13 de novembro de 2006

MANUEL FABIANO: a Justa Homenagem


O almoço de sábado juntou no Barrilito os seus frequentadores habituais a pretexto de homenagear o Manuel Fabiano da Póvoa e com ele o leitão assado por bustuenses.
Bem a propósito, o Manuel foi um dos grandes assadores de leitão de Bustos e fazia anos; ou desfazia neles, não sei que diga.

O Milton tem lampejos que costumam escapar ao comum dos mortais: lembrou-se que existiram em Bustos 2 grandes assadores de leitão, justamente os grandes amigos Manuel Fabiano e Jaime Pinto, cujos bacorinhos serviram de repasto a muitas refeições dos seus tempos de jovem, sobretudo durante as férias que por cá passava.
Foi ele o promotor do brilhante evento, lembrando-nos que as RAÍZES de Bustos estão presentes nas mais variadas manifestações da vida da nossa Terra e das nossas Gentes.
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Ironia das ironias, o Jaime Pinto acabara de falecer, que era tempo de ir ter com as meninas com quem tantas vezes subiu ao céu…
O Manuel Fabiano e o Jaime Pinto foram amigos inseparáveis durante a vida inteira. Foram sócios e desfizeram a sociedade, mas a sadia amizade perdurou; viveram e partilharam outras vidas mais gozosas, mas o companheirismo, esse, esteve sempre acima de supostas rivalidades e disputas. Quem os queria ver bastava ir a um sítio, que onde um estava o outro estava.
Quis o destino que o Jaime Pinto nos deixasse no dia do festejo dos anos do Amigo, que foi também o dia em que o Milton quis homenagear o leitão assado por conterrâneos no ocaso da vida.

Estavam lá todos os colegas do Barrilito, sem olhar a credos, posses ou estatuto e o dia foi também de discurso: a lembrar os dois Amigos inseparáveis, a lembrar outros Amigos que se foram; sobretudo, a lembrar que é preciso LEMBRAR as gentes de Bustos que duma forma ou doutra deixaram a sua marca no passeio da vida.

Apesar de debilitado, o Manuel Fabiano não faltou à chamada e foi lindo ver a alegria sentida naqueles olhitos já fragilizados. Alegria e tristeza, que o dia estava dividido naquele coração de homem bom.
O Amigo de sempre deixou-o agarrado à bengala, como que a sussurrar-lhe: não tarda voltaremos ao companheirismo de sempre. Vem daí que se faz tarde e Elas estão cá em cima á nossa espera. E, sabes, leitão é bicho que não falta por aqui, à espera das nossas mãos de mestres. Anda lá, vem daí, que a vida tem outras vidas…
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oscardebustos

11 de novembro de 2006

11 NOVEMBRO 1918 - ARMISTÍCIO

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GENTE DA NOSSA GENTE 1
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"Sócrates. Por consequência, Hermógenes, a formação de um nome não parece, como tu julgas, obra de pouca monta nem de gente medíocre ou de um homem qualquer”
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(Platão, Crátilo – Diálogo sobre a justeza dos nomes, Versão do grego, prefácio e notas pelo P.e Dias Palmeira, Livraria Sá da Costa Editora, 1ª edição, 1963)


MANUEL REIS PEDREIRAS & ANTÓNIO OLIVEIRA CRESPO PRISIONEIROS EM LA LYS


Relato de uma história, narrada por um dos seus protagonistas [1] na esplanada da Cervejaria Imperial, no Alto Mahé, em Lourenço Marques (Maputo).

Soavam os clarins a anunciar às nossas tropas que iriam participar com as forças aliadas na primeira Guerra Mundial em França. Do contingente faziam parte pessoas de Bustos. A saber, Manuel Simões Mota, Manuel António Martins, Manuel António Ferreira, Álvaro de Oliveira Canão, António de Oliveira Crespo e Manuel Reis Pedreiras os quais foram distribuídos por diversas companhias.

Acontece que, António de Oliveira Crespo e Manuel Reis Pedreiras, são destacados para La Lys, onde a 9 de Abril de 1918 teve lugar um cruento combate com as forças alemãs. As tropas portuguesas sofreram grandes baixas. Enquanto os que puderam, fugiram em debandada, o Manuel Reis Pedreiras e o António de Oliveira Crespo, foram feitos prisioneiros.

Ora, naqueles campos irregulares, lamacentos e escabrosos era impossível o acesso, quer a ambulâncias quer de qualquer carro ligeiro, o inimigo resolveu utilizar os prisioneiros como transporte humano dos seus feridos.

A guerra e o instinto de sobrevivência aguçam o valor e a astúcia dos homens, levando-os a cometer actos heróicos. Assim aconteceu com os nossos conterrâneos. Assim, o primeiro a ser submetido foi o António que, debilitado e faminto, além do fardo do inimigo, levava também o armamento e a marmita atestada de comida.

Durante o trajecto, o ingrato ferido, não cessou de golpear na cabeça o seu transporte e de o buzinar com "Durch deine schuld feizer', como quem diz, "é por tua culpa que estou aqui ferido". O Crespo, extenuado e irritado com a ingratidão da sua humana carga, perdeu a cabeça e, ao passar por uma ribeira com um pontiIhão formado por três troncos de árvore, lança o infame à ribeira.
A FUGA
Acto contínuo, liberta-o do armamento e víveres, abandona-o sem olhar para trás e parte em busca do companheiro. Caminha ao acaso, a fome e o medo são a sua única companhia. Pouco tempo depois, avista o Reis Pedreiras submetido ao mesmo suplício. Aproxima-se sorrateiramente e, com a arma em riste, ordena ao amigo que se alije da sua carga. O Manuel, ainda o tenta dissuadir do seu intento e fazer-lhe ver as consequências que daí poderiam advir. Inabalável, o Crespo, repetiu a ordem com cara de poucos amigos e, contundentemente, rematou, "É tempo de viver ou morrer, vamos optar pela primeira." Quando isto ouviu, o Reis Pedreiras, liberta-se do abominável fardo, apodera-se do seu armamento e provisões e encaminharam-se para o abrigo da mesma fatídica trincheira. Lá, enquanto saciam a fome, são surpreendidos pelo barulho dos blindados inimigos que inspeccionavam os terrenos circundantes juncados de cadáveres.

Os dois intrépidos camaradas, guiados pelo medo, lançam mãos das armas e correm tresloucados ao longo da trincheira disparando ao acaso simulando, deste modo, vários atiradores. Assim o supôs o inimigo que, receando um ataque do contingente, optou pela retirada.
Os dois camaradas, viram com júbilo a retirada do inimigo e congratularam-se pelo êxito da sua estratégia. Fortalecidos pelo êxito e com o moral em alta, deixaram a execrável trincheira tal bravos leões saídos da espessura da floresta.

"Oh, Crespo, acelera o passo! Não venham por aí os Teutões em nosso encalço”.

Longo foi o tempo que caminharam sem destino através de campos devastados pela guerra. Caminhavam resolutos em busca de libertação, animados com a esperança de encontrar os camaradas ou algum sítio onde pudessem descansar.

Como prémio da sua constância, tiveram a felicidade de serem interceptados por uma patrulha militar inglesa, comandada pelo tenente George Nelson Smith o qual lhes deu todo o apoio. Depois, foram levados para o acampamento português onde, após o expediente de rotina, relataram a sua epopeia.

Em Portugal, as famílias soçobravam com falta de notícias.
Quando as partes litigantes acordaram terminar a guerra, os audazes combatentes regressaram à sua terra na qual foram recebidos com festa, não pelo seu heroísmo ou pela extraordinária epopeia vivenciada, mas com a alegria de terem voltado com vida de tão sangrento conflito.

JORGE MICAELO (Dr.) AFILHADO DE MANUEL REIS PEDREIRAS
Manuel Reis Pedreiras, oriundo de família mais abastada, foi recebido com outros e melhores atavios. Algum tempo depois, a sua irmã Rosa, casada com António Simões Micaelo (António Simão) dava à luz um filho e convidou o Manuel para padrinho (no registo civil). Convite que prazenteiramente aceitou. Ao infante foi posto o nome de JORGE NELSON em homenagem ao comandante inglês do mesmo nome.

Eis, pois, explicada a origem de JORGE NELSON, de família SIMÕES MICAELO o qual viria a ser, dezenas de anos mais tarde, o primeiro médico formado em Bustos.

NOTA À MARGEM
Se este episódio tivesse ocorrido com militares de alta patente, em vez de obscuros soldados rasos, talvez tivessem sido condecorados. Todavia, na vida sempre houve "dois pesos e duas medidas" e o povo anónimo, faz a história, mas dela é excluído.
Estes tiveram a glória de contar a sua história a este modesto cronista que, aqui a relata em sua homenagem.

Em homenagem À GENTE DE BUSTOS.
Ulisses de Oliveira Crespo, cronista da vila.
[1] António Crespo, nota de altino

10 de novembro de 2006

DIA 11 - ASSOCIAÇÕES DE PAIS MAGUSTAM, ANGARIAM & CONVIVEM


Por vezes, as sociedades não prestam devida atenção aos futuros do Futuro.
Épocas e sítios há em que qualquer angariação de fundos destinadas a apoiar actividades didáctico-pedagógicas, a adquirir material ou a melhorar o bem-estar das crianças é vista com alguma desconfiança. 'Mais outro «pditório»!?'

Por mais carolice que os professores disponobilizem no exercício da sua profissão, a escola mais parece um depósito de crianças, a termo certo.

O investimento e a participação dos pais no desenvolvimento da massa cinzenta dos futuros parecem ser coisas esquisitas, próprias para entreter conversas de café.
...
Constatando várias carências nas escolas públicas de Bustos, as respectivas associações de pais projectaram a realização de um são martiniano magusto [dia 11] com o objectivo de angariar alguns €uros a serem aplicados nas escolas.


Os futuros reclamam apoio.
Serão atendidos.

Por certo o magustódromo vai encher.
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ESCOLAS DE BUSTOS AGRUPAMENTAM-SE

As escolas públicas de Bustos estão inseridas no “Agrupamento de Escolas de Oliveira do Bairro” que tomaram a responsabilidade de perseguir o lema educativo “crescer feliz, crescer com educação” durante o triénio 2004/07.


Pela oportunidade de mostrar Bustos, NB edita uma “nota de introdução” do “agrupamento” e a descrição genérica das instalações das escolas públicas de Bustos.
O bem elaborado painel do Agrupamento merece ser consultado ... e apoiado.
http://www.eb23-oliveira-bairro.rcts.pt/
Projecto Educativo 2004/2007


UMA INTRODUÇÂO
“O Agrupamento de Escolas de Oliveira do Bairro corresponde à área geográfica das freguesias de Oliveira do Bairro, Bustos, Mamarrosa e Troviscal. Está sedeado na Escola Básica 2.º e 3.º Ciclos Dr. Acácio de Azevedo, em Oliveira do Bairro. É constituído por 16 Estabelecimentos de Ensino, 10 Escolas do 1º CEB e 6 Jardins-de-infância, com uma população escolar aproximada de 1200 alunos, um corpo docente estimado em 130 professores/educadores e um corpo não docente com cerca de 45 funcionários.”

INSTALAÇÕES


JARDIM DE INFÂNCIA DE BUSTOS
O Jardim de Infância de Bustos pertence à rede pública e foi fundado em 4 de Janeiro de 1982, por decreto lei n.º 542/79 de 31/12 cujos os estatutos foram publicados na 1.ªsérie do diário da República n.º 300 de 31/12.
A referida instituição, situa-se junto à escola do 1.º CEB de Bustos, partilhando com esta o espaço exterior.
É um edifício pré-fabricado, constituído por um hall de entrada, uma casa de banho (onde estão instalados uma sanita para as crianças e um mictório, uma sanita para os adultos e um lavatório com duas torneiras sem água quente), uma pequena cozinha que serve de secretaria e apoio e uma sala de actividades com 46m2 bem iluminada.
A sala de actividades tem algum material pedagógico e o mobiliário encontra-se razoável.
No exterior à entrada do Jardim existe um telheiro que serve de abrigo na recepção e entrega das crianças. O exterior é todo vedado. Geminado com as instalações do Jardim existe uma área aberta com areal, onde se encontra dois baloiços, um escorrega, uma cadeira e um cavalo tipo balancé.


ESCOLA DO 1.º CEB DE BUSTOS
É um edifício sem tipo, de construção antiga, de adobes e argamassa de areia e cal, coberto de telha Marselha, com rés-do-chão e 1º andar.
No rés-do-chão há um átrio, duas salas de aula, um gabinete e no vão da escada que dá acesso ao 1ºandar, há uma arrecadação para guardar material de apoio às aulas de expressão físico motora e arquivar documentos.
No 1º andar existe uma sala de aula e um terraço com varanda que dá para a rua principal.
Nas traseiras e circundando o edifício, há a área de recreio com cerca de 860 m2 sendo 768m2 descobertos e 92m2 cobertos.
Atrás do edifício há seis sanitários, sendo quatro para as crianças e dois para pessoal docente e auxiliar.
Na área do recreio encontra-se instalado um pavilhão pré-fabricado, onde funciona o Jardim-de-infância, atrás do qual existe um pequeno parque infantil destinado às crianças do pré-escolar.


ESCOLA DO 1.º CEB DA QUINTA NOVA
A escola pertence ao projecto de construção “Plano dos Centenários”. O edifício dispõe de três salas de 48m2 cada uma, tendo boas condições. As instalações sanitárias são razoáveis, tem casas de banho em quantidade suficiente para professores e alunos.
Nas traseiras do edifício existe um pátio coberto onde as crianças brincam em tempo de chuva. O recreio é amplo, de terra batida e com imenso espaço para as crianças brincarem à vontade. Na frente do edifício, há um espaço ajardinado muito bem cuidado.
Além do edifício principal existe um pavilhão pré-fabricado que precisa ser restaurado com urgência pois está a ser usado para sala de aula.
Ao lado do pavilhão há um pequeno parque infantil equipado com baloiços, escorrega e cavalinhos.

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CONTACTOS:
Rua Dr. Acácio de Azevedo, n.º 28
3770-213 Oliveira do Bairro

Tel.: 00351234747747
Fax: 00351234748227
e-mail:
eb23.a.azevedo.cd@mail.telepac.pt
...
Observação de NB:
Em “ORIGEM HISTÓRICA DO CONCELHO” do agrupamento de escolas de Oliveira do Bairro, lê-se:
[...]
“ No entanto, em 13 de Janeiro de 1898, o concelho de Oliveira do Bairro é restaurado definitivamente, com as freguesias que ainda hoje possui, embora a de Bustos tenha sido criada em 1919”.
Nota:
De facto existe bibliografia que aponta a criação da freguesia de Bustos para o ano de 1919, quando na realidade foi criada no ano seguinte através da Lei nº 942/1920, 18 de Fevereiro.


sérgio micaelo ferreira

5 de novembro de 2006

BIBLIOTECA MUNICIPAL: “ON LINE”, MAS POUCO…

O sítio da Biblioteca Municipal na net é coisa “para inglês ver”. Serve apenas para dizer que a Biblioteca existe quando poderia ser um instrumento de trabalho, de divulgação da Biblioteca e do seu esforço na promoção da leitura. Deveria servir para a divulgação de iniciativas e projectos, das obras que integram o seu acervo, estabelecer uma ligação contínua, não só com os potenciais frequentadores/leitores, mas também com os pólos de leitura existentes no concelho. Nada! ( Nem horário de funcionamento divulga. )
Quanto aos pólos de leitura apenas nos diz que “existem” os pólos de Bustos e Oiã. Sem mais informação. Nem horários de funcionamento, nem sequer a indicação do local onde funcionam…

O abandono é geral. Tanto que a “Agenda” é relativa aos meses de Abril e Março de 2002…É como se a actividade da Biblioteca Municipal tivesse parado no tempo. Parou?

E no meio do deserto acaba por brilhar o ridículo, a ideia luminosa que levou alguém a incluir nos “Contactos on line/links” apenas ligações de grande importância cultural. São apenas sete, e neste grupo tão exclusivo emerge a Disney on line, assim se reconhecendo, finalmente, a importância literária de Tio Patinhas, Pateta, e Donald.

A lista é muito selectiva, mas a sua escolha e ordenação talvez revelem do momento político-cultural que atravessávamos em 2001 e que, pelos vistos, se mantém ainda vivo, mesmo sem Leontina ou Gala. Aqui fica:
1º- Camâra Municipal, 2º- Museu S. Pedro da Palhaça, 3º- Jornal da Bairrada, 4º- Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, 5º- Ministério da Cultura, 6º - Disney On line, 7º - Iagora (*)
Para bom entendedor...


Biblioteca Municipal de Oliveira do Bairro
Av. Drº Abílio Pereira Pinto
3770 - 201 Oliveira do Bairro
Telefone: 234 740 330
Fax: 234 740 332

info@bib-oliveira-bairro.rcts.pt

BC

(*) Empresa de Anadia que, em 2001, produziu o site.

3 de novembro de 2006

Viv’Arte – Companhia de Teatro especializada em recriações históricas ... e muito mais


“A Companhia de Teatro Viv’Arte teve origem no Grupo de Teatro da Esc. Sec. de Oliveira do Bairro, fundado em 1988 pelo seu actual director Mário da Costa. Em 1993 formalizou-se juridicamente como Laboratório de Expressão Dramática de Oliveira do Bairro (LED). É desde 2000 uma Associação Cultural sem fins lucrativos com estatuto de Pessoa Colectiva de Utilidade Pública (D. R. 19/7/00).

Vivarte & Companhias corresponde a uma associação informal com outros grupos de teatro, actores, músicos, dançarinas, artesãos, malabaristas, cavaleiros, acrobatas e outros artistas circenses, etc. Nasce naturalmente a partir de um encontro de vontades e interesses comuns: a recriação histórica.

Progressivamente, e após anos de trabalho no teatro escolar, teatro para a infância e artes de circo, a nossa profissionalização acompanhou a especialização em espectáculos de recriação histórica, aplicando o conceito de Teatro Vivo, História ao Vivo

(Retirado de http://www.teatro-vivarte.org/, quem somos ?)


Contactos:

Teatrário
Rua do Foral, 151
Apartado 202
3770-909 Oliveira do Bairro
Portugal

Tel: 234 746 880
Faxe: 234 746 883

Direcção: 93 93 93 487
Produção: 93 93 93 492
Administração: 93 93 93 495

teatrario@teatro-vivarte.org

Porto - galeria olga santos convida


(adaptado)

transcrição do convite:
"a galeria olga santos tem o prazer de convidar v.exª para a inauguração
a acontecer pelas 1830 hrs do dia 4 de novembro de 2006
da exposição debute na individualidade novembro

david oliveira
escultor"
---
Exposição patente até dia 4 de Dezembro

praça da república, 168_ 1º fr. 4050 – 498 porto

seg ~ sex 1100h ~ 1400h + 1500h ~ 1900h

tlf+fx 222010899 + 917014763
molgas@sapo.pt

metro_trindade+fariaguimarães stop_82+34+47
...
Nota
Em 18 de Fevereiro pp, nb editou cartaz e texto da arquitecta Olga Santos subordinada ao tema Estreiarte (srg)

DAVID OLIVEIRA APRESENTA 'individual arte debute' no espaço 'olga santos galeria'

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Convite para exposição de escultura


Uma sociedade que converge num espaço para se mostrar, uma azáfama de passos que contribuem para aquela sensação de algo novo a estrear, o resfolhar dos tecidos, a procura de olhares, e o tempo. O tempo que passa por duas janelas e pára.

O retrato de um tempo parado com esculturas que, tendo sido apanhadas no momento entre segundos, permitem ao espectador poder fazer parte deste universo que é o acto de debutar.

David Oliveira vem assim apresentar no Porto as suas esculturas os seus fragmentos de espaço/tempo.

Esculturas que procuram profanar e expor a intimidade feminina, que procuram atravessar a pele e encontrar na languidez das suas intervenientes a sua eterna fragilidade de serem mulheres.

Num espaço enclausurante estas peças exasperam soltando, num exercício de cor, o seu grito contido para a cidade que se esconde atrás de duas janelas.


Exposição de escultura : Debute - David Oliveira

Inauguração sábado, dia 4 de Novembro, 1830h
Patente até dia 4 de Dezembro
...
praça da república, 168_ 1º fr. 4050 – 498 porto
seg ~ sex 1100h ~ 1400h + 1500h ~ 1900h
tlf+fx 222010899 + 917014763 _ molgas@sapo.pt

metro_trindade+fariaguimarães stop_82+34+47

1 de novembro de 2006

2006, 1º de Novembro - sinais da memória


HOUVE MILAGRE NO BARRILITO
O 1º de Novembro, ma mitologia celta/druida, assinala o fim de ano a passagem do verão para o inverno, o definhamento da natureza provocado pelo frio [para revivescer com a chegada da primavera] e vida regressava ao interior da casa ao pé da lareira.

O Samhain (Halloween), também marca o início da estação da cidra, marcao momento da realização de ritos e festivais onde os familiares e amigos serem honrados.

Seguindo José Manuel Barbosa, (em grafo galego):
“Esse dia era chamado polos gauleses Samónios e polos irlandeses Samhain ou Samhain e era umha festa à qual acodiam todas as pessoas dos povoados celebrando-se umha série de rituais relacionados com a justiça, o direito e a política à vez que dum ponto de vista religioso acreditava-se que a porta do Sidh, do além, do lugar onde moravam os mortos, era aberta para que aquelas pessoas que tinham deixado este mundo pudessem comunicar mais outra vez com aquelas outras que ainda nom o tinham deixado.[1]

A Igreja Católica serviu-se do ritual da mitologia celta, «formatou» em seu proveito, introduziu o Dia de todos os santos e o de finados (mais propriamente para os que estão a estacionados no purgatório e, para passar ao esquecimento o ano passou de 1 de Novembro para 31 de Dezembro.

A presença obrigatória de castanhas assadas no dia de ‘todos os santos’ é uma reminiscência do culto celta ibérico.

Pelo menos, esta tradição cumpria-se na cidade do Porto, conforme comentário LuisM em Domingo, 14 Novembro 2004:
"Por acasso na Sexta-feira estive pela numa vila tarde pola área do Porto e num bar tinham um cartaz que anunciaba literalmente "Festa do Magusto" com exactamente o mesmo nome que aquí pus Barbosa no artigo. Daí entre a perguntar-lhe ao camareiro e disse-me que essa noite iam fazer festa com castanhas... Tudo exactamente igual à Galiza norte ..." [1]

Uma nota: Os colegas *druidas* de Bustos têm de alertar o sr. Agostinho Pires, manager do Barrilito, a incluir no cardápio as castanhas assadas à 1º de Novembro.

A tradição do “Halloween” de cariz americano inunda as televisões e remete para debaixo do tapete os rituais celtas da península ibérica. Ao enésimo anúncio do TGV Porto-Galiza, poderá estar associado o dia Magusto ao dia 1 de Novembro.
...
NO CEMITÉRIO
Bustos em dia de visita ao lugar da memória acordou com calor e muito sol. A música gravada mais parecia associar-se ao recente alcatroamento da rua e parque de estacionamento, não fossem as flores emprestarem o colorido ao mais respeitado condomínio da freguesia.

Em sobreposição ao discurso oficial, trocam-se abraços e endereços, recordam-se peripécias e da luta e do mourejar dos nossos e dos antigos, da arte de canteirar. ‘Tu por aqui?’ E acende mais uma vela. Tu por aqui? Marca-se a hora na cerimónia do barrilto.’ Tenho de ir buscar o Jack – cientista bem afreguesado em terras de Bustos. Bem cedo o cheiro a cera queimada empestava as narinas, mesmo em dia de alta pressão. ‘Está um calor dos diabos!’ ... Saiu e foi recolher-se na sombra. Pai-Nosso... o momento era de reflexão e de peditório para as almas. Cesta ao léu, à vista de todos ... as notas estavam ausentes. Também havia menos flores. É o polvo da crise a esticar os seus tentáculos.

O ***, um laico com ‘pedigree’, deseja que os fiéis de Jeová e da Igreja Evangélica do Sobreiro também possam discursar no cemitério. Todas as religiões têm direito, diz ... Vai ser o bom e o bonito...
'CONVERSÃO' DE FRED RAINEY
Seguindo o hábito, colegas cumpriram o cerimonial no santuário do barrilito. Foram sacrificadas algumas garrafas de baga tinto da Bairrada. O sacrifício atingiu os condutores. [para o ano deverá ser instituído “o carro de aluguer” no cerimonial].
Este ano brilhou Fausto Silva, com a sua aventura da saída de Angola no ano de 1975, - O episódio de Fernão Veloso, nos Lusíadas, fica muito aquém do aventureiro da Mamarrosa que aos 11 anos ‘cai’ no bairro da canata (Lobito), entrou por cunha nos caminhos de ferro ou seria no porto? Arranjam-lhe trabalho de fogueiro nos comboios a vapor, etc etc... fica para um dia. Se não houver antecipação, que bem merecia, já que a comemoração de 150 anos de caminhos de ferro portugueses não pode fazer esquecer o comboio movido a muito suor, muita água e muita lenha ou muitocarvão.
Nesta sessão operou-se um milagre. O colega Fred, que fizera a viagem com adeptos do celtic, logo no meio da cerveja, chegado ao altar de sacrifícios do barrilito fez as honras ao espumante da bairrada.
Foi dia de conversão.
Habemos milagre.
sergio micaelo ferreira
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[1]Recolhido de “ A origem da tradiçom pagá dos Magustos, e do Halloween”Portal Galego da Língua http://www.agal-gz.org/
Artigo da autoria de José Manuel Barbosa e publicado no jornal “La Región” em 11 de Novembro de 1997, e nesta altura reformado e ampliado para a sua publicaçom

EM TEMPO DE EVOCAÇÃO

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