10 de fevereiro de 2009

MILTON COSTA - Cientista com assinatura reconhecida


A ‘herdeiros’ dos alquimistas da pedra filosofal, pela sua vivência escondida em laboratórios apinhados de frascos, tubos de ensaio, caixas de Petri, computadores, ultracentrifugadoras, reagentes, culturas, pipetas, lupas, almofarizes, provetas, buretas, rolos de papel de cozinha, de papel higiénico, uf! E muito mais, material sofisticado, gráficos, diagramas, relatórios, etc., esporadicamente a comunicação lhes dá guarida. Data vez, o Diário de Coimbra deu a conhecer uma nota de imprensa onde consta que “a maior colecção de bactérias em Portugal encontra-se na Universidade de Coimbra e reúne um conjunto raro a nível internacional da estirpe Legionella que é usada por investigadores da China aos Estados Unidos”.
O cientista Milton Costa, Director do Laboratório de Microbiologia da FCTUC(1), que anda há mais de vinte anos a dirigir pesquisas de bactérias em quase todos os cantos do mundo, declarou que “esta colecção representa «uma imensidão de microrganismos, que são solicitados por cientistas estrangeiros que as querem estudar» (2).

O prestígio do Laboratório de Microbiologia da FCTUC está confirmado pela “nomeação por uma empresa americana de identificação de bactérias por análise de ácidos gordos por cromatografia de gases” (Milton Costa). A instituição dos Estados Unidos certificou o rigor dos resultados do Laboratório de Coimbra, já que são iguais aos obtidos na empresa americana, depois de estarem sujeitos a controlos internos muito rigorosos. “Assim, quando existem problemas de identificação pedem a investigadores ibéricos para nos enviarem amostras ou os micróbios, o que já aconteceu algumas vezes.” (Milton Costa).

Anualmente, o Município de Oliveira do Bairro homenageia cidadãos ou organismos do concelho que se distinguiram. Milton Costa, para além de cidadão interventivo com voz clara e transparente, dirige várias equipas de cientistas que contribuem para o aprofundamento do conhecimento da Microbiologia, merece a Medalha de Ouro do Concelho.

Não é favor nenhum atribuí-la.

Não me digas isso, oh Hilário.
sérgio micaelo ferreira

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(1) Diário de Coimbra, 16-12-2008.
(2) FCTUC – Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.

9 de fevereiro de 2009

Darwin e Lincoln, emancipadores


Jovem de 22 anos, estudante de teologia, esteve prestes a receber um rotundo não do capitão do Beagle para viajar como naturalista, sem renumeração, pois a forma do nariz indiciava que Charles Darwin não tinha vocação nem energia para ser um cientista. Valeu-lhe uma cunha.
C. Darwin, um inadaptado para os estudos ambicionados pelo pai, pousou na área do estudo dos clássicos, saltou para a medicina em Edimburgo até que finalmente pousou em Cambridge para ser clérigo. Aqui passou três anos a rezar, cantar, namorar jogar as cartas e a beber. Saldou-se a amizade cultivada com o ilustre Prof. Henslow que lhe franqueou as portas da ciência e mais tarde meteria o empenho para conseguir o lugar de «naturalista» do Beagle.

Durante cerca de cinco anos ( 1831 – 1836) que durou a viagem do Beagle, Charles Darwin observou, coleccionou, classificou material recolhido durante a sua viagem. Durante cerca de vinte anos continuou a pesquisar, recolher factos, estudar e, ei-lo a abanar o edifício da ciência escolástica ao reabilitar a teoria da evolução, onde apontava que o Homem e o Macaco tinham origem em tronco comum, portanto, parentes próximos. Uma bronca. Um sacrilégio.Pôr a bíblia em causa. Então, contestar que os primeiros ser Humano – Adão e a clonada Eva – não terem sido “procriados”, vai para 5 ou seis mil anos redondos, através de um sopro divino numa porção de barro? A polémica criou tal alvoroço que as ondas de choque ainda hoje animam a comunidade
científica.



A dimensão humana está espelhada quando o Beagle atracou a costa brasileira. Charles Darwin foi testemunha ocular da barbárie exercida sobre os escravos, comentou: «Aqueles que olham o senhor de escravos com benignidade, e o escravo com indiferença, parece que nunca se põem no lugar deste último …»(etc) C. Darwin, vinte anos antes, já tinha manifestado revolta contra a escravatura. Darwin fica bem ao lado do seu contemporâneo Abraham Lincoln, (também nascido 12.02. 1809). Enquanto que o cientista foi «emancipador do espírito humano dos grilhões da ignorância», “Abraham Lincolnfoi o emancipador do corpo humano dos grilhões da escravidão”. (1)
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(1) Henry Thomas e Dana Lee Thomas, Vidas de Grandes Cientistas, Edição Livros do Brasil, s/d.

6 de fevereiro de 2009

BUSTOS - CAMPO DE FUTEBOL NO CABEÇO?

- Faz favor…!, vamos bem para o Campo do Bustos?
- Não. Aqui é o Cabeço.
- É que nós vimos lá trás a placa … e pensávamos que …

Só por coincidência foi este o diálogo travado entre Lino Soares e membros da comitiva de uma equipa de futebol que vinha disputar um jogo com a União Desportiva.

O breve “C.” na sinalética artesanal “C. Bustos” que foi tido como significando “Campo”, provocou a desorientação.

Conversa e mais detalhes, o nosso interlocutor ficara a saber que os visitantes tinham entrado em Bustos pelo Barreirão.
A ausência ou insuficiente sinalética – oficial – de e para Bustos tem merecido alguns reparos. Lino Soares também apela para que se faça a devida actualização.
O “campo de futebol” também de veria constar na sinalização desportiva. Há regulamento oficial. No entanto NB apresenta um alvitre.



Urge actualizar a sinalização. Mas, pelo andar da carruagem, a sinalética ficará para as calendas.
Ou, Bustos seguirá o ditado:
“Quem tem boca … vai a Roma”
Sempre ficará mais barato.

4 de fevereiro de 2009

A UD BUSTOS (Séniores) ESCAPOU DO NAUFRÁGIO


UNIÃO DESPORTIVA DE BUSTOS, 2 – AD PAREDES DO BAIRRO, 1

Os unionistas, durante a meia hora inicial, praticaram bom futebol. Só lhes faltou marcar um golo. O intervalo chegou com os 'Bustos a jogar mal' e o resultado nulo.

Na segunda parte a equipa visitada continuava a não jogar bem, enquanto o Paredes do Bairro, para surpresa e incómodo dos apoiantes da equipa da casa, afirmava-se pela positiva.

Conta a corrente do jogo, a UDBustos, num raro momento de acreditar, Helder finaliza com êxito uma jogada bem urdida, inaugurando o marcador (60’).



O Paredes empata, com um golo presumivelmente precedido de fora de jogo.


A União de Bustos parecia claudicar, e, no seu pior período, o irrequieto e pertinaz Lima, entrado de fresco, aponta o golo da vitória (72’).

Mister Quim Tavares, à laia de sentença, ditou: “O Paredes do Bairro fez um bom jogo”.

Os jovens seniores lutaram e conseguiram amealhar mais três pontos. Estão de parabéns.
“O Analista”

FICHA (quase) TÉCNICA

Campeonato de Futebol (de 11) de Seniores da II Divisão Distrital de Aveiro – Zona Sul.
15ª Jornada (Fim da 1ª volta)
Dia do Jogo: 1.02.2009
Campo de Futebol – Dr. Manuel dos Santos Pato (Bustos – Sobreiro)
Horas: 15H00.

Marcaram pela U D BUSTOS: Helder (60’) e Lima (72’).

A U. D. d Bustos entrou em jogo com:
Ivan (guarda-redes, capitão);
Samagaio, Pedro Resina (sub-capitão) (Guedes, 82’), Henrique, Fábio, Baptista;
Hélder (Lima, 61’), Patric, Paulito (Marco, 67’), Pião, Pedro Fiães.

Condomínio do banco:

Jogadores:
Filipe;
Licas, Lima, Luís Miguel, Bem Haja, Guedes; Marco.

Treinador – Mister (Joa)QUIM TAVARES.

Massagista – Carlos Pascoal

Embaixador da UDB – José Luís Santos
(srg)

U D BUSTOS x PAREDES DO Bº - "A VITÓRIA DO ACASO" (c. bolandas)


3 de fevereiro de 2009

ORFEÃO DE BUSTOS, PARABÉNS A CÊ - DIA 15

(se pretender ampliar ... clique sobre a imagem)


COMEMORAÇÃO DO 26º ANIVERSÁRIO DO ORFEÃO DE BUSTOS
A Direcção do Orfeão de Bustos vem, por este meio, convidar todos os Sócios, amigos e população em geral a estarem presentes, no próximo dia 15 de Fevereiro (Domingo), nas comemorações do seu 26º aniversário.
PROGRAMA
10.00h – Hastear das Bandeiras (Junto às instalações da Associação)

11.00h – Missa na Igreja Paroquial de Bustos, em memória dos Associados e Amigos já falecidos – liturgia acompanhada pelo Grupo Coral da Associação;

12.00h – Romagem ao cemitério para depósito de Coroa de Flores em memória dos Associados falecidos.

13.00h – Almoço Convívio
Confirmar presença para o Almoço:
A Direcção ou telefone 234 753538

2 de fevereiro de 2009

BUSTOS - "LUGAR DO ESTILO"... FICA P'RA PRÓXIMA

Para publicitar editais, posturas, avisos, convocatórias ou outros documentos oficiais incluem esta ou semelhante redacção:

"Para constar se lavrou o presente e outros de igual teor que vão ser afixados no lugar de estilo."

Actualmente há variados meios de divulgação. Acontece também que as peças oficiais afixadas se misturam com material não oficial, retirando-lhe a indispensável visibilidade. O sítio mais adequado para exibir ao cidadão os papéis oficiais, continua a ser o designado ‘lugar do estilo’.

Bustos, com a demolição de antigos edifícios deslocou ou perdeu os ‘lugares de estilo’ - na Póvoa, está colocado junto à ‘capela sineira do Senhor dos Aflitos’, Bustos e Sobreiro ficaram sem eles, em consequência da demolição da igreja velha e do edifício da primeira sede da Junta de Freguesia, respectivamente.

Não estando inscrito no Plano de Actividades’2009 do Executivo autárquico da Freguesia de Bustos, poderá acontecer que a distribuição dos ‘lugares do estilo’ poderá vir a ser um dos objectivos a considerar pelo futuro elenco a sair das próximas eleições.

1 de fevereiro de 2009

LOCALISMO, FUTEBOL E DEMOCRACIA (Crónica de C. Bolandas)

O localismo é um sentimento de pertença a um determinado espaço: um espaço vi­vido, onde se entretecem memórias comuns e um ideia de diferença em relação às ou­tras freguesias circunvizinhas. Neste sentido, o local onde se vive é o centro, o espaço onde somos (que somos), enquanto as outras localidades, o concelho, o distrito, o país, são apenas espaços onde estamos, logo a periferia. Ser e estar definem, pois, a imbricada relação nós-eles na construção da memória colectiva e do sentido de pertença e orgulho de ser de Bustos.

No que ao orgulho de pertença diz respeito, deve ter contribuído, consciente ou inconscientemente, a luta pela autonomia da freguesia e a memória das suas realizações socioculturais e desportivas.

O animado sentido de justiça e democracia participativa que tanto caracterizou a vida comunitária, e que tanto contribuiu para o seu desenvolvimento, tem vindo a ser substituído pelo húmus da discórdia político-partidária e o nós, desmembrado em grupos de interesse, onde está pouco presente, para não dizer ausente, o interesse colectivo da comunidade que somos.

Contudo, o espírito de união ainda está presente no futebol – Na União Desportiva de Bustos. O futebol é ainda a manifestação da democracia participativa da comunidade bustoense. No futebol, a comunidade é mais importante do que os partidos políticos e os interesses grupais instituídos.

Nem tudo está perdido, é preciso restaurar, seguindo o exemplo do futebol, a democracia participativa de outrora. Bustos não se deve tornar no local onde estamos, antes dar lugar à comunidade que somos.


C. Bolandas