31 de março de 2009

DIA DE BUSTOS'09: CELEBRAÇÃO SEM CELEBRIDADE


Deve ter havido, outrora, sentidas celebrações e activa participação popular aquando da celebração do 18 de Fevereiro. Hoje, nem o cálido sol emprestou calor à protocolar celebração. O poder local esteve bem representado para que à circunstância não faltassem os discursos de ocasião. Contudo, apassivou-se a participação popular que seguiu o séquito com bonomia e Bustos no coração.
A romagem saiu da Junta de Freguesia e dirigiu-se para o Largo da Igreja Velha, onde depositou a costumeira coroa de flores. Seguiu-se um paradoxalmente breve discurso do Pároco sobre o passado, o futuro e o presente, mas cujo conteúdo escapou ao entendimento dos presentes.
Foto de Alberto MartinsCumprida esta formalidade, o séquito dirigiu-se para a necrópole com o desígnio histórico de homenagear os vivazes obreiros da criação da freguesia. Lá, a prédica do pároco foi mais circunspecta, visto que a ética republicana dos fundadores da freguesia, pouco dada era a circunlóquios clericais. E, por sua vez, o catolicismo é ecuménico, mas pouco dado a homenagear os heróis da 1.ª República, ou pelo menos, foi essa a impressão deixada.
Depois, porque o tempo de celebração era escasso, todos se encaminharam para a Junta de Freguesia com controlada celeridade a fim de consagrar o octogésimo nono aniversário da criação da freguesia. Aqui, os discursos nem versaram sobre a história, nem história fizeram.
O Sr. Presidente da Junta da Freguesia, anfitrião do evento, foi o primeiro a usar da palavra, mas pouco ousada foi. O seu discurso foi eco da sua usual temática: a impotência de pouco poder fazer pela freguesia, enfim, o discurso de sempre com entoações de elegia e despedida. Por outras palavras, nada disse.
Acto contínuo, fez uso da palavra o Presidente da Assembleia da Junta de Freguesia. Do seu discurso, pouco articulado é certo, transpareceu o seu profundo amor ao rincão paterno. O reconhecido mecenas do nosso burgo teve a ousadia de pedir ao Sr. Presidente da Câmara Municipal, uma piscina e um pavilhão para o seu Bustos.
Pouco depois, orou o Sr. Prior o qual foi loquaz na propaganda das obras efectuadas pela Comissão Fabriqueira para o melhoramento das obras sociais da Igreja e, justiça lhe seja feita, aos generosos contributos da população bustoense para o tornarem possível.
Finalmente, discursou o Presidente da Câmara Municipal o qual usou palavras de parcimónia e escusa. Cumpriu com bonomia o protocolo, com pouco entusiasmo e promessa nenhuma.
Terminou com acepipes a celebração.
Ficou sem celebridade o dia que foi de celebração.

Ulisses Crespo
Cronista da Vila
ulissescrespo@gmail.com

28 de março de 2009

PARABÉNS OBSC!


O Oliveira de Bairro Sport Clube está de parabéns. Os festejos do 87º aniversário tiveram início na noite de ontem e vão decorrer até ao próximo domingo com o seguinte programa:

Sábado, 28 de Março de 2009

10.30 Horas: Concentração junto à sede do Clube, hastear da bandeira e romagem aos cemitérios em homenagem aos sócios e atletas falecidos.
20.00 Horas: Jantar de Confraternização dos atletas, pais dos atletas, sócios e amigos do Clube no Hotel Paraíso.
- Animação do Grupo de Cantares do Silveiro
- Homenagem à Equipa Sénior da Época 1979 – 1980 – 3º Classificados
- Apresentação do novo sítio do Clube.

Domingo, 29 de Março de 2009

16.00 Horas: Estádio Municipal – Jogo do Campeonato Nacional da 2ª Divisão “B” entre o Oliveira Bairro S.C. e o S.C. Praiense.

-Animação da Banda da União Filarmónica do Troviscal.
-Desfile dos escalões de formação do clube.

O novo sítio electrónico do clube já está disponível em: http://www.obsc.pt/

26 de março de 2009

HONRA A QUEM NOS HONRA

Na sequência da 1ª reunião da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro realizada em Bustos e que teve lugar no passado dia 12 na Casa da Freguesia (mais conhecida por sede da Junta), o Notícias de Bustos entendeu que devia honrar quem nos honrou com a deslocalização momentânea do poder central municipal para uma das suas freguesias.

Dissemos na altura que Bustos era a terra mais linda do mundo. Porque era a nossa terra. Sabemos que as outras seis terras do concelho também são, cada uma delas, as terras mais lindas do mundo.
Mas isso não nos importa nem afecta. Até nos honra, mesmo que não sejamos nados, criados ou morados nesses extremos.

E dissemos ainda que
por muito que digam que nos dão muito, é sempre pouco o que nos dão. A nós, como aos demais vizinhos.
O actual executivo camarário foi eleito há quatro anos pelo voto democrático e livre do Povo. Este ano o julgamento repete-se.
Porém, há um factor que não varia nunca, seja qual for o destino do nosso voto: o exercício da democracia passa pela dignidade, pela honradez e pelo carácter íntegro de quem elege e de quem é eleito. Mas passa também pela galhardia e pelo verdadeiro bairrismo das comunidades locais: se honrados nos sentimos, cumpre-nos honrar quem assim nos honrou.
Por isso mesmo e em representação do NB, desloquei-me hoje ao edifício dos Paços do Concelho, isto é, à Casa do Município, onde me esperava para o efeito todo o elenco do executivo camarário, antes de dar início a mais uma reunião semanal.
Com igual galhardia, cavalheirismo e sentido da hospitalidade, o Sr. Presidente da Câmara e TODOS os Srs. Vereadores e Vereadoras aguardaram que elaborasse as dedicatórias em cada um dos três livros disponíveis do Pescador de Sonhos que foi o bustuense, amigo e companheiro Carlos Luzio:
um foi entregue ao Presidente, outro à Vereadora da Cultura e o 3º ao Município, isto é, ao próprio Povo do Concelho, de que são fieis depositárias a Assembleia e a Câmara Municipais. Os restantes três livros em espólio serão entregues na Biblioteca Municipal, na pessoa da sua Directora.
O pequeno quadro evocativo que o NB concebeu para registar a efeméride que foi a reunião do executivo em Bustos (e que a Vereadora da Cultura segura nas mãos com raízes de Bustos), esse, já tinha sido entregue a cada um dos seus membros.

A foto regista o evento, do mesmo modo que eu registo que a Câmara tinha a aguardar-me a fotógrafa do Gabinete de Comunicação, a Telma Duarte, a quem agradeço o envio das fotos por email quase acto contínuo.

*

oscardebustos
[aqui, onde ainda estou vivo]

Bustos e Couvelha obrigados a empatar (1-1)

O BUSTOS … DEIXA ESCAPAR DOIS PONTOS

Análise de Mister
Assistimos a um autêntico (r…)
Arbitragem desastrosa.
Aos 90 minutos decidiu dar mais 6 minutos.
Deixou correr.
Aos 99 minutos empataram
E acabou o jogo.
Foi mau demais.
Parabéns aos meus jogadores

[ o Árbitro] Expulsou-me um jogador – muito mal.
O adversário foi sempre agressivo – sem bola.
Para eles nunca houve cartões.


Assim desabafou … o Mister d’o Bustos: JoaQUIM Tavares.

CCD COUVELHA x UNIÃO DESPORTIVA DE BUSTOS [1 – 1]
FICHA (quase) TÉCNICA
A equipa de Mister Quim atrasou-se e fixou-se no 4º lugar, por esta jornada?
Árbitro e relógio poderão explicar a perda de dois pontos.

Campeonato de Futebol (de 11) de Seniores da II Divisão Distrital de Aveiro – Zona Sul.
22ª Jornada
Campo dos Oivais (Couvelha)
Dia do Jogo: 22.03.2009, Domingo, 15H00

Marcou pelo Bustos: Hélder (25’)

O ‘União’ iniciou o jogo com:
Ivan (guarda-redes;
Samagaio, Henrique, Pedro Resina (capitão, Paulo, 45’), Fábio, Baptista (subcapitão);
Luís Miguel, Pedro Fiães, Lima, Pião (Patric, 90’), Hélder (Licas, 90’).
Banco de serviço de apoio:
Jogadores:
Filipe (guarda-redes);
Paulo, Licas, BemHaja, Guedes, Patric, Marco.
Treinador – Mister JoaQUIM TAVARES.
Massagista – Carlos Pascoal Embaixador da UDB – José Luís Santos

Penalização:
Samagaio (cartões amarelos aos 55’ e 75’, transformados em cartão vermelho).

O BUSTOS - FUTEBOL DE 7 e DE 11 (JORNAS)




25 de março de 2009

TERRAS E GENTES DE OLIVEIRA ATRAVÉS DA LENTE


Nos fundões das famílias
o mofo-mofa do tempo
retoca as fotografias.
(Alexandre O'Neill
Poesias Completas
A Mala e a Barragem
Assírio & Alvim,
2ª edição
Março 2001)



O redactor multi-funcional do NB há muito que entrou no aeróstato dos escritores das terras de Busto banhadas pelo Rio Boco. O Óscar (Mandrake) de Bustos vai a todas, como se fosse bombeiro de agulheta em riste a imitar o pelicano carregado de peixe e água, e traçou um quadro articulado em “notas” e mais “desnotas” do que se passou em Bustos’09, do dia 12 de Março. O acontecido, mais tarde ou mais cedo vai merecer placa institucional a registar a primeira reunião da Câmara Municipal na sede do longínquo terroir da desconhecida Freguesia. De Bustos.

Estranhando-se (ou não), a Junta de Freguesia poupou-se na divulgação do evento. Nem um papel foi afixado a mercer tal anúncio. Talvez considerasse uma coisa menor a realização de uma sessão de trabalho, para mais aberta à intervenção do público… Já coisa menor não foi, o haver entre os trinta e tal pontos da ordem de trabalhos, o lançamento de um concurso fotográfico destinado a jovens alunos dos estabelecimentos do ensino (secundário) sobre os olhares o concelho. [os pormenores do concurso são remetidos para o sítio da câmara municipal, conforme o anúncio indica]. Espera-se que haja uma avalanche de candidaturas. De certo que algumas surpresas trarão os perspicazes olhares dos jovens.
Oliveira do Bairro e seu termo concelhio ficarão de posse de um arquivo que poderá ajudar a interpretar e a encontrar linhas mestras condutoras do futuro e poder acompanhar a evolução ou retrocesso.
O concurso fotografia do/sobre o concelho deverá ter continuidade.
É uma iniciativa de aplaudir. A aprovação unanime faz jogar no escuro agarantia do sucesso.
Engenho e arte vão estar presentes.
sergio micaelo ferreira
________________
Uma nota de realce -
- Honra seja dada a Fernando Grangeia que não deixou nenhum assistente em pé. Solícito, aprontava a cadeira mal surgisse um espectador quando a sala estava esgotada.
A comodidade agradece.

24 de março de 2009

MARINEIDE SANTOS "ESTEVE" NA BIBLIOTECA DE BUSTOS


Mal a notícia do lançamento de ‘canto e amanhece’ de Marineide dos Santos, que chegou com atraso de uns bons sete anos, a preocupação foi passar a palavra. E que melhor chamada do que a imagem?
Enxó de um lado, podão do outro, mais papelão, cartão tesoura e cola e eis que na Biblioteca de Bustos aparece o anúncio do momento do lançamento.
Houve uma falha. O Warhol de Bustos (Telmo Domingues) não passou pela «nossa» Biblioteca, para memória futura, a recolher algumas imagens do trabalho arquitectado e construído por Prazeres Duarte a publicitar o Dia da Poesia.
Fica para o próximo evento.

23 de março de 2009

Cidadão do mundo (Arsénio Mota)



Quando a neura o* invadia, largava para onde, no café habitual, tinha círculo de relações. Ali acabou por divulgar pelos amigos duas obrinhas como quem, de cabeça ainda submersa na placenta materna, anseia por respirar as brisas do planalto para botar plena figura. Ensinaram-lhe algo que nunca mais esqueceu: o texto literário não é apenas lido pelo leitor, também o leitor é «lido» pelo texto. Na medida em que sobre ele se pronuncie.
A experiência era sem dúvida o maior salário que poderia guardar para durar. Mas uma interrogação tornava-se para Tumim crucial: Se não vives na verdade, na verdade vives? Enfático mas convicto decidia: Só vivendo na verdade, na verdade se vive.

Por fim abalou para a cidade definitiva de que fora visita na sua primeira juventude, pois Tumim acabou por entender: pode-se chegar a ser cidadão do mundo até num esconso buraco sertanejo. Recebera a lição das pessoas que, deslocadas em viagem, lhe garantiam que os sítios exactos onde moravam, algures no mapa, ficavam afinal «perto de tudo», numa localização indiscutivelmente privilegiada. Aprendeu assim que a gente faz do lugar onde vive o «centro do mundo». Quando viaja, não sai – apenas gravita em torno.
__________________
in Arsénio Mota, Quase Tudo Nada, (prémio literário Carlos Oliveira, 2005), IV cidadão do mundo´(excerto), Edição Campo das Letras, com Patrocínio da Câmara Municipal de Cantanhede, 1ª edição. 2006.

[ o* é o Tumim da novela, digo Arsénio Mota, em carne e osso.
Um obrigado a ASM pela informação e material fornecido. E como não há duas sem três, um bem-haja consolidado por teres enviado as primeiras notícias acerca da 'tua' apresentação do Livro de Poemas 'canto e amanhece' de Marineide (venezuelana-bustuense) Santos - notas de ‘altinod@poba’, com a responsabilidade do alto-revisor.]

Dona Alfacinha tem muito que contar - Matilde Rosa Araújo (vai a Cantanhede)






- Como está, Dona Alfacinha.
- Muito bem, obrigada. E como está a Menina Primavera? (Há tanta menina que se chama Primavera!)
Era sempre um “como está” tão bonito! Um saudar que deixa saudade.
(…)


[Os Amigos da Dona Alfacinha]
São todos aqueles, crianças, adolescentes, adultos com maior ou menor idade, que sabem o valor da Rua do Encantamento. Que vão pedir conselhos quando alguma coisa das suas ruas não está a seu contento. Porque as ruas têm de ser dignas daqueles que as habitam, que por lá passam.
Mesmo, muito jovens, somos responsáveis por elas. Temos o direito e o dever de ir até à Junta de Freguesia, à Câmara Municipal, eu sei lá até onde (mas Dona Alfacinha explica, dá conselhos avisados do seu amor e da sua experiência) e dizer do nosso encantamento pelas ruas do Encantamento! Pelas praças, pelos jardins. Ou do nosso desgosto pelo que julgamos não estar bem. Reclamar com razão é ajudar.
(…)

______

(com a devida vénia de NB: in Matilde Rosa Araújo, Dona Alfacinha tem muito que contar (um excerto)
Inédito editado em
http://www.app.pt/nte/matilde/alfacinha.htm
Associação de Professores de Português Projecto #na_tua_escola