretação do cronograma sobre a “Organização de Território” para além dos tempos serem apertados, as populações pouca ou residual informação têm.

Vejamos: Os Trabalhos preparatórios do Novo Regime de Criação, Extinção e Fusão de Freguesias” vão ocupar os meses de Outubro a Dezembro.

A “Discussão Pública: Assembleia de Freguesias e Assembleias Municipais” vai ocupar 90 dias de Novembro a Janeiro.

A «Discussão Pública» vai restringir-se apenas às assembleias autárquicas?

Pela Consulta de um mapa discriminativo das freguesias a agregar, Bustos está enquadrado no grupo da APU (Área Predominantemente Urbana).

Aqui está uma classificação que vem trazer orgulho à terra. Mas seria oportuno saber os parâmetros que Bustos cumpre para estar no clube das «Predominantemente Urbana».


Duvido que esta classificação se fundamente da realidade.

Uma dúvida assiste, lugares ou freguesias não poderão ser destacadas (desmembradas) da actual divisão.

Por exemplo, alguns exemplos:

A Azurveira pode aderir à Freguesia da Palhaça.

Malhada e Penedos juntarem-se à Mamarrosa .

Palhaça e Fermentelos (e porque não Bustos?) optarem pelo concelho de Aveiro.

Oliveira do Bairro extinguir-se como concelho, ou a manter-se, agregar Sangalhos e Aguada de Baixo

Desde que as populações se pronunciem a favor…

Outros casos mais podem vir a lume ...

Tem de se ter em conta que casos houve em que a composição das juntas de paróquia e dos concelhos não foram de aceitação generalizada.

Outra nota.

A Legislação Bibliográfica indicada no «Livro Verde» bem poderia vir assinalada com o respectivo endereço-electrónico. Ao facilitar a consulta, poupava-se tempo.

sérgio micaelo ferreira

Documentos oficias:

Documento Verde da Reforma da Administração Local aqui

Anexos Documento Verde da Reforma da Administração Local aqui

“Uma Reforma de Gestão, uma Reforma de Território e uma Reforma Política”

(1) Diogo Freitas do Amaral, Do Absolutismo ao Liberalismo: as reformas de Mouzinho da Silveira, Edições Tenacitas, 2008 (p.37). DFA admite sem hesitar que José Xavier Mouzinho da Silveira – o «modesto, humilde e desprendido juiz de Castelo Vide – foi provávelmente, o mais genial dos legisladores-reformistas do século XIX português, senão mesmo de toda a história do direito público e das instituições de Portugal» (p.37).

sérgio micaelo ferreira

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Merecem referência especial os bloguistas de Bustos

Paulo Figueiredo A Reforma da Administração Local aqui

Alberto Martins no NB e em Intranquilidade aqui

ORFEÃO É ASSOCIAÇÃO DE UTILIDADE PÚBLICA


Cumpre-se neste mês de Outubro uma data importante para Bustos e para o Orfeâo de Bustos. Foi no dia 1 de Outubro de 2010 que O Secretário de Estado da Presidência do
Conselho de Ministros, João Tiago Valente Almeida da Silveira, assinou o despacho que declara utilidade pública o Orfeão de Bustos — Associação Cultural, Artística, Recreativa
e de Solidariedade Social.

Este reconhecimento oficial do mérito da actividade desenvolvida pelo Orfeão é razão para mais nos orgulharmos da nossa terra e da nossa gente.

Diz o Despacho:

Despacho n.º 15693/2010
Declaração de utilidade pública
O Orfeão de Bustos — Associação Cultural, Artística, Recreativa e de
Solidariedade Social, pessoa colectiva de direito privado n.º 501455159,
com sede na freguesia de Bustos, concelho de Oliveira do Bairro, presta,
desde 1983, relevantes e continuados serviços à comunidade onde se
insere, através da promoção e do desenvolvimento de actividades de
carácter cultural, recreativo e social, designadamente da realização de
concertos, da manutenção de um grupo coral polifónico e de um grupo de
cantares populares, do ensino da música e da acção médico -social.
Coopera com as mais diversas entidades, nomeadamente ao nível da
administração local com a Câmara de Oliveira do Bairro e a Junta de
Freguesia de Bustos, na prossecução dos seus fins.
Por estes fundamentos, conforme exposto na informação final do
processo administrativo n.º 1/UP/2010 instruído na Secretaria -Geral
da Presidência do Conselho de Ministros, e no uso dos poderes que
me foram subdelegados pelo Ministro da Presidência através do despacho
n.º 4213/2010, de 26 de Fevereiro, publicado no Diário da República,
2.ª série, n.º 48, de 10 de Março de 2010, declaro o Orfeão de
Bustos — Associação Cultural, Artística, Recreativa e de Solidariedade
Social pessoa colectiva de utilidade pública, nos termos do Decreto -Lei
n.º 460/77, de 7 de Novembro, com a redacção dada pelo Decreto -Lei
n.º 391/2007, de 13 de Dezembro.
1 de Outubro de 2010. — O Secretário de Estado da Presidência do
Conselho de Ministros, João Tiago Valente Almeida da Silveira.
25702010

O “Notícias de Bustos” saúda o Orfeão e todos aqueles que lhe dão boa parte do seu tempo. A todos o nosso obrigado. Quanto aos que contribuíram para o processo que levou à declaração de utilidade pública devemos dividir o mérito por  quem iniciou o processo, Duarte Novo, com a actual presidente, Regina Alves, que o soube levar a bom porto. Pena é que esta não tenha valorizado a distinção… 

11 de outubro de 2011

O Presidente não é o problema, é parte da solução.


Belino, o texto que publiquei no passado dia 6 de Outubro é, como referiu,” um texto diagnóstico da situação política local”, só isso e nada mais, que redigi para a abertura do meu blogue pessoal. Não tive como objectivo, naquele primeiro texto, apresentar qualquer proposta ou ideia, o que não significa que não tenha propostas para apresentar. Mas, se por outro lado, o Belino teve como objectivo na resposta apresentar um projecto, empenhou-se mais na crítica. Pena que não tenha desenvolvido mais o seu projecto.

Ao contrário do que afirmou no texto que publicou no dia 9 de Outubro, o Presidente não é o problema, é  parte da solução porque eu sei, você sabe e os Bustuenses também sabem, que o Executivo Municipal tem actualmente em curso, a construcção de um Pólo Escolar em Bustos. Este Pólo Escolar representa um investimento em Bustos, de aproximadamente 2 milhões e 600 mil euros e, não se esqueça, que grande parte provém do QREN. Não será esta escola e as outras do concelho, o reflexo de uma excelente política educativa? O Belino dirá que não, bem sei, mas o que dirão os pais, ou mesmo as crianças? Acho que todos sabemos a resposta. Outra obra que não podemos esquecer, e que está em fase de conclusão é a rua do depósito da Água, agora Avenida, que representa um investimento de aproximadamente 400 mil euros. Estas duas obras, só estas duas, representam um investimento em Bustos de aproximadamente 3 milhões de euros.

No que diz respeito ao resto do concelho, porque falou em despesismo, ainda vou salientar que as grandes obras de referência do concelho, promovidas pelo Executivo Municipal, são largamente comparticipadas pelo QREN. Refiro-me concretamente à Casa da Cultura Dr. Alípio Sol, à Alameda de Oliveira do Bairro e Pólos Escolares. O Belino preferiu salientar - mal - o despesismo, eu por outro lado, prefiro salientar - bem - a visão e a extraordinária capacidade de gestão do nosso Presidente de Câmara.

Porém, o Executivo Municipal ainda está disponível para investir mais em Bustos, mas deixou o desafio ao Presidente de Junta e à população em geral de definirem a política local, não a política municipal, como referiu. Deixou o desafio ao Presidente da Junta e à população em geral de definirem as suas prioridades e de apresentarem projectos estruturantes. Estará o Sr. Presidente da Junta de Freguesia à altura do desafio? Vamos todos esperar para ver e, porque não colaborar como sugeriu a Sra. Presidente da Assembleia de Freguesia, na última sessão?

10 de outubro de 2011

António José Pires Condesso (11.01.1943 - 09.10.2005)

O Tozé Condesso tinha de Bustos uma das suas terras de eleição.
.
A tradução «Ao meu jeito» mantém o Tozé no nosso convívio. Um bem haja à tradutora e biógrafa.




Ao Meu Jeito

E agora, o fim está próximo,

Por isso espero cair o pano.

Meu amigo, vou falar claro,

Apresentar o meu caso, que conheces bem.

Vivi uma vida cheia.

Percorri todas as estadas.

E mais, muito mais do que isso,

Fi-lo ao meu jeito.

Arrependimentos, tive alguns.

Mas tão poucos, que não vou mencionar.

Fiz o que tinha de fazer

E levei sempre tudo até ao fim.

Planeei cada percurso,

Cada passo cauteloso ao longo do caminho.

Mas mais, muito mais do que isso,

Fi-lo ao meu jeito.

Sim, houve vezes, como sabes,

Que traguei mais do que podia.

Mas sempre, em caso de dúvida,

Engoli e deitei fora o que era preciso.

Enfrentei tudo, sempre, de pé.

E fi-lo ao meu jeito.

Vivi, ri e morri.

Tive o meu ganho e a minha perda.

E agora, que as lágrimas se acabam,

Acho tão engraçado pensar que fiz tudo isto,

Se me permites – não de forma envergonhada,

Não, eu nunca!

Fi-lo ao meu jeito.

Pois o que é um homem, o que é que ele tem?

Se não se tem a si próprio, então não tem nada.

Dizer as coisas que verdadeiramente sente

E não as palavras de alguém que ajoelha.

O registo mostra que aguentei os golpes.

E fi-lo ao meu jeito!

Fermentelos, 10 de Outubro de 2005

Tradução livre de “My Way”

de Frank Sinatra

9 de outubro de 2011

O PRESIDENTE COMO PROBLEMA


Respondendo ao repto de Alberto Zenha Martins

Começo por saudar o Alberto que está a passar por uma fase fantástica da sua vida. Depois de acabar o curso, depois de casar e ter um filho, regressa à actividade política e à intervenção no Notícias de Bustos, assim como no blogue pessoal. Parabéns e força porque precisamos de nova gente, de debate de ideias e de uma visão política mais ampla e democrática.

No texto que aqui publicou no passado dia 6 de Outubro ( Problemas e prioridades) Alberto Zenha Martins  faz um bom diagnostico da situação política local quando diz,
“ em Bustos faltaram os projectos, faltou a discussão e, acima de tudo, a persistência. Os grandes problemas foram sucessivamente adiados.”  Pena é que não adiante nenhum projecto, uma única ideia, nomeadamente sobre a Feira que, justamente, aponta como exemplo de um problema sempre adiado.

Logo depois  Alberto Martins faz uma afirmação que se explica no contexto da militância partidária, mas nada tem a ver com os interesses da região. Ou seja, repetindo o discurso que o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, Mário João, veio fazer a Bustos também o nosso Alberto considera que deve ser Bustos (nomeadamente a sua Junta de Freguesia) a propor caminhos, soluções para o desenvolvimento local. Diz até que tal é urgente, “sob pena de um Presidente de Câmara, continuar a aguardar que os responsáveis locais decidam.”

Isto é coisa que me deixa de boca aberta. Então quem é o responsável político e líder do concelho? Quem é que define estratégias de desenvolvimento a nível concelhio? Quem é que tem os meios, as equipas e o dinheiro? Quem é que arrecada os nossos impostos?

O que o Sr. Presidente da Câmara fez quando reuniu em Bustos,  mais do que lançar um desafio envenenado pedindo que lhe indicássemos o caminho a seguir, foi uma enorme confissão de incapacidade. Só por incapacidade, só quem não tem qualquer projecto ou simples ideia para o sul do concelho é que vem a Bustos propor que sejam o Presidente da Junta local e a população em geral a definirem as políticas do município. 

No contexto de uma estratégia concelhia é que se deve debater a questão de Bustos, nomeadamente os terrenos da Feira. Se a zona industrial está situada a norte do concelho não será estratégico implementar uma moderna área comercial a sul? Os terrenos da feira, localizados junto ao cruzamento estratégico do Sobreiro, não poderão suprir tal exigência? Porque não um  Retail Park para Bustos? Porque não estudar a questão numa perspectiva mais ampla, numa perspectiva concelhia?

O Sr. Presidente da Câmara, aparentemente, não pensa a globalidade do concelho, não tem qualquer estratégia. Está à espera que lhe indiquem o caminho….

De forma clara o escrevo, o Sr Presidente da Câmara é hoje um homem assustado por alguns processos judiciais, sem capacidade nem projecto de acção, que esgotou um reportório político feito do despesismo, o mesmo que levou Portugal à presente situação. Um homem que não gosta de actas. O tempo das Feiras do Cavalo, dos festivais musicais, da multiplicação de edifícios públicos, das avenidas e rotundas, da Volta a Portugal em Bicicleta, está a ficar muito caro e mais caro ficará. (E mesmo com a política dos impostos máximos não conseguiremos pagar a factura.)
O tempo do despesismo público acabou e é altura de o PSD perceber que o Sr. Mário João também não tem futuro. Se, com humildade republicana, não se candidatar às próximas eleições estará a fazer um favor ao partido e ao concelho.

Aqui fica um primeiro contributo para o debate. Bem precisamos dele.

Belino Costa

8 de outubro de 2011

Intranquilidade

O estudo divulgado recentemente pela ANAFRE, Associação Nacional de Freguesias, sobre a aplicação dos critérios publicados no «Documento Verde da Reforma da Administração Local», está a preocupar os Bustuenses. Contudo, apesar da perspectiva daquela associação, acredito que a reforma não será aplicada a «régua e esquadro» e que, desta forma, Bustos não será uma das freguesias a agregar.

No entanto - impõe-se uma reflexão profunda e o levantamento de argumentos que contrariem aquela perspectiva - essenciais para o período de discussão pública, que se estende deste mês de Outubro até ao próximo mês de Janeiro, a realizar em Assembleia de Freguesia e Assembleia Municipal.

Alberto Zenha Martins


albertozenhamartins@gmail.com

6 de outubro de 2011

Problemas e Prioridades

Muitos dos grandes problemas que afectam a nossa freguesia, são sobejamente conhecidos, porque embora sejam actuais, não são, de facto, problemas de agora. A Feira de Bustos é um exemplo de um desses problemas, que já existe há décadas, e que desde há décadas a esta parte, continua por resolver, porque tal como outros, nunca nenhum foi, de facto, uma prioridade. Em Bustos faltaram os projectos, faltou a discussão e, acima de tudo, a persistência. Os grandes problemas foram sucessivamente adiados.

Quando em Bustos, alguma coisa se transformou verdadeiramente numa prioridade, nasceu obra e não foi essencialmente o poder local, regional ou nacional, que para ela contribuiu, ou que a dinamizou. A Igreja de Bustos, a compra do Palacete e as Obras paroquiais, são três grandes exemplos de obras de grande dimensão, que foram produto do esforço colectivo. Há outras. Vale a pena pensar nisto.

Bustos não pode continuar a ser encarada pelo resto do concelho, como uma freguesia que tem problemas para resolver, mas não sabe bem quais são os quer resolver primeiro, ou como os resolver, sob pena de um Presidente de Câmara, continuar a aguardar que os responsáveis locais decidam, porque os não pode resolver todos, ao mesmo tempo, nem é de todo essa a sua função, que antes pertence aqueles, e os problemas continuam sucessivamente adiados.

Desta forma, acredito que em Bustos todos os partidos políticos devem elencar os problemas, definir os que são urgentes a curto, médio e longo prazo, e este é o primeiro passo. O segundo é equacionar várias soluções para os problemas existentes, promover a sua discussão -alargada à população em geral- e optar pela melhor solução. O terceiro e último passo, é reivindicar só a solução, para os problemas a curto prazo, porque todos os outros são extemporâneos.

Alberto Zenha Martins

http://www.albertozenhamartins.blogspot.com/

albertozenhamartins@gmail.com