13 de novembro de 2005

“JB” DIVULGA INFORMAÇÃO ERRADA

A informação divulgada pelo “Jornal da Bairrada” de que a apresentação do livro“Arsénio Mota 50 anos de escrita” se realiza no salão nobre da Associação de Cultura e Beneficência de Bustos é incorrecta.
A apresentação do livro decorrerá no salão restaurante da A.P.A.L.B, na Quinta da Queimada, como tem sido amplamente divulgado.

O lapso tem gerado alguma confusão mas já foi corrigido na edição digital do jornal. O mesmo deverá acontecer na próxima edição impressa.

BC

12 de novembro de 2005

U.D.BUSTOS - JORNADA DA SEMANA

... a cumprir ...


Apoia a União Desportiva de Bustos
*
200 jovens/benjamins dão alma ao presente e garantem o futuro
(srg)
*
http://www.afaveiro.pt/ endereço oficial da Associação de Futebol de Aveiro
ou aqui

11 de novembro de 2005

DIA DE SÃO MARTINHO - 11 NOVEMBRO - DIA DO MAGUSTO

 Posted by Picasa

ETNOGRAFIA x - MATANÇA DE PORCO

03.09.1893 - João de Oliveira Rei - 11.05.1986
Augusto da Silva Ferreira, diáspora de Bustos nos USA

1ª GUERRA MUNDIAL - 11 DE NOVEMBRO 1918 – DIA DE ARMISTÍCIO



COMBATENTES DE BUSTOS

Portugal entrou na 1ª Grande Guerra em dois tempos. A 14 de Agosto de 1914 decide organizar expedições para defesa de Angola e de Moçambique e em Março de 1917.

I
Em anterior referência à participação de “combatentes da 1ª freguesia de Bustos”[1] situei João Rei (do Cabeço) com tendo combatido em África. Com testemunho de “carte postale” escrito em 8-9-1917, Carlos Micaêlo esclarece que esteve em França, onde foi 1º cabo telegrafista. Devido aos conhecimentos técnicos adquiridos nesta especialidade, por várias vezes, “foi convidado a ir trabalhar para os Correios. O que sempre recusou”(Carlos Micaêlo). O ti João Rei, que assinava João d’Oliveira dos Reis, era pessoa de convicções republicanas. Em tempo de período eleitoral, é assediado para votar na lista situação que acita. Mais tarde, aparece um correligionário da oposição também a tentar conquistá-lo. João Rei, franco como era seu timbre, calmamente responde, ‘não posso votar nesta lista, porque já dei a minha palavra a …’. A Amizade entre estes dois interlocutores manteve-se inalterada.

II

BUSTOS E A MEMÓRIA DA 1ª GRANDE GUERRA

JACINTO DOS LOUROS ACOMPANHOU OS CORPOS DOS SOLDADOS DESCONHECIDOS

Em reunião[2] da Junta de Freguesia de Bustos foi deliberado “A JUNTA fazer-se representar pelo seu Presidente, o cidadão Jacinto Simões dos Louros no cortejo aos dois soldados desconhecidos, que deverá ter lugar no dia dez do corrente, de Leiria à Batalha” [3].

Em 6 de Abril de 1921, os corpos de dois Soldados Desconhecidos, mortos em combate, em África e na Flandres foram depositados no Mosteiro da Batalha aqui
III

OLIVEIRA DO BAIRRO - MONUMENTO AOS SOLDADOS MORTOS
ALMA POPULAR ABRE SUBSCRIÇÃO PÚBLICA

Da iniciativa do colectivo camarário presidido pelo Dr. Manuel dos Santos Pato aprovada em sessão de 06.06.1925 a iniciativa da construção do monumento de homenagem aos que tombaram na 1ª Grande Guerra.

O jornal Alma Popular abre subscrição pública para custear o obelisco. Este foi construído pelo mestre de estatuária, António Freitas, da Mamarrosa. A inauguração prevista para o 1º de Dezembro, aconteceu em 1 de Janeiro. (a)

Na face do fuste voltada a sul está registada a perenidade dos cidadãos do concelho que, em África ou em França, derramaram o sangue na defesa de Portugal.

A praça envolvente e o obelisco ainda hoje mantêm a dignidade que os antigos lhe conferiram. O jovem Núcleo da Liga dos Combatentes de Oliveira do Bairro, por certo, irá zelar pelo embelezamento de um marco da história concelhia do tempo da 1ª República.

[1] In Hilário Costa, Memórias de um bustoense, 1984, pg.35 Combatentes em França: "Manuel Simões Mota (Guerrilhas); Manuel António Martins (Zé Luís da Póvoa); Manuel António Ferreira (Frade); António de Oliveira Crespo; Álvaro de Oliveira Canão; Manuel Reis Pedreiras. Em África: Manuel Munes Pardal; Albino Nunes Pardal; Diamantino da Silva Tarrafo; António dos Santos Silvestre (Barroco)". Nota - Provavelmente a lista está incompleta.
[2] Acta de 03.04.1921

[3] Nesta sessão, o Dr Pato é reconhecido benemérito da freguesia: “Tendo o Cidadão Ex.mo Doutor Manoel dos Santos Pato, do lugar da Barreira de Bustos, espontânea e generosamente oferecido toda a areia precisa para a obra de ampliação do cemitério, a Junta, reconhecida por tão valioso auxílio, deliberou que na acta se consignasse um voto de agradecimento, considerando tão prestimoso Cidadão como um benemérito da freguesia; e que desta deliberação se desse conhecimento a S. Ex.ª”.
(a) Elementos recolhidos de Armor Pires Mota, Oliveira do Bairro - Alma e Memória, edição da Câmta Municipal de Oliveira do Bairro, 2002.
------------
Sérgio Micaelo Ferreira

10 de novembro de 2005

AGENDA DE BUSTOS - SÓBUSTOS EM ASSEMBLEIA


Em cumprimento do estatuído, esta Instituição vai reunir os sócios em Assembleia-Geral Ordinária.

Dia - 19 Novembro 2005 (sábado)
Hora - 19H00 (em caso de necessidade processual, já está emitida a 2ª

convocatória)
Local - SOBUSTOS (Sobreiro – Bustos)



Ordem de Trabalhos:

Ponto Um – Apreciação e votação do Plano de Actividades e Orçamento para o Ano 2006.
Ponto Dois – Autorização dos associados para venda de terreno.
Ponto Três – Outros assuntos de interesse.

Convocatória datada de 2 de Novembro de 2005 está assinada pelo Presidente da Assembleia Geral, Elísio Martins.

ANÚNCIO - MOSCATEL S. LOURENÇO. BUSTOS

Colaboração de Silas O Granjo
(extraído do jornal ALMA POPULAR, ...)

FIGURAS DAS ARTES E LETRAS NA BAIRRADA, em Livro

"Pretende este Livro valer Como obra de consulta e, nessa Medida, quer preencher uma lacuna existente na oferta Bibliográfica", Inicia o Autor em nota de esclarecimento "Ao Leitor".
Volume editado Pela Campo das Letras, 2001 Teve o Apoio das Câmaras Municipais de Águeda, Anadia, Cantanhede, Mealhada e Oliveira do Bairro - em suma, foi comparticipado pela Bairrada em peso.
Esta obra, necessariamente em permanente actualização, retira do sótão do esquecimento "os numerosíssimos Autores de relevo nacional ou meramente regional".
De consulta OBRIGATÓRIA.
Sérgio Micaelo Ferreira.

7 de novembro de 2005

DIA 19: HOMENAGEM A ARSÉNIO MOTA

No próximo dia 19, sábado, terá lugar a apresentação do livro que assinala os 50 anos de escrita de Arsénio Mota. Tal acontecerá na sequência de um almoço de “homenagem e confraternização” a realizar-se no restaurante da A.P.A.L.B, na Quinta da Queimada, em Bustos.

Carlos Braga e Sara Reis da Silva são os oradores convidados para dissertarem sobre Arsénio Mota e a sua obra, mas quem desejar falar pode aproveitar o ensejo já que o direito à palavra será extensivo a todos os presentes.

A animação estará a cargo do grupo Cantares de Bustos. Serão eles com a sua juventude e musicalidade os verdadeiros anfitriões do convívio, sendo de sublinhar que, numa significativa demonstração de bairrismo, o fazem gratuitamente.

Para participar (o almoço é democraticamente aberto a todos) basta que cada um se inscreva, pagando depois a respectiva refeição (15 Euros). Pode faze-lo directamente na A.P.A.L.B (telf: 234 754 640 – fax: 234 754 368), inscrevendo-se nas listas já disponíveis na sede da Junta de Freguesia, nos cafés Quim e Barrilito, no A.B.C, na barbearia do Carlos Alves ou através do nosso e-mail bustos@sapo.pt.

As inscrições encerram no dia 17.

TODOS POR UM…

Cinquenta anos depois da edição de “ O Canto Desconforme “Arsénio de Bustos vai sentar-se à mesa com a sua gente. Lá estarão os amigos e admiradores, lá estarão os representantes das associações culturais, desportivas e de beneficência, lá estarão os dirigentes das instituições políticas da nossa terra. Todos por um…lá estaremos.
Será o encontro de Bustos com Arsénio Mota ou, melhor dizendo, o encontro de Bustos consigo próprio. Nós e as nossas instituições!

A comissão promotora da iniciativa é integrada por:
(Por ordem alfabética)
Áurea Martins Simões – Associação Sóbustos;
Belino Costa – Notícias de Bustos;
Fernando Vieira – União Desportiva de Bustos;
João Martins Oliveira – Associação de Beneficência e Cultura;
Manuel da Conceição Pereira – Junta de Freguesia de Bustos;
Mário Belinquete – Associação Orfeão de Bustos;
Mário Reis Pedreiras – Assembleia de Freguesia.

AUTORES LITERÁRIOS LOCAIS - ANTÓNIO DOS SANTOS PATO

(Foto, Junho 1939)


António Almeida Ferreira dos Santos Pato, de seu nome completo, é talvez um dos autores literários locais que menos atenção tem obtido. Dever-se-á isso à escassez do seu espólio e à modéstia intrínseca do seu génio. Ainda assim, vale a pena conhecer mais de perto este conterrâneo desaparecido.


António dos Santos Pato nasceu a 16 de Setembro de 1919 e faleceu a 16 de Abril de 1989 com 70 anos de idade. Era filho do dr. Manuel dos Santos Pato, da Barreira, Bustos, e portanto irmão do eng. Manuel dos Santos Pato, o conhecido e estimado eng. Neo. Herdou, por sinal, a casa familiar nos últimos anos habitada pela sua viúva, D. Maria Máxima Calisto.


A produção literária que se conhece de António resume-se a 37 composições líricas que remontam, ao que nos consta, a um caderno manuscrito por ele oferecido, em 1942, à sua então namorada (irmã da mulher do dr. António Vicente), com pais em Portomar, Mira. Esse caderno foi (desajeitadamente) passado a limpo e composto em computador em 1995, por um neto do autor, que lhe deu título: «Poemas do Avô». Assim nos chegou às mãos.


São, portanto, versos muito sentimentais e românticos, com evidentes marcas da época e da intenção. Escritos nos anos ’40, parecem postos em álbum de juventude a folhear com melancolia e alguma ponta de emoção. Mas que, apesar de tudo, revelam o pulsar lírico e o gosto pela poesia daquele bustuense.


António dos Santos Pato cegou de uma vista em pequeno. Era de feitio calmo e calado. Estudou aplicadamente no Instituto Industrial do Porto mas desgostou-se com as notas que lhe atribuíam, suspeitando de motivos políticos derivados do seu pai (republicano e figura grada em Bustos, da oposição a Salazar) e desistiu do curso. Um emprego no Banco de Portugal, prometido e sempre adiado, manteve-o à espera até aos 25 anos de idade. Entretanto montou oficina de galvanoplastia em Aveiro, na zona da Nª Sª das Barrocas. O negócio correu-lhe mal, pois muitos clientes «ferravam-lhe o cão». Resolveu emigrar para o Brasil (onde ingressou na Volkswagen) com a mulher e uma filha de dois anos, que por lá morreu. Veio passar férias a Portugal e, devido aos seus conhecimentos em galvanoplastia, a Sachs de Malaposta contratou-o. Manteve-se ali vários anos, mas a sorte parece que nunca lhe sorriu. Reformou-se com 58 anos e morreu doente de cancro.


Nos anos ’40 publicou diversas poesias no jornal «Alma Popular» que o pai dirigia. Terão sido as únicas que deu à imprensa em vida. Compôs a letra da cantiga de apresentação da orquestra Aliança, na qual tocava bateria e cantava por volta de 1946.


As desventuras da sua existência espelham-se no que dele podemos ler postumamente. Canta, «sofrendo sempre», a saudade, o amor e o destino, ou seja, a tristeza e os desenganos que empanam o fulgor dos dias. Transcrevemos em amostra alguns dos seus versos. – Arsénio Mota

*

Sofrendo sempre

Quisera alegre ser uma hora, um dia!
Mas para mim a vida é um tormento
Porque não pode ter nunca alegria
Quem nela só encontra sofrimento!

Desconheço a ventura, a f’licidade,
Que o destino p’ra sempre me roubou!
A vida é p’ra mim uma tempestade,
Que ao nascer contra mim se revoltou!

Bem cedo conheci a desventura,
As lágrimas, as dores, os tormentos…
Logo ao nascer a Vida foi-me escura,
E nela apenas vejo sofrimentos.

É bem cruel e triste o fado humano,
A sorte que o Destino nos fadou!
De que nos serve a Vida, triste engano,
Se vem a morte e tudo nos levou?



Quadras soltas

Diz um ditado que a gente
Vê rostos, corações não:
- E eu quisera, francamente,
Pôr o meu na tua mão.

Eu passo toda a semana
Com o domingo na mente:
Se ao domingo te não vejo,
Seis dias fico doente.

Olha que nuvens tão lindas
Como antigas caravelas,
Quem me dera andar contigo
Numa barquinha daquelas!

Já me fiz velho dez anos
Desde a hora em que te vi:
Já tenho a vista cansada
De tanto olhar para ti.

Os dias à tua beira
São momentos de alegria,
De modo que a vida inteira,
Nos teus braços era um dia.

Nunca te pude dizer
O meu amor à vontade;
Pois, diga quanto disser,
Não digo nem a metade.

Uns olhos como os teus olhos,
Inda não pude encontrar.
Vistos de noite dão Sol,
Vistos ao Sol dão Luar.

Tudo o que ti procede
Me dá celeste prazer
Até gosto do desgosto
Que sinto por te não ver.