22 de junho de 2015

PERANTE O PROTESTO O PRESIDENTE DELEGA E ENCOLHE –SE. A VEREADORA CALA-SE



No passado dia 19 de Junho realizou-se a Assembleia Municipal de Oliveira do Bairro e não há memória recente de uma sessão tão concorrida e participada. Presentes na sala muitos bustuenses que ali se apresentaram para defenderem a instalação da Biblioteca de Bustos/Polo de Leitura no antigo edifício da escola primária.

Coube a Alberto Zenha Martins entregar um abaixo assinado com 535 assinaturas, manifestação bem clara da vontade popular. Usaram depois da palavra, em nome dos bustuenses, Paulo Figueiredo, Óscar Aires dos Santos, Elsa Vilar, Miriam Ferreira, Irene Micaelo, Narciso Paiva Cardoso e Manuel António Romão.

Foi um enumerar de razões e explicações a que senhor presidente da Câmara, Mário João Oliveira, prometeu responder. Pronunciaram-se também os deputados dos vários grupos parlamentares todos concordando com a posição dos bustuenses, à exceção de Susana Nunes (PSD) que depois de muito falar concluiu que lhe cumpria obedecer, pelo que apoiava a decisão camarária.
O chefe da bancada da maioria, João Paulo Sol, aproveitou para atacar Duarte Novo, presidente da União de Freguesias, porque este se atreveu a defender as populações que o elegeram. Chamou à denúncia de Duarte Novo, "propaganda". Fraco argumento para contestar tão sérias e objetivas questões levantadas pelo autarca da União de Freguesias. Vale a pena citar as palavras que tanto irritaram a edilidade. Disse Duarte Novo ao Jornal da Bairrada: 
“Pelo que me consta temos duas candidaturas para a construção de dois centros de saúde com as mesmas verbas atribuídas, um para a União de Freguesias e outro para a freguesia da Palhaça. A ser assim significa que duas das três extintas freguesias da União deixarão de ter posto médico.
Não consigo compreender como é que um posto médico para servir 2500 habitantes custa o mesmo do que outro que terá de servir pelo menos 6500.”

O presidente da assembleia Municipal, Manuel Nunes, também ele subscritor do abaixo assinado, usou da palavra para apelar ao diálogo alertando para os perigos de um crescente descontentamento.

Quando chegou ao momento de a todos responder Mário João Oliveira, o presidente da edilidade, foi igual a si próprio e não respondeu a ninguém. Ignorou questões e argumentos, passou ao lado das suas próprias motivações e, demitindo-se da função de liderança para que foi eleito, comunicou que tinha delegado o assunto nas mãos da vereadora Elsa Pires. Afirmou que gosta de delegar e calou-se. Assim confrontada Elsa Pires aproveitou para engolir em seco e foi incapaz de dizer palavra.

Nunca antes se tinha assistido a uma tão degradante manifestação de incompetência politica e incapacidade para liderar.


NB

Esta decisão não defende o interesse da população - Miriam Zulay, na Assembleia Municipal

Nas últimas semanas tivemos conhecimento através da comunicação social da decisão assumida pelo Executivo da Câmara Municipal, de transferir a Antiga Biblioteca Fixa Nº 26 da Fundação Calouste Gulbenkian, para o novo pólo escolar.

Não compreendemos e repudiamos esta decisão.

A antiga Biblioteca Fixa Nº 26 da Fundação Calouste Gulbenkian foi inaugurada em 1961, por iniciativa dos Bustoenses. Foi a primeira Biblioteca Fixa, do Concelho de Oliveira do Bairro. Consideramos que qualquer decisão relacionada com um serviço que foi promovido por iniciativa dos Bustoenses, deve ser tomada com o seu  consenso

Ouvir uma entidade, ignorar a opinião das outras duas e impor uma decisão, não é o caminho certo.

Esta decisão, não defende o interesse da população.

Numa Democracia, o poder está na mão do povo e quem o representa não pode ignorar a sua vontade. O Executivo da Câmara Municipal não pode ignorar a vontade de mais de 5 centenas de pessoas que subscreveram o abaixo-assinado, a solicitar a requalificação da Antiga Escola Básica de Bustos e a transferência da antiga Biblioteca, para este espaço.

Os serviços da antiga Biblioteca são prestados à população há alguns anos, com má qualidade. O espaço actual e os seus equipamentos, estão degradados. O horário de funcionamento, foi reduzido. O número de utilizadores diminuiu e a Câmara Municipal nada fez, para alterar esta tendência.

Mas nós os Bustoenses merecemos mesmo melhores condições, para a nossa antiga Biblioteca. Melhores condições num local que, pela sua centralidade e sinergias que se podem desenvolver no espaço envolvente, promovam o aumento do número de utilizadores e não melhores condições num espaço que limite e perturbe os seus utilizadores ou que ponha em causa a segurança de toda a comunidade escolar.

Repudiamos a decisão do Executivo Municipal, não a aceitamos e solicitamos a requalificação da antiga escola e a transferência da antiga Biblioteca para este espaço.

PS OLIVEIRA DO BAIRRO - INTERVENÇÃO NO PERÍODO ANTES DA ORDEM DO DIA. COMO VAI A ADMINISTRAÇÃO CONCELHIA

Período antes da ordem do dia  

INTERVENÇÃO de Armando Humberto Pinto (PS)
 Ex.mo Sr. Presidente da Assembleia Municipal,
Ex.mo Sr. Presidente da Câmara,
Ex.mo Srs. Presidentes de Junta,
Ex.mos Colegas desta Assembleia,
Ex.mos Srs. Vereadores,
Ex.mos Colaboradores da Câmara Municipal,
Ex.mo Público,
Ex.ma Imprensa,
Minhas Senhoras e Meus Senhores,


Começo por referir um conjunto de iniciativas da Comissão Permanente, que ocorreram no período que mediou desde a Assembleia Municipal de Abril e esta de Junho, e que me parecem de todo relevantes, nomeadamente a reunião com as Associações da Freguesia de Oiã, no dia 8 de Maio, onde estiverem presentes a Associação Desportiva de Oiã, o Centro Social de Oiã, a Solsil, a União Desportiva Cultural e Recreativa do Silveiro, a AMPER, o ABC dos Carris, o Grupo Coral de Oiã, a Associação de Jovens Oianense, a Comissão de Melhoramentos de Oiã, a Associação Carnaval de Oiã, várias associações de país, da Escola EB23 Dr. Fernando Peixinho, do pré-escolar, do primeiro ciclo, num total de 12 associações o que é muito significativo, e no dia 3 de Junho, a reunião com a Comissão Administrativa do Oliveira do Bairro Sport Club, um Clube a quem eu aproveito para felicitar, porque mesmo com todos os obstáculos que lhe foram colocados conseguiu manter a sua equipa sénior no principal escalão da Associação de Futebol de Aveiro. Foram reuniões muito importantes e onde várias coisas ficaram claras:
A primeira foi a identificação das associações com os problemas das pessoas. As associações dão uma resposta de proximidade que muitas vezes o estado não consegue dar, substituindo-se a ele em muitos casos, e fazendo-o com muito menos dinheiro. E merecem por isso ser olhadas como um parceiro e serem tratadas com a dignidade e o respeito próprio de quem serve o Concelho.
A questão já tantas vezes aquilo falada, da arbitrariedade na data das atribuições dos subsídios, tem que ser urgentemente revista. Não é aceitável que a Câmara continue a colocar como data de pagamento dos subsídios às associações “quando houver disponibilidade financeira”.
Porque isto por um lado não permite às associações fazerem o seu planeamento, não lhes permitem cumprirem atempadamente com as suas obrigações, não lhes permite serem rigorosas, não lhes permite no fundo darem uma resposta com a qualidade que seria desejável, e que o Concelho precisa. E permite todo o tipo de arbitrariedades ao Executivo Municipal, os nossos dirigentes associativos são homens e mulheres que andam de cabeça erguida e o tempo do beija-mão já lá vai (ou pelo menos deveria ter acabado há muito tempo).
Mas não é só este o problema, há ainda a total incapacidade de estabelecer linhas de orientação, de liderar, de perceber aquilo que o Concelho precisa e de agregar as associações em torno de objetivos comuns, enfim, de unir o movimento Associativo.
O que há é uma política, de divisão, de dividir para reinar, como se o que fosse importante fosse que a associação A fosse melhor que a B, em vez de perceber que o que é importante é que em conjunto consigamos dar as respostas que o Concelho precisa e merece.
 E depois há a falta de critérios, há todo o tipo de clientelismo que se tem vindo a instalar que reduziu a discussão politica a uma mera formalidade. A começar por esta Assembleia, que também se quer reduzir a uma mera formalidade, mas hoje as pessoas, as pessoas de Bustos, mostraram ao virem aqui, ao trazerem aqui o seu problema, que esta Assembleia é o órgão por excelência que representa as pessoas, e que por isso também mereceria outro tipo de tratamento por parte do Senhor Presidente da Câmara. Questionei na última Assembleia o Senhor Presidente da Câmara sobre quais os investimentos que o município estava a tentar incluir no novo quadro de apoios comunitário, não houve resposta, como de resto tem sido a regra em tudo aquilo que verdadeiramente é importante, esta semana ficamos a saber pelo jornal que desses investimentos fazem parte uma nova extensões de Saúde para a freguesia da Palhaça e outra para a União de freguesias, e o consequente encerramento das unidades de saúde existente na Palhaça, Troviscal, Mamarrosa e Bustos. 
E isto não é importante discutir aqui nesta Assembleia? Não é importante discutirmos que aquilo que as pessoas do Troviscal, da Mamarrosa, de Bustos mais temiam com a união, que era o encerramento de serviços públicos, está a acontecer de forma acelerada e promovido pelo próprio município? Não faria mais sentido colocar um centro de saúde a servir por exemplo a freguesia de Bustos e Palhaça e outro o Troviscal e Mamarrosa, partindo do princípio que será mais racional concentrar em dois centros de saúde novos aquilo que até aqui tem vindo a ser oferecido por quatro unidades.
Porque é que um [Centro de Saúde] tem que servir 2500 pessoas e outro 6500?
É necessário mapearmos tudo nas freguesias? É necessário promover continuamente este divisionismo? Nunca o Concelho esteve tão desunido como hoje, em que somos apenas 4 freguesias cada uma a olhar para o seu umbigo. E isto porque falta liderança a todos os níveis, promove-se continuamente e a todos os níveis o beija-mão, o acordo pequenino em detrimento da procura frontal das melhores soluções para o nosso Concelho.
Porque essas nem sequer são alvo de discussão, saem apenas da cabeça de um homem (ou de dois se quiserem). Falta liderança no movimento associativo, falta liderança junto das freguesias, falta perceber que juntos somos muito mais fortes que a soma das partes.
Mas como se tudo isto não bastasse temos ainda a teimosia institucional. 
E é nesta classe que eu enquadro a questão aqui hoje trazida da biblioteca de Bustos.
Não foi apresentada nenhuma razão racional para que a biblioteca não possa ficar no Centro de Bustos, num espaço próprio, que de resto já existe, e tenha que ser deslocado para o Pólo Escolar, no Sobreiro, com a natural tendência para que em breve se transformar na biblioteca do referido polo. A questão em si é tão evidente, que naturalmente, a força das pessoas, aliada a força da razão, irá naturalmente impor-se, e estou profundamente convencido, a biblioteca irá, como não poderá deixar de ser para a antiga escola primária. E permanecerá no centro de Bustos. Simplesmente, porque esta é a solução que faz mais sentido, é a solução mais racional, ou então, Senhor Presidente da Câmara, dê-se ao trabalho dê-nos explicar a todos porque é que não é? Só uma última nota, as pessoas as pessoas de Bustos trouxeram aqui hoje um primeiro projeto para o orçamento participativo do Concelho, e logo com mais de 500 subscritores (!) o que é obra. O orçamento participativo que formalmente ainda não existe, mas que deve mesmo que informalmente começar com este projeto de instalação da biblioteca de Bustos na antiga escola primária, e depois deve passar a existir formalmente, porque já é tempo.
Tenho dito,

Armando Humberto

A BIBLIOTECA DE BUSTOS DO ABANDONO AO GHETTO. uma vitória do presidente da câmara de Oliveira do Bairro.

Os sinais exteriores do abandono da Biblioteca rejeitada por ser de Bustos, não são de agora.
Nascida (ou anunciada) em dia histórico de 18 de Fevereiro, nunca na sua vida a Biblioteca foi digna de receber parabéns ou de receber a visita da tutela, que não raras vezes adornava o cortejo evocativo da Alma de Bustos Republicano.

Para ajudar a compreender, basta comparar a publicidade dos Pólos de Leitura do sítio da Câmara Municipal. … aqui.   
E agora, que surge a oportunidade de manter a dignidade do edifício e conservar o carinho pela Escola masculina do Corgo (urge manter e realçar a toponímia antiga), esperava-se que o desenraizado poder camarário respeitasse o futuro de Bustos, instalando aí a herdeira da primeira Biblioteca Fixa (n.º 26) da Fundação Calouste Gulbenkian.
O Presidente da Câmara ao assinar a guia de marcha para um ghetto, criou uma casa mortuária para a Biblioteca Pública. Mesmo que sua excelência gaste uma verba avultada na promoção e vitalidade da nova casa, o futuro dessa antiga Biblioteca será transformada numa Biblioteca Escolar (que qualquer escola tem direito a tê-la e ser dinamizada pela biblioteca municipal).  
Apelo às forças moderadas do colégio da Câmara que proponham e aprovem a inventariação da Biblioteca agora feita prisioneira de um apetite governativo e que o espólio seja conservado até que chegue o dia da ressurreição.
Infelizmente não irá para o espaço que agora merecia ir, por direito histórico.


Nota 1):  A Biblioteca de Bustos está aberta a meio tempo. Presumo que a Vereadora da cultura, que por acaso é de Bustos, deve ter apresentado várias propostas no sentido de  manter aberto este Serviço
.  
Nota 2) Em agosto a Biblioteca deveria estar aberta para atender à procura local e da emigração ou visitantes. Mas isso será deveras complicado de entender. 
sérgio micaelo ferreira

19 de junho de 2015

HOJE, NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL, BUSTOS DEFENDE A BIBLIOTECA


Será hoje, sexta feira, pelas 20 horas, que os bustuenses irão apresentar à Assembleia Municipal o abaixo-assinado que contesta a passagem da Biblioteca/Polo de Leitura para as instalações da Polo Escolar (Escola Básica), no Sobreiro. Apela-se à presença de todos e quem o desejar poderá usar da palavra no período antes da ordem do dia.
Este será, sem dúvida, um momento relevante da vida política do nosso concelho e um verdadeiro teste à qualidade da democracia local. Não há uma verdadeira democracia sem diálogo, sem negociação e sem concertação de posições. Um presidente da Câmara que impõe a sua vontade com o argumento de que foi eleito não é um bom gestor político, nem sequer é um democrata, tal qual o entendemos nesta Europa ocidental.
Infelizmente, e para mal do nosso futuro, Mário João Oliveira, provavelmente por insegurança e falta de pensamento político, prefere assumir-se como um “pequeno ditador” sempre comprometido com o aparelho e o partido, ignorando sem pudor a vontade popular. Deixou isso bem claro no decorrer do processo da reforma administrativa das freguesias. E deverá repetir a dose, ainda que desta vez tenha contra si o PSD de Bustos. Mas no que diz respeita ao partido Mário João Oliveira sabe que lhe basta ter “controlado” o chefe concelhio, o vereador António Augusto Marque Mota. Este que, entre outras benesses, acabou de ver a Câmara Municipal investir 2 milhões de euros na nova feira da Palhaça só tem motivos para estar satisfeito e não se incomodar com os problemas de Bustos.

Mário  João Oliveira e António Mota. O mesmo gosto quanto a gravatas...

A vereadora da cultura, Elsa Pires, deverá continuar calada como cumpre a quem chegou ao cargo sem qualquer experiência, conhecimento ou curriculum elementar. É coerente, até porque faz parte do “job” obedecer.
E a oposição?! Ora aí está algo que não encontro na vida política concelhia. Por onde anda o CDS/PP, como é que o PS se manifesta? Procuro, procuro e não encontro. Parece que as funções da oposição começam e acabam com as Assembleias Municipais.
Até posso compreender que o PS só exista no nosso concelho por osmose com o todo nacional. De outra forma, sem uma real organização, militância e intervenção local já estaria extinto. Mas o que dizer da ausência do CDS, o segundo partido, o partido da alternância concelhia? Sem uma verdadeira liderança concelhia, sem coordenação, sem estratégia, sem tomadas de posição, o CDS não se comporta como um partido vivo, dinâmico e próximo das populações. É um zombie que só ganha vida em tempo de votos.

Neste ano de 2015 é com tristeza que declaro:
- A democracia concelhia não é um pântano porque se transformou num deserto. A Mário João Oliveira devemos a glória de ter transformado a presidência num eucalipto. Tudo seca em seu redor.


Belino Costa

16 de junho de 2015

ABAIXO ASSINADO PELA BIBLIOTECA



Centenas de pessoas já subscreveram um abaixo-assinado insurgindo-se contra a transferência do Polo de Leitura de Bustos, que funciona no Palacete, para o Polo Escolar, recentemente construído, no Sobreiro. Em menos de 48h, foram recolhidas mais de duas centenas e meia de assinaturas. Os autores esperam que a população de Bustos adira, massivamente, como forma de suspender a decisão do executivo camarário. Nomes ligados ao PSD concelhio, como Manuel Nunes (presidente da Assembleia Municipal) e Álvaro Ferreira (presidente da JSD) já assinaram o documento. Mas esta “luta” da população de Bustos é transversal a toda a sociedade. Óscar Aires dos Santos e Fernando Luzio são outros “ilustres” que também assinaram o abaixo-assinado, que será entregue antes do dia 19 de junho, data da realização da próxima Assembleia Municipal.
Alberto Zenha Martins, presidente do Núcleo do PSD de Bustos, promotor do abaixo-assinado, disse tratar-se de um ato de cidadania que é transversal a toda a população de Bustos, onde todas as assinaturas têm o mesmo valor.
Segurança. No abaixo-assinado, os subscritores repudiam a decisão assumida pelo executivo da Câmara Municipal, de transferir a antiga Biblioteca fixa n.º26 da Fundação Calouste Gulbenkian, a primeira do concelho, inaugurada no ano de 1961, para o novo Polo Escolar, no Sobreiro, considerando que “é um espaço que só deve ser utilizado pela comunidade educativa, por motivos de segurança; uma Biblioteca/Polo de Leitura e uma Biblioteca Escolar têm valências diferentes. Devem fazer partilha de recursos, mas não funcionar no mesmo espaço; o local adequado para instalar a antiga Biblioteca, atendendo à centralidade e às diversas sinergias que poderão ser desenvolvidas no espaço envolvente, é a antiga Escola Básica”.
Na justificação para este abaixo-assinado, argumenta-se ainda que “o Polo de Leitura da Palhaça funciona num imóvel com as mesmas características e a existência, ou não, de pareceres técnicos, não impediu que para lá fosse transferido ou lá se mantenha”. Daí que os subscritores solicitem que “o executivo da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro requalifique a antiga Escola Básica de Bustos e transfira para lá a antiga Biblioteca fixa N.º 26, da Fundação Calouste Gulbenkian, inaugurada no ano de 1961, por iniciativa dos bustoenses”.
Recorde-se que, na semana passada, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, Mário João Oliveira, incitado pelo JB a explicar o que levou a esta mudança, remeteu-nos para uma posição coletiva dos vereadores, subscrita em nome do executivo, justificando que “a decisão de transferência foi tomada face aos problemas estruturais e de acessibilidade para todos os cidadãos que o atual espaço apresenta”. “Os bustoenses merecem melhores condições para o seu Polo de Leitura e foi precisamente por essa razão que procurámos um novo espaço que tivesse todas as condições necessárias para essa função, com a dignidade que um equipamento deste género exige”, esclarece o executivo.
Tudo na mesma. Esta semana, Mário João Oliveira, confrontado com o descontentamento e com o elevado número de assinaturas já recolhidas, já fez saber que não tem nada a acrescentar em relação ao que foi dito na semana passada.

Jornal da Bairrada

11 de junho de 2015

BIBLIOTECA DE BUSTOS - Ausência de publicidade oficial dos seus serviços.

Os horários de funcionamento dos Pólos de Leitura de Bustos e da Mamarrosa não estão atualizados... mas não deve ter havido qualquer reclamação.
Amplia, clicando sobre a imagem e dá para comparar a discriminação da câmara municipal em relação à publicidade da oferta de serviço nos dois pólos.

Bustos - Pólo de Leitura - Sem oferta de serviços
.....
Mamarrosa - Pólo de Leitura - com oferta de serviços.
Assim vai a administração concelhia.

Bustos é colónia de Oliveira do Bairro. E colónia maltratada?
.................
Pólo de Leitura de Bustos
Pólo de Leitura da Mamarrosa



BIBLIOTECA DE BUSTOS - MAL AMADA


                                                                     Bustos está desmemoriado ou terá estatuto de colónia de Oliveira do Bairro

Noticias de Bustos, 28Maio.2005 aqui

 - 

*

 

Para que os gritos de alarme subissem ao poder municipal, Belino Costa, em 15 Fev.2005, editava o post «Pobre Biblioteca(e que se recomenda sua leitura). Só que os ouvidos estavam (estão) suficientemente encerados.

É de supor que a “situação de pré-abandono” encontrada por BC já faria parte dos objetivos cujo fim seria extinção pura e simples da Biblioteca.
Para impedir o prolongamento da degradação, BC da sua janela aponta alguns caminhos para atingir a revitalização da Biblioteca, concluindo o post:
“Não basta ter uma funcionária, um horário de abertura e  livros espalhados por várias estantes para se ter uma Biblioteca. Seria preciso um programa de dinamização da leitura, um projecto, um acervo actualizado, instalações adequadas e uma direcção visando atingir públicos específicos, sensibilizando a comunidade em geral. Seria preciso enquadrar o pólo de leitura de Bustos numa política de promoção da cultura e do livro a nível concelhio o que, manifestamente, não existe.” (BC).

A Câmara Municipal, digo o Sr. Presidente, (a coberto da coacção do voto partidário?) impõe a transferência da Biblioteca de Bustos para um sítio escondido onde pode albergar os tarecos.

Por mais festas que se produzam nessa tal ‘Bibliot­­­eca’, ela não deixará de ser uma Biblioteca Escolar – (o Pólo Escolar de Bustos tem direito a tê-la).

Pode cair o pano. Mas não termina a tragédia. Em próximas eleições autárquicas quantos programas irão inscrever um novo local para a implantação da agora ‘sequestrada’ Biblioteca de Bustos?

 



8 de junho de 2015

A FEIRA REPUBLICANA, O PRESIDENTE E O BURRO


Na passada sexta feira à noite fui à Feira Republicana. Precisava de ver com os meus próprios olhos. Mas algo de inexplicável aconteceu mal entrei no recinto onde fui recebido por uma simpática rapariga que vendia regueifas. 

Espreito à direita e que vejo eu, um Rolls Royce de 1920. O carro exibia lateralmente a bandeira inglesa e logo me pareceu, mera suposição, de que se tratava de uma subtil referência ao Ultimato Inglês, afinal a Feira anunciava-se como uma “reconstituição histórica.”

Alguns passos em frente e deparo com um burro preso a uma árvore. Talvez por ter a inexplicável sensação de ter entrado no mundo da fábula senti que o burro de orelhas esticadas e olhar sofredor queria falar comigo, desabafar. Há depoimentos que um  repórter não pode ignorar pelo que encarei o animal com o respeito que me deve qualquer burro que se assuma e perguntei:
- O que fazes aqui ó Burro, tão só, com a corda que te prende tão enrolada que pareces vítima de tortura?
O animal sem esconder o cansaço respondeu:
- Sou burro e exibem-me nestas feiras medievais para que o povo ande por ai descansadamente a gastar dinheiro. Afinal o burro sou eu.
- Lá isso és, não te resta alternativa mas ao contrário do que dizes esta não é uma feira Medieval, é uma Feira Republicana.

- Ai é’! Dizes isso porque acabas de chegar. Então não vês ali o Mustafá e o primo do Tutankamon a vender malas, sacos, carteiras  e bugigangas, não vês as tasquinhas e os jogos para crianças… 
- Sim, mas esta é uma Feira Republicana.
- Ah! Mudaram-lhe o nome, pois compreendo, a Feira Medieval já não chamava ninguém…
- Estás a sugerir que isto não passa de uma aldrabice?
- Não, estou a dizer que isto que isto é um faz de conta, tão usual na política. Quando uma ideia se esgota e não há ideias novas o que é que se faz?
- Dá-se  um novo nome à ideia antiga.
- Isso mesmo, os senhores do marketing chamam-lhe Rebranding.
- Para burro estás bem informado.
- Já sou burro há muitos anos.
- Então e o que é que há para ver nesta noite de abertura? 
- Há uns atores a entreter as crianças e outros dois, já muito bêbados, andam por ai à procura de umas primas. A única animação é feita por um trio de bombos e gaita de foles. Tirando os petiscos o grande espetáculo da noite são os políticos que, mais emproados do que a rainha da Inglaterra montaram mesa no meio do recinto. Vestidos a preceito, envergam fitas verde rubras  sobre o peito e estão ali a comer a beber. A festa é um palco e eles representam…
- Representam?
- Sim, desde a cerimónia de abertura que fingem ser atores e terem muita importância. São como aqueles rapazinhos que aproveitam o carnaval para se vestirem de mulheres.
- Essa é dura. Então não percebes que os vários presidentes que estão naquela mesa são a elite local, o núcleo duro da nossa democracia.



- Elite local? – exclamou o burro com indignação. – A elite local são os homens e as mulheres que trabalham em cada uma dessas barraquinhas. Eles são apenas atores políticos, maus atores, até porque a grande maioria acha que a democracia é um aborrecimento.
- Exageras.
- Sim, chama-me burro! Sabes porque é que a mesa dos políticos está no centro do recinto e não tem qualquer cobertura.
- Não faço ideia.
- Porque num recinto fechado não havia espaço para egos tão inchados, para tanta vaidade junta…
- Pelo menos dão-se bem e respeitam-se…
Ao ouvir estas palavras o burro arrastou as patas traseiras, revirou por duas vezes o focinho lançou um zurro desesperado e gritou:
- Estás enganado, eles odeiam-se. O do topo da mesa, tirando os serviçais que lhe obedecem, não suporta aquela gente. Não suporta o que está na outra ponta da mesa, mas esse está longe, não incomoda muito. O pior é ter à direita aquele a quem não gosta de dirigir palavra… Estão ali reunidos os ingredientes para uma boa peça de teatro…
- Chega, estou farto de má língua. Adeus!








Segui caminho e depois de ter dado três voltas ao recinto da feira não pude deixar de pensar nas palavras do jumento. Vi partir os políticos, alguns de saquinho na mão e fiquei à espera das 23 horas para ver os anunciados Malabares de Fogo. É então que reparo que há um frenesim a percorrer as mesas das tasquinhas, pois corre um abaixo-assinado em defesa da instalação da Biblioteca na antiga escola primária. Assino. Como já são 23h30, está frio e não há sinais de fogo abandono o recinto. O Rolls Royce já tinha regressado à garagem, mas o burro continuava preso à árvore. Não pude deixar de lhe ir apresentar as minhas despedidas. Mal me viu logo perguntou: 
- Então o que me dizes da feira Republicana?
- Mais me parece uma farsa!
- Para mim, aqui enrolado a este plátano, é mais uma tragédia.
- Compreendo-te e até te dou razão. Isto não é uma feira, nem tem nada a ver com a economia, o comércio ou a vida das populações. Isto é uma mera ação propagandística…
- E para a propaganda nunca falta dinheiro ao Mário João.
- Cala-te asno. Não corras o risco de ficar sem o fardo de palha!


Belino Costa




7 de junho de 2015

Biblioteca de Bustos - ao sabor dos ventos nefastos da «côrte» do executivo camarário


Em 1983 a Câmara Municipal preocupava-se em activar o funcionamento da Biblioteca 
A Biblioteca esteve instalada no piso superior à Radiolândia de Manuel dos Rádios, que deu o lugar ao Café Tik-Tak de Fernando Luzio 

Entretanto o Troviscal é dotado de edifício próprio para o seu Pólo Escolar.
É a ocasião de fazer um auto de fé destinado a riscar o termo «coerência».
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sérgio micaelo ferreira