16 de setembro de 2007

BUSTOS - CENTRO DA VILA EM FOCO

(imagem extraída do Google)
(se clicar sobre a imagem, é provável que apareça ampliada)


Estavam Alcides e Arsénio de olhos postos numas fotos aéreas do centro de Bustos. Sérgio chegou-se a eles, depois às coincidências coube o resto: o Licínio, João dos Barrocos e Graciano acabaram por se sentar à mesma mesa. E todos puseram as atenções nas imagens do presente e do próximo futuro mais desejável para a nossa terra. Participaram na abordagem de um assunto que não é nem pode ser exclusivo das entidades competentes, pois a população envolvida tem o direito e o dever de proclamar a sua palavra, sem com isso pretenderem passar a perna a ninguém ou armarem ao pingarelho, antes colaborar democraticamente na procura das melhores soluções. Neste sentido, os seis deram com sentimento bairrista um primeiro passo (que oxalá inicie um movimento de opinião). É isso que vem para aqui. Na verdade, estão agora a aparecer à vista evoluções diversas que prometem mexer com a reorganização urbanística daquele espaço, aliás a reclamar cada vez mais uma adequada renovação para se dinamizar. Das trocas de opiniões, ideias, visões resultaram concordâncias valiosas e por fim os seis aprovaram o texto seguinte.




Ideias para um arranjo
urbanístico do Centro de Bustos



Lembrando
Passou o tempo em que a nossa terra se distinguia por atrair povos de outras freguesias. Era o cinema, eram os bailes, os cafés, as lojas, a piscina. Tudo mudou, até a paisagem! Não se constroem mais casas agrícolas, constroem-se prédios de habitação e melhores arruamentos por onde circulam automóveis de quem vem trabalhar para Bustos ou acorda em Bustos para ir trabalhar por Aveiro, Águeda, etc. O pequeno comércio local definha, prosperam as grandes superfícies, e o antigo cinema e os bailes à moda antiga são hoje mera saudade. O movimento normal do centro entrou em gradual paralisia, poucas são as pessoas que vemos a transitar a pé e o mesmo se verifica por toda a freguesia, onde se instalou um ar de «deserto» até porque quem passa segue dentro de carros e estes «envoltórios» são agora os «fatos» mais em uso…


Perspectivas
Estas mudanças, afinal enormes, que ocorreram em poucas décadas transformaram o Centro da nossa terra. Deixou de ser terra «essencialmente agrícola» para se tornar «essencialmente suburbana». A Vila necessita de um plano urbanístico que reconheça estas transformações com a maior adequação possível. O Centro da Vila necessita de ser dinamizado, começando com a elaboração de um Plano de Pormenor que reconheça e fomente a zona em foco como polo cultural, social e administrativo de Bustos.

É importante e mesmo essencial reconhecer que o nosso «Centro» carece de espaço para permitir uma expansão residencial que será necessária para complementar e suportar um novo Centro cheio de energia e vida. Este será também um dos grandes objectivos do Plano de Pormenor.
Outros objectivos a não esquecer serão a «unificação» de três focos do Centro:

a) O lugar da igreja, escola, e Junta de Freguesia
b) O complexo do cinema e todo o espaço à sua volta, incluindo o café Piri-Piri. Este espaço poderá dar lugar a um útil e bonito Centro Cultural
c) O Palacete do Visconde e complexo de edifícios anexos que alojam vários serviços sociais. Esta área necessita de ser estudada para avaliar as suas necessidades de expansão espacial para os próximos 20/30 anos.




Uma vez mais teremos que não esquecer que presentemente falta espaço e infrastraturas para acomodar uma futura expansão residencial na envolvência do Centro. O Plano de Pormenor terá que atender a este importante objectivo; designando e prevendo novas áreas/zonas residenciais que possam complementar e dinamizar o Centro.



Este não é o momento próprio para aprofundar outros aspectos mas ficamos dispostos e disponíveis para dar o nosso apoio a ideias para que o Plano de Pormenor venha a ser uma realidade num futuro próximo.

Notas finais
- Cércea de futuros edifícios no Centro: máxima altura, 2 andares
- Prever áreas para receber árvores de sombra (lazer e convívo)
- Admitir mínimo de carros no centro (aparcamentos na periferia)

13 de setembro de 2007

BELINO COSTA – O EXÓTICO ERRANTE



“Fazem ideia do que é o café do Cartaxo? Não fazem. Se não viajam, se não saem, se não vêem mundo esta gente de Lisboa! E passam a sua vida entre o Chiado, a Rua do Oiro e o teatro de S. Carlos, como hão-de alargar a esfera de seus conhecimentos, desenvolver o espírito, chegar à altura do século!”
.................................................................in Almeida Garrett, “Viagens na minha terra”, Livraria Civilização, (segundo uma edição revista por Teófilo Braga), Série Popular nº 34, Porto, 1956.
...

“Esta minha viagem através da América, numa distância de 4.800 quilómetros, que levei seis dias a percorrer, termina aqui. Para mim foi uma experiência que jamais irei esquecer.”
in
Alcides Freitas,
VIAGEM ATRAVÉS DA AMÉRICA (5), Notícias de Bustos, 25.5.07.
...

O pulsar do dia-a-dia da vida mundial também se reflecte na circulação de cidadãos à volta do planeta, utilizando os mais diversos meios.

Entre o grosso dos viajantes de longas distâncias, existem os audazes aventureiros determinados na busca de novos ‘horizontes’ nos sítios mais recônditos. Alguns destes heróis foram expostos na vitrina da revista ‘Olá’ de 4 de Novembro de 1989 na reportagem ‘Os Globe-trotters’ creditada por João Pedro (texto) e por Nereu (fotografia)

Sobe novamente à cena o apontamento “BELINO COSTA – PELAS 7 PARTIDAS DO MUNDO”, (25.05.2007) para enxergar alguns feitos de BC, “o exótico da Ásia”[1]


PELA EUROPA DO INTER-RAIL, DOS CAMPOS DE TRABALHO E DAS EMOÇÕES

Belino Costa (BC), português de Bustos, é um viramundo por conta própria & risco e teve a sua iniciação caminhante em 1977/8. O inter-rail e o campo de trabalho formaram o cimento que durante as férias agregou jovens contemporâneos da torre de babel oriundos de todos os pontos da rosa-dos-ventos.

O trabalho comunitário – limpeza da mata e das margens de um ribeiro de uma localidade próxima de Frankfurt –, os convívios e os encontros furtivos ao luar e a passagem por Paris são registos que ficaram dessa época.

Ano seguinte. Ano de emoções.

Visitar Auschwitz (progenitora do Tarrafal de Salazar) e observar a ‘provocação’ do Solidariedade (Polónia) ao regime da Cortina de Ferro mereceram bem o sacrifício suportado na ininterrupta e “extenuante viagem sobre carris entre Aveiro e Varsóvia” (BC).
Kielce foi o destino, “onde me dispus a trabalhar na limpeza final de um albergue para velhos” (BC).

1980/81. Ano da Travessia da Europa.
BC estadiou em Copenhaga, mas o afago das sereias fê-lo passar por Belgrado com destino a Atenas. Aqui sentiu a sensualidade dos elementos da natureza.

“Com 20 dólares no bolso ainda tentei ir até à Hungria mas fuiretido na fronteira onde fiquei com um casal francês e um paralítico grego com quem acabei por viver uma história surreal” (BC)…

Entrou em Portugal, esfomeado, “mas satisfeito” (BC).
Calcorreou toda a costa sul da Europa até Itália e visitou a ilha de Córsega. A ‘mochila’ vinha recheada de recordações de bons momentos.

MARROCOS – A VIAGEM DA VIRAGEM

À beira do Guadiana, o convite de um cidadão americano para jogar uma partida de xadrez em pleno deserto no cimo de uma grande duna, iria ampliar a perspectiva das viagens à volta do planeta. "Conhecer … e ser conhecido", convivendo com as pessoas de longínquas e lendárias terras
Viajante por conta própria na busca do desconhecido, BC tem o mesmo espírito das luzes do cirurgião Mestre Afonso[2] (séc. XVI) conforme escreveu: “… para fazer a vontade a minha curiosidade, que foi sempre mais de saber novidades e coisas do mundo que de adquirir fazendas nem riquezas…”.

Em 1988, BC viveu com uma família berbere em Fez (Marrocos), passeou por todo o país, utilizando os transportes públicos. As trincheiras da guerra junto à fronteira com a Argélia, o Grande Atlas (tendo ultrapassado o Figuig, oásis cercado com mais de cem mil palmeiras) e a partida de xadrez no meio das grandes dunas são algumas referências da ”mais reputada viagem” (BC).

A contenda entre os peões, cavalos, bispos, torres não incomodou o remanso das rainhas e dos reis em campo, porque os pirilampos das estrelas da abóbada celeste não conseguiram iluminar o chão axadrezado do templo.

1989 – ANO DE GRANDE AVENTURA

Avião até Nova Iorque e após permanência “de algumas semanas na Grande Maça (ou melhor dizendo, em BrooKlin)”, o aventureiro BC e o amigo americano, Jeff Broom de seu nome, “eis-nos atirados à grande atravessia”.

Em Chicago – cidade do vento – ‘entregámos um carro e comprámos um velho Pontiac Grand Prix e fizemo-nos à estrada. Precisámos de quase 3 semanas para chegar a Los Angelos, mas pelo meio não faltaram incidentes, e coisas de espantar’.

GRANDE CANYON – ENTRANHAS DO SÍTIO MAIS FANTÁSTICO … DA NATUREZA


E BC continua a folhear o ‘livro de bordo’: “O mais extraordinário foi descer o Grande Canyon, caminhada às entranhas do sítio mais fantástico que a natureza tem para nos oferecer.

Depois de Los Angeles e S. Francisco fiz toda a costa do Pacífico emdirecção a norte. Até que chegado a Prince Rupert, no Canadá, apanhei o barco em direcção a Juneau, capital do Alasca.

GLACIER BAY (CANADÁ) – OUTRO LUGAR EXTRAORDINÁRIO

Visitei outro lugar extraordinário, o parque nacional Glacier Bay, local onde se encontra uma série de grandes glaciares. Ver e Ouvir osgrandes rios de gelo a desaguarem sob a forma de enormes paredes de gelo que desabam é experiência inaudita que marca.


PORTUGUÊS?!! NUNCA TINHA VISTO UM!

Coligindo da reportagem citada ‘Os Globe-Trotters’, na travessia canadiana, BC vê-se detido pela polícia na sequência de ter cometido duas infracções graves: excesso de velocidade e falta de carta de condução, esquecida nalgum restaurante. Perante a apresentação passaporte, o agente policial ficou atónito. “Português!? Nunca tinha visto um português!” (Revista Olá). E as pesadas multas foram perdoadas, mas mostrou a realidade minorca de Portugal Também aqui, no Alasca, foi protagonista de um outro episódio não raro de acontecer quando se convive com etnias diferentes.
Relata BC:
“Outra vez no Alasca passeava na borda de uma estrada quando um carro parou ao pé de mim e me abordou. O homem ao volante, o rosto largo de um esquimó, abriu a janela e perguntou-me se queria boleia outra vez. Respondi-lhe que não precisava e que ele nunca me tinha dado boleia antes. Aí o esquimó mostrou um espanto real e exclamou:
– Eu nunca te dei boleia!?
– Não! – respondi – Nunca me deu boleia.
Aí ele abanou a cabeça e disse:
– Pois é, vocês parecem-me todos iguais!”


BC VIRA ESTRANGEIRO NA ÁSIA

Voltou a descer até Vancouver e apanhou o avião para Hong Kong.
“Chegado à Ásia toquei o outro lado do mundo, virei estrangeiro. Os efeitos da matança na Praça de Tianamen de 4 DE JUNHO DE 1989 ainda ecoavam fortemente nos ouvidos dos direitos humanos. E como sempre “quis ir à China[3], comecei por Macau e depois subi o rio das Pérolas até Cantão.”
Ao chegar à Ásia, o apalpar das viagens com os ponteiros do relógio apercebe-se que «a distância em relação à Europa é incrível. Parece que os outros continentes encolhem. A viagem [foi] alterando as nossas perspectivas» (Revista Olá).

NO TRIÃNGULO DOURADO DAS GUERRAS DE ÓPIO

BC regressa a Hong Kong (ainda british) e parte “para esse país caloroso, a Tailândia.”
Bangkok de hoje pouco tem a mostrar do velho Sião ao viajante da diversidade.
Aqui, “comecei pelo norte, andei pelos confins da selva, no célebre Triângulo Dourado [Birmânia, Laos e Tailândia] das guerras do ópio. Acompanhado por um guia visitei tribos que se dedicavam ao cultivo da papoila e à noite depois do cantar das mulheres, deitado na esteira, aproximava-se um velho de dentes cariados que me estendia o longo cachimbo. À segunda vez que ele repetia a operação já eu fechava os olhos e via filmes em ecran panorâmico até que a luz da manhã me trazia de volta à realidade. Pode parecer ficção mas foi, mesmo assim, ainda que invariavelmente se ouvissem tiros no meio da escuridão, sabe-se lá vindos de que fronteira.
Depois da emoção do norte nada melhor que uma viagem até as ilhas do sul e aí …os filmes foram outros”. (BC)

EXÓTICO SOU EU, BELINO COSTA.

À medida que palmilha os continentes, BC sente que «Um dos aspectos curiosos é estarmos na Europa e termos a noção de que estamos no centro do mundo, vamos para a América e o continente central é a América …» (Revista Olá)

O aventureiro de Bustos, continua a programar fugas dos ares normalizados pelas globalizações em busca de terras de lendas, carregado de exotismo conforme a sua revelação: “É inesquecível sentir, em plena Ásia, que o exótico sou eu” (Revista Olá).

NOTA FINAL
Crónica incompleta e distorcida por defeito de informação e de linguagem.
Viagens de apertar o nó na garganta e estadias de sonho estão escondidas em algumas gavetas.
Um agradecimento aos colaboradores que tornaram possível o aparecimento desta quase-crónica.
‘e siga a rusga’
sérgio micaelo ferreira, 13.09.2007

[1] in Gustavo Pires, A Aventura desportiva – O Desporto para o Milénio, Edição da Câmara Municipal de Oeiras, 1990
[2] Mestre Afonso, Itinerário da Viagem que fez por terra da Índia [mais propriamente de Ormuz] a Portugal (1665).
in Literatura dos Descobrimentos e da expansão portuguesa. Organização e … M. Ema Tarracha Ferreira. Biblioteca Ulisseia de Editores Portugueses .nº 39.
[3] Em 1994, BC visita Pequim onde é protagonista de um episódio (a) de certo modo análogo ao ocorrido na Caminhada do Zambeze, tesetmunhado pelos exploradores Roberto Ivens e Hermenegildo Capelo
(cena ocorrida no acampamento de Muene Cuando)
Perante nós agachavam-se em grupo umas velhas damas, a quem um cavalheiro acocorado explicava todos os nossos actos.
Um dos nossos casos que mais as interessava, conforme parece, consistia em saber se o nosso corpo era branco como a cara, e, sendo possível resolver-se isto sem conveniente exibição, o mesmo sujeito pediu-nos por acenos que puxássemos a camisa, a fim de convencer aquelas senhoras do que debalde lhes afiançava.
Feito isto, deixámos um quadril a descoberto, facto que causou verdadeiro assombro, se não receio pouco lisonjeiro para o exemplar
. … "
Hermenegildo Capelo e Roberto Ivens, A Caminho do Zambeze, Publicações Europa-América, Mini-biblioteca.
*
(a)A cena passou-se junto ao muro de protecção da cidade proibida Aguarda-se a divulgação pelo teclado de BC (nota de srg)

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ESCOLA DA QUINTA NOVA - CRESCIMENTO


ESCOLA VELHA - JANELA EMPRESTADA


O novo ano escolar está a abrir as portas. O primeiro-ministro, equipado de “corta-fitas” de inauguração de um centro escolar em S. Martinho dos Mouros, teve honras de benzimento[1] católico. Tal como no tempo do grande império de Belém dos pastéis.
A concentração dos alunos em pólos educativos testemunha a progressiva desertificação de grandes zonas do rectângulo (antigo jardim à beira-mar …).
Em Bustos, o edifício-escola do Corgo teve o tratamento que o seu estado de saúde exigia[2; consultar Escola Primária Nº 1 de Bustos em obras, de Alberto Martins] As janelas foram substituídas por outras de desenho e material diferentes. Com perdas para caixilhos e para a história. A aceitação da mudança parece ter sido consensual entre as hostes pré- e post-colombianas.
A alteração até poderá ser um balão de ensaio para ser aplicado futuramente no quase-decrépito “Palacete do Visconde”. Trocar, ou substituir janelas e portadas por materiais diferentes com alteração do visual, ninguém irá notar passados dias. `

Regressando à escola nº1:
Se aquele edifício tem o ‘desenho’ que mereceu elogiosas apreciações, deve-se ao arrojo dos membros da Junta de Freguesia de Bustos de então que modificaram o projecto inicial, conforme atesta:
“Foi ainda deliberado modificar a planta[3] do alpendre de entrada do edifício da Escola Primária, sendo substituído o telhado por um terraço com grade, em cimento armado e a construção de uma cinta em cimento armado cingida às paredes das retretes para segurança das mesmas …”[4]
Bustos estava (e continua) longe do poder, mas tinha sensibilidade e gosto pelas coisas públicas. Com a actual alteração do janelame da escola, estou convicto que a nova divulgação de um ex-libris da freguesia anote alteração havida no séc. XXI.

Entretanto as paredes mudaram de cor. O rosa foi-se à vida, que já lá estava há muito tempo e a terra não pode com a maldita, seráfica e repugnante cor vermelha. Um ‘azul bebé’ com tendência para o escuro, está mesmo a calhar com o novo ciclo da viradeira partidária. Os coevos pavilhões pré-fabricados que teimosamente vegetam no parque escolar de Bustos, irão ser classificados relíquias do património.

Entretanto o Colégio de Bustos continua a cumprir com a sua obrigação com as obras anuais de manutenção. Neste defeso, a presença da grua indicia a realização de grande intervenção. As coberturas dos pavilhões foram uniformizados, e foram aproveitados os espaços “no sótão” para a instalação do arquivo morto, que já não deve ser pequeno.
Um bom ano para a comunidade escolar

Disponibilidade. Dedicação. Abnegação. Tolerância. Firmeza. Esforço. Persistência. Trabalho. Mais trabalho. Inspiração. Divertimento. Profissionalismo. São alguns dos ingredientes q.b. para o êxito dos alunos. Os seus resultados irão reflectir-se, um quarto de século depois.
Até lá, pode acontecer que o Palacete, a escola do corgo e o bustos sonoro-cine sejam sublimados em distintos painéis de azulejos e que Bustos pertença à Palhaça.

E siga a rusga
12.09.2007
sérgio micaelo ferreira


[1] Pode ter sido prenúncio de espirro, mas o gesto do senhor primeiro-ministro aparenta a configuração de uma benzidela. (uma interpretação da foto de Paulo Ricca na página de abertura do Público de 12.09.2007)
[2] (http://www.bustosalupa.blogspot.com/ . aqui . Escola Primária Nº 1 de Bustos em obras
Acta da sessão ordinária da Comissão Administrativa da Junta de Freguesia de Bustos, de 13 de Maio.1934. Manoel Simões Micaelo Junior, Manuel dos Santos Vieira e Manoel Simões Aires Júnior eram respectivamente Presidente e Vogais. E Herculano Silva, o secretário interino.

[3] Houve uma primeira grande alteração da planta imposta pela Junta de Freguesia.

[4] Acta da sessão ordinária da Comissão Administrativa da Junta de Freguesia de Bustos, de 13 de Maio.1934. Manoel Simões Micaelo Junior, Manuel dos Santos Vieira e Manoel Simões Aires Júnior eram respectivamente Presidente e Vogais. E Herculano Silva, o secretário interino.

11 de setembro de 2007

OLIVEIRA DO BAIRRO (SAÚDE) - SAPientíssima supressão

aqui

11 de Setembro: um Bustuense em NY

Todos recordamos o Mário do Abel dos tempos em que era o único tractorista de Bustos. A par dele, só o João do Lombomeão. Estávamos em meados dos anos 60 e bem me lembro do Mário deixar o empoeirado tractor à porta do Piri-Piri enquanto jogava umas suecadas. O vício convidava e viviam-se tempos em que havia um tempo para tudo. Usando as palavras dele, se perdia umas horas do dia, logo as recuperava à noite, lavrando à luz dos faróis e aproveitando para escapar às horas do calor abrasador.
O Mário, filho do Ti Abel da Tanoeira, emigrou em 1974 para a América, onde continuou a trabalhar com máquinas (rectro-escavadoras, giratórias e bulldozers). Foi viver para New Rochelle, Estado de New York, ali pertinho da "Big Aple" ou Grande Maçã, designação por que é conhecida a maior cidade dos States.


Quando as famosas torres gémeas ruíram o Mário estava a trabalhar na ponte George Washington, a cerca de 4/5Km do fatídico local. Ocupava-se na reconstrução das rampas de acesso à conhecida ponte. Construída em 1931, será a ponte mais movimentada do mundo: são 2 tabuleiros sobrepostos, com 6 pistas cada um, fora as pistas pedonais e para bicicleta, num vai-vem constante de gente, carros e bikes.
O Mário ainda se lembra da hora a que o 1º avião suicida embateu numa das torres: 8 e 45, hora local.

Cedo o nosso Mário foi chamado a trabalhar na remoção dos escombros das torres gémeas e na limpeza do local, que passou a ser designado por "Ground Zero". Foi aí que, durante 7 meses, labutou como responsável pelas cargas do contorcido ferro, que o cimento, esse, ficara parcialmente pulverizado, tal o poder destrutivo do impacto dos 2 aviões.
Guardou desse tempo algumas recordações físicas, sobretudo notas semi queimadas do Tio Sam, distribuídas por familiares mais chegados. Pena ter deixado nos States todos os registos do penoso tempo que ali viveu.
Foram 7 longos meses de labuta constante. O turno dele iniciava-se às 6 da tarde e terminava à mesma hora da madrugada e o vai-vem das grandes máquinas era constante.
Não é fácil arrancar palavras ao amigo Mário: "Contado não é nada. Só quem viveu aqueles momentos pode ter uma ideia do que se passou".
As máquinas escavaram até cerca de 40 metros abaixo do nível do solo, com limpeza do próprio metropolitano que passava por debaixo e onde existia uma estação do metro destinada a servir as Twin Towers.
Ao que me contou, o local vai albergar lojas para o pequeno comércio, bem como uma única torre, a "Ground Zero" (ler texto aqui), ainda mais alta que as anteriores e ainda um cemitério/memorial dedicado às cerca de 3.000 vítimas da criminosa destruição das famosas torres.
Foram muitos os portugueses envolvidos na limpeza do fatídico local; seriam a maioria, a par duns quantos italianos e espanhóis.
De Bustos, só o nosso Mário, como quem lembra que estamos cá para o que der e vier. E que a desgraça não nos deixa ficar de braços caídos.

*
OSCARDEBUSTOS

7 de setembro de 2007

SIG Municipal dá-se a conhecer

O Sistema de Informação Geográfica do município de Oliveira do Bairro encontra-se inserido no projecto SIGRIA (Sistema de Informação Geográfica do Distrito de Aveiro).
O objectivo dos 11 municípios que fazem parte deste bem útil projecto foi o de pôr à disposição dos cidadãos e das instituições um instrumento moderno de apoio ao conhecimento, planeamento e gestão do nosso espaço físico. Disse "foi", porque desde 2006 que o sistema se encontra aplicado no terreno.

Como é que o projecto se esparramou? Numa explicação simples, disponibilizando através da internet as plantas de ordenamento do nosso espaço territorial, bem como a cartografia registada, as redes de transportes, os equipamentos colectivos, a segurança e protecção civil e a gestão urbanística.
Lembro aqui que há tempos o nosso Alcides Freitas, consultor do governo do Estado da Califórnia para as questões urbanísticas e ambientais, ficou impressionado com tamanha informação disponibilizada. E, ainda por cima, de tão boa qualidade.
Entretanto, já vos falei do SIG de Oliveira do Bairro em texto de 23/7/2005,
aqui.
Actualmente, a CM tem 5 funcionários adstritos ao SIG. Nem todos pertencem ao quadro, como vem sendo hábito na Administração Pública, o que prova à evidência que a chulice do Estado e dos seus organismos tentaculares está para durar. Como está para durar a estratégia de sacrificar os quadros técnicos em favor dos administrativos. Portuguesices de pouca monta...
No que agora importa, os serviços dirigidos pelo muito prestável e empenhado eng.º geógrafo João Pinto vão abrir-se à comunidade. A equipa do SIG é competente e está aberta a sugestões, críticas e dúvidas, que podemos enviar para
sig@cm-olb.pt. A malta do SIG resolveu ir mais longe:
- O próximo dia 25 vai ser o "Dia do SIG". Entre as 9H30 e as 16H30 haverá colóquios com os agentes mais directamente ligados ao ordenamento do concelho: empreiteiros, gabinetes técnicos e topógrafos (de manhã) e protecção civil, bombeiros e polícias (à tarde).
O cidadão comum, esse, pode passar pelos Paços do Concelho entre as 10 e as 12H30. Nem que seja para bisbilhotar.
A cena vai acontecer na sala de exposições, à entrada dos ditos Paços.
É de ir, meus senhores, é de ir, que isto de não sabermos que terrenos estão ou não inseridos nos perímetros urbanos é coisa que deixou de ser segredo dos deuses.
Está tudo site do nosso SIG, ali mesmo.
Só que não é fácil aceder aos dados que procuramos e eu até já prometi uma guia para o efeito. Ainda por cima, o servidor camarário ainda não dispõe da largura de banda desejada (a ideia parece ser quadriplicar a actual), já pedida à toda poderosa PT, o que torna o tempo de acesso lento e os downloads dos mapas demorados, sobretudo durante as horas do chamado expediente.
Mas o sacrifício vale a pena.
E, vá lá, não desesperem...

*

OSCARDEBUSTOS