31 de julho de 2006

“O POMPEU” NO “DIÁRIO DE NOTÍCIAS”




Na terra do leitão, o frango também faz história. Na Malaposta, meia dúzia de quilómetros a norte da Mealhada, nas instalações da 16.ª "estação de muda" da primeira estrada que ligou Lisboa e Porto. Nesta antiga mala-posta, restaurante há mais de 40 anos, há bom leitão, naturalmente. Mas não é ele, o bácoro assado à moda da Bairrada, que faz com que muitos automobilistas abandonem a auto-estrada e regressem, alguns minutos, à velha Nacional 1 (EN1/IC2). O motivo do desvio é o frango de churrasco do Pompeu.O emblemático prato do Pompeu dos Frangos faz, frequentemente, esquecer as suas outras especialidades maiores: o arroz de miúdos e a costeleta bovina. Uma injustiça, reconhecem mesmo os incondicionais apreciadores do frango de churrasco. Como pouco justo será reduzir o res- taurante à cozinha. O acolhedor espaço, feito a partir dos aposentos da que terá sido a maior mala-posta (inaugurada em 1857) ao longo dos 300 quilómetros entre as já então duas maiores cidades do país, também é responsável pela fama da casa.As suas salas, contando, em painéis de azulejos (fiéis cópias dos expostos no Museu dos CTT), a história das "estações de muda", também explicam a projecção do restaurante. E de espaço de tertúlia, cada vez, porém, menos cultivado, apesar da fidelidade que mantém ao seu ambiente, de granito e madeira, de amplas portas e janelas. Faltam Miguel Torga ou Fernando Valle, entre muitos outros. Mas felizmente ainda há quem continue a apreciar boa mesa em ambiente agradável.O molho que tempera os frangos já não tem o dedo do Pompeu (1920-1992). Mas continua igual, garantem os clientes mais antigos e fiéis, lembrando que o filho do fundador do restaurante desde muito novo substituía o pai nessa e outras tarefas. O crescimento e decoração da casa, aliás, foram - sempre com o apoio do pai -, obra de Carlos Aires, que desde cedo revelou ter herdado do pai a extraordinária sensibilidade para a gerir.Carlos Aires, 59 anos - embora lamentando não ter estudado, "pelo menos mais dois anos", no então emblemático Colégio de Nun'Álvares, em Tomar -, reconhece que a sua vida se confunde com a do pai, no restaurante, inaugurado em 20 de Novembro de 1963. "Mas na véspera, pressionados por alguns clientes, já servimos", recorda. Clientes antes de a casa abrir?

Isso mesmo. A história do Pompeu dos Frangos começou antes, em Bustos, a 14 quilómetros da Malaposta.O Pompeu "nunca gostou muito da agricultura e, assim que pôde, mudou de vida". Abriu um café na aldeia, que, então, tinha três médicos e era, por isso, bastante visitada pelos na altura designados delegados de propaganda médica. Uns e outros frequentavam o café, mas lamentavam não ter uns petisquinhos. O proprietário fez-lhes a vontade e o café acentuou a vocação de ponto de encontro de amigos. Um deles, uma noite, apareceu lá, com "um frango roubado", desafiando o dono da casa a assá-lo, no fogareiro doméstico, e a temperá-la com molhos africanos. Pela sua origem ou tempero, "o frango não ficou bom nem mau", mas Pompeu ficou com a certeza de que, corrigindo métodos e temperos, conseguiria melhor. E conseguiu. De tal modo que o frango, apesar de confeccionado artesanalmente, passou a ser referência do café.O sucesso do churrasco foi tal que Pompeu teve mesmo de ceder à pressão dos amigos e deslocar-se para junto da Nacional 1, para a "estação de muda" (então completamente abandonada) que dá o nome à povoação da Malaposta. Dona Nina, sua mulher (recentemente falecida), resolveu, entretanto, dar utilidade aos miúdos que, em quantidades crescentes, sobravam. E nasceu o arroz de miúdos, melhor ainda, segundo algumas bocas, que os frangos que o sugeriram.

In “Diário de Noticias”, 30 de Julho, 2006

26 de julho de 2006

GENTE DA NOSSA GENTE

À sua maneira, Ulisses Crespo vai escrevendo sobre Bustos e os Bustuenses.
Publicou em 2004 os seus “Lustros de Bustos”, epopeia em versos jocosos sobre gente da nossa terra. O Arsénio Mota chamou ao estilo “anedotário aldeão”. Não admira: Bustos está cheio de histórias chistosas, onde, a par da maior imaginação, imperam o humor e a graçola.
Recentemente, o Ulisses divulgou um opúsculo a que chamou “Crónicas de Bustos”, dedicado à “gente da nossa gente”.
O pequeno texto tem o propósito de lembrar o centenário do nascimento do nosso Hilário Costa, Amigo que quis evocar bem a tempo dos cem anos do seu nascimento (12 de Março de 1907).
Escreve o comendador Ulisses:
…nesta singela homenagem, reconheço a singularidade do seu carácter, a magoada saudade dos seus versos e, ao fazê-lo, tenho como desígnio evitar que a morte não seja «sem recurso» e a memória da sua passagem pela terra definitivamente amortalhada pelo esquecimento.
Acredito que uma das poucas obrigações dos vivos, no meu humano entender, é preservar a memória dos mortos, não apenas em epitáfios os quais apenas inscrevem o começo e o fim de uma vida, senão em transmitir o legado ou legados que distinguiram a sua vida de homem"
.
Tem toda a razão, porque Hilário Costa é um dos muitos esquecidos das chamadas autoridades locais, que preferem dar o nome de ruas a gente escancaradamente medíocre, sem história, sem estilo, sem engenho e, pior que tudo, sem obra ou arte que se veja ou tenha visto algures no passado de Bustos.
Convenhamos: a democracia também arrasta muita mediocridade, que isto dos votos tem muito que se lhe diga...
*
Termino lembrando um pequeno verso de Hilário Costa [1]:
Nunca me julguei ser grande.
- Sou da minha estatura.
Mas se hoje sou pequeno
- «Crescerei» na sepultura!

[1] Verso de “última hora” do seu livro “Árvore Genealógica da Família Costa”, publicado em 1988.
*
oscardebustos

JUNTA DE FREGUESIA ESQUECEU-SE DO PERÍODO DE NIDIFICAÇÃO DE AVES

24 de julho de 2006

FÓRUM 2006: BALANÇO

Não faltou honra nem beleza ao nosso último «Fórum de Bustos», este ano realizado a título excepcional no restaurante Pompeu dos Frangos, na Malaposta, justamente para evocar aquele bustuense inesquecível.
A organização pecou por escassez de divulgação, devo confessá-lo como culpa própria, por isso foram menos numerosos os inscritos em prazo útil, mas por fim tudo se compôs a contento geral. Estiveram 63 comensais nas mesas, esgotando a lotação máxima.
As senhoras aderiram desta vez de forma significativa e até se dispõem agora, graças à boa vontade da Dina, filha da Esmeralda e irmã do Belino, a organizar o «Fórum» em 2007! Mereceram por tudo isto abundantes aplausos.
É claro que a organização de tal iniciativa não é complicada. Dá apenas um pouco de trabalho e muita satisfação. Todavia, recolhendo a experiência das jornadas anteriores e tentando dar-lhe uma resposta, diria que valerá a pena contemplar os seguintes pontos:

Melhorar o mais possível a divulgação através de cartazes, notícias, convites directos;
Criar uma pequena ficha de inscrição no almoço a preencher e a assinar pelos futuros participantes (a guardar pela organização);
Pedir a quem preencher a ficha que indique o nome pelo qual deseja ser nomeado e reconhecido no «Fórum» (há alcunhas que valem mais que nomes);
Fornecer a cada inscrito um pequeno autocolante para exibir na camisa ou no casaco onde conste o seu nome bem legível;
Diligenciar para que se reforce cada vez mais a abordagem das questões mais gerais do desenvolvimento da nossa terra.

Com estas pequenas inovações, os nossos almoços de convívio e fraternidade comunitária avançarão inegavelmente em resultados e em real eficácia de modo a evidenciar o sentimento bairrista, a participação e a educação cívica dos Bustuenses.

Arsénio Mota

20 de julho de 2006

GAFOL - HOUVE POR BEM


OS LISOS (GAFOL) – EM BUSCA DE TERRENO PARA A ESCOLA

Em 1978, a mobilização popular arregaçava as mangas, enquanto as moscas marcavam pontos no tecto, na resolução de algumas carências locais.
Multiplicavam-se associações, criavam-se comissões, reanimavam-se clubes e os partidos animavam a disputa política. Nos cafés, as cadeiras atropelavam-se à volta das mesas cheias de copos de cerveja ou chávenas. No Piri-Piri, o jogo de xadrez, introduzido pelo Dr. Assis Rei, dava lugar aos prolongados e vivos bate-papos.
O presente e o futuro imediato fazia parte da ementa do que faltava na terra. A rua Augusto Costa continuava intransitável, apesar do povo da Póvoa já ter comparticipado com algum dinheiro. O alcatroamento não se fazia … e a justa indignação montava arraias...
Junto ao Rossio da Quinta Nova, a Rua Senhor dos Aflitos mais parecia a superfície lunar com as suas crateras. O graffiti “Avenida 25 de Abril” ainda hoje bem visível na parede da casa do Prof. Nelson Figueiredo espelhava o descontentamento pela apatia do poder local pelo absentismo no arranjo do seu pavimento.

Manuel Simões da Cruz (cacique do CDS/BUSTOS) abria acesa polémica com o PSD - o partido de maior implantação local – ao contestar a construção do cemitério novo.

A Junta de Freguesia[1] de Bustos reunia[2] extraordinariamente para “resolver e apreciar o programa do dezoito de Fevereiro”
...
Entretanto no Piri-Piri, durante a bica, a esquerda de raiz republicana seleccionava a fotografia com o torreão para cartaz do "18 de Fevereiro", que atravessou fronteiras e ainda hoje se mantém um ícone do genuíno Dia de Bustos, apesar da persistente decadência que tem acompanhado as celebrações desta efeméride.

Era o tempo em que a Junta de Freguesia contactava indistintamente os agricultores[3] que tivessem «máquinas com atrelado» basculante «para que oferecessem de boa vontade os seus serviços» para se poupar verbas com os fretes de saibro (ou areão) destinado ao conserto, dos caminhos e do recinto da feira…
Ainda não se vislumbrava o crepúsculo matinal da era do alcatrão.

A solicitação dos CTT-TLP, a Junta de Freguesia propusera um terreno situado a poente da Escola Primária do Corgo que não viria a ser instalado um novo serviço daquele serviço.

Apesar da «guerrilha» intrapartidária (CDS/PSD), a vontade colectiva sobrepujava o desejo do interesseiro. Comissões ad hoc apoiadas por compartes apresentavam petições à Junta de Freguesia a requerer alargamento ou abertura de caminhos. A ajuda popular e/ou de empresas completavam o esforço camarário e os caminhos nasciam.

Por exemplo, Manuel Moreira Ferreira e Manuel de Oliveira Sol constituem uma comissão a fim de solicitar abertura do caminho do bairro da Fonte da Barreira até à rua do Cabeço próximo da casa do primeiro peticionário. E para reforçar a petição, fizeram-se acompanhar de “uma lista de todos os inquilinos dos terrenos aonde diziam estar de acordo com a abertura do caminho. Estes trabalhos foram feitos grátis, mas tudo isto se deve às firmas Sotelha e Barrol”, que ofereceram o serviço de máquinas[4].”

Bem no centro de Bustos, meia dúzia de jovens com sangue na guelra animava a tertúlia da Barbearia SCHIK[5], instalada na casa da Sr.ª Amândia (viúva de Herculano Silva).
O Carlos Alves, já mestre tarimbado em múltiplas funções directivas, massagista, marcador de campo da UDB, membro da Comissão Pais e Encarregados de Educação e secretário da Junta de Freguesia, sentindo a carência de instalações da escola, lança para o ar a ideia de angariar fundos para a compra de um terreno destinado à construção de uma “Escola Nova”.

Clermando Caldeira[6], Filinto Augusto de Jesus Lourenço, Ilídio Rosário (o Lord)[7], Luís Jorge Ferreira Rei (Hoss), Luís Jorge Grangeia, Manuel Ferreira dos Santos (Manuel Caldeira), Manuel Marco, (designados por ordem alfabética) juntam-se a Carlos Alves e criam o GAFOL[8]. A responsabilidade da Tesouraria recaiu sobre os mais novos, Luís Jorge Grangeia, Manuel Marco (e ?)que abriram conta no Banco FONSECAS & BURNAY, agência de Vagos.

A área de terreno a adquirir deveria estar localizada no centro geográfico da Freguesia e fora da zona mais cara. Para a angariação de fundos propunham-se a desenvolver actividades de convívio e diversão. Realizaram um (?) baile no salão do 1º andar no Café Primor, no Sobreiro. Foi um sucesso. Entretanto o GAFOL viu cancelada a licença de organização destes eventos, por interposição do Bustos Sonoro-Cine, entidade possuidora de alvará. [apenas era concedida um alvará por freguesia).
Entretanto, o fim do ano estava próximo. ‘OS LISOS’ atiram-se à organização da passagem de ano com baile servido no salão do Duarte Nuno no Sobreiro. O sucesso foi de tal ordem que o proprietário daquele amplo espaço, aproveitando o registo de alguns terrenos do Sobreiro na área da Palhaça, consegue obter facilmente o alvará para a exploração de bailes.

Para além destes eventos, o grupo também angariou alguns fundos através da exploração de uma tasquinha de comes-e-bebes instalada no largo da festa [do São João? ou do São Lourenço?] e de uma quermesse[9]. ‘Chegámos a ir a Alcobaça pedir peças de louça', … 'mais tarde, oferecemos à comissão da Associação de Beneficência e Cultura de Bustos’ (ABC) o material que sobrou …” recorda Carlos Alves. E que não era assim tão pouco.

Os lucros eram depositados na conta bancária e a comissão ainda hoje terá ficha bancária …
Entretanto assola uma onda de emigração que atinge alguns elementos, Carlos Alves e Filinto Lourenço, para a Venezuela; Manuel Marco para a Austrália e Luís Jorge Grangeia ingressa na Universidade, e vai para Coimbra. Esta sangria provoca o adormecimento do GAFOL.
Da sua efémera actividade d'OS LISOS, há também a realçar o apoio [em dinheiro] para a construção do pavilhão gimnodesportivo do Colégio Frei Gil.

O GAFOL é um símbolo de uma época em que estava arreigado o espírito associativo e a dedicação ao serviço comunitário não estava à espreita da colheita de mordomias ou de quaisquer benesses.

Dos vários contactos havidos com os intérpretes da comissão angariadora dos fundos, ressaltou o o entusiasmo quando recordavam peripécias ocorridas no GAFOL. Por exemplo, Manuel Marco recorda as reuniões em casa de um ou de outro a programar as actividades do grupo e que no fim terminava com um copito de vinho…
A Luís Hoss, ao Filinto, ao Manuel Caldeira, ao Luís Jorge (Dr.), a Carlos Alves e a Manuel Marco um bem-haja pelas informações pesquisadas na memória e que tornaram possível alinhavar estes apontamentos.

Apesar da curta duração, o GAFOL tem um encontro com a história de Bustos.

sérgio micaelo ferreira
...........................
[1] 1ª Junta de Freguesia da 3ª República democraticamente eleita em 12.12.1976 por sufrágio universal e directo. Era inicialmente composta por Alberto de Oliveira Cruz (Presidente), Carlos Alberto Ferreira Alves e Alcino Caetano da Rosa

[2] Sessão de 13.02.1977.

[3] Entre várias ofertas constam (por ordem alfabética) Adélio Reis Pedreiras, Alberto Santos, Alcina Caetano da Rosa, António Mota, António Romão, Aristides da Rita, Asdrúbal Neto, Diamantino Caldeira, Fernando Figueira, Humberto Reis Pedreiras (O Chico), Ismael Nicho, José Manuel Domingues (Prof.), José Simões da Costa (Zé dos Moras), Manuel Oliveira, Manuel Pires, Necas Cipriano, Virgílio Luzio. A Sotelha e a Barrol também colaboraram com máquinas. (s.e.&o.)

[4] Acta da Junta de Freguesia, 04.12.1978

[5] A partir das lâminas SCHIK, Manuel Martins de Oliveira (carteiro) sugeriu a designação 'chic' a Carlos Alves.

[6],[7] Já falecido
[7] GAFOL – Grupo Angariador de Fundos ‘OS LISOS’.

[9] Informação confirmada por Carlos Alves, Luís Hoss e Manuel Marco.

O REI PASSEIA-SE NÚ?


O Circo do Futebol Mundial’2006 fechou para balanço. Durante mês a máquina publicitária trabalhou pra a bandeira dos trinta talentos. Não houve sítio, comentador, beco, claxon, político, telejornal, penitente ou cerveja, que não tivesse tatuado o imaginário com rotundas vitórias sobre qualquer adversário. Mas a euforia esfumou-se num atchimm!... A quarta posição alcançada soube a frustração, e foi visível para aqueles que já tinham posto as esporas para cavalgar sobre os dorso das vitórias da selecção de caravaggio.

A recepção à equipa talentosa no semi-cheio estádio do Jamor não teve aquele calor proporcional ao calor atmosférico … uma boa parte de portugal preparava-se para regressar à realidade esquecida durante um mês.

Entretanto o circo implodia quando sofreu o impacto da notícia do pedido de isenção do IRS `para o prémio de passagem da equipa das quinas às meias-finais.

Os ‘seleccionados’ do banco de leite, do banco alimentar, da cáritas, da conferência de S. Vicente de Paulo, dos sem-abrigo, dos meninos dos “bairros de lata”, ... ficaram abanados. O sonho da vã glória levou um balde de água fria pela espinha abaixo. [Os jogadores liderados por Figo, um senhor embaixador, não mereciam estar envolvidos nesta disputa ainda que tenha cariz legal, quase legal ou pretensamente legal, não deixa de ser iníqua à luz da exclusão/inclusão social.]

Mas o pacato portugal vem a sofrer novo abalo telúrico agora provocado pelo ministério da educação. Sem mais quê nem para quê, é ordenada a repetição dos exames de Física e Química do 12º ano e é acompanhada de uma benesse - os alunos mantêm o direito de se candidatarem na 1.ª fase ao ensino superior.
Que norma legal publicada antes da celebração dos exames sustenta a repetição destes exames e lhe confere a regalia do aluno se candidatar na primeira fase do acesso ao ensino superior?

Será arbitrariedade?
Ou pretende-se despoletar a contestação estudantil?
Ou o rei passeia-se nú?
ou ...
Sérgio Micaelo Ferreira

18 de julho de 2006

CEGADA'2007 - CARLOS ALVES REVOLTA

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Usas másc’ra, é bom usá-la,
Se a rasgares, fazes mal;
Terás tempo de rasgá-la,
Quando acabe o Carnaval.

António Aleixo, este livro que vos deixo …,
notícias editorial, vol. I, 15ª edição, 1999


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