III. PÁTRIA
Um caminho de areia solta conduzindo a parte
nenhuma. (…)
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(…) pátria é só a língua em que me digo.
Rui Knopfli, O escriba acocorado, Moraes Editores, Lisboa, 1978.
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(uma sugestão: clica sobre a imagem)
A mulher
Novembro de 2005
Só se ouvia
o barulho do silêncio
quando ela chegou
calada e muda
serena como estátua.
Olhou à volta
arrastou as vestes
sacudiu as memórias
estendeu a mão
e sentou-se calma
envolta na solidão
que enchia a sua alma.
Rosinda Oliveira, À lareira do tempo, Edição Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, 2011, (pg.s 46).
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nota: a apresentação do livro por Idália Sá-Chaves merecia estar disponível via digital.

Em todas as freguesias o encontro está marcado às 8h30, nos locais abaixo indicados, com o arranque das actividades às 9h00. Em todas haverá também convívio dos participantes no locais abaixo referidos no final da manhã.
SÁBADO 19 MARÇO
LOCAIS DE ENCONTRO, 8h30
Oiã - Junto ao largo da igreja
Palhaça - Junta de freguesia
Mamarrosa - Junta de Freguesia
Troviscal - Sede dos Escuteiros
Bustos - Junta de Freguesia
Oliveira do Bairro - Estádio Municipal , Oliveira do Bairro
CONVÍVIO FINAL, 11h30
Oiã - Parque do Vieiro
Palhaça - Parque de Lazer, Rua da Adrep
Mamarrosa - Parque do Rio Novo
Troviscal - Parque do Arviscal
Bustos - Junta de Freguesia
Oliveira do Bairro - Parque dos Atómicos, Repolão
O 15 de Março de há cinquenta anos do Norte da UPA de Angola as populações ocupadas no amanho de fazendas, com a agrimensura avalizada na administração, foram as primeiras vítimas que ajudou a mostrar a fragilidade da condução da política colonial de Salazar. Eufemísticamente, política ultramarina.
O banho de morte que ingloriamente inundou os civis no Norte de Angola em 15 de Março de 1961 foi o despertador do sono da colonização.
Portugal era o único país subdesenvolvido que tinha império.

Quando há um desastre fatal de avião, amiudadas vezes a televisão entrevista alguém que escapara do lista dos mortos por ter desmarcado a viagem, ... à última hora.
Óscar Micaelo também escapou de ser vítima da UPA.
Na ocasião estava a frequentar a primária (4ª classe?) no Colégio dos Maristas em Luanda.
sérgio micaelo ferreira
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depoimento de Carlos Alberto S. Martins:
"Ficou-me gravada para sempre, na minha memória, a chegada do Óscar à escola primária do Corgo, pouco tempo depois dos massacres. A imagem que retenho de há 50 anos é a de um menino desconhecido, frágil, desprotegido, todo vestido de preto, de quem se dizia ter tido a família morta em Angola pelos "terroristas". Nada disso fazia muito sentido para crianças como eu, na altura com 8 anos. Mas o pedido de solidariedade, feito pelo professor, para com quem tinha sido vítima de tragédia tão grande, esse tocou-nos bem fundo. Mais tarde viemos a ser amigos, vivemos durante muito tempo no Cabeço (ele, penso que na casa de uma tia) e, durante os estudos em Aveiro, fomos muitas vezes companheiros de viagem na camioneta. Nunca mais vi o Óscar, mas aproveito esta evocação do Sérgio para, se ele for visitante do blogue, lhe mandar um grande abraço. Carlos Alberto S. Martins Aveiro"