
10 de outubro de 2008
6 de outubro de 2008
Da Califórnia, com futebol na bagagem
Em 1964 tinha eu 15 anos de idade e o Necas (filho do Gueso) 16. Os nossos pais jogavam então pelo Bustos. Eu e o Necas já fazíamos parte das equipas de juvenis do Beira Mar e do Anadia, respectivamente, quando a Direcção Desportiva do Bustos decidiu que seria uma boa ideia começar a introduzir rapazes novos na equipa, então composta na maior parte pelos velhotes dos anos gloriosos do Bustos.
O Necas e eu íamos a Aveiro e Anadia para jogar durante a manhã e aos domingos à tarde jogávamos pelo Bustos. Ao princípio, só uns quinze minutos ou meia hora, mas não demorou muito tempo até que passámos a titulares. Ainda posso ouvir o meu pai a berrar da posição de defesa central quando algum da equipa contrária abusava dos "garotos" a jogar por Bustos, dizendo: "É pá...olha que esse é o meu filho".
Tubo acabou para mim quando partimos para os Estados Unidos. Ou assim pensei...
Aqui na Universidade de Santa Clara fiz parte da equipa de futebol, o que pagou os meus estudos. Mais tarde, com a formação de uma equipa portuguesa, recebi um telefonema do Manuel Barroco, agora aí, filho do Agostinho Barroco, ex-jogador do Bustos da mesma época do meu pai, procurando jogadores.
E assim outra geração de atletas de Bustos continuou a mesma tradição tão longe da Terra Natal. O ti Agostinho e o ti Evaristo estavam lá sempre ao lado a gritar instruções e apoio não só durante os jogos mas também nos treinos.
Franklim Pinto
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5 de outubro de 2008
5 de OUTUBRO - REPÚBLICA, QUO VADIS
Crédito de NB para Sousa Figueiredo e António Vicente,
A Queda da Monarquia e a Implantação da República através do Bilhere Postal Ilustrado,
Edição Ecosoluções, Consultores Associados, L.da,
com Apoio da Câmara Municipal de Lisboa e do Museu da República e Resistência.
Dr. Manuel José de Arriaga Brum da Silveira e Peyrelongue
Horta, 8de Julho’1840 * Lisboa, 5 de Março’1917
1º Presidente da República Portuguesa
Horta, 8de Julho’1840 * Lisboa, 5 de Março’1917
1º Presidente da República Portuguesa
24 de Agosto’1911 a 26 de Maio’ 1915
Por deliberação unânime da Assembleia da República aprovada em 16.09.2004, os restos mortais foram trasladados do cemitério dos Prazeres para a Igreja de Santa Engrácia (Panteão Nacional desde 1916).
idem Crédito de NB para Sousa Figueiredo e António Vicente, ...
5 de Outubro’2008 é (ou devia ser) Dia Grande da República Portuguesa. Neste dia cabem os sonhos, as utopias e o conformismo atávico. Em suma, as grandezas e as misérias.
Hoje fica-se pelo dia do Discurso e do comentário.
“A República não é somente o direito abstracto e filosófico proclamado com paixão aos ventos do vago do vago céu da história; é o direito económico, fiscal, administrativo, prático e palpável, realizando-se palmo a palmo, visivelmente, experimentalmente, na sociedade de cada dia, na vida de cada hora, no indivíduo como na colectividade, encarnado nos factos e movendo-se como realidade palpitante.”
(Recolhido de António Valdemar, República Viva, Jornal República, nº 14, Dez. 2007/Jan. e Fev. 2008)
Por deliberação unânime da Assembleia da República aprovada em 16.09.2004, os restos mortais foram trasladados do cemitério dos Prazeres para a Igreja de Santa Engrácia (Panteão Nacional desde 1916).
idem Crédito de NB para Sousa Figueiredo e António Vicente, ...5 de Outubro’2008 é (ou devia ser) Dia Grande da República Portuguesa. Neste dia cabem os sonhos, as utopias e o conformismo atávico. Em suma, as grandezas e as misérias.
Hoje fica-se pelo dia do Discurso e do comentário.
Entretanto, no seu dia-a-dia, a Globalização neoliberal vai atirando a classe média para o lastro do Desespero da Humanidade.
ONGs, conferências, reuniões, declarações de intenções, ceias de natal televisionadas não impedem o crescimento da taxa de desemprego, da deslocalização de empresas para países do mesmo clube, ou o crescimento da imigração clandestina.
ONGs, conferências, reuniões, declarações de intenções, ceias de natal televisionadas não impedem o crescimento da taxa de desemprego, da deslocalização de empresas para países do mesmo clube, ou o crescimento da imigração clandestina.
O Conhecimento progride e ultrapassa fronteiras nunca dantes sondadas. Os benefícios tecnológicos irão combater a exclusão, apesar das rezas dos Novos e Velhos do Restelo Para honrar os revolucionários do ‘5 de Outubro’, impõe-se a reflexão «nesta advertência de Antero de Quental:»
“A República não é somente o direito abstracto e filosófico proclamado com paixão aos ventos do vago do vago céu da história; é o direito económico, fiscal, administrativo, prático e palpável, realizando-se palmo a palmo, visivelmente, experimentalmente, na sociedade de cada dia, na vida de cada hora, no indivíduo como na colectividade, encarnado nos factos e movendo-se como realidade palpitante.”
(Recolhido de António Valdemar, República Viva, Jornal República, nº 14, Dez. 2007/Jan. e Fev. 2008)
UDB: jantar dos 60 anos
Num ambiente acolhedor e cheio de imagens interactivas, teve ontem lugar no Rafael o jantar comemorativo dos 60 anos da nossa UDB. Entre os 150 convivas impõe-se registar a presença do Presidente da Câmara, do Vereador do Desporto e dos Presidentes da Assembleia Municipal e de Freguesia. Os técnicos do clube lá estavam também e em força; e muitos amigos da UDB e da terra.
Ao fim da tarde teve lugar um encontro entre as velhas guardas e ex-jogadores da UDB, para lembrar à malta nova que antigamente também se sabia jogar à bola.
A actual Comissão Administrativa tem à frente duas mulheres, a Beatriz Costa e a Eduarda Santos Pereira, que não têm regateado esforços no sentido de inovar e melhorar as condições da prática do futebol, sobretudo ao nível das camadas jovens. A título de exemplo, todos os atletas passam a ter um kit desportivo composto por 1 saco, 1 fato de treino, 2 camisolas de treino, calção de treino e camisola, calção e meias de jogo e ainda um equipamento de saída. O "kit União Desportiva de Bustos" custa 100€ e pode ser pago em 10 mensalidades.
Chama-se a isto sentido de organização, ou, se preferirem, amor à camisola. Ou será melhor dizer que o futuro da UDB e dos homens de amanhã começa hoje?
oscardebustos
4 de outubro de 2008
Loures impõe a República no dia 4 de Outubro' 1910.
Breves do filme que mudou o regime:
4 de Outubro
“Quando na madrugada do dia 4 de Outubro de 1910 se ouviu na Calçada de Carriche o troar dos canhões, para os republicanos de Loures era já a certeza do derrube da monarquia.”
No Centro Escolar Republicano, situado no Largo do Chafariz, actual Largo 4 de Outubro, reúnem-se Augusto Moreira Feio, farmacêutico; Manuel Marques Raso, padeiro; Jacinto Duarte, operário da Câmara Municipal; José Joaquim Veiga, escrivão das Finanças; Joaquim Augusto Dias, comerciante; António Rodrigues Ascenso, ourives e relojoeiro; José Paulo Oliveira, comerciante e regedor; José Ferreira Cleto e outros cidadãos, esperando o desenrolar dos acontecimentos.
Com a população reunida às 15 horas no Largo do Chafariz, os oito homens nomeados para constituir a Junta Revolucionária saem do Centro e dirigem-se aos Paços do Concelho na Rua Azevedo Coutinho, actual Rua da República, n.º 70.
Ocupado o edifício, é hasteada, pela mão de Joaquim Augusto Dias, uma bandeira com as cores republicanas – o verde e o vermelho. Junto ao estandarte improvisado, a Junta Revolucionária declara, pela voz de Augusto Moreira Feio, a implantação da República em Loures: “Com os olhos da alma fitos na redenção desta Querida Pátria, aviltada pela decrépita e corrupta monarquia e aderindo entusiasticamente à revolução republicana que então lavrava em Lisboa, (...) resolveram tomar posse imediata das Repartições Públicas do Concelho auxiliando, por este acto, a implantação da República em Portugal, pela qual estava e estão firmemente decididos a sacrificar até à última gota de sangue.”
A Oliveira do Bairro, a “República chegaria com atraso de dois dias” (Armor Pires Mota, Em Busca da História Perdida, Edição da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, 1997).
3 de Outubro,
É assassinado no Hospital de Rilhafoles, o Dr. Miguel Bombarda, uma dos mais prestigiados republicanos.
A notícia provoca uma onda de indignação que agitou Lisboa:
A notícia provoca uma onda de indignação que agitou Lisboa:
“Mataram o Dr. Bombarda. Espalha-se na cidade que foram os padres que instigaram um tenente a assassiná-lo. É falso, mas há correrias no Rossio e o “Portugal” foi apedrejado. Toda a gente acredita num crime planeado, toda a gente se insurge contra o facto brutal – toda a cidade republicana se transforma num vulcão. No Rossio juntam-se grupos de gente taciturna e desesperada: – Mataram-no! Mataram-no! – ouve-se.”
(Belino Costa, MEMÓRIA: IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA, 4 de Outubro, 1910, NB, que cita Raul Brandão, Memórias, vol. II.)
Às 20H00, o Vice-Almirante Cândido dos Reis, Afonso Costa, António José de Almeida, José Relvas, João Chagas, Eusébio Leão e outros reúnem-se e marcam o início da revolução para a 1 hora da madrugada com uma salva de 31 tiros vindos de vasos de guerra fundeados no rio Tejo.
Às 20H00, o Vice-Almirante Cândido dos Reis, Afonso Costa, António José de Almeida, José Relvas, João Chagas, Eusébio Leão e outros reúnem-se e marcam o início da revolução para a 1 hora da madrugada com uma salva de 31 tiros vindos de vasos de guerra fundeados no rio Tejo.
4 de Outubro
1H20 houve-se tiros, não os 31 do sinal do início da operação que gera a confusão e o grosso dos militares revoltosos debandam. Perante, a chegada de informações desmoralizadores, o Vice-Almirante Carlos Cândido dos Reis suicida-se.
Machado dos Santos assume o comandao da força revolucionária. Vence as tropas monárquicas comandadas por Paiva Couceiro. Entra na História com o título de Herói da Rotunda.
…
Loures na Memória da República
Machado dos Santos assume o comandao da força revolucionária. Vence as tropas monárquicas comandadas por Paiva Couceiro. Entra na História com o título de Herói da Rotunda.
…
Loures na Memória da República
4 de Outubro de 1910 aqui
“Quando na madrugada do dia 4 de Outubro de 1910 se ouviu na Calçada de Carriche o troar dos canhões, para os republicanos de Loures era já a certeza do derrube da monarquia.”
No Centro Escolar Republicano, situado no Largo do Chafariz, actual Largo 4 de Outubro, reúnem-se Augusto Moreira Feio, farmacêutico; Manuel Marques Raso, padeiro; Jacinto Duarte, operário da Câmara Municipal; José Joaquim Veiga, escrivão das Finanças; Joaquim Augusto Dias, comerciante; António Rodrigues Ascenso, ourives e relojoeiro; José Paulo Oliveira, comerciante e regedor; José Ferreira Cleto e outros cidadãos, esperando o desenrolar dos acontecimentos.
Com a população reunida às 15 horas no Largo do Chafariz, os oito homens nomeados para constituir a Junta Revolucionária saem do Centro e dirigem-se aos Paços do Concelho na Rua Azevedo Coutinho, actual Rua da República, n.º 70.
Ocupado o edifício, é hasteada, pela mão de Joaquim Augusto Dias, uma bandeira com as cores republicanas – o verde e o vermelho. Junto ao estandarte improvisado, a Junta Revolucionária declara, pela voz de Augusto Moreira Feio, a implantação da República em Loures: “Com os olhos da alma fitos na redenção desta Querida Pátria, aviltada pela decrépita e corrupta monarquia e aderindo entusiasticamente à revolução republicana que então lavrava em Lisboa, (...) resolveram tomar posse imediata das Repartições Públicas do Concelho auxiliando, por este acto, a implantação da República em Portugal, pela qual estava e estão firmemente decididos a sacrificar até à última gota de sangue.”
A Oliveira do Bairro, a “República chegaria com atraso de dois dias” (Armor Pires Mota, Em Busca da História Perdida, Edição da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, 1997).
3 de outubro de 2008
OLGA SANTOS galeria EXPÕE 'Reality show', de Febe
Inauguração no dia 3 de Outubro às 21.30 horas.
Exposição “ Reality Show” de Febe,
patente na Olga Santos Galeria de 4 de Outubro a 30 de Outubro.
Uma pintura de hoje para amanhã
Formada em pintura pela Escola Superior de Belas Artes do Porto, a Febe tem vindo a firmar-se pela consciência analítica e inovadora da Arte, numa linha semântica com nuances de estilo, dentro da mesma matriz.(…)
Nos tempos que correm, só uma exigência e uma consciência natas do ofício permitem o percurso do discurso que vem fazendo, sem abdicar de materiais e de técnicas, sem as quais a arte perde a sua sustentação.
(…)Pelos seus quadros passa o devir de uma existência que deixa adivinhar amargos de boca que desabrocham em incitamentos à vida, transformando o cepticismo em optimismo, num equilíbrio gritante entre o belo e o sublime, numa toada de serenidade de onde emerge o deleite.
A sua obra é uma paleta de propostas que se querem partilhadas, uma relação procurada pelo imperativo social. É um diálogo suplicante que tem tanto de confessional como de carência dos outros, onde a primeira atitude se anula. Leiam-se os traços, as manchas, os vórtices, as composições, escutando os silêncios que deles emergem
Em tempos de tão pouca originalidade, a Febe consegue ser original, ser ela, indiferente às rápidas e suspeitas promoções.
(…)Atenção à obra da Febe.
Joaquim Matos, 25 de Julho de 2008
*
Febe Cerqueira de Matos
(Porto, 1963)
Licenciada em Artes Plásticas - Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto. Participou em várias exposições colectivas e em vários concursos, entre eles, “Prémio Almada Negreiros”, MAPFRE VIDA, no Palácio dos Pestanas – Porto, “Concurso Nacional de Pintura Prémio BCM”, na ÁRVORE – Porto, Prémio Nacional de Pintura - Júlio Resende”, no Auditório da Camâra Municipal de Gondomar, e em 1996, o “Prémio de Pintura João Barata”, na Galeria Barata – Lisboa
Em 1997, foi seleccionada na “V Mostra UNIÃO FENOSA la Coruna – Corunha.
Continua a participar - a título individual e colectivo - em várias exposições.
Muito Obrigada,
Olga Santos
Continua a participar - a título individual e colectivo - em várias exposições.
Muito Obrigada,
Olga Santos
PARA A GALERIA DO FUTEBOL EM BUSTOS
2 de outubro de 2008
FORMAÇÃO – UMA APOSTA DA UDB
A UDB (1952/53) teve uma equipa de Juniores inscrita no futebol associativo, em resultado da visão de alguns e do voluntarismo das forças mais dinâmicas da época. Ter uma equipa de «juniores» a participar no campeonato regional não era fácil. A acrescentar às dificuldades financeiras, alguns pais proibiam a inscrição dos filhos – naquele tempo o futebol tinha mau olhado. «Rachar a cabeça», «partir uma perna, ou um braço» era o resultado do agoiro. E estas desgraças ninguém as queria ter em casa. Também havia pais que condicionavam a permissão de jogar, «só depois do trabalho feito». (E os jogos realizavam-se ao domingo). É que a força braçal de casa representava poupança nas jornas e na mesa.
Dr. JORGE MICAELO «OLHEIRO» DOS JUNIORES
Para garantir os 11 jogadores em cada jogo, a Direcção teve de captar jovens de fora. Com consultório na Palhaça, Dr. Jorge Micaelo foi o um «olheiro», conforme se pode induzir do Jornal da Bairrada, (3.10.53):
A UDB “já teve o apoio do Sr. [Dr.] Jorge Nelson Micaelo, que da vizinha Palhaça, chamou às fileiras dos Juniores de Bustos, um bom lote de praticantes”,…. O transporte “era assegurado por Manuel Joaquim dos Santos «Ferrador» com a sua mota alemã, TWN” (srg)…
P. ANTÓNIO GONÇALVES PEREIRA MONITOR DE GINÁSTICA E PROFESSOR DE MORAL
Entre as forças dinâmicas da época, é de justiça recordar, o P.e António Gonçalves Pereira – pároco do Troviscal e de Bustos. Para além de exercer o seu múnus junto do seu rebanho, conviveu com agnósticos e ateus, foi o “monitor de ginástica” dos juniores e extraindo JB, “A par da ginástica, será professor de moral à classe de Juniores, pois que não se teve , somente a preocupação de os formar fisicamente , como, também, moralmente.” ( 3.10.53).
O P.e Gonçalves Pereira fez nascer o Voleibol que teve duração efémera. Praticava-se o volley no salão de baile do CRIB (Centro Recreativo de Instrução e Beneficência).
[Numa das sessões, a curiosidade do Carlitos Pompeu levou-o a espreitar o jogo. Mal foi descoberto, foi logo corrido. «É só para adultos!...» soa a voz de espanto… Não fosse o Carlos apanhar uma bolada atirada por um puxanço mais forte.]
FORMAÇÃO – UMA APOSTA DA UDB
A UDB ainda sonhou criar uma equipa de Infantis. E o P.e Gonçalves Pereira pertencia ao sonho.
Actualmente, a UDB está a engalanar a sexagésima vela. Tem cerca de duas centenas de jovens envolvidos na Formação. Ainda que os resultados dos jogos se meçam por vitórias, derrotas ou empates. Estes resultados não podem ser encarados com a mesma mentalidade dos profissionais. A UDB, sendo um clube das periferias, já tem uma vitória assegurada. Está a colaborar na formação de homens e a “descobrir talentos” (pegando na ideia do Zé Eduardo”). A comunicação social também não faz distinção entre o desporto profissional e o da formação, os títulos das colunas não se distinguem. Quem olha para os títulos das colunas fica com a impressão que é tudo profissional sénior.
ONTEM E HOJE - OS MESMOS OBJECTIVOS
A rematar, para canto, destaco novamente um excerto do P.e Gonçalves Pereira sobre a formação dos juniores:
“Os rapazes fizeram ginástica, e, em seguida, o treino propriamente dito. No intervalo e no fim deste, uma palestra sobre técnica futebolística e sobre moral no atleta, no campo e fora deste e nas relações desportivas e sociais com dirigentes, companheiros, com adversários e com assistentes. (JB, 14.11.1953).
A mensagem continua actual.
E siga a rusga
sérgio micaelo ferreira
…..
Jantar dos 60 anos da UDB.
Dia 4 de Outubro (Sábado) – 20H00,
Restaurante “O RAFAEL”.
1 de outubro de 2008
Engº MANUEL FERREIRA DOS SANTOS PATO (Néo Pato) - evocação
“O Engenheiro Pato foi um amigo, cuja memória guardarei até final dos meus dias. Aos olhos de alguns, era visto como um homem austero, o que, na verdade, era falso. Exigente consigo próprio e naturalmente com os que de si dependiam, isso sim! De resto, o empenho e as convicções que utilizava na gestão da sua vida, só demonstravam inteligência e uma forte capacidade de trabalho, que ao longo do tempo enriqueceram, e de que maneira, o seu vasto currículo. A facilidade de discurso, o poder de argumentação sem nunca deixar de respeitar o contraditório do seu potencial interlocutor, sustentava, quantas vezes, o ganho da discussão que se desenvolvia com o maior civismo. Ele, que nasceu em “berço de ouro”, apercebeu-se muito cedo daqueles que nada tinham. Detentor de uma forte formação moral, lutou em favor dos mais desprotegidos, o que lhe valeu um preço bem caro, cobrado pela Polícia Política do anterior regime.”
José Maria Dias (desenhador de construção civil-projectista), “Engº Pato, O Homem, O Amigo”, (inédito).
*
"Enraizado neste chão natalício, o eng. Neo nunca deixou de aparecer pelo centro de Bustos, no barbeiro, onde calhava, em busca de convívio. E foi assim que, à mesa do café, na roda que o incluía a ele e a outros amigos - como Jorge Nelson Micaelo, Assis Francisco Rei ou Augusto Simões da Costa - lancei e ganhou pernas para andar a ideia de formarmos uma «Comissão de Melhoramentos» em 1959,"…
Arsénio Mota, V Fórum – O Bustuense Neo Pato, Notícias de Bustos, 24.07.07
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