Hoje estamos de parabéns. Duas vezes.
17 de abril de 2006
16 de abril de 2006
CDS/PP (Oliveira do Bairro) VIGILANTE, LOGO QUEIXOSO
(Com a devida vénia)
Em
http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=198213&idselect=90&idCanal=90&p=94 está para consulta:
"Política 2006-04-13 - 00:00:00
Queixas seguiram para o TC e para o IGAT
CDS-PP acusa vereadora do PSD
O líder do CDS-PP de Oliveira do Bairro, João Carlos Silvano, apresentou queixa ao Tribunal Constitucional e à Inspecção-Geral da Administração do Território (IGAT) pelo facto de uma vereadora do PSD, a tempo inteiro, continuar a exercer advocacia durante o período de expediente público.
Nas participações feitas, João Silvano acusa Laura Pires de “ao optar antes pelo exercício das suas actividades privadas, dentro do período de expediente público, não assegurar a resolução dos assuntos da sua competência durante o exercício das suas funções autárquicas”. Para justificar a acusação elenca alguns processos em tribunal em que a vereadora esteve presente, como advogada, a saber, nos dias 27 de Janeiro e 18 de Fevereiro, em período de expediente público. Por outro lado, na exposição feita, Carlos Silvano aborda a reunião de Câmara do dia 23 de Fevereiro, “dia em que solicitou a justificação da sua falta por motivos profissionais”, mas “a leitura da cópia da acta dessa reunião permite concluir que a vereadora, mesmo ausente da reunião, acabou por assinar a última folha da acta e rubricar todas as demais como se tivesse estado presente”. O presidente da concelhia do CDS diz que quem esteve naquela reunião foi o vereador substituto, Cristóvão Batista, que não assinou qualquer acta.
Laura Pires é igualmente acusada por chegar atrasada à reunião do Executivo dia 9 de Março, “por motivos profissionais, não tendo tomado parte na discussão e votação da totalidade dos assuntos constantes da Ordem do Dia”.
Estas são só algumas das “violações” citadas pelo presidente da concelhia do partido que detinha a maioria na autarquia e que a perdeu para o PSD nas últimas autárquicas.
Refira-se que, dos quatro elementos do PSD no Executivo de Oliveira do Bairro, o presidente e dois dos vereadores exercem actividades privadas remuneradas, “actividades estas cujo modo de exercício, natureza e identificação, não foi comunicada à Assembleia Municipal de Oliveira do Bairro”.
João Paulo Teles, Aveiro"
…
Comentário NB:
Amêndoas amargas caíram no açafate dos folares da direita concelhia. Os irmãos democratas- cristãos da “coligação” de Cavaco Silva, o Senhor Presidente, mandaram às malvas as tréguas "a cumprir no período penitencial" e vai daí apostaram em melhorar os valores da estatística de duas instituições guardiãs da actividade democrática do país.
Pela circunspecção que envolve o trabalho desenvolvido tanto pelo Tribunal Constitucional como pela Inspecção-Geral da Administração do Território (IGAT) presumo que não deverá haver telenovela, tão do agrado das audiências nacionais e têvê.
sérgio micaelo ferreira
9 de abril de 2006
7 de abril de 2006
DOMINGO DE RAMOS COM MÚSICA
No próximo domingo, dia 9, a festa é na Mamarrosa onde se realiza o 5º Encontro de Bandas Filarmónicas. Os concertos iniciam-se pelas 14h30, participando a Sociedade Filarmónica Fasense - Banda de Revelhe, a Banda dos Bombeiros Voluntários de Torres Vedras e a Banda Filarmónica da Mamarrosa.
6 de abril de 2006
BOMBEIROS COM NOVO COMANDANTE
António Gomes, adjunto de Comando, é o novo comandante dos Bombeiros Voluntário de Oliveira do Bairro, substituindo no cargo Mário Bastos, que abandonou, no último domingo, o comando da corporação, noticia o JN.«Segundo Rui Barqueiro, Mário Bastos cessou funções, no passado domingo, dia 2, tendo sido imediatamente substituído pelo adjunto do Comando que já disse, ao JN, estar preparado para assumir os destinos dos bombeiros, justificando que "está na corporação há 30 anos e "motivado para desempenhar as funções".O presidente da Direcção recorda que Mário Bastos foi co-fundador da associação e comandante desde Abril de 1974 até ao passado dia 2, reconhecendo que "prestou serviços relevantes à associação, ao corpo de Bombeiros e à Humanidade, de forma dedicada, altruísta, cujo mérito foi reconhecido pela Liga dos Bombeiros de Portugal e pela Câmara Municipal de Oliveira do Bairro. António Bastos fez saber, em ofício, que "prestou 32 anos de serviço pautados pela missão, rigor, engrandecimento do concelho e união entre os bombeiros do distrito de Aveiro", não dando a conhecer as razões que motivaram a sua saída.» (JN)
CAFÉ RECREIO (6 DE ABRIL DE 1947) PRECEDE ‘POMPEU DOS FRANGOS’
Em 47 era dia de Páscoa. Casa cheia. Todos queriam entrar. A bica de café de saco tirava o lugar ao vinho a copo.
Vitorino Reis Pedreiras[1] regista no seu diário:
…
“Inaugurou-se hoje, em Bustos, o Café Recreio, de quem é proprietário[2] o Manoel Simões Aires. Esta nova casa comercial veio preencher uma lacuna no nosso meio, que se vai a pouco e pouco modernizando, o que nos alegra constatar.
Várias pessoas fizeram uso da palavra enaltecendo tal iniciativa e, como me encontrava nessa altura no café, fui convidado a fazer uso da palavra, no que acedi.
Em momentos felizes de espírito, prestei a minha homenagem ao Aires pelo seu arrojado empreendimento, fazendo um pouco de história do nosso labor e técnica no cultivo da terra, de onde tínhamos tirado a nossa economia. Disse que, sendo Bustos uma terra rica com fortes poderes de aquisição, porque não haveria de prosperar o comércio e a indústria? Finalizando, fiz um apelo para que todos cumprissem o seu dever com esta casa, que agora se inaugura. O café que se apresenta com bons móveis, está muito decente e repleto de fregueses, o que deve alegrar o seu dono, e todos gostam ver triunfar uma causa.”
É nos anexos deste Café Recreio que Heitor Carvalho, companheiro assíduo das merendas, engendra a confecção do frango de piripiri.
Constou-se que o primeiro galináceo grelhado no fogareiro foi “subtraído” a alguém do grupo das merendas. Por certo que nem a Ti Júlia, mãe do Pompeu, nem o Heitor estariam dispostos a sacrificar um frango. O certo é que dentro do grupo havia especialistas em pregar partidas, ao acaso: Aires (Gordo), Lino Rei, Manuel Simões dos Santos (Barroca) e Assis Rei.
Da peça produzida por Milton Costa em Bustos e o Molho de Piri-Piri[3], respiga-se:
Vitorino Reis Pedreiras[1] regista no seu diário:
…
“Inaugurou-se hoje, em Bustos, o Café Recreio, de quem é proprietário[2] o Manoel Simões Aires. Esta nova casa comercial veio preencher uma lacuna no nosso meio, que se vai a pouco e pouco modernizando, o que nos alegra constatar.
Várias pessoas fizeram uso da palavra enaltecendo tal iniciativa e, como me encontrava nessa altura no café, fui convidado a fazer uso da palavra, no que acedi.
Em momentos felizes de espírito, prestei a minha homenagem ao Aires pelo seu arrojado empreendimento, fazendo um pouco de história do nosso labor e técnica no cultivo da terra, de onde tínhamos tirado a nossa economia. Disse que, sendo Bustos uma terra rica com fortes poderes de aquisição, porque não haveria de prosperar o comércio e a indústria? Finalizando, fiz um apelo para que todos cumprissem o seu dever com esta casa, que agora se inaugura. O café que se apresenta com bons móveis, está muito decente e repleto de fregueses, o que deve alegrar o seu dono, e todos gostam ver triunfar uma causa.”
É nos anexos deste Café Recreio que Heitor Carvalho, companheiro assíduo das merendas, engendra a confecção do frango de piripiri.
Constou-se que o primeiro galináceo grelhado no fogareiro foi “subtraído” a alguém do grupo das merendas. Por certo que nem a Ti Júlia, mãe do Pompeu, nem o Heitor estariam dispostos a sacrificar um frango. O certo é que dentro do grupo havia especialistas em pregar partidas, ao acaso: Aires (Gordo), Lino Rei, Manuel Simões dos Santos (Barroca) e Assis Rei.
Da peça produzida por Milton Costa em Bustos e o Molho de Piri-Piri[3], respiga-se:
“O primeiro utilizador do molho foi o Sr. Heitor de Carvalho, que gostava muito de “molhacas” e tinha estado em Moçambique, de onde trouxe consigo piri-piris ou a ideia de um molho com piri-piri. Certo dia este cidadão de Bustos assou uns frangos com o molho de piri-piri, num fogareiro, e todos os seus companheiros gostaram. No Café Recreio do Pompeu Aires (Pompeu dos Frangos) experimentaram mais e depois começaram a abrir o frango para assar em assador com grelha giratória. E a delícia do frango de churrasco estava inventada e pronta para ser aquilo que é hoje.”
O sucesso do molho resulta de inúmeras experimentações «castigadas» no almofariz da botica levadas a bom termo pelo Dr. Assis Rei.
Do aproveitamento das miudezas dos frangos, a Nina (viúva do Pompeu) experimenta a confecção do arroz de miúdos que teve imediata aceitação popular … Quantas «monhacas[4]» foram adornadas com este petisco?
Em fins de 1963, o Pompeu transfere-se para a Malaposta onde instala o “Pompeu dos Frangos”, uma estrutura moderna na antiga casa da muda do serviço da posta. Atento à história do edifício, recupera em painéis de azulejo os episódios mais significativos relacionados com as viagens das antigas diligências. São painéis da memória e simultaneamente de informação atraente e expedita.
O nome do Pompeu (dos Frangos) espalhou-se por todo o país.
O Pompeu foi um mestre nas relações públicas e teve o condão de contribuir para a criação de tertúlias que funcionavam regularmente. O restaurante ainda hoje é frequentado pelos descendentes dos primeiros clientes.
…
O Café Recreio está associado aos primeiros «herdeiros».ao surgimento dos excelentes serviços da restauração em Bustos – o Piri-Piri e o Ti Maria.
Assíduo participante nos “18 de Fevereiro”, o Pompeu[5] esteve sempre pronto a apoiar as iniciativas de engrandecimento de Bustos, para além de ser solidário para com os desfavorecidos.
……………..
O Pompeu Aires e Heitor Carvalho foram retirados da lista dos esquecidos do imaginário de Bustos.
Falta cumprir a dívida da homenagem pública.
...
sérgio micaelo ferreira
[1] Memórias de Outros Tempos, 1995
[2] do edifício
[3] http://bustos.blogs.sapo.pt/arquivo/2005_02.html, Milton Costa, 28.02.2005.
Nota: Arsénio Mota escreveu uma crónica(?) alusiva ao Frango de Piri-Piri. Logo que haja acesso ao texto, ele será publicado no NB.
[4] Desconheço o grafo.
[5] A foto com as quatro personalidades regista um momento do Dia de Bustos, no Piri-Piri. Foi extraída do blogue.
[1] Memórias de Outros Tempos, 1995
[2] do edifício
[3] http://bustos.blogs.sapo.pt/arquivo/2005_02.html, Milton Costa, 28.02.2005.
Nota: Arsénio Mota escreveu uma crónica(?) alusiva ao Frango de Piri-Piri. Logo que haja acesso ao texto, ele será publicado no NB.
[4] Desconheço o grafo.
[5] A foto com as quatro personalidades regista um momento do Dia de Bustos, no Piri-Piri. Foi extraída do blogue.
5 de abril de 2006
CARLOS FABIÃO DE ABRIL. VALENTE. CULTO. DEFENSOR DA LIBERDADE.

Carlos Fabião considerado pelos seus pares “um dos melhores oficiais do Exército português, valente e destemido operacional nas campanhas de África foi um conciliador activo entre as diferentes fracções militares.
Arredio das benesses, Carlos Fabião partilhou a sua conduta sob o manto das ideias proclamados na tomada da bastilha: liberdade, igualdade, fraternidade.
Da biografia de Carlos Fabião também será de realçar a sua intervenção na abertura do Curso do Instituto dos Altos Estudos Militares, em Pedrouços, que fez abortar o golpe de estado da extrema-direita, liderado por Kaulza de Arriaga. Vamos dar a palavra a outro destacado membro dos Capitães de Abril, Vasco Lourenço:
Enquanto “… estava agarrado ao telefone a usar a ligação e a dizer à malta «se houver algum golpe, não temos nada que ver com ele, ninguém se mete» o Fabião, na segunda-feira, denunciou o golpe de uma maneira simples: na primeira aula – era um curso de cerca de 200 majores –, ele pediu ao professor para, como chefe de curso, dar uma informação e o professor autorizou, convencido de que era alguma coisa escolar, e o Fabião disse: «Quero informar-vos de que, neste momento, está em marcha um golpe de Estado militar, liderado pelo general Kaulza de Arriaga com o general tal e tal, onde um dos objectivos é eliminar os generais Costa Gomes e Spínola.»
Uma bomba na sala não produziria maior efeito”[1]
Com o seu intrépido gesto, Carlos Fabião conseguiu manter coeso o movimento revolucionário e contribuiu para estancar a hemorragia de mais sangue jovem que ingloriamente brotava no estertor da então anunciada queda do «império».
Carlos Fabião, até …
4 de abril de 2006
FIACOBA SÓ EM 2007
A Feira Industrial Agrícola e Comercial de Oliveira do Bairro (FIACOBA) não se realiza este ano, anunciou em conferência de imprensa, Mário João Oliveira, presidente da Câmara de Oliveira do Bairro.
A notícia completa pode ser lida aqui.
A notícia completa pode ser lida aqui.
1 de abril de 2006
A NÃO PERDER
Hoje, pelas 21horas, na igreja de Bustos, decorre a segunda parte do Encontro de Coros da Bairrada. Actuarão o Orfeão de Bustos, o Coral Magister da Mealhada, o Orfeão da Associação Recreactiva e Cultural de Recardães e o Cantate Jubilo de Barrô. A entrada é livre.
O '25 DE ABRIL' ENTRA NA TOPONÍMIA

“Em Abril, impõe-se destacar o dia 25 de Abril – pelo que tem de simbólico, pelo que tem de histórico, por tudo o que tem de actual. Alegra-nos registar o número e iniciativas que pelo concelho evocam esta data.”[1]
O 25 de Abril celebra o dia da festa da liberdade. Foi com a Revolução dos Cravos que as “assembleias em que, sem trancas na língua e peias na alma, alguns dissessem e os demais ouvissem e discutissem coisas e loisas em matérias de interesses comuns”[2]; foi a partir daquela quinta-feira que “o mais humilde Zé-Ninguém ao lado do maior contribuinte, ambos em perfeita igualdade de opção, a procurarem esclarecer-se para meter na urna a lista dos nomes dos que haviam de ser, na administração local, os executores das leis codificadas ou tradicionais, e, nas altas esferas, os mandatários capazes de as corrigir e actualizar.”[3]
A estrutura do poder autárquico foi gizada na Assembleia da República constituída por deputados eleitos através do voto livre, universal e secreto.
O Município de Oliveira do Bairro tem uma dívida para com os Capitães de Abril. Com a nova gerência do executivo, estão criadas as condições para finalmente inscrever o “25 de Abril/74” na toponímia. Daí, o presidente da câmara municipal já ter determinado o espaço para afixação das placas, mas a sua divulgação está marcada para a sessão solene. NB tem conhecimento que a Palhaça e Oiã já aderiram à “homenagem” ao movimento revolucionário [não fossem as Juntas de Freguesia da mesma cor partidária do poder da sede) . Em Bustos não se vislumbra vontade política do seu presidente da junta freguesa em propor o “25 de Abril” para a toponímia local. A propósito, Humberto “Chico” (PS) até já se exaltou – “se fosse uma placa para o visconde, eles escolhiam o adro da igreja” velha.
Finalmente, o “25 de Abril” irá constar no endereço do código postal 3770.
É o reconhecimento fraterno da acção dos Capitães de Abril.
...
[1] In Laura Pires, Vereadora da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, Agenda Municipal, Março/Abril.06
[2] [3] In Miguel Torga, Ensaios e Discursos, Publicações D. Quixote, 2001
(sérgio micaelo ferreira)
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