31 de agosto de 2007

FIACOBA 2007 inaugura local próprio na Zona Industrial de Vila Verde.


Nos dias 20 a 28 de Outubro, Oliveira do Bairro vai acolher a vigésima segunda edição da FIACOBA, Feira Industrial e Comercial da Bairrada, desta vez num local propio na Zona Industrial de Vila Verde.
Com uma área coberta de 4000 metros quadrados integrada numa área com 45 000 metros quadrados, orçada em valor que ascende a 5 milhões de euros e com a vigésima segunda edição a rondar os 300 000 euros, a Câmara Municipal pretende "Relançar uma feira com tradição na Bairrada".

Integrarão a festa produtos, serviços e artesanato, bem como uma zona de restauração, onde os visitantes poderão apreciar a Gastronomia Regional, onde certamente não faltará o leitão à Bairrada com bom vinho também da região.

O custo das entradas vai desde um euro a 5 euros e contará com a presença de grandes nomes do panorama musical nacional, como Mikael Carreira, Xutos e Pontapés, Pedro Abrunhosa e Quim Barreiros entre muitos outros.
A inauguração da FIACOBA 2007, que passará a decorrer a partir deste ano de dois em dois anos, decorrerá dia 20 de Outubro as 19 horas.

29 de agosto de 2007

E a floresta aqui tão perto

O Corpo Nacional de Escutas/Região de Aveiro, em conjunto com a Associação de Apoio Florestal e Ambiental de Avelãs de Cima (AAFAAC), têm em curso um Projecto de Vigilância Florestal designado “Avelãs de Cima – Floresta Segura”.
A vigilância começou no passado dia 1 e terminará a 31 deste Agosto menos quente que o costume.
Menos quente significa menos incêndios, embora se espere que o balanço final do Governo aponte para as grandes medidas preventivas, etc. e tal. A participação activa dos cidadãos na defesa da floresta e do ambiente é coisa que não dá jeito realçar.

O Posto de Comando das operações
[1] está situado na sede da Junta de Freguesia de Avelãs de Cima.
A AAFAAC disponibiliza o alojamento da malta escuteira, assegura os comes e bebes, disponibiliza as bicicletas BTT, as motos todo-o-terreno e o equipamento de protecção individual para os circuitos de vigilância; também se encarregou da elaboração e distribuição dos panfletos de sensibilização e prevenção e pôs rádios à disposição.

Os escuteiros são a alma do projecto. São para aí uns 30, vindos dentre Coimbra e Minho e vigiam 24H sobre 24H, por turnos. A malta participa de alma e coração, que aquilo é para levar à séria.

Passei por lá há dias, aproveitando a participação duns putos, irmãos do peito. Malta nova do melhor que há.
Há uns 10 anitos eram umas crianças. A Cristiana, essa, ainda se lembra da dura mordidela da simpática dálmata cá da casa.
Ouvi dizer que os cães pressentem os terramotos...
*
[1] - Se lá estivesse e mandasse, chamava-lhe logo “COTEI – Comando Operacional das Tropas Escuteiras Independentes”. E minava os trilhos todos com cordão de tropeçar ligado a umas granadas ofensivas, a ver se rebentava os tímpanos aos incendiários; os de cima e os de baixo, como Avelãs, que há a de Cima e também a de Baixo.
[Ainda vos hei-de chapar com os meus meticulosos apontamentos do curso de minas e armadilhas…]
*
OSCARDEBUSTOS

Branco ou Tinto: Atitude

Poisem aqui a "mãozinha" do vosso rato, cliquem no botão esquerdo do dito e aproveitem para reler a notícia sobre outros Bustos aqui tão perto.
O fotojornalista Francisco Pedro soube captar a alma bem portuguesa que ainda paira pelo que resta das tabernas genuínas.
Entre outros, o “Ti Albertino” de Serpa, a “Dona Deolinda” de Pombal, a “Taberna Carlos” e a “Taberna Joaquim", ambas de Coimbra, tal como a “Taberna do António Alfaiate” em Castanheira de Pêra, preservam passados que ainda resistem à asséptica legislação comunitária.
Ou será que já nos levaram a memória toda e roubaram o que resta das nossas RAÍZES?

Ai querem fiado?
Tomem!


OSCARDEBUSTOS

LONGE DE LISBOA - LONGE DO MEALHEIRO

- Ti Francisca, ó ti Francisca! O Sr. Antoninho manda dizer que a mulher está na hora – era o recado pronto, ainda dito em correria.
Meteu-se pela caleja, galgou a subida, direita ao muro dos Tabordas e fez a praça em três tempos.
- Tesoura! Fio! Água quente! Uns pozinhos de cinza!
- Cinza, não, ti Chica. Não me ponha cinza na criança!
O homem ficou-se na sala ao lado, que parir é coisa de mulher. Abriu-lhe as pernas e espreitou. A mulher arfava, contraía-se, alargava-se, resfolegava de novo, a abrir-se. A boca era quase um grito vivo, repuxada, num esgar de medo e de dor, os olhos descomandados, ora a cerrar-se, ora quase que a saltarem em trejeitos de loucura.
- Força! Agora! Não morre não, que eu não deixo. Agora! Já se vê a cabecinha. Força! Já saiu! Uma menina! Cortou-lhe a vide, atou-a com um fio, molhou-a com o álcool.
- Modernices! A cinza era melhor – resmungou, desconfiada da excelência da troca.
(…)

in
Odete Ferreira, “freixo à la minuta” … – recontos – (A Chica Parteira), Edição da Câmara Municipal de Freixo de Espada à Cinta, 1996.


O Portugal ‘homiziado trasmontano’, escondido na penumbra envergonhada da periferia dos poderes, por vezes sai-se das cascas e revive uma realidade terceiro-mundista.

Por exemplo, na IP4 bombeiros, não-certificados (?) no exercício de obstetrícia, têm procedido a serviço de partos. Felizmente com êxito.

À semelhança do que acontece no alto-mar em que o local nascimento do recém-nascido é assinalado pelas coordenadas onde ocorreu, o mesmo deveria acontecer com o caso acontecer na estrada. Como tal, cada ambulância deveria ser dotada de GPS para assinalar a longitude e a latitude, pois não basta assinalar o quilómetro, o hectómetro e o número da estrada, até porque volta e meia, a estrada desaparece porque houve requalificação, reabilitação ou reconversão ou desvio, etc.

Outro caso – acidente na zona de Moncorvo. Houve necessidade do sinistrado ser transportado de helicóptero. Só que o persistente nevoeiro obrigou o acidentado a fazer a viagem de ambulância até Vila Real e aí ser heli-transportado. Foram gastas 'apenas' cerca de quatro horas até chegar ao hospital a fim de ser tratado.

A redistribuição do serviço de saúde está apoiada em qualificados estudos. Não duvido. Só que a egocêntrica Lisboa abandona ao deus dará migalhas da população. Será a “carne para canhão” em nome da gestão eficiente?
Ou o Paço de Lisboa pretende afugentar o Homem do interior, que por ironia, está mais próximo da Europa doadora?

Eduardo Prado Coelho, Carlos Alberto Portugal Correia de Lacerda vão ser momentaneamente lidos, comentados e lembrados. À semelhança de Camões.
O costume.
sérgio micaelo ferreira, 29.08.2007

Nota – Parabéns à equipa de Bustos, vencedora dos últimos jogos concelhios. E uma saudação aos participantes que ajudaram a abrilhantar a festa. – (Esta Festa também poderia incluir uma componente dedicada ao emigrante.)
srg

27 de agosto de 2007

Municípios Sem Fronteiras - partes II e III

- Parte II:
Retiro tudo quanto disse aqui a propósito da finalíssima deste ano dos Jogos dos Municípios sem Fronteiras e peço desculpa à Câmara Municipal. Repondo a verdade, sou a dizer-vos que Bustos não tem sido esquecida coisa nenhuma: Desde o ano passado que deixámos de ser o Kosovo ou - como dizia o mesmo outro - o sudoeste asiático do concelho.
Em verdade vos digo que Bustos continua a ser a maior, mais cobiçada e aplaudida freguesia do concelho: esta noite, a Equipa A de Bustos voltou a vencer os Jogos sem Fronteiras de Oliveira do Bairro!
E, tal como deixava adivinhar no meu texto do passado dia 1, para o ano que vem Bustos continuará a representar o nosso município nos Jogos sem Fronteiras regionais.
De tão frustradas com tanto brilho bustuense, as outras freguesias...

...até treparam paredes.

Só visto - como foi - por mais de 2.000 gentios!
Parabéns ao Luís (capitão), Adélio, Catia, Couceiro, Dani, Dinis filho (que o pai é mais virado para as rolinhas e perdizes), Karina, Lena, Milu, Raquel e Xana!
Eles foram os maiores, à frente da equipa B da nossa freguesia-mãe, a querida Mamoa Rasa, que ficou em 2º lugar. Em 3º quedaram-se, ex-aequo, Mamarrosa A e Troviscal A.
Como diz o ditado: os últimos são sempre os primeiros.
Não falta quem lhe chame a revolta dos escravos...
*
- Parte II:
Justificando a importância dos jogos, o Sr. Vereador António Mota anunciou em 1ª mão a XXII FIACOBA, este ano sob o signo da Inovação.
Como é sabido, depois do interregno do ano passado, este ano a feira terá lugar entre os dias 20 e 28. O programa segue abaixo, em primeiríssima mão.
É só escolher:
Espera-se uma inauguração em grande do novo espaço, ali na Zona Industrial de Vila Verde.
Como se espera muita polémica, que eu sou dos que acham que aquilo tem ares de elefante branco.
Mas antes de se atirarem que nem cães esfaimados sobre o actual executivo e de começarem a atirar papaias, conviria fazer trabalho de casa e conhecer os primórdios da história do "galáctico" Pavilhão de Feiras e Exposições, cujos trabalhos prosseguem a ritmo galopante.
E eu que o diga, que passo lá todos os dias.

OSCARDEBUSTOS

24 de agosto de 2007

MUEDA - O Início da Desocupação

"mas andava numa guerra estupidamente equivocada"
in Carlos Luzio, Pescador de Sonhos (Guerrilheiro), 2005

LÂNDANA...

...também conhecida pelo nome colonial de Guilherme Capelo.
A bonita igreja de Lândana lembrava o estilo gótico da Europa medieval: aquela torre a querer penetrar os cèus fazia-nos sentir mais perto de Deus.
[Foto de Janeiro de 74]
**
Ou de como duma anunciada invasão de Cabinda pelo Conzo-Zaire de Mobutu (com construção de abrigos anti-tanque à mistura) se fez milagre: foram as mais marivilhosas férias da minha vida.
Deviam ser assim todas as guerras, com lagosta e lindas Cabindas à fartazana.
...
Uma parte do comércio de Cabinda, sobretudo a restauração, era controlado pelos nativos.
Historicamente, Cabinda não pertencia a Angola, já que o seu reino prestava vassalagem directa ao reino de Portugal.
Assim rezava o Tratado de Simulambuco, firmado em 1885 entre os reinos de Portugal e de Cabinda:
"Nós, abaixo assinados, príncipes e governadores de Cabinda, sabendo que na Europa se trata de resolver, em conferência de embaixadores de diferentes potências, questões que directamente dizem respeito aos territórios da Costa Ocidental de África, e, por conseguinte, do destino dos seus povos, aproveitamos a estada neste porto da corveta portuguesa Rainha de Portugal, a fim de em nossos nomes e no dos povos que governamos pedirmos ao seu comandante, como delegado do Governo de Sua Majestade Fidelíssima, para fazermos e concordarmos num tratado pelo qual fiquemos sob o protectorado de Portugal, tornando-nos, de facto, súbditos da coroa portuguesa, como já o éramos por hábitos e relações de amizade. E, portanto, sendo de nossa inteira, livre e plena vontade que de futuro entremos nos domínios da coroa portuguesa, pedimos ao Exmo. Sr. Comandante da corveta portuguesa para aceder aos nossos desejos e dos povos que governamos, determinando o dia, onde, em sessão solene, se há-de assinar a tratado que nos coloque sob a protecção da bandeira de Portugal."

Guilerme Capelo era o comandante da corveta "Rainha de Portugal".

Em rigor, o Tratado de SImulambuco ainda está em vigor, pois nunca foi denunciado por qualquer das partes contratantes...

OSCARDEBUSTOS

PÓVOA (ROSSIO) - OBRAS NA CAPELA DA JUNTA DE FREGUESIA

Segundo informação do senhor presidente da Junta prestada à Assembleia (*) de Freguesia, na sua sessão de 28 de Junho p.p., “a capela da Póvoa” (sic) vai estar sujeita a obras para reparar uma ‘pequena infiltração’ de águas, para além de impedir o aparecimento de outra humidade no interior, provocado por prolongados encerramentos da capela.
Entretanto surgiu uma dúvida, esta capela (a segunda do Senhor dos Aflitos, do Rossio da Póvoa) a quem pertence? À Junta de Freguesia? À Câmara Municipal? Ao Vaticano?
Uma placa assinalando a entidade detentora do património deste bem temporal ajudaria a esclarecer, para memória futura.

Já a capela sineira, que se mantém de pé, pertence ao «povo unido da Póvoa».


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(*) A actual composição da Assembleia de Freguesia é sui generis. Não pelo espectro partidário, mas pela categoria dos seus elementos. Uns são membros da assembleia de freguesia, como seria de prever, outros são deputados.
Curioso
...
sérgio micaelo ferreira

23 de agosto de 2007

As colunas partiam de madrugada...

... para o norte partiam para a morte
partiam de Luanda flor pisada
levavam morte de Luanda para o norte.
...
Todo o tempo é uma batalha. Ataque. Fuga.
Fuga. Ataque. Silêncio. Um silêncio que aterra.
Que marca o rosto com seu peso ruga a ruga.
Um silêncio que canta na canção da guerra.

Mina. Emboscada. Pó. Pólvora. Sangue. Fogo.
Acerta não acerta? erra não erra?
Perdeu todo o sentido dizer-se até logo.
Metralhadoras cantam a canção da guerra.

...

Há um soldado que grita eu não quero morrer.
E o sangue corre gota a gota sobre a terra.
Vai morrer a gritar eu não quero morrer.
Metralhadoras cantam a canção da terra.

Houve um que se deitou e disse: Até amanhã.
Mas amanhã é o dia em que se enterra
o soldado que disse: Até amanhã.
Metralhadoras cantam a canção da guerra.

*
Manuel Alegre, O Canto e as Armas, 1967
- Fotos: 1) coluna do Comando Operacional de Tropas de Intervenção n.º 1 (COTI-1), deslocando-se para zona de operação militar, no Quitexe, norte de Angola, 1973; 2) Operação na zona da "árvore teimosa" / acampados na fazenda Luisa Maria, Quitexe, norte de Angola, Nov. 73.
OSCARDEBUSTOS

22 de agosto de 2007

Vinho III - Trincadeira

Reprodução autorizada pela Câmara Municipal de Anadia, titular dos direitos sobre a imagem (copyright)]
Autor: Fernando Jorge

*

OSCARDEBUSTOS