23 de junho de 2012

MUNDO Encantado VERSÃO 2 ANIMOU NOITE (2)

Parque do Corgo em construção (imagem de arquivo)


sérgio pato

MUNDO ENCANTADO VERSÃO 2 ANIMOU NOITE (1)


Mundo encantado, festa no parque da junta de freguesia
tempo ventoso algum frio,
 bastante assistência,
colaboração:
.  grupo de teatro do IPSB
. grupo de dança,do OBSC infantil adulto,
. banda de garagem primeiro direito,
. uma tasquinha da associação de pais do IPSB  e escolas primárias.


 assistência - um aspeto
assistência e reservados

sérgio pato

BUSTOS (SOBREIRO) - «AMIGOS DA TERRA» ANUNCIAM O SÃO JOÃO BAPTISTA





Sobreiro - São João (capela antiga)?. Foto col. Bustos d'Outrora, créditos para Alberto Martins.


S.to António 'visita' a Biblioteca de Bustos

S.to António ainda há poucos anos dava o seu nome a festa. A Biblioteca de Bustos não esqueceu.
foto de sérgio pato sobre trabalho de MDP.
Memórias de meninice

BUSTOS - LOJA SOCIAL OU O REVERSO DA MOEDA

foto sérgio pato


A Loja Social de Bustos comemorou o seu 1º aniversário no passado dia 28 de maio.
Este projeto constitui-se como um marco de referência na ajuda a famílias carenciadas do concelho de Oliveira do Bairro.
Neste 1º ano, a Loja Social contou com a colaboração de 114 doadores que foram um esteio para a satisfação das necessidades dos 57 utentes inscritos. Foram rececionados 8250 objetos (vestuário, calçado, têxteis, artigos de decoração, mobílias, louça, panelas, brinquedos e material escolar e didático) e foram entregues 3050.
Atendendo ao contexto da crise, alguns dos artigos, nomeadamente mobílias e artigos domésticos, cobertores e roupa de cama, são notoriamente insuficientes para suprir as necessidades já solicitadas.
Assim, apelamos à generosidade da população concelhia que tenha estes artigos  e que não precise, e atendendo à nossa falta de espaço, que nos comunique ou à Junta de Freguesia de Bustos, para podermos criar uma base de dados e assim poder satisfazer as necessidades já apresentadas.
Também porque estamos a estudar uma parceria de reciclagem, que nos vai permitir realizar algum dinheiro, que nos permitirá comprar material escolar, relembramos:
SEJA SOLIDÁRIO, não use o contentor,
deposite o que não precisa
na  LOJA SOCIAL DE BUSTOS

(DL/DC)

Um obrigado às alunas do Colégio de Bustos, pais (que gratuitamente prestaram relevante serviço) e profe do projeto (Bustuense de estaca) pela iniciativa. 
ao casal Deolinda Costa e Basílio Crespo pela cedência do espaço. 
à junta de freguesia pelo apoio institucional e colaboradores da parte técnica.
..
Ditosa Luzio e Dorinda Capão dupla voluntária sempre disponível para responder às solicitações.
e a muitos voluntários que ajudam o seu semelhante 

(com a colaboração de Ditosa Luzio, Dorinda Capão e Sérgio Pato)

21 de junho de 2012

BUSTOS - A ESCOLA DO CORGO É PATRIMÓNIO DA JUNTA DE FREGUESIA?



"Entre os patrimónios da res publica localizados em Bustos contam-se os edifícios das escolas primárias".
 “Escola Primária” do Corgo, a quem pertence?
cara do edifício da “Primária” da Quinta Nova diz que é um edifício enquadrado no Plano dos Centenários das construções escolares.
A construção de edifício escolar era uma aspiração que vinha já da primeira Junta de Freguesia de Bustos. A busca de terreno  para a construção  teve início durante a primeira junta de freguesia. 

Pretendia-se uma escola localizada no centro. O local preferido era o terreno do "Sr. Visconde" que confronta as ruas 18 de Fevereiro e Jacinto dos Louros. Onde mais tarde Augusto Simões da Costa construiu o seu estabelecimento. 


Em 17 de Janeiro de 1926,  a junta de freguesia inscreve no orçamento a verba “de dois mil e setecentos escudos [13,47€] para material e mão d’obra  de duas maceiras de adobos  feitos por conta da Junta com destino às construções escolares”.

Contudo, é depois da Revolução do 28 de Maio de 1926 que efetivamente tem início a construção da ansiada escola.
Na sessão de 15 de Maio de 1927 da Comissão Administrativa da Junta de Freguesia, “O Presidente apresentou a planta e alçado da obra do edifício escolar desta freguesia, fornecida pelo Ministério da Instrução Pública, a qual foi apreciada pelos membros da Comissão que a acharam muito boa.  Mas reconhecendo que o importe da sua execução é superior aos recursos de que pode dispor, deliberou fazer-lhe algumas modificações, tais como suprimir algumas janelas de lado do rés-do-chão, executando-as com mais simplicidade, principalmente as laterais e as do lado sul. Suprimir dois salões no primeiro andar, ficando com os dois do rés-do-chão e um ao centro do primeiro andar.

A obra ia avançando e, v.g. em sessão de  2.12.1928, a Comissão Administrativa  autorizava os pagamentos “para o edifício da escola: a Antonio da Silva Neves quarenta e cinco escudos pelo transporte de telha, a Manoel Rosa Novo cento e trinta e cinco escudos pelo transporte de telha, a José Matos  cento e trinta e cinco escudos pelo transporte também de telha e a Porfírio Fontes trinta escudos pelo serviço de tirar água para argamassar cal.”
  Era notória a ânsia de  ter alguma sala pronta receber  alunos, conforme se pode depreender da sessão de   20 de janeiro de 1929, a Comissão Administrativa reúne extraordinariamente “para arrematar as obras interiores e uma porta e quatro janelas dum dos salões do edifício escolar”.

Nos fins de 1929, a comissão administrativa tinha lançado o concurso para o serviço de estuque nos dois salões térreos do edifício escolar”. As propostas apresentadas por Manuel Tavares e por Américo Oliveira foram rejeitadas, “por pouco explícitas nos materiais a empregar”. Foi decidido fazer-se a adjudicação “por licitação verbal, e os materiais ficarão a cargo desta Junta devido a ser difícil a fiscalização dos mesmos”.   

Na sessão de 13 de Maio de 1934, a Comissão Administrativa procedia à arrematação das restantes obras da conclusão do edifício da escola Primária do Corgo,  entre as quais se transcreve:
. as obras de cal grossa e pintura quer externas quer internas, e todo o edifício da Escola [foram] adjudicadas ao senhor Manuel Ferreira Tavares, pela quantia de cinco mil quarenta e três escudos e cinquenta centavos,
(…) o gradeamento do recinto de recreio do edifício da Escola, e as varandas (…)   varandas em ferro para o mesmo edifício  [foram] adjudicadas aos senhores João dos Santos Oliveira e José Maria Simões dos Reis pela quantia de três mil e quinhentos escudos (..,)

Por fim:
É  desejável que a construção da Escola do Corgo seja revertida em estudo(s) adequado(s).
Pelos dados expostos, e  mais leituras das atas, este edifício escolar foi mandado construir e pago pela Junta de Freguesia/Comissão de Freguesia de Bustos.
Assim sendo, a Escola Primária do Corgo é Património da Junta de Freguesia de Bustos, com direito a tabuleta.
A menos que tenha ocorrido alguma «entrega» oficial do edifício à Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, à semelhança do que aconteceu com a Estação Telégrafo-Postal construída com o dinheiro de particulares de Bustos... mas cuja «entrega» foi imposta superiormente.
É mais um caso a deslindar.
_________________________________
Fora de texto…
 … de vez em quando anda na ar a ideia (ou a vontade?) de entregar o Palacete do Visconde à Câmara Municipal.

20 de junho de 2012

BUSTOS, Patrimónios - “Escola Primária” da Quinta Nova


"Sobre o Património: 
a Capela da Póvoa e  do S. João 
pertencem à junta de freguesia. 

Informou também 
que 4 terrenos do bairro social 
já foram registados."


Informação do sr. presidente 
da junta de freguesia de Bustos na Assembleia de Freguesia de Bustos, em 28-04-2012 


Entre os edifícios da res publica localizados em Bustos, estão as escolas públicas: do Corgo e da Quinta Nova.
A quem pertence a Escola da Quinta Nova?

Esta escola foi inaugurada em plena campanha de propaganda eleitoral da União Nacional, talvez 16 de Janeiro’1949 – domingo, (1) diga-se, a campanha até era desnecessária já que a vitória da lista proposta pela União Nacional estava previamente garantida pela “secretaria”.

O edifício escolar com duas salas de aula, destinado a albergar o sexo feminino – conforme exigia a separação de sexos nas primárias – está implantado em lugar sobranceiro e que respeitava os requisitos determinados pela legislação.
foto sérgio pato
A traça deste edifício – semelhante a inúmeras escolas espalhadas pelo País – inscreve-se nas construções escolares do Plano dos Centenários (da Fundação de Portugal, ano de 1140 e da Restauração da Independência, 1640). 
Não consta que alguma escola deste plano tivesse sido construída no ano de 1940.  
 As construções escolares do Plano dos Centenários encerrara em 1960.
Entretanto, em 1961, a Escola da Quinta Nova era ampliada com mais uma sala, construída no piso superior(2). 


A confirmar o que está na placa, a Escola da Quinta Nova pertence ao património Câmara Municipal de Oliveira do Bairro. Pelo menos não consta que a Junta de Freguesia de Bustos haja despendido qualquer verba para a sua construção. A merecer confirmação.

Um pormenor: A sequência das fotos testemunha que a mudança das cores do edifício segue a orientação dos  ventos do poder.
Uma preocupação:
O ensino das primeiras letras em Bustos é um tema aliciante – ente outros – que merece ser tratado.  
________________________
(1)      – dados recolhidos de Vitorino Reis Pedreiras, Memórias de Outros Tempos, 1995. (Dia 17, Janeiro – 1949, p.s381/3). Recomenda-se a leitura deste episódio.


(2)  Hilário Costa teve a preocupação de dotar os edifícios das escolas primárias e da igreja do Corgo com para-raios. A circunstância da segunda oferta de para-raios à escola da Quinta Nova vem explicada em «Inauguração do Pára-Raios». pg. 56, de "Bustos -Memórias   de um bustoense" indicado na 3ª. foto