10 de agosto de 2007

CANTARES POPULARES DIVIDIDOS

Cantares Populares Divididos
Bustos

Os Cantares Populares de Bustos encontram-se divididos entre a realização de actuações e o acelerar dos preparativos para a realização do Cantábus – Festival Bienal de Música Tradicional, a realizar no próximo dia 12 de Agosto, pelas 15:15 horas.

No dia 5 de Agosto os Cantares Populares deslocaram-se a Torre de D.Chama, uma bonita vila de Trás-os-Montes, a maior freguesia do concelho de Mirandela, distrito de Bragança, a fim de animar a realização da III Semana Cultural da Torre.

Nesta vila, caracterizada pelas suas curiosas lendas, a Festa do Careto e o seu extraordinário património arquitectónico, a semana Cultural iniciou-se com uma cerimónia de apresentação de um Roteiro Turístico para a Torre e o lançamento do livro “O Verão é do Divino Senhor” do antropólogo Telmo Carvalho. Foi precisamente para esta cerimónia, que decorreu na Galeria da Praça Central da Vila, que os Cantares Populares foram convidados para fazer a apresentação do seu trabalho.


Numa exibição semi-acústica, dadas as excelentes condições da sala de espectáculo, os Cantares Populares, muito honrados com este convite, mostraram o melhor dos seus 24 anos de actividade. A melhor recompensa acabou por se concretizar nos comentários finais da assistência e no interesse da Câmara Municipal de Mirandela em convidar os grupo para os festejos da Cidade.

A associação Orfeão de Bustos, e os Cantares Populares em particular, irão registar esta actuação com grande carinho e satisfação tanto pela forma fantástica como decorreu a mesma quer pela forma calorosa com que o grupo foi recebido na Vila da Torre.

A associação Orfeão de Bustos agradece à associação ABC de Bustos, que viabilizou a realização deste serviço cedendo uma carrinha para a deslocação dos músicos, e a todos os amigos que acompanharam o grupo nesta deslocação para lhe prestar o seu apoio.

Por outro lado a associação concentra os seus esforços na organização do Cantábus, a festa da música tradicional onde, à semelhança de 2005, se pretende fazer uma homenagem ao traje tradicional local e à música tradicional portuguesa. As vozes, os bombos, as gaitas de foles, os cavaquinhos, as braguesas, os acordeons, os violinos, e tantos outros recursos, fazem os últimos ensaios para as apresentações de dia 12.

A Vila de Bustos irá certamente estar mais uma vez à altura deste evento que irá honrar a freguesia e o Concelho, onde a Comissão de Festas de S. Lourenço e população local irá ter um papel determinante na honrosa recepção dos grupos convidados:


SempraBombar;

Ventos da Ria;
Gaiteiros do Popularis;
Cantares do Vouga
Cantares do Moinho.

Os Cantares Populares de Bustos, como grupo anfitrião, farão o encerramento do festival.

Os Cantares Populares irão também marcar presença, no próximo dia 14, na animação agendada para a Partida de Oliveira do Bairro, relativa à 69ª Volta a Portugal em Bicicleta.

Regina Alves

"Portugal sem fogos depende de todos"-CMOB


Proteja a sua casa em 10 passos

O que diz a lei( Decreto-Lei nº 124/2006, de 28de Junho):

1-Conserve uma faixa pavimentada em redor da sua habitação (de 1 a 2 metros).

2-Mantenha as árvores em redor da habitação desramadas 4 metros acima do solo (ou 50% da altura total da árvore se esta tiver menos de 8 metros) e providencie para que as copas se encontrem distantes uma das outras pelo menos 4 metros.

3-Certifique-se de que as árvores e arbustos s e encontram, pelo menos, 5 metros afastados da edificação e que os ramos nunca se projectam sobre a cobertura.

4- conserve o terreno limpo num raio de 50 metros em redor da habitação [ por exemplo, para proteger os seus bens e criar uma área de segurança para a actuação dos bombeiros], segundo as orientações do anexo ao decreto-lei nº 124/2006.

5-Mantenha as sobrantes da exploração agrícola ou florestal (estrumeiras, matos para a cama dos animais, etc.) fora das faixa de 50 metros em redor da habitação.

6-Mantenhas as botijas de gás e outras substâncias inflamáveis ou explosivas longe da habitação [ a mais de 50 metros] ou me compartimentos isolados.

7-Guarde as pilhas de lenha afastadas da habitação[ a mais de 50 metros] ou em compartimento isolado.Adicionalmente recomendamos que:

8-Mantenha uma faixa de 10 metros limpa de matos de cada lado do caminho de acesso à sua habitação.

9-Mantenha a cobertura e as caleiras da habitação completamente limpas de caruma, folhas ou ramos, que podem facilitar o surgimento de focos de incêndio.

10- Coloque uma rede de retenção de folhas nas chaminés da habitação e não deixe frestas abertas por onde possam entrar folhas para o seu interior.

EM CASO DE EMERGÊNCIA LIGUE 117 /234 740 370

No concelho de Oliveira do Bairro foram registados, em 2006, 82 fogos florestais e 19 fogos urbanos/industriais. Todos os grandes incêndios começam por ser pequenos, a prevenção DEPENDE DE TODOS.

Os incêndios florestais são uma das principais catástrofes em Portugal. constituem uma fonte de perigo para as pessoas e bens, além de provocarem danos ambientais. As causas são muito variadas, mas muitas dão-se por descuido humano.

____________________________
Desdobrável informativo da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro " Portugal sem fogos depende de todos".

(Clique sobre a imagem para ampliar)

9 de agosto de 2007

O CANTO E AS ARMAS - I

Canto as armas e os remos
as pedras e os metais
e as mãos que transformando
se transformam. Eu canto
o remo e a foice. Os símbolos.
Canto o martelo e a pena.
Meu sangue é uma guitarra
tangida pelo Tempo.

Canto as armas e as mãos.
E as palavras que foram
areias tempestades
minutos. E o amor.
E também a memória
do cravo e da canela.
E também a quentura
doutras mãos: terra e astros.
E também a tristeza
e a festa. O sangue e as lágrimas.
O vinho: puro ardor.
A também a viagem:
navegação lavoura
indústria – esse combate.
Procurai-me nas armas
no sílex no barro.
Pedra: meu nome é esse.
E escreve-se no tempo.

Canto o carvão e as cinzas
as gazelas e os peixes
na fogueira contínua
das cavernas. E a pele
do tigre sobre a pele
do homem. Eis meu rosto:
está gravado na rocha.
Procura-me no fóssil
e no carvão. Meu rosto
é cinza e primavera.

Canto as armas e os homens,
Porque a Tribo me disse:
tu guardarás o fogo.
E por armas me deu
o bronze das palavras.

Meu nome é flecha. E perde-se
no pássaro. Começa
meu canto onde começa
a construção. Pastores
do tempo são meus dedos.
Caçadores de coisas
impossíveis. Eu canto
os dedos que transformam
e se transformam. Canto
as marítimas mãos
de Magalhães. As mãos
voadoras de Gagárine.

Procurai-me no mar
procurai-me no espaço.
Estou no centro da terra.
Meu nome é cinza. E espalha-se
no vento. Sou adubo
fermentação floresta
e cintilo nas armas.

Canto as armas e o Tempo.
As minhas armas o
meu tempo. E desarmado
pergunto à flor pergunto
ao vento: viste lá
o meu país? E o meu
país está nas palavras.
Porque a Tribo me disse:
tu guardarás o fogo.
E por armas me deu
esta espada este canto.
*
Manuel Alegre: O Canto e as Armas / Ed. Poesia Nosso Tempo, 1970 (a 1ª edição é de 1967)
*
Adquiri o livro em Lisboa em Junho de 70, antes da guerra me bater à porta. A foto do Manuel Alegre na contracapa foi tirada na Real República Bota Abaixo, em Coimbra, onde ele passava muito tempo e tinha amizades fundas. E cumplicidades. Ali fui repúblico poucos anos depois: entre 1966 e 69, donde parti para Lisboa e depois prá guerra que o pariu; ali estive de novo, entre 1974 e 76, já depois de ter regressado de dar o corpo às áfricas nossas.
Cada vez que releio este 1º poema do 2º livro de poesias do Manuel Alegre lembro-me do Carlitos Luzio. E quase pergunto: o seu autor foi o aguedense Manuel Alegre ou o Carlos Luzio de Bustos?
É que ambos passaram pela guerra e são PESCADORES DE SONHOS.
E se um vai deixar, o outro já deixou, os SONHOS POR CUMPRIR
*
oscardebustos

7 de agosto de 2007

CHÃO QUE DEU UVAS

Depois duma curta, mas frutuosa [1], viagem à região vinhateira galega, um conhecido vitivinicultor bairradino (nas horas vagas [2]) retoma produção do famoso Bical e Maria Gomes!
Fruto dessa viagem e das influências movidas, os 16.000m2 do vinhedo da família, sito ao Portiño - Mama Rosa, está em vias de ser recuperado com o apoio do FEDER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional), da Xunta de Bustos e do Axuntamento de Olivera do Barrio!

Este feliz desenlace só foi possível porque o Departamiento de Turismo Rural e da Defesa do Património Agrícola e Cultural do Ejecutivo Municipal fez questão em cumprir - conferindo-lhe prioridade máxima - uma promessa eleitoral que vinha sendo mantida no mais absoluto sigilo.
*
Na realidade, o Departamiento faz questão em pôr a região vinhateira da Bairrada Norte no mapa turístico e promocional do Pais, da Europa e arredores.
O novo ejecutivo contratou já uma poderosa e cativante campanha promocional, que ocupará tudo o que são outdoors nacionais e circunvizinhos, sob o lema “ALLBARRIO”.
Segundo as próprias palavras da responsável pelo peloiriño [3], “o nosso objectivo é articular, de forma bem oportuna, o sempre sequioso mercado inglês com as nossas "raízes", in casu, as reportadas à presença árabe na região, presença essa que, infelizmente e para mal dos nossos pecados, foi desbaratada pelo conhecido etarra, que dá pelo nome de Afonso Henriques, melhor conhecido pela alcunha de “O Conquistador”.

A população concelhia promete festa da rija na inauguração da FIACOBA, que ainda este ano irá decorrer nas moderníssimas instalações do Pavillón das Feiras e Congresos, na Zona Industrial de Villa Verde, desde logo pela mais-valia que representa uma promoção forte e aguerrida do melhor fruto da nossa terra - os vinhos brancos, sobretudo os da matriz Bical e Maria Gomes - DO (denominación de orixe).
Poderemos já adiantar que, com a promoção de tão auspicioso evento, a rentabilização dos custos de investimento do gigantesco pavillón das feiras (e também dos muitos "congresos" que se adivinham) fica garantida a curto prazo, pois passarão a realizar-se ali, anualmente e com efeitos a partir do próximo ano, as Xornadas Gastronómicas do Viño, do Lechon, do Rojon da Tripa e do Pao, as quais irão ter lugar de 27 do xullo ó 31 de Agosto de 2008 (a 1ª de muitas, pelo menos enquanto este ejecutivo durar).

Vai ser uma festa!!!
É o muito que vos conta o

oscardebustos
*
[1] - O visado trouxe uns viñitos Albariño e umas garrafitas de Herbas das Bodegas Aguiuncho, SL, o que ocorreu na sequência de visita à bodega (“adega”) de Manuel Francisco Pinto e duma troca de impressões entre dois experts, um dos quais falhado…Uma das ditas, um branco Albariño (Eira da Raia, Rias Baixas/Denominación de Orixe, Cosecha 2004), já se foi eta noite, na companhia de 2 amigos.
[2] - Mas quais horas vagas?
[3] - Trata-se da mais pura e irrelevante coincidência a existência de fortes laços de parentesco e amizade entre os dois visados.

EFEITO DE UM RECADO: JUNTA DE FREGUESIA DE BUSTOS APOIA O CICLOTURISMO


6 de agosto de 2007

Regresso ao Condado Portucalense

Ou de como
nem tudo
são rosas
no reino da...
Galicia.
*
E aqui vou eu a caminho...de Baiona e depois, vou passar por OIA (vila geminada com a nossa Oiã), até La Guarda.

Vou seguir o caminho da margem norte do rio Minho e ver Caminha, Vila Nova da Cerveira (olá, comentador!), inté Valença.











De facto, somos mesmo do sítio aonde sempre regressamos.

*
oscardebustos
P.S. (salvo seja): A Telefónica espanhola, em termos de Wi-FI, não chega aos nossos calcanhares. Ainda por cima, estão na siesta das 2 à las 5 de la tarde.
E eu aqui sentado (a teclar no portátil) à porta cerrada da dita, na Colón de Vigo.

5 de agosto de 2007

Feiras Populares na Galicia

Ao passar ontem pela estrada da beira mar que liga Sanxenxo a O Grove, deparei-me com o Grupo Folclórico da Associación Cultural "Lembranzas", de Portonovo, aqui na região marítima das Rias Baixas.
Ia só e não hesitei em parar. A malta era toda muito jovem e seguia a pé, rufando tambores e tocando gaitas-de-foles; as/os dançarinos já tinham passado, todos e muito povo, com destino à abertura oficial da 8ª Feira de Produtos Galegos, na Praia Montalvo - Arra, concello de Portonovo e que ocorre no 1º fim de semana de Agosto.
Claro que fui à informal abertura da pequena feira, instalada num enorme pavilhão de toldo. Ainda por cima não tive de aturar nenhum autarca corta-fitas, que os não havia por lá. Ou então "tem pai que é cego"!
Conversei com a malta nova do Lembranzas, todos eles bem vestidos nos tradicionais trajes de gala, o que fiz ainda antes de ir para a longa fila comprar 2 dos muitos e diferenciados tiquetes, cada um deles destinado a tudo o que era marisco, incluindo os recorrentes mexillones, pulpo à feira, sardinas e bebes para todos os gostos, em especial o Albariño da região. O vinho da região domina sobre a cerveja e só vi meia dúzia de jovens agarrados aos tradicionais copos de plástico da dita.
Isto diz tudo sobre a defesa dum chão que se quer rente à terra, como repetia Eugénio de Andrade. E como a gaivota é.
Tal qual o grande poeta galego Laxeiro, que “Facendo debuxo ou pintura”, é um poeta da terra: “pinta côas colores da terra, recrea as formas sinuosas ou crebadas da terra, mostra a densidade e forza da terra, imortaliza os costumes nacidos na terra perpetuados mais tarde nuns homes e mulleres que son terra.
RENTE À TERRA.(*)
*
Ena! Os simpáticos Lembranzas tinham actuado o año passado perto de Coimbra, numa terra muito bonita à beira do rio Mondego e cujo nome não recordavam, mas os marcou profundamente de tão deslumbrante que era. Tanto insisti, à medida que ia fotografando o grupo no interior do pavilhão, que uma jovenzita disse qualquer coisa como piqueniños e que aquela aldeia portuguesa era muito linda.
Finalmente, achei!! Então não era mesmo do Portugal dos Pequeninos que eles estavam a falar! Foi lá que actuaram e se deliciaram a entrar nas casitas pequenas da infância do nosso contentamento.
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Vivida esta comungada alegria, esperei a bem esperar na fila dos tiquetes ou tarjetas.
A conselho dum irmão galego, escolhi cigalas na plancha, porque – sentenciou - era o marisco que mais sabia a mar. Uma garrafa dum Albariño fracote ajudou à festa, a custos que quase competiam com o excelente "Barrica" das Bodegas Aguiuncho. Onde fui às compras na véspera, pois claro. Ou pensam que tenho andado a dormir e a tostar ao sol galego?
*
As cigalas sabiam mesmo a mar e ajudou à minha festa um patrício de Aveiro, a viver em Amarante, 55 anos, aprendiz de médico, fez questão de realçar. Pedro Cunha anda por estas bandas há 20 anos, tem cara de não ter falhado nenhum e não hesitou em recomendar-me a melhor casa de marisco e linguado grelhado, o Meison Miró, em Portonovo. Como me recomendou as IX Xornadas Gastronómicas do Albariño, em Cambados, do outro lado da península d’O Grove e que perduram do 27 de xullo ó 19 de agosto, no Paseo da Calzada. E o festival da sardiña e do marisco na Villa de Portonovo, enquadrado nas Festas
na Honra de San Roque e a Virxe do Carme, de 11 a 16, sendo 14 o dia da sardinha.
Ah! E não é que aproveitei para comprar um Queixo Tetilla (denominación de orixe), de Curtis, A Coruña!
A Galicia vale mesmo a pena!
oscardebustos
*
(*) "Laxeiro, o Poeta da Terra”, texto de Helena Villar Janeiro, grande poetisa galega dos nossos dias, publicado no El Correo Gallego/ Galicia Hoxe.
*
Mariscos na plancha: Cigalas - os nossos lagostins pequenos; Langostinosgambas grandes; Zamburiñasvieiras mais pequeñas; Brochetasespetadas do mar com pimentos; Bogavantelavagante; LangostaLagosta.Sem esquecer os saborosos pimentos padron: unos picam, otros non.