3 de julho de 2015

Asylo para a Biblioteca de Bustos. Opção da potência colonizadora.


Uma citação de um  livro que tb, existe  pelo menos um exemplar na Biblioteca de Bustos e

que por certo irá 'encantar' os alunos da pré-primária e do 1º ciclo da Escola Básica de 

Bustos.


"Sei muito bem que o estadista não é o santo,
que o grande político não é o mártir,
mas sei também que toda a obra governativa,
que não for uma obra de filosofia humana
 resultará em geringonça anedótica,
 manequim inerte, sem olhar e sem fala."

(Guerra Junqueiro, Pátria. Anotações (Balanço patriótico), Lello & Irmão – Editores, Porto. p. 192
(editado por sérgio micaelo ferreira, cartão de leitor da biblioteca de bustos nº 870)

2 de julho de 2015

BUSTOS - Câmara PSD - de Oliveira do Bairro - 'extermina' Biblioteca?

De uma entrevista aqui ao Dr. Assis Rei sobre a Biblioteca de Bustos em 1999, destacam-se dois excertos que podem revelar o estado de carência que tem acompanhado esta instituição.
câmara psd de oliveira do bairro vai 'criar' «casa mortuária da biblioteca de bustos»?


Uma estratégia para desativar a Biblioteca de Bustos ...

Eis o 1.º excerto:
(…)
 “JB – Bustos raramente teve as boas graças do poder de Oliveira do Bairro ...
AR.–   ... Mesmo a seguir ao 25 de Abril, a Biblioteca de Bustos mudou para um edifício comprado pela população e amigos da terra (O Palacete do Visconde), já a de O do Bairro foi instalada em edifício público pago pelos cofres do Estado. Mas há  mais .. A encarregada da nossa biblioteca recebia um pequeno subsídio, enquanto que a da sede do concelho tinha uma funcionária a tempo inteiro, com vencimento da Câmara. Enfim, ... para bibliotecas fixas iguais, tratamento diferente”.
(fim de citação)
 
‘Biblioteca fixa n.º 26 está viva e recomenda-se, Jornal da Bairrada, 1999, 04.15, p.6 
2º Excerto
“JB–  Como sente  hoje a  sua biblioteca?
AR.–  Visito-a diariamente. Tem novo equipamento. Está mais atraente. E repara que o horário de funcionamento está mais adaptado às necessidades da população. A bibliotecária é jovem e gosta do seu trabalho.... Mas parece ser sina, ...além do seu trabalho, faz serviço da Casa do Povo, ... preenche papelada, ... desloca-se a Oliveira do Bairro, etc... Como curiosidade ainda hoje vi um utente de Amoreira da Gândara   a entregar uma ficha de um livro... Momentaneamente a biblioteca  está em obras para receber uma ludoteca (polo da futura Biblioteca Municipal).
JB – Mas as valências oferecidas pela nova dinâmica de funcionamento da  biblioteca e da ludoteca não exigiriam a  construção de um edifício próprio?
AR.–  (Encolheu os ombros) ... Anda-se a remendar, ...  para remediar ... “
(Fim da entrevista)
in Biblioteca fixa n.º 26 está viva e recomenda-se’, Jornal da Bairrada, 1999, 04.15, p.6 – Nota: o oportuno título da entrevista foi criado pelo JB, (provavelmente, Armor Pires Mota).

Parece tornar-se claro que o poder central de Oliveira do Bairro tem usado a estratégia de "remendar  … até cair de podre".

A decisão da câmara PSD de Oliveira do Bairro em transferir a Biblioteca+Pólo de Leitura para sala(s) do interior da Escola Básica de Bustos (pré-primária e 1º ciclo básico!) mostra que o executivo pretende ‘exterminar’ a biblioteca herdeira, da Biblioteca Fixa nº 26 de Bustos. 
O tempo (meteorológico) irá encarregar-se de fundar uma ‘casa mortuária da biblioteca de bustos’, tornando inoperacional a utilização da maior parte do espólio. A menos que haja uma apropriação indevida a mando do executivo camarário.
sérgio micaelo ferreira, cartão de leitor da biblioteca de bustos nº 870 

29 de junho de 2015

4 ATLETAS DA ADERCUS SELECIONADAS PARA O EUROPEU



Quatro atletas da ADERCUS foram seleccionadas para representar Portugal no Campeonato da Europa de Corrida de Montanha, no próximo sábado, dia 4 de julho, na ilha da Madeira, em Porto Moniz. As atletas seleccionadas são as seniores Carla Martinho, Joana Nunes e Elisabete Azevedo e a júnior Ana Catarina Rodrigues.
Sara Carvalho, Mónica Simões, Elisabete Azevedo, Joana Nunes, Ana Rodrigues, Débora Santos, Carla Martinho e Ricardo Esteves
A competição irá ser disputada no sistema “sempre a subir” e na prova de juniores a Ana Catarina Rodrigues irá correr 4.000m, com um desnível entre a partida e a meta de 400m. Na corrida de seniores, o trio composto por Carla Martinho, Joana Nunes e Elisabete Azevedo terão de percorrer 7.900m, com um desnível de 850m.

Entretanto, Sara Carvalho correu no domingo de manhã o Grande Prémio de Mozelos, prova de estrada, disputada em Santa Maria da Feira, na qual subiu ao pódio no 2º lugar, que teve como vencedora a atleta Anália Rosa (Sporting CP) e no 3º Lugar a Marta Martins (ACRSD). No sector masculino, Luís Silva foi o 6º classificado da classificação geral.
Sofia Almeida_MeetingJovemCantanhede
Sofia Almeida subiu ao pódio em Febres, no Meeting Jovem de Cantanhede, disputado no sábado à tarde, que reuniu atletas dos escalões de Infantis e Iniciados, em representação das selecções distritais de Aveiro, Coimbra, Castelo Branco, Leiria e Lisboa. A atleta Infantil competiu na corrida de 60m, tendo sido a 2ª classificada, com 8,26seg, e no salto em comprimento, também no 2º lugar, com a obtenção de novo record pessoal de 4,59m.

Em Penafiel, também no sábado à tarde, Sara Carvalho foi a 3ª classificada do Grande Prémio de Santiago, que teve como vencedora a Mónica Siva (SL Benfica) e a 2ª classificada foi Anália Rosa (Sporting CP).
ADERCUS

DÁ PARA REUTILIZAR



Decorre até ao final do mês de Setembro, na nossa união de freguesias o período de recolha de material lúdico, pedagógico e didático, no âmbito da campanha “Dá para reutilizar”. 
A recolha deste material deverá ser entregue no balcão de atendimento da Loja Social de Bustos, durante o horário de funcionamento da mesma ou entregue às funcionárias do Centro Escolar de Bustos, Troviscal, Escola Básica da Mamarrosa e IPSB (caso tenha educando numa destas instituições deverá utilizar o destacável anexado à circular que foi entregue preenchido).
Esta campanha de sensibilização, organizada pela loja social de Bustos, tem uma componente educativa, direcionada para os valores e funciona como um incentivo à solidariedade tendo como objetivo promover a reutilização de material lúdico, pedagógico e didático, para crianças a partir dos 3 anos.



Qualquer criança e jovem com diferentes tipos de dificuldades (económicas, etc) devidamente sinalizados pelos serviços escolares da União de Freguesias, pode ter acesso aos materiais – tal será efetuado no início do ano letivo 2015/2016.



Faça parte desta campanha!! Mesmo com pouco pode fazer muito!!!

26 de junho de 2015

AS PRÁTICAS POUCO DEMOCRÁTICAS DA CÂMARA E O PRÉ FABRICADO

A vereadora da cultura Elsa Pires

No concelho de Oliveira do Bairro os processos de decisão política são inversos às práticas políticas correntes em Portugal. Em qualquer edilidade democrática se cumpre o mesmo processo. Começam por se fazer consultas e recolhem-se as várias contribuições (técnicas e politicas), que vão permitir ao decisor fundamentar a sua escolha. Em Oliveira do Bairro tomam-se as decisões sem consulta, estudo ou debate público.

O caso da Biblioteca de Bustos é exemplar de como as boas práticas políticas estão ausentes do nosso concelho.

Perante a necessidade de dar utilidade a um edifício como o da antiga escola primária de Bustos qualquer dirigente seguiria as regras elementares. Delegando, mas marcando datas e estabelecendo um plano de trabalhos, visaria reunir a necessária informação que lhe permitisse escolher a mais adequada função para a infraestrutura. No nosso regime isso implica, necessariamente, a audição de todos os interessados. É o primeiro passo.

Um político com visão e sabedoria iria mais longe. Tendo em conta que o edifício a requalificar está situado junto ao Parque da Vila, que começa a ter um papel estruturante, podendo ser a génese de uma nova centralidade em Bustos, proporia enquadrar o edifico e as suas funções, tendo em conta este núcleo, onde há um conjunto de infraestruturas que precisam de obedecer a uma visão de conjunto e a uma estratégia comum de desenvolvimento.

Em vez de gerir o espaço público caso a caso e em razão do improviso, trataria de elaborar, por exemplo, um Plano de Pormenor para o centro de Bustos/Parque da Vila. O gestor público competente daria início a todo um processo de consultas e debates visando a elaboração e aprovação de um Plano nas suas várias valências. A utilização do edifício da escola seria decidida em função do seu enquadramento neste núcleo de funções multidisciplinares, onde já existe uma significativa variedade de infraestruturas públicas (parque infantil, mini golf, parque de merendas, junta de freguesia, etc.)
Pensamento ou visão política é coisa que não há em Oliveira do Bairro. Nem as mais elementares práticas de gestão democrática são instrumentos utilizados no quotidiano da gestão camarária. E se não é por ignorância, é por má fé.

POR CAUSA DO PRÉ FABRICADO

Aqui o presidente da Câmara delega que é como quem diz, manda a vereadora “resolver a questão”. Esta, que não faz ideia do que são as boas práticas da administração política, visita a escola em questão. Encontra um pré fabricado instalado no recreio servindo de instalações à Loja Social e não gosta de ver tal estrutura. Terá sido por razões estéticas, só ela o saberá, que começou por decidir “demolir o barracão”. Ao informar os responsáveis da Loja Social da intenção de desmantelar o pavilhão estes perguntaram: “E para onde nos mudamos nós?”
Perante a necessidade de albergar aqueles a quem ameaçava retirar o teto, a vereadora concluiu pela sua transferência para o edifício principal.
 Sem ouvir ninguém, sem ter em conta promessas anteriores, sem considerar a história e a identidade da comunidade, sem qualquer visão estratégica, sem lógica ou entendimento decide por junto acabar com uma iniciativa que comemora 54 anos, a Biblioteca de Bustos, enterrando-a  numa sala vazia que existe no novo edifício da escola básica.
Tudo isto é obra e pensamento de uma senhora chamada Elsa Pires a quem um dia chamaram Vereadora da Cultura, a mesma que declarou ao boletim informativo Oliveira do Bairro, nº77:

“A confiança e as funções que me foram atribuídas são de uma enorme responsabilidade, que assumo com grande sentido de serviço público, tendo definido, desde o primeiro momento, que as irei exercer em nome das pessoas, para as pessoas e com os olhos nas pessoas, num ambiente dialogante e com profundo sentido de dever.”

Nem olhos nos olhos, nem ambiente dialogante, nem sentido do dever. Nem quando é confrontada com a contestação da esmagadora maioria da população, representada por todos os quadrantes políticos, Elsa Pires tem a coragem de dialogar ou de expor uma ideia. Nem tem a capacidade para perceber a ofensa que está a cometer à nossa identidade, à nossa história, à nossa democracia.
Na Assembleia Municipal, aquela que é paga com o dinheiro do povo para cumprir a sua função, não só não a cumpriu como se deu à arrogância de mostrar uns sorrisos parvos.

Agora, que politicamente se suicidou só resta a Elsa Pires pedir desculpa e ir-se embora. Se tiver coragem, dignidade e não quiser envergonhar mais a família.

Augusto Messias de Oliveira

O novo cronista da vila

24 de junho de 2015

ADERCUS - BEATRIZ RODRIGUES E SOFIA ALMEIDA MEDALHADAS. PAULO FERREIRA MEDALHADO.



A atleta Beatriz Rodrigues, do escalão de Juvenis, ainda de primeira época, participou no domingo em Fátima na corrida de 800m do campeonato nacional de Juvenis de Pista ao ar livre, tendo alcançado a medalha de bronze e estabelecido novo record pessoal na distância, registado agora em 2min15,93seg. 
ADERCUS - Beatriz Rodrigues, bronze no Campeonato Nacional de Juvenis

A atleta que está pré-selecionada para participar no Festival Olímpico da Juventude Europeia, a disputar em Tblisi, na Georgia, melhorou em 2 segundos a sua marca e aproximou-se mesmo do mínimo de participação no campeonato do mundo de Juvenis, que é de 2min14,00seg.

ADERCUS - Sofia Almeida conquista três títulos

Em Aveiro, Sofia Almeida esteve em destaque mais uma vez nos campeonatos distritais de pista de Infantis, tendo conquistado 3 títulos. 
ADERCUS - Sofia Almeida durante o salto em comprimento

A atleta venceu no sábado à tarde os 150m, em 19,93seg, no domingo de manhã correu os 60m em 8,36seg e estreou-se no salto em comprimento, tendo vencido também com um salto de 4m49cm. Em bom plano também estiveram a Catarina Pardal, 5ª classificada nos 150m, com 22,00seg e 7ª nos 60m, com 9,17seg. Maria Francisco foi a 7ª nos 150m, com 22,06seg e 8ª nos 60m, com 9,17seg.

Em Cantanhede, Paulo Ferreira foi o 3º classificado e 1º Veterano da 2ª Corrida da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Cantanhede. Uma semana antes, no dia 14 de junho, correu o Grande Prémio da Casa do Benfica da Figueira da Foz, no qual foi o 4º classificado e o vencedor de Veteranos.

Fotos  e Texto,Ricardo Esteves, (ADERCUS)

ARSÉNIO MOTA: “ ESTOU MARAVILHADO COM A UNIÃO DOS BUSTUENSES”

Arsénio Mota, 85 anos, escritor, poeta, cronista e ensaísta da cultura portuguesa contemporânea, fundador da AJEB – Associação de Jornalistas e Escritores da Bairrada, recentemente homenageado em Vila Franca de Xira numa iniciativa do Museu do Neo-Realismo, é o bustuense  a quem devemos a criação da Biblioteca de Bustos, inaugurada em 1961.
O escritor, a viver no Porto, em mensagens trocadas com Irene Micaelo, que aqui divulgamos, mostra-se maravilhado com a união dos bustuenses e  indignado por se pretender acabar com um “bem público”.

Arsénio Mota na sessão comemorativa dos 50 anos da Biblioteca de Bustos, em 2011


1.
Eu deixei há tempo de ir a Bustos e agora estou maravilhado com a união que as pessoas mais em evidência local estão a demonstrar em defesa da «Biblioteca Pública» criada há mais de cinquenta anos, em resposta à Câmara cujo presidente, tão (pouco) amigo da cultura quanto se sabe, insiste em a retirar (um bem público!) da terra para a «arrumar» sob a alçada do ministério de Crato tão (pouco) amiguinho da educação...
2.
Esta sua nova mensagem deixou-me francamente gratificado! Agradeço-lha, assim como a todos os bustuenses que se fizeram presentes na reunião da Assembleia Municipal para manifestar a recusa geral ao projecto da mudança da nossa Biblioteca para a escola. Concordo inteiramente consigo, Irene, a sua indignação é também a minha, pois não consigo abstrair do quanto aquela «coisa» deve à minha iniciativa desde o início do início.
Permita-me apenas lembrar que, actualmente, a Biblioteca é realmente um «bem público» da terra; transferida para a escola, passa a depender do Ministério da Educação; transforma-se em «biblioteca escolar», algo que, como bem sabe, nada tem a ver com o «bem público» que é, ainda que com algum interesse para o ensino.
Este pormenor, na minha opinião, é crucial e, no entanto, ainda não o vi equacionado.
Enfim, embora longe, tenho vindo a seguir os acontecimentos. Sinceramente maravilhado com a união dos bustuenses em torno deste triste caso. Não assinei o abaixo-assinado porque ninguém mo propôs.
Agora só falta que a população, sempre unida na defesa do «bem público» que é todo seu, impeça a transferência dos livros e outro recheio da Biblioteca, barrando em massa o acesso às respectivas instalações no dia em que tal tente fazer-se!
Se quiser, Irene, pode divulgar por todos os meios ao seu alcance esta minha posição.
Nesta causa, Amiga, estou consigo, todos estamos juntos e consigo!
Abraço muito cordial.

Arsénio Mota


23 de junho de 2015

IRENE MICAELO: “RECONHECER ERROS, É UM ATO DE CORAGEM E ÉTICA POLÍTICA”

[Apresento os meus cumprimentos aos Exmos.: Senhor Presidente da Assembleia Municipal, Senhores Deputados Senhor Presidente da Câmara, Senhores Vereadores; excelentíssimo público e Caros Concidadãos

(Agradeço a oportunidade que me é concedida de poder participar expressando a minha opinião perante esta digníssima Assembleia)]

…O que eu quero realçar, é que, ao lado da indignação que aqui me trouxe, motivada pela decisão tomada por este executivo camarário de transferir a Biblioteca/Polo de Leitura de Bustos para o atual Polo Educativo do Sobreiro, coexiste também, neste momento, um sentimento de satisfação. Não pela decisão – que repudio vivamente! – mas uma satisfação enorme ao verificar que, em tão curto espaço de tempo, e sem ter havido ações concretas de maior esclarecimento ou de sensibilização para esta causa, foram recolhidas, de forma espontânea, 525 (quinhentas e vinte e cinco) assinaturas, validando um abaixo-assinado que pretende, que exige, que a Biblioteca seja, isso sim, instalada na antiga Escola Básica de Bustos – local histórico e símbolo de identidade, onde muitas gerações aprenderam a ler – após a requalificação e a devida adequação dos seus espaços às exigências atuais e às novas funcionalidades.

Ora esta posição, este abaixo-assinado, constitui uma advertência, reveladora de que os bustuenses sabem muito bem aquilo que querem; sabem que a Biblioteca, para poder cumprir a sua missão, tem de ser colocada numa posição estratégica de maior visibilidade, tem de ser colocada num local nobre, no «coração» da vila, onde já existem infraestruturas funcionais e apelativas, ligadas ao desporto e ao lazer e onde falta esta componente de fruição cultural e de construção do saber.

Os bustuenses sabem muito bem que o acesso ao conhecimento não pode configurar-se apenas a uma parcela da sua comunidade. E levar a Biblioteca para as instalações periféricas e descentralizadas do atual Polo Escolar, fechando-a à chave e intramuros, e onde – pasme-se, meus senhores! – até o acesso aos utilizadores tem de ser feito através de uma campainha a instalar para o efeito – é condená-la antecipadamente ao fracasso, a um fecho mais do que anunciado. E tudo isto acontece numa altura em que outras Câmaras reforçam dinâmicas e políticas culturais em que o livro, a leitura, a informação em diferentes suportes são levados para as ruas, para as praias, para os jardins, numa oferta gratuita, num convite à ocupação saudável e formativa das crianças, dos jovens, das populações de diferentes níveis etários.
Sabemos, porém, que nem todas as Câmaras revelam a sensibilidade necessária para entenderem estes espaços como um benefício a curto, médio e longo prazo e também como um investimento futuro.

Senhor Presidente, senhores Autarcas,

As Bibliotecas públicas são, como sabemos, entidades de serviço público, detêm responsabilidades sociais e cívicas e têm a obrigação, o dever, de respeitar o contrato que estabeleceram com os seus cidadãos, auscultando as suas opiniões e contribuindo para o seu bem-estar e satisfação.

Senhor Presidente, senhores políticos

Ainda é tempo de ponderar.
Reconhecer erros e corrigir posições é um ato de coragem e de ética política!
É dessa resposta que nós, bustuenses, estamos à espera.      

E queremos acreditar que assim será.

(disse)


Irene  Micaelo

Não queira gerir o Concelho à moda do “Eu quero, posso e mando” - Narciso Cardoso, na Assembleia Municipal

Há muito tempo que estou retirado da actividade política e associativa do nosso Concelho, por motivos de saúde. Mas há coisas que são mais importantes, do que a minha própria vida. Já pouca ou nenhuma falta faço pela minha idade avançada, mas não posso dizer o mesmo da Antiga Biblioteca Fixa N.º 26, da Fundação Calouste Gulbenkian.

Criada por iniciativa dos Bustoenses e não pela iniciativa da Câmara Municipal e muito menos pelo seu presidente actual, a biblioteca deve ser instalada num local adequado, nunca num local onde os seus utilizadores possam vir a perturbar pessoas que desenvolvem outras actividades, nunca num local que ponha em risco as nossas crianças. Um predador sexual não tem uma etiqueta na testa para ser identificado. Quem nos garante a inexistência de mal-intencionados? Não às misturas do Polo Escolar/Biblioteca.

Devia saber tão bem como eu que o local adequado, até pela sua centralidade e recordação, é a Antiga Escola de Bustos sita na Rua Jacinto dos Louros. A mudança da Biblioteca para a antiga escola, foi uma promessa eleitoral que não ficou no papel mas há outras que ficaram e, mesmo assim, não foram cumpridas.

Cumpra as suas promessas, as que não ficaram e as que ficaram escritas. Não queira gerir o Concelho à moda do “Eu quero, posso e mando”. Vivemos numa Democracia e numa Democracia, defendem-se os interesses do povo e respeita-se a sua opinião porque se assim não for, pode-se esperar todas as reacções possíveis de uma população descontente.

E a  população está deveras descontente. A antiga freguesia de Bustos foi sempre desprezada ao longo destes anos ditos democráticos e continua a ser desprezada por si. O recuo, o arrependimento, é sinal de inteligência. Não é impondo a sua vontade, que nos faz ser mais homens, reconhecer os nossos erros, é ser homem.

Eu, Narciso Paiva Cardoso, reconheço que errei e arrependo-me, arrependo-me do tempo que perdi para o eleger, onde reconheço a minha quota parte de culpa. Sabemos que o senhor presidente não tem o sentido de bom samaritano para a nossa antiga freguesia de Bustos. Sabemos que o Sr. Presidente é amnésico e tem-no demonstrado com o seu empenho pessoal, recorda Sr. presidente? Talvez o faltar à verdade para um político seja uma virtude, já para um homem!!! ... é pouca coisa.

Deixo aqui um apelo sabendo da sua escassa benevolência, mesmo utilizando dinheiro público para a antiga freguesia de Bustos, respeite os benévolos que outrora enriqueceram a nossa  freguesia com a sua existência e doaram à antiga freguesia de Bustos um terreno para a construção de um bairro económico. Recordo o saudoso cidadão, Sr. Adélio Reis Pedreiras.

O Executivo do Dr. Acílio Gala disponibilizou verbas para a aquisição de terrenos circundantes necessários para a execução do projecto. Já lá vão 20 anos Sr. presidente 10 dos quais com o Sr. à frente do município. Diga o que é que já se fez nesse sentido Sr. Presidente? Nunca é tarde demais para reconhecer os seus erros, eu hoje, nesta assembleia municipal, já reconheci o meu. Foi ter-lhe dado o meu apoio.

Tenho dito.

22 de junho de 2015

PERANTE O PROTESTO O PRESIDENTE DELEGA E ENCOLHE –SE. A VEREADORA CALA-SE



No passado dia 19 de Junho realizou-se a Assembleia Municipal de Oliveira do Bairro e não há memória recente de uma sessão tão concorrida e participada. Presentes na sala muitos bustuenses que ali se apresentaram para defenderem a instalação da Biblioteca de Bustos/Polo de Leitura no antigo edifício da escola primária.

Coube a Alberto Zenha Martins entregar um abaixo assinado com 535 assinaturas, manifestação bem clara da vontade popular. Usaram depois da palavra, em nome dos bustuenses, Paulo Figueiredo, Óscar Aires dos Santos, Elsa Vilar, Miriam Ferreira, Irene Micaelo, Narciso Paiva Cardoso e Manuel António Romão.

Foi um enumerar de razões e explicações a que senhor presidente da Câmara, Mário João Oliveira, prometeu responder. Pronunciaram-se também os deputados dos vários grupos parlamentares todos concordando com a posição dos bustuenses, à exceção de Susana Nunes (PSD) que depois de muito falar concluiu que lhe cumpria obedecer, pelo que apoiava a decisão camarária.
O chefe da bancada da maioria, João Paulo Sol, aproveitou para atacar Duarte Novo, presidente da União de Freguesias, porque este se atreveu a defender as populações que o elegeram. Chamou à denúncia de Duarte Novo, "propaganda". Fraco argumento para contestar tão sérias e objetivas questões levantadas pelo autarca da União de Freguesias. Vale a pena citar as palavras que tanto irritaram a edilidade. Disse Duarte Novo ao Jornal da Bairrada: 
“Pelo que me consta temos duas candidaturas para a construção de dois centros de saúde com as mesmas verbas atribuídas, um para a União de Freguesias e outro para a freguesia da Palhaça. A ser assim significa que duas das três extintas freguesias da União deixarão de ter posto médico.
Não consigo compreender como é que um posto médico para servir 2500 habitantes custa o mesmo do que outro que terá de servir pelo menos 6500.”

O presidente da assembleia Municipal, Manuel Nunes, também ele subscritor do abaixo assinado, usou da palavra para apelar ao diálogo alertando para os perigos de um crescente descontentamento.

Quando chegou ao momento de a todos responder Mário João Oliveira, o presidente da edilidade, foi igual a si próprio e não respondeu a ninguém. Ignorou questões e argumentos, passou ao lado das suas próprias motivações e, demitindo-se da função de liderança para que foi eleito, comunicou que tinha delegado o assunto nas mãos da vereadora Elsa Pires. Afirmou que gosta de delegar e calou-se. Assim confrontada Elsa Pires aproveitou para engolir em seco e foi incapaz de dizer palavra.

Nunca antes se tinha assistido a uma tão degradante manifestação de incompetência politica e incapacidade para liderar.


NB