13 de junho de 2007

O ABC está de portas abertas a novos associados.

A Direcção da Associação de Beneficência e Cultura de Bustos, depois da análise da realidade actual decidiu ajustar o valor das quotas descendo-o de forma a atrair novos associados. Para saber mais sobre este assunto www.bustosalupa.blogspot.com

Alberto Martins

Fotografia- Bustos à Lupa

FEIRA DO SOBREIRO ESPERA PELO SEXÉNIO



O alinhamento da programação’2007 dos eventos camarários contemplara a Freguesia de Bustos com a realização do teatro-feira medieval. O terrado da Feira, conhecido “espaço de grande importância” [1], foi o palco da “recriação histórica”. A medievalização da Feira contou com a excelente adesão de muitos excursionistas oriundos de todas as escolas do concelho. Alegria, petiscos, música, convivas - onde os senhores feudais não se distinguiram dos servos da gleba, dizem - , calor, saltimbancos e pinga honraram os voluntários e profissionais de espectáculos dedicados aos trás d’antonte. Barracas e associações marcaram presença. Um estendal de folhas pintadas por miúdos ouvintes de estórias medievas ajudaram a engalanar “o espaço da tenda do conto” da nossa biblioteca”.

A Companhia de Teatro Viv’Arte[2], com nome firmado para lá de Vilar Formoso, responsável artística do acontecimento, continua a abrir as janelas da história, através de um cuidadoso trabalho de pesquisa. AViv’arte traz arte à vida.
Se não houver alteração, a Feira do Sobreiro só voltará a ser palco camarário quando der a volta a todas as freguesias do concelho.
Entretanto …
Naquele espaço da feira, em tempos não muito recuados, houve verbenas exploradas por carolas da “União Desportiva”. Na ABC realizaram-se festas para angariação de fundos para a compra do palacete. Recentemente, na inauguração do sintético da bola a prata da casa organizou as suas festividades. Bustos conta com associações, individualmente dinâmicas. Já a energia parece desvanecer quando se juntam. Penso ser possível haver uma conjunção de esforços para tornar exequível um projecto comum, por exemplo, das Verbenas de Bustos, ou outro, envolvendo associações ou instituições de Bustos – União Desportiva, Orfeão; ABC, SóBustos, Colégio, Associações de Pais e Encarregados de Educação, ProBustos, Comissões de Festas, Junta de Freguesia, etc…
A realização da ‘Feira Medieval’ na Feira do Sobreiro traz à liça a palavra de Alcides Freitas “O espaço da Feira poderia vir a ser um lugar privilegiado para funções de comércio público, exibições [mostra] de produtos industriais, actividades de natureza cívica e cultural, etc. etc” [3]. Uma sugestão a ter em consideração, enquanto não passa o sexénio do bom espectáculo ambulante promovido pela Câmara Municipal.

sérgio micaelo ferreira

Um acaso.
Há relativamente poucos anos houve um ciclo de espectáculos dedicados a instrumentos de fole. Após a exibição de um grupo estrangeiro de nomeada, a assistência repartiu-se em grupos saboreando o sentir quente da noite. Conversa, beberrica e comentários são bruscamente interrompidos pela sonorida de uma gaita de fole. Num ápice, um juntório quase sufocante envolve o gaiteiro. No jardim fronteiro ao bar, um voluntário proporcionara um segundo espectáculo. As palmas não foram regateadas. Era um artista escocês, vestido a rigor com o seu «kilt»..Vinha do Viv’Arte de Oliveira do Bairro

[1] Alcides Freitas, Lembrando Bustos, Bustos – do Passado e do Presente, Fevereiro 16, 2005.

[2] http://www.teatro-vivarte.org/ "A Companhia de Teatro Viv’Arte teve origem no Grupo de Teatro da Esc. Sec. de Oliveira do Bairro, fundado em 1988 pelo seu actual director Mário da Costa. " ... Uma sugestão: Leia-se o trabalho de Oscar Santos.
[3] Alcides Freitas, idem

12 de junho de 2007

Teatro Vivo, História ao Vivo

O teatro histórico do VIV'ARTE tornou-se um hábito nas festas populares do país inteiro, Espanha, França e Itália, atingindo o pico da fama por cá com as feiras medievais de Óbidos e Santa Maria da Feira.

O grupo, uma associação cultural com utilidade pública, tem 23 profissionais a tempo inteiro, divididos entre músicos, malabaristas, esgrimistas, uma costureira, dois administrativos e até uma animadora permanente para o teatro escolar. Os restantes colaboradores são contratados um pouco por todo o país e Espanha. Só na feira do Sobreiro eram uns 80.

São especialmente apreciados e acarinhados no estrangeiro. Em 2003, na feira medieval da Ligúria, perto de Génova, receberam o prémio La Stampa, dedicado à melhor feira histórica de Itália. Na edição de 2006 da mesma feira foram agraciados pelo próprio Presidente da República de Itália com uma medalha de mérito. O Centro Histórico de Itália criou mesmo um grupo de trabalho designado por “VIVARTE ITÁLIA” que funciona como laboratório de recriação histórica e de que o nosso VIVARTE é patrono. Coisa de pouca monta, bem se vê.

E nós por cá?
Bom, lá receberam um prémio do Teatro Vicentino de Lisboa, outro do Instituto Português do Cinema e até um outro, atribuído pelo Ministério da Defesa por um trabalho teatral sobre a paz. Quem diria!

Quanto a apoios do Ministério da Cultura, zero! Bem vistas as coisas pelo lado da gente culturalmente fina, os artistas de rua do nosso VIVARTE não passam duns incorrigíveis saltimbancos. Longe, muito longe, da verdadeira arte do ballet e do novo-riquismo dos espectáculos do La Féria… Não cheguei a perguntar-lhe, mas se calhar o Mário da Costa também não é dos que alinham nos lobies da cultura...

E o município de Oliveira do Bairro como é que trata o seu grupo de teatro histórico ao vivo? No tempo do antigamente, outro zero. Quanto ao actual executivo, paga-lhes a renda das instalações situadas na Rua do Foral, ali onde vai emergindo o traço da futura alameda da cidade.

Falta lembrar que o VIV'ARTE não se fica pela época medieval, já que reconstitui 6 épocas diferentes da história, desde a pré-história, passando pelas épocas romana, moura, cristã, alta e baixa idade média, época quinhentista, séc. XIX e suas lutas liberais.
Por isso vão recriar no Mindelo dos Açores o desembarque de D. Pedro II e, no Porto Santo da Madeira, o casamento do talvez português Cristóvão Colombo.
Quanto às feiras medievais do nosso concelho o VIV'ARTE nada recebe, limitando-se a Câmara a pagar aos grupos contratados.
Até as esmolas angariadas pelo mendigo Basilius, que chegam a rondar os 100 “trocados”, são entregues a uma instituição local de solidariedade social.

Eis o VIV'ARTE!

*
oscardebustos

9 de junho de 2007

Lenda de São Lourenço-Bustos



No dia 6 de Junho de 2007 foi apresentada na Feira Medieval em Bustos, a Lenda de São Lourenço, de Bustos. A recolha foi efectuada pelo Museu de São Pedro da Palhaça, que a apresentou na Feira Medieval. A lenda foi apresentada por jovens de Bustos e da Palhaça, por Adelino Baptista, director do museu e por Paulo um colaborador. O Museu da Palhaça, tem vindo a desenvolver diversas recolhas de espólios que sem um olhar atento do Museu estariam entregues ao esquecimento. Para conhecer o conteúdo da lenda visite www.bustosalupa.blogspot.com (basta clicar em Bustos à Lupa na coluna das Ligações, à direita).
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1- Imagem cedida por Museu de São Pedro da Palhaça
2- Fotografia de Susana Nunes (BL)
3- Para consultar a página do Museu de São Pedro, poderá fazê-lo a partir das ligações.

8 de junho de 2007

Feira Medieval: um sucesso

A noite de ontem já ia bem dentro quando deixámos de ouvir os ritmados sons dos tambores, das gaitas de foles, das flautas e pandeiretas. Os cantares e danças pareciam não ter fim. Diziam-me os das gaitas de foles de Baião que poucas vezes viveram uma feira medieval tão participada e sentida. Pudera, às 3 da manhã a festa da véspera ainda mexia, para logo recomeçar, ainda a mesma manhã ia a meio!
Por trás deste sucesso esteve o VIVARTE. Nascido em 1988 pela mão do prof. Mário da Costa a partir dum grupo de alunos de teatro histórico da Escola Secundária de Oliveira do Bairro, o VIVARTE provou em Bustos porque é reconhecido a nível internacional como um dos melhores grupos de teatro histórico ao vivo.
Dele falaremos um destes dias, que o Notícias de Bustos
não faz vista grossa a gente de tamanho valor.

Para alegria da nossa Vereadora da Cultura (por mais que disfarce, nota-se bem a costela bustuense…) a Feira foi um sucesso, de longe a melhor de cinco edições concelhias.
Os sons e dançares vieram dos marroquinos “Alqarabans” e das “Bailias e Folias” de Coimbra, bem acolitados pelo aguerrido Grupo de Gaiteiros de Baião e pelos “Animamundi” de Matosinhos.

Ao todo, 80 verdadeiros artistas a que não faltaram ferreiros ou alfagemes trazidos pelos “Torques” de Huelva, encantadoras de serpentes, o mendigo Basilius (um sucesso estrondoso), falcoeiro, mercadores, pedintes, leprosos, malabaristas, esgrimistas, um sem fim de gente para alegria e folia da nossa gente.

A freguesia esteve representada por 7 tendinhas, distribuídas pela ABC, SóBustos, Orfeão, Colégio Freil Gil (2), Pré Primária e Grupo de Jovens de Bustos. Outras tantas tendinhas vieram das restantes freguesias.
O torneio medieval foi outro sucesso, porque a História também
é Festa.

A Feira Medieval na feira do Sobreiro foi uma aposta de sucesso. Só nos faltava que também a deixassem esquecida nos emaranhados gabinetes do poder.
Longa vida à Feira Medieval do Sobreiro!
*
oscardebustos

7 de junho de 2007

Feira Medieval cativa Bustos

Começou no palco da velha feira de Bustos a recriação duma feira medieval. E se o dia foi dedicado à miudagem das escolas, a noite foi dos mais crescidos.
Nada faltou, desde as tendinhas de comeres e beberes a imitarem os usos e vestires medievais, à ceia ou ao cortejo de frades e penitentes com missa e tudo.

Gostei especialmente das cenas dos bobos da corte e das rábulas e farsas.

Sentada à mesa, a nobreza concelhia lá se sujeitou à sátira dos actores do nosso VIVARTE, cujo sítio pode ser visitado aqui ao lado, a partir das “ligações”.

A feira medieval é uma festa de rua e o povo e as associações do concelho não se fizeram rogados, tal era o mar de gente a encher a barriga pelas mesas rústicas e a assistir às bem recriadas cenas teatrais.
A malta de Bustos fez furor com o pão tendido e cozido na hora.

A festa continua hoje.
É entrar, meus senhores, é entrar,
que há torneios, combates de espada, tiros de besta e arremessos de catapulta!

VIVA A FEIRA MEDIEVAL!
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oscardebustos

6 de junho de 2007

Alfaces e batatas [ ambiente tem um dia]

Num grupo sentado a uma mesa no café alguém apontou para um casal que passava na rua em cima do tractor e comentou:
- Ontem vinham os dois do mercado da vila bastante desanimados. Não tinham conseguido vender a sua alface. Então eu disse: Deixem lá, dêm-na de comer aos vossos coelhos! E sabem o que me responderam? Oh, isso não! Porquê? Ora, porquê! Porque os coelhos morriam... Respondi-lhes: E queriam que os fregueses comprassem e comessem a alface que vos matava os coelhos?!... Bonito, sim senhor!
Estalaram risos. Um outro elemento do grupo lembrou a propósito: - À beira da minha casa há um terreno que o dono, vocês conhecem-no, aproveita para semear batatas, sempre batatas. Pois ele e a mulher não se cansam de aplicar produtos e mais produtos em doses reforçadas. Encharcam tudo. Gastam dinheiro e trabalho, sim, mas depois ali é batatas até dar com um pau. Uma vez falei-Ihes: Caramba, vocês carregam à bruta nos tratamentos, não seria melhor para a vossa saúde pouparem em tantos químicos? Oh, não. Estas batatas são todas para vender. As que são para nosso consumo estão no nosso quintal e com essas temos cuidado...
Um conterrâneo, que residia na cidade, ouviu a conversa e considerou:
- Até quando, num país dito civilizado, produtores de alimentos vendidos no mercado para alimentação humana vão poder continuar escondidos e sem nome, sem assumir as responsabilidades pelos danos que provocam?

Arsénio Mota, Recordações do Berço, edição do autor, 2003. p. 62

5 de junho de 2007

FEIRA MEDIEVAL EM ANTEVISÃO

Aqui vai um cheirinho do que poderá ser a Feira Medieval que se inicia amanhã.

1 de junho de 2007

FEIRA MEDIEVAL: O PROGRAMA


Feira Medieval - BUSTOS 6 E 7 JUNHO - Largo da Feira


PROGRAMA:

Durante a feira haverá vendas de chás, doçaria e artesanato no recinto.


Dia 6 - Das 9.00h às 16.30h-Dia das Escolas: ateliers medievais, danças medievais, animações, momentos teatrais e combates organizados pelos alunos.

A partir das 19.30h - Convívio de todas as colectividades participantes na Festa da História - Danças e folguedos - Comes e bebes nas tabernas da Feira - Teatro medieval - Ceia Medieval - Espectáculo de malabares com fogo.


Dia 7 - A partir das 10.00h - Abertura da Feira Medieval - Visita do meirinho às tendas de mercadores - Arruada de tambores e timbalões - Jogos tradicionais de índole medieval - Encantadores de serpentes e contadores de histórias - Torneio de armas - Danças do Ventre - Exibição de Falcoaria - Cortejo Real pelas Ruas de Bustos - Mostra de Armas com Viv'Arte e Cavaleiros do Tempo - Juízo de heresias e malfeitorias e seu público castigo - Espectáculo de fogo - Encerramento da Feira.

1 de Junho- Dia Mundial da Criança.


No dia 20 de Novembro de 1989,foi adoptada por unanimidade nas Nações Unidas,a Convenção sobre os Direitos da Criança (CDC). Direitos civis, políticos, económicos, sociais e culturais, constituem todo um conjunto de direitos fundamentais que estão presentes na CDC. Quatro são os pilares fundamentais que sustentam os direitos das crianças: A não discriminação, o interesse superior da criança, a sobrevivência e desenvolvimento e a opinião da criança.

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Imagem retirada do Portal UNICEF Portugal, clique sobre o título para visitar o Portal.