29 de maio de 2008
28 de maio de 2008
José Craveirinha [28 de Maio.1922 - 06 de Fevereiro.2003]
Grande parte da sua poesia ainda se mantém dispersa na imprensa, não tendo sido incluída nos livros que publicou em ida. Outra parte permanece inédita e faz parte do seu volumoso espólio.José Craveirinha nasceu e morreu poeta, tendo oferecido à língua portuguesa durante os seus 80 anos de vida um estilo literário sem precedentes."
Grito Negro
Eu sou carvão!
E tu arrancas-me brutalmente do chão
e fazes-me tua mina, patrão.
Eu sou carvão!
E tu acendes-me, patrão,
para te servir eternamente como força motriz
mas eternamente não, patrão.
Eu sou carvão
e tenho que arder sim;
queimar tudo com a força da minha combustão.
Eu sou carvão;
tenho que arder na exploração
arder até às cinzas da maldição
arder vivo como alcatrão, meu irmão,
até não ser mais a tua mina, patrão.
Eu sou carvão.
Tenho que arder
Queimar tudo com o fogo da minha combustão.
Sim!
créditos de
"CHÉ MACANUDO, VÓS ESTAIS VIVO!"
UM CASO DE EMIGRAÇÃO
Neste rectângulo enclausurado entre o Atlântico e Espanha, a emigração tem sido sonho, anseio de vida melhor, modo de saciar a necessidade de aventura e uma maneira de conhecer novos espaços e gentes.
As motivações para deixar o torrão natal têm variado ao longo do tempo, mas a emigração alargou os horizontes e foi uma escola de vida para milhares de portugueses.
Ora, para António Bolo, bustoense de larga nomeada, o desejo de aventura nasceu cedo e a esse desejo tudo sacrificou e muitos sacrifícios passou para cumprir o seu destino.
Da escola nem queria ouvir falar e, não raras vezes, a trocava pela prática da natação na "bala do Sardo". Quem por lá passava não deixava de o repreender, mas este logo ripostava: "Más vále sabêre nâdáre que sabê lêre. Pôque se caira à máre se agarra à salguêra!"
Jovem adulto, parte com Pedro Crespo para a Argentina, destino pouco frequente dos nossos conterrâneos. Lá conseguiram facilmente emprego. Enquanto Pedro Crespo, que aprendera o ofício de Ferreiro com o velho Aires da Azurveira, se emprega nas oficinas da "Ferro Carril da Argentina, o António Bolo arranjou trabalho em "Las Pampas" e, mais tarde, dedicou-se ao comércio ambulante.
Embora separados, os dois aventureiros, passavam juntos o fim-de-semana para matar saudades e falar da terra e dos amigos que tinham deixado, tomar um copo e a banquetear-se com a divina parrilha argentina que se vendia pelas ruas da Buenos Aires.
Contudo, os ares argentinos foram contaminados por grave endemia febril, que prostrou o António no hospital.
Quando disso soube, o Pedro passou a visitar o amigo todos os dias à noite. Mas, certo dia, levado por um estranho pressentimento, foi visitar o amigo. Contudo, nem o pressentimento o preparou para a surpresa que o aguardava.
A emigração também é conhecida pela sua fertilidade em episódios rocambolescos, um deles protagonizado por António Bolo.
Na noite anterior, o António, debilitado pela febre, tresloucou quando a "irmã de caridade", lhe quis dar um "caldito". Delirante, supôs que aquela lhe queria dar o "caldo da meia-noite". Sem delongas, pontapeia a malga do fervente líquido que se derrama sobre o peito da "alma caritativa" e, sem papas na língua, exaspera-a com quantos filha sabe- se lá de quem... conhecia e, cai num profundo desmaio.
As pessoas que ocorreram aos gritos da escaldada "irmã" tiraram-no, sem contemplações, para a morgue para acabar com a pouca vida que lhe restava.
Todavia, a fria laje, para onde o arremessaram, teve o condão de lhe baixar a febre e acordar o "galo" que ganhara quando foi despejado na morgue, depois da sua proeza.
Na manhã seguinte, Pedro Crespo, é informado que o amigo falecera durante a noite. Consternado, pede para o ver. Chegado à morgue, para prestar a última homenagem, quase desmaia de susto ao verificar que o seu amigo estava vivo e lança esta expressão aprendida na Argentina: "Ché macanudo, vós estais vivo!"
Depois de se refazer do susto e de se exultar pelo facto de o amigo estar vivo, transporta-o para outro hospital até este se restabelecer.
Tempos depois, ambos regressam à terra natal. Pedro volta às lides agrícolas. António Bolo envereda pelo comércio da batata, jactando-se de ser muito rico.
Tanto se pavoneou com a sua riqueza que, os autores da revista ‘Bustos em Cuecas’, o satirizaram num dos seus quadros, deste modo:
«Quando eu vim do estrangeiro
trouxe muito dinheiro.
Não há ninguém comamim
Quando eu faço os meus comprados,
São logo pagados,
Porque trouxe muito pilim.»
Com o decorrer do tempo, cada um seguiu com a sua vida, mas o António Bolo sempre que matava o porco, pescava enguias ou fazia uma peixada, convidava o Crespo para a festança em honra da aventura e da amizade.
Infelizmente, hoje já não é assim, porque todos querem ser grandes antes de serem humanos.
Ulisses de Oliveira Crespo, cronista da vila.
27 de maio de 2008
LABICER (vitrakem) ARRECADA PRÉMIO TEKTÓNICA INOVAÇÃO'2008
O produto de aglomerado cerâmico de revestimento «Vitrakem» produzido pela LABICER, empresa instalada na «zona» industrial do Barreirão, foi distinguido com o Prémio Inovação’2008 alcançado na Feira de materiais de construção e de Obras Públicas (TEKTÓNICA).
‘Notícias de Bustos’ aprecia o êxito alcançado no prestigiado certame.
A LABICER, também merece vir a lume por outro bom motivo. À falta de sinalização a indicar o acesso a Bustos desde a saída da A17 (Fontão), esta empresa seguiu os passos da SOTELHA e colocou a sinalética indispensável para alcançar o Barreirão.
sérgio micaelo ferreira
‘Notícias de Bustos’ aprecia o êxito alcançado no prestigiado certame.
A LABICER, também merece vir a lume por outro bom motivo. À falta de sinalização a indicar o acesso a Bustos desde a saída da A17 (Fontão), esta empresa seguiu os passos da SOTELHA e colocou a sinalética indispensável para alcançar o Barreirão.
sérgio micaelo ferreira
22 de maio de 2008
JUNTA DE FREGUESIA DE BUSTOS SUBSIDIA
Anda bem a Junta presidida pelo Senhor Manuel Pereira com a imposição das instituições apresentarem o Relatório de Actividades (presume-se que seja do ano da atribuição do subsídio).
NB ficou a saber que a Junta de Freguesia tem apoiado as obras sociais da Igreja. Nada a opor.
Questiona-se, a Junta terá recebido o plano de actividades ou quejando ou petição fundamentada da ‘comissão fabriqueira’ da paróquia de Bustos a solicitar subsídio?
A Junta de Freguesia tem apoiado as outras instituições religiosas actualmente implantadas em Bustos?
Com o imóvel-igreja a mostrar uma encadernação, com barba e cabelo aparados de fresco, será o momento de iniciar o processo de demolição da casa censória do mural de X. Costa e de se avançar para a classificação Patrimonial da única obra da Arte Contemporânea de Bustos e arredores. Há quem o saiba fazer... com conhecimento de causa.
sérgio micaelo ferreira
21 de maio de 2008
NOVA ESCOLA NA PICADA
Esta é a
20 de maio de 2008
RECUPERAÇÃO EXEMPLAR

A casa do Dr. Pato, uma das mais emblemáticas de Bustos, está em avançado processo de recuperação ficando assim garantida a sua preservação. Esta é uma boa notícia para Bustos e para a memória do grande benemérito que foi o Dr. Manoel dos Santos Pato.
A iniciativa partiu de uma família de Coimbra que comprou o edifício e compreendeu que para a sua valorização e melhor aproveitamento nada melhor do que preservar este exemplar arquitectónico que já é hoje uma referência e uma raridade a nível local.
A iniciativa partiu de uma família de Coimbra que comprou o edifício e compreendeu que para a sua valorização e melhor aproveitamento nada melhor do que preservar este exemplar arquitectónico que já é hoje uma referência e uma raridade a nível local.
Da capela aos tectos, passando pelas portas, pelo fogão de sala e escadaria tudo está a ser devidamente preservado. E até quando os materiais são substituídos por outros mais modernos, como acontece com as janelas, os desenhos originais são devidamente reproduzidos. Um exemplo para todos nós e especialmente para as autoridades políticas locais, sempre empenhadas em demolir qualquer edifício mais antigo, destruindo de forma criminosa parte significativa do no nosso património arquitectónico.
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