14 de março de 2011

ADERCUS NO PÓDIO DO NACIONAL CURTO E PEDRO GUERRA CORREU NOS AÇORES

ADERCUS NO PÓDIO DO NACIONAL CURTO E PEDRO GUERRA CORREU NOS AÇORES

Em Vila Nova da Barquinha e nos Açores, a ADERCUS esteve representada ao melhor nível, em provas de corta-mato e meia-maratona, disputadas no fim-de-semana.

Decorreu no sábado à tarde [12.03.2011] em Vila Nova da Barquinha, em Santarém, a edição de 2011 dos campeonatos nacionais de corta-mato curto sénior e de veteranos.

VILA NOVA DA BARQUINHA: ADERCUS – 3º LUGAR, Sénior Feminina

A ADERCUS voltou a subir ao pódio, tendo alcançado o 3º lugar, de um pódio colectivo, que teve como equipa vencedora a formação do Sporting Clube de Braga, seguida da do Sporting Clube de Portugal.



Para a subida ao pódio da equipa de atletismo da Serena, de Oliveira do Bairro, contribuiu Carla Martinho com o 13º lugar obtido, seguida de Sara Carvalho, que foi a 15ª, Elizabete Azevedo, 20ª, a júnior Rute Silva, 50ª, e Cátia Costa, 57ª.

JOSÉ SILVA, 21º

Em veteranos masculinos, após ter sido o 6º classificado no distrital de Aveiro, José Silva classificou-se no 21º lugar, tendo sido no campeonato nacional o 3º melhor atleta aveirense.

Açores – PEDRO GUERRA (ADERCUS): 9º na meia-maratona, atletas adaptados

Nos Açores, Pedro Guerra foi mais uma vez convidado para participar na meia-maratona de Ponta Delgada, na ilha de S. Miguel, que decorreu no domingo de manhã.



A prova teve a partida na Ribeira Grande e meta instalada em frente às portas da cidade de Ponta Delgada, tendo sido uma organização conjunta da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Câmara Municipal de Ponta Delgada e Núcleo Sportinguista de S. Miguel.

Com uma atenção especial para a participação de atletas adaptados, a organização contou com a presença de corredores invisuais, deficientes intelectuais e amputados. Nestes, o atleta bairradino participou como amputado e desarticulado dos membros superiores, tendo brindado os presentes com um novo record pessoal na distância, ao cortar a meta com a marca de 1h16m49s. É de destacar ainda o facto de Pedro Guerra ter concluído a corrida como o 9º melhor da classificação geral.

Após ter recebido grandes elogios e dado como exemplo de perseverança a seguir pelos atletas normais, e por todos, em geral, Pedro Guerra agradeceu publicamente na cerimónia de entrega de prémios o carinho que o povo micaelense deu aos atletas adaptados. Disse também que os seus objectivos desportivos passam agora por dirigir a sua preparação para distâncias mais curtas, de modo a alcançar marcas na distância de 1.500m que o possam colocar em competições internacionais de desporto adaptado.

ricardo esteves.

texto e fotos

De como os guardiões se viram à rasca

Raras vezes temos relatado os discretos encontros que um grupo de bustuenses vem dedicando aos devaneios da gastronomia local e regional. Sob a designação de guardiões (ou guardiães) dos sabores, o grupo mais ou menos fixo sentou-se à mesa, pelo menos, em 30/11/200620/12/2006, 7/2/2007 e 9/3/2007.
A bem dizer, a regularidade dos encontros (convénios, concílios ou congressos, vai tudo dar ao mesmo) tem sido quase mensal. Acontece é que os escribas do NB presentes nesses encontros se têm revelado bem mais prolixos na arte da mastigação do que em relatar aos esfomeados e frustrados leitores deste blogue aquilo que se passa por detrás do seu umbigo.
O Milton em busca da fauna microbiana extremófila

Como lembrou o nosso Milton Costa no post atrás linkado de 20/12/2006, não se trata de relatar as jantaradas que os portugueses em geral e os bustuenses em particular tanto apreciam e cultivam. Trata-se, sim, de guardar e confeccionar receitas tradicionais de Bustos e arredores. Quis ele dizer que os hábitos culinários dos nossos antepassados devem integrar a nossa memória colectiva. 

Vale a pena explicar a razão de ciência desse propósito: um povo sem memória, é um povo sem história.

O encontro do passado sábado aconteceu pela 2ª vez na atraente habitação da Zélia Canão e marido Carlos, que fica logo ali na nova zona residencial da Picada a caminho da Agra Velha. Encontro que teve dois sabores muito especiais:
Por um lado e entre aplausos generalizados, íamos degustando os relatos da TV sobre as grandes manifs da geração à rasca. Por outro, íamos devorando sem parar as diversas iguarias que iam caindo sobre a mesa como tsunami arrasador.
Terminado o animado repasto, chegámos por unanimidade a duas conclusões:
1ª - Mesmo que o petisco custe a ser mastigado pelos guardiões dos (outros) sabores, o  pulsar da cidadania deve ser tratado com muito respeitinho, que esta vida não é só brincar ao carnaval.
2ª - Quando a qualidade dos sabores culinários atinge a nota máxima, só nos resta degustá-los até ao fim. Mesmo que a malta se veja à rasca para ir a todos.

Moral da história:
Ao pulsar da cidadania, como ao pulsar dos sabores, aplica-se bem a velha máxima: antes fazer mal do que estragar-se.
*

11 de março de 2011

Exposição Mulheres d'Artes_ Museu Municipal de Espinho (Fábrica de Conservas Brandão Gomes)


CONVITE

Caros(as) amigos(as),

A propósito do honroso convite que a Dra. Nassalete Miranda, me dirigiu para participar nesta exposição, envio convite para a inauguração no próximo dia 12 de Março pelas 16H00, motivo para quem não conhece, ficar a conhecer a obra de reabilitação fantástica do que era a maior fábrica de conservas Fábrica Brandão Gomes.

Um bom motivo, para uma tarde de sábado.

Referencia antiga fabrica Brandão Gomes a sul do centro espinho bairro piscatório (via EN109) entre a linha do norte e o mar.

Muito obrigada pela V/ disponibilidade.

Olga Santos galeria aqui



Nota do editor:
Adelaide Brandão, da família Brandão da Fábrica de Conservas (Espinho), está ligada a Bustos pelo casamento com o Visconde de Bustos.
apenas um pormenor recolhido no NB:
"Maria Luísa Sereno Cura Mariano, sobrinha de António Sereno, por sua vez respondeu, sem qualquer hesitação, que o “Bazar Universal” ficava em Espinho, terra de onde era natural a esposa do tio, Adelaide Brandão. E acrescentou:
“Ele tinha casas em Espinho, no sítio onde está agora a piscina, e era sócio do Grande Hotel e do casino. Espinho era a praia chique para onde iam de férias no Verão. Deve ter sido assim que, tanto ele como a filha Ernestina, por lá casaram.” (Belino Costa, Bazar Universal: 2 - Testemunhos, NB, 13Dez’2007) aqui
outras ligações:

CARLA MARTINHO [ADERCUS] VENCEU EM MOGADORURO

Em Mogadouro, Tomar e em Vagos, 6 de Março’2011, o fim-de-semana competitivo da ADERCUS ficou marcado por vários êxitos, desde os atletas de mais tenra idade, até aos seniores, culminando com várias subidas ao pódio.

Carla Martinho correu no domingo de manhã em Mogadouro, a 9ª edição dos Trilhos de Mogadouro das Amendoeiras em Flor. A atleta da ADERCUS estreou-se na prova de 13.500m, com características de montanha, tendo alcançado uma vitória que abre da melhor forma a nova temporada de corrida de montanha, especialidade da qual é a campeã nacional.
Em TOMAR, GIL FERREIRA segura o Bronze
Na terra dos templários, um trio de seniores masculinos da ADERCUS composto por Gil Ferreira, Hugo Ramalho e António Pereira, correram a 28ª edição das 3 léguas do Nabão. Após a vitória na Maratona de Badajoz, Gil Ferreira retomou a competição, tendo subido ao pódio no 3º lugar da prova-raínha de Tomar. Quanto ao desempenho de Hugo Ramalho, foi o 9º classificado, e António Pereira 11º.


ADERCUS EM VAGOS (Quinta da Ega)
Decorreu no domingo à tarde, na Quinta do Ega, em Vagos, a 15ª edição do Cross de Vagos, com provas de corta-mato desde o escalão de infantis até aos seniores e veteranos.
- ADERCUS COM MAIS BRONZE(S)
A ADERCUS fez-se representar em quase todas as provas, tendo sido alcançado o pódio colectivo logo na corrida de infantis femininos, com o desempenho de Ana Alves que foi a 9ª classificada, Salomé Sousa 11ª e Sara Freire 14ª, que no conjunto das classificações obtiveram o 3º lugar. Entre os masculinos, João Ferreira foi o 5º classificado, continuando a melhorar a sua prestação a cada competição.
Nos iniciados femininos, Inês Silva foi a 6ª classificada e Joana Gomes a 7ª, enquanto que no sector masculino o colectivo bairradino venceu a prova, com o 3º lugar alcançado por Daniel Moreira, 8º Márcio Gouveia, 9º José Costa e 12º Dmytro Bondarenko.
Em juniores, seniores e veteranos femininos, Sara Carvalho foi a 7ª classificada, Elisabete Azevedo 8ª e Rute Silva 14ª da classificação geral, tendo sido a 2ª júnior. Colectivamente a ADERCUS voltou a subir ao pódio no 2º lugar.
NA GALERIA DE HONRA
Na corrida principal masculina, o júnior Miguel Gouveia foi o 4º melhor do seu escalão e José Silva o 5º veterano.

ricardo esteves

10 de março de 2011

Sóbustos no baile de carnaval Inter-Instituições

VIVA A ALEGRIA. É TEMPO DE FESTA!
Com boa disposição e alegria os Idosos participaram e desfilaram fantasiados com o tema Havaianos. Foi uma tarde de convívio, partilha e um afluente de boas emoções favorecendo as relações com a comunidade (Inter-Institucionais). Coloridos e floridos desfrutaram com os seus amigos!



E continuando com a onda carnavalesca, também fomos assistir ao Desfile da pequenada em Oliveira do Bairro. O bom tempo ajudou, o sol e as crianças brilhavam com maior resplendor.
Os idosos ficaram impressionados com tanta criança.
"É pa’… tanta garotada!" Ana Maria.
"E depois dizem que não há crianças em Portugal!" Áurea Arrais.
"Foram importadas!"
Arcindo.
Parabéns a elas!

Carnaval do Orfeão de Bustos: Imagens da Festa

Os noivos que se perderam pelo caminho
As 2 Comadres
A turma dos frescos
Os 2 Compadres
A festa também foi dos mais jovens
Ai Agostinho! Ai Agostinha!
Sr. Feliz e Sr. Contente
Zé Povo
Apoteose final
Regina e Carlos Alves: dois rostos, duas imagens do sucesso da Festa de Carnaval.
__
- Fotos do TELMO DOMINGUES.
- A reportagem completa inclui + de 250 imagens. As apresentadas são meramente ilustrativas.
- Texto de referência: "Orfeão de Bustos: saber brincar ao Carnaval".

9 de março de 2011

POLO ESCOLAR EM CONSTRUÇÃO


Em terreno confinante à  rua João de Deus, no Sobreiro, iniciaram-se as obras de construção do novo Polo Escolar de Bustos. Aqui fica o registo do lançamento das fundações.

8 de março de 2011

FLORINDA BARREIRO em DIA DA MULHER

(…)
Quando eu nasci

- Eu sei que o ar estava calmo, repousado (disseram-me)

E o sol brilhava sobre o mar.

No meio desta calma fui lançada ao mundo,

Já com o meu estigma.

(…)

Noémia de Sousa,

Poema da infância distante , 29.abril.1950, (excerto),

em antologia de Manuel Ferreira,

no reino de Caliban III (Moçambique),

Plátano Editora. 2ª edição. 1997

 

Florinda Barreiro

Em plena regência de Satã, o simbólico Dia reivindicativo da Mulher ficou-se pela discrição. Compreende-se. O que está a dar é a competitividade de baixo custo, é a alta qualificação a termo incerto, é a pobreza a invadir o trabalhador.

É tempo da agiotice e da banha de cobra…
E a Mulher no meio de tudo isto? É a que continua a transportar os instrumentos da música (como recentemente lembrava uma analista).
Bustos, necessariamente uma parte, tem recentemente convivido com eventos que estão registados para a memória futura da história local. Esses marcos foram arquitectados, sem megafone, por Mulheres.
Neste dia de escape e de máscaras quase a cair,
Florinda Barreiro (da Família «Rouxinol») é o exemplo de alguém que não nasceu em berço de ouro e ultrapassou a barreira do analfabetismo.
Entre seis irmãos, filhos de Manuel dos Santos Barreiro, carpinteiro de profissão e de Mª Rosa da Silva Rocha (Brasileira), Florinda recorda “fiquei sem pai, ia eu dos nove para dez anos. A minha irmã, Maria Rosa, tinha sete meses”.
A minha mãe morreu em oito dias, tinha eu 19 anos. E eu adoeci, porque não era capaz de viver sem a minha mãe. Sentava-me à mesa, não via a minha mãe e não comia. Adoeci. Fui a pé ao hospital de Oliveira do Bairro, para ser consultada…. E já não me deixaram regressar a casa. Estive lá mês e meio. ...Senti-me lá muito bem ...

Ainda do depoimento de Florinda Barreiro:

Um dia recebo um recado pelo meu tio Raúl ... queriam que eu fosse ao Hospital. Fiquei assustada.

Recorda o que dissera “Oh ti Raúl, eu não fiz mal a ninguém!”

Lá vou, muito assustada. E, com grande espanto, a irmã Helena recebe-me de braços abertos. Oh Florinda, nunca pensei que quisesses voltar! «A minha vida era servir».

Do Hospital de Oliveira do Bairro parte para o Hospital S. Bernardo (Setúbal).

Os missais de capas pretas e o dourado das folhas, lidos pelas irmãs no acompanhamento da missa "provocavam tristeza por não saber o que os livros tinham escrito".
«Daí a minha vontade em aprender. Tinha trinta e nove anos».
A Irmã Maria Zita atendeu à minha súplica – foi a minha professora.
Mais tarde foi parteira. «Sem levar dinheiro!». Em certo episódio mais complicado, teve de aplicar uns golpes de tesoura (1). Cumprido o feliz parto, Florinda Barreiro informou que chamassem o médico, pois era assunto para ele.
O médico aparece pouco tempo depois. Vê o serviço e pergunta – Quem te ensinou a fazer isto?
«Aprendi com a irmã Margarida.»
Um sorriso do médico, o Dr. Jorge Micaelo, acompanha o comentário:
Fui eu que a ensinei.
Quando residente no Lar SÓBUSTOS, a Florinda produzia espontaneamente versos para animar festas, convívios, passeios … pessoas do seu agrado eram contempladas com um poema seu.
Florinda cultivou a fraternidade.
___________sérgio micaelo ferreira
(1)  por mais de uma vez Florinda Barreiro repetiu quais eram os procedimentos assépticos inerentes ao parto.

7 de março de 2011

Orfeão de Bustos: saber brincar ao Carnaval

Bustos viveu ontem aquela que terá sido a melhor e mais completa festa de Carnaval organizada na terra.
O nosso Orfeão de Bustos não esteve com meias medidas: o cortejo saiu da feira do Sobreiro e, contornada a rotunda da Ti Maria, desceu pela rua 18 de Fevereiro até terminar no largo interior da ABC, que é também a sede do Orfeão de todos nós.
Mas o melhor da festa ainda estava para vir.
A organização, liderada pela activa presidente da direcção do Orfeão de Bustos, Dra. Regina Alves, presenteou a pequena multidão com um vasto conjunto de quadros evocativos do Carnaval, tudo sob a batuta do compére Carlos Alves, grande dinamizador e mestre de grupos carnavalescos de boa memória.
Os muitos presentes deliciaram-se com as 9 (sim, nove!) rábulas carnavalescas e algumas danças. Vamos às rábulas e guardá-las na memória, para mais tarde recordar:

- "Os noivos enganados" conta-nos as peripécia duns noivos chegados por engano ao largo interior da ABC num carro dos anos 50 (mais uma vez, graças à colaboração do coleccionador Fernando Luzio). Contaram que vinham dos lados do Porto com os padrinhos e a madrinha para o casório na ermida da Nossa Senhora de Vagos, mas, coitados, perderam-se e acabaram por arribar a Bustos. Caiu bem esta rábula, numa terra que deve tanto a Gente vinda de fora.
- "Por um bocadinho assim".
- "Cheira a Lisboa".
- "As comadres".
- "A turma dos frescos", uma aula de alunos atrevidos.

- "Os 2 compadres", compadre Joaquim e compadre Artur.
- "Ai Agostinho, ai Agostinha"...Que rico vinho, vai uma pinguinha? Este país perdeu o tino, a armar ao fino! Este país é um colosso! É um colosso! Está tudo grosso!
- "Sr. Feliz e Sr. Contente" e
- "Zé Povo", uma oportuna recriação da revista bustuense de 1956, "Mocidade e Alegria" (autor da letra, Manuel Simão Micaelo e música do Sr. Caetano).

O Orfeão de Bustos demonstrou bem que não precisamos de sair de Bustos para brincar a sério ao Carnaval.
Parabéns ao Orfeão! Parabéns também aos muitos colaboradores, pequenos e grandes artistas da terra. E também à Clarita Aires, omnipresente na reconstituição de outras épocas, outros olhares.
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Aguardam-se mais fotos e o dossier com o alinhamento do programa, ao que parece perdido no meio de tanta folia.

5 de março de 2011

MAESTRO JOSÉ DE OLIVEIRA, por FERNANDO FILIPE


..."E não falo no seu dom para a escultura."
in Monique Ruttler, Cineasta,
do desdobrável
Museu Nacional do Teatro 2008/09,
Fernando Filipe [natural do Troviscal], Um Cenógrafo no Museu