16 de junho de 2009

BUSTOS TEM O SEU CANTÁBUS - Domingo, 21


(Para ampliar, basta um clique sobre a imagem. Às vezes, resulta.
Já a ampliação do Cantábus exige o empenho e arte de muitos e a adesão de Amigos)

14 de junho de 2009

BUSTOS FORUM 2009 TRAZ HOMENAGEM: FERREIRA DA SILVA


O “notícias de bustos” e o seu antecessor “do passado e do presente” têm-se referido ao espaço - que foi único, no tempo e no espaço - e, sobretudo, a esse homem de grande visão que foi Manuel Ferreira da Silva, um conterrâneo emigrado no Brasil que nos princípios dos anos 30 do séc. XX apostou no progresso de Bustos duma forma inédita para a época. Manuel Ferreira da Silva chamou a esse espaço Centro Recreativo de Instrução e Beneficência.
Sobre o Centro e o grande bustuense que lhe deu vida, podem consultar textos
AQUI, ALI e mais ALÉM.
Vá lá: haja ideias e gente com vontade de fazer do Fórum de Bustos/2009 um marco histórico do encontro com as nossas RAÍZES!*oscardebustos31.7.08
,FÓRUM 2009 JÁ MEXE




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2009, ano de quase todas eleições.
2009, ano da grande festa Laurentina das Homenagens
2009, ano de porco no espeto no quase campo de midigolfe da Junta de Freguesia de Bustos. (?)
2009, ano de adiamento do Bairro do Cabeço
2009, do Fórum de Bustos dedicado a M. Ferreira da Silva.
Fórum Bustos’2009 - Manuel Valente é o indigitado Presidente de uma Comissão que já está no terreno a trabalhar na sombra… e à espera de ajudas.
O encontro está marcado para 18 de Julho (a um sábado).
e todos os caminhos vão passar por Bustos.


Mais notícias serão espalhadas, com fundamento.
...
Clarita Aires Guitas, que anda entre Seca Meca e Mourisca do Vouga a preparar o guarda-roupa para o próximo Cantábus a acontecer no próximo dia 21, vai integrar a comissão do fórum a partir daquela data. O rigor deixado por José Marques exige toda a atenção da Clarita.
Como é seu hábito já consolidado em longas caminhadas.

10 de junho de 2009

LUÍS DE CAMÕES bem avisou


( para ampliar clicar sobre a imagem)


Não mais, Musa, não mais, que a Lira tenho
Destemperada e a voz enrouquecida,
E não do canto, mas de ver que venho
Cantar a gente surda e endurecida.
O favor com que mais se acende o engenho
Não no dá a pátria, não, que está metida
No gosto da cobiça e na rudeza
Duma austera, apagada e vil tristeza.
( Luís de Camões, Os Lusíadas, Canto X, 145)

9 de junho de 2009

BUSTOS - FESTAS LAURENTINAS'09 COM HOMENAGENS


As Festas Laurentinas’09 de Bustos prometem ser grandes.

A vontade e persistência da comissão (ou comissões), a ajuda da população e os apoios institucionais irão contribuir para que o seu êxito. Segundo a voz de um mordomo, as festividades deste ano terão um enfoque especial na valorização da Igreja-edifício e homenagear os aventureiros que almejaram a construção deste monumento arquitectónico, destacando-se entre eles o P.e António Vidal .

Sem entrar em pormenores da falsa partida da tentativa da construção no antigo local da Igreja Velha, a Comissão das Festas de Bustos’09 tem de enfrentar o problema de destacar o nome das pessoas ou entidades que partilharam na concepção e execução da obra.
Tarefa difícil.
Entretanto, há nomes (entre tanntos) que parecem reunir o estatuto de figurar no memorial.

P.e António Henriques Vidal (será figura destacada)
1) Comissão de Honra – (adapt. do Jornal da Bairrada 12.03.1960, mantendo-se os nomes)
Dr. António Vicente
Dr. Manuel dos Santos Pato
Dr. Jorge Nelson Micaelo
Dr. Assis Francisco Rei
Manuel dos Santos Vieira
Manuel Simões Luzio
Pároco da freguesia

2) Comissão Executiva (adapt. do Jornal da Bairrada 12.03.1960)

Manuel dos Santos Vieira, do Sobreiro
Manuel Simões Ferreira Júnior, do Cabeço (era Presidente da Junta de Freguesia)
Manuel António Pereira, do Sobreiro
Pároco da freguesia

*
Em 16.Outubro. 1965, o Jornal da Bairrada, na p.6, a Comissão vem com mais um nome e apresenta-se assim:
P. António Henriques Vidal
Manuel dos Santos Vieira
Manuel Simões Ferreira Júnior
Amaro Simões Ferreira
Manuel António Pereira.
**
Mais nomes deverão ser destacados e muitos estarão esquecidos.
Fica para mais tarde
*

O impacto do edifício-igreja na zona envolvente foi alheado pelos serviços de obras/urbanalização, com o resultado que está à vista desarmada.

Recorda-se que 'o monumento-igreja' foi largamente visitado e apreciado. Entre os visitantes destaca-se [caso raro] a do Núncio Apostólico, em 24.09.1966, que “… ficou encantado com o conjunto arquitectónico da construção”, in JB 01.10.1966. ... E ainda não havia os painéis cerâmicos de Júlio Resende.

Nota:
Os elementos foram recolhidos na local ‘Bustos’ do Jornal da Bairrada [JB], através de BIBRIA-Biblioteca Digital dos Municipios da Ria O P.e Vidal era correspondente do JB.
sérgio micaelo ferreira

BUSTOS [VIA CÂMARA MUNICIPAL] - LAZER AO CENTRO

Máquina mestres cimento inertes pedra e cor faziam puxar pelas interrogativas. Estão a fazer o quê? Afinal que é isto? É da Junta?... Não. Isto é da Câmara. Mas o terreno está encostado à Junta?

NB está e condições de informar que o terreno e obra são da Câmara Municipal.
Aí será instalado equipamento de parque infantil e outro destinado a seniores. O material a aplicar (e já aplicado) obedece às normas de protecção e de segurança. [as regras de utilização, porventura, serão apresentadas pela entidade responsável pelo equipamento].

Neste espaço verde irá surgir um campo de voleibol “de praia”.

E, entre outras surpresas, serão criados vinte(?) lugares do tão carenciado estacionamento.
Outro trabalho a merecer destaque, é o das margens da vala foreira estarem revestidas de pedra calcária.

Um sítio a merecer visita.

6 de junho de 2009

Entrevista com o Presidente da Junta da Freguesia de Bustos» JB 10.10.1959 (Dr. Assis Rei -3)


Na terceira parte da entrevista, o Dr. Assis Francisco Rei aponta as pistas para a promoção urbana do meio rural.
...

[Parte 3/3]
»Entrevista com o Presidente da Junta da Freguesia de Bustos»
JB 10.10.1959 (Dr. Assis Rei - 3)

"Atalhámos esta exposição do sr. dr. Assis Rei para indagar acerca dos melhoramentos que a Junta reivindica agora para Bustos.

O nosso interlocutor alude a várias lacunas que se verificam ainda nas comunicações, preconizando a reparação de algumas estradas. Refere-se, particularmente, àquelas que põem a freguesia em contacto com diversas povoações dos concelhos de Vagos e Cantanhede — a que vai da Póvoa do Montouro pela Vala do [S]ardo e a que faz a ligação Bustos-Tabuaço.

Referindo-se depois à iluminação defende que Bustos seja dotado com luz pública, pois se trata da freguesia do concelho que mais energia consome e apela no sentido de se aumentar o potencial da rede de modo a evitar muitos precalços a que as suas insuficiências vêm dando lugar e que prejudicam gravemente o consumidor, sobretudo aqueles que possuem televisores.

Referindo estes problemas, o nosso entrevistado não se esquece de saudar o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, a cujo critério administrativo presta homenagem, afirmando:

- Sempre encontrei no sr. Manuel dos Santos Pereira o mais compreensivo apoio e sei que ele sente, como nós próprio, os problemas da freguesia. Confio que, um após outro, nos irá ajudando a resolvê-los todos.

- Mais alguns desses problemas, sr. doutor.

- Olhe, a falta dum largo ajardinado, por exemplo. Bustos não dispõe dum recinto desse género e é tempo de se ir pensando no caso. Seria interessante adquirir, para o efeito, alguns terrenos no sítio central, tanto mais que toda a freguesia é um único aglomerado. Quanto a mim, o melhor local seria o que rodeará a nova igreja quando ela vier a construir-se naquele que está previsto. (1) Apesar dos encargos que acarreta é este um assunto a encarar com espírito rasgado.

Outra aspiração da Junta de Freguesia é, como se verá da local inserta neste número e assinada pelo próprio presidente, a aquisição do recinto da feira.

Dispensamo-nos de aditar a essas palavras do sr. dr. Assis Rei qualquer comentário.

Se uma palavra nossa temos que incluir aqui, essa será a palavra de felicitações a Bustos por dispor de uma Junta à altura das responsabilidades duma freguesia onde o ritmo de progresso vai gerando, sem cessar, novas necessidades e problemas novos."


(Fim da entrevista)
_______________
(1) A primeira parcela de terreno para a construção da nova igreja no Corgo fora adquirida em 1957 .


São devidos agradecimentos ao Jornal da Bairrada
e ao serviço público de
BIBRIA - Biblioteca Digital dos Municípios da Ria

5 de junho de 2009

»Entrevista com o Presidente da Junta da Freguesia de Bustos» JB 10.10.1959 (Dr. Assis Rei - 2)

Prossegue a reprodução da segunda parte da entrevista onde a Junta de Freguesia de Bustos de então mostra o que fez.
[Parte 2/3]

»Entrevista com o Presidente da Junta da Freguesia de Bustos»
JB 10.10.1959 (Dr. Assis Rei - 2)


“— E que mais?
— Fez-se uma grande abertura entre Azurveira–Sobreiro com o fim de servir uma vasta zona agrícola privada de acessos. Foi um trabalho dispendioso – é mais de um quilómetro de caminho rasgado através dos campos – que continua a exigir despesas em virtude da grande quantidade de areia e caliça que está a ser aplicada na terraplanagem.

A lista das obras da Junta não termina aqui como julgámos quando o nosso interlocutor fez uma pausa.

— Para dar entrada na estra­da camarária de Bustos-Palhaça — prossegue— fizémos também uma abertura duns cem metros, ramal este que se acha macadamizado. Embora vários particulares nos tenham feito promessa de auxílio, executámos essa obra pelos nossos próprios meios. Temos porém algumas razões para esperar que as promessas aca­barão por ser cumpridas.


Agora, para terminar esta fas­tidiosa lista, pode anotar que a Junta rasgou uns 800 metros de caminho, entre a Póvoa e o Cabeço num percurso que era intransitável no inverno. Agora pode fazer-se por aí toda a espécie de tráfego, inclusivé de camionetas. Ainda com o objectivo de facilitar as comunicações abriu-se entre o Sobreiro e o recinto da feira um bom caminho de acesso."
(continua)


Altino renova os agradecimentos ao Jornal da Bairrada
e ao serviço público
por tornar possível a reposição da entrevista.

4 de junho de 2009

Escola Pública (Armando Humberto - Professor Universitário)

Escola Pública


“os principais problemas da escola pública do estado (…) 
não se resolvem eliminando a concorrência”

Existe hoje um grande consenso sobre a importância do estado manter uma rede pública de escolas que garantam a todos o acesso a educação de qualidade. A questão que se tem vindo a colocar é se as escolas que fazem parte desta rede têm que ser obrigatoriamente do estado, ou não.
Esta é certamente uma questão que merece reflexão, e por motivos que procurarei explicar entendo que não só faz sentido como é importante que haja na rede pública escolas geridas por outras entidades que não o estado. Mas entendo também que as escolas da rede pública não podem ser um negócio, e por isso devem ser propriedade do estado ou de entidades privadas que não visam o lucro. 
Pois o que está em causa é um serviço público, que deve ser prestado a todos com qualidade e de forma indiscriminada. Dito isto, qual é então a razão pela qual faz sentido termos escolas geridas por outras entidades que não o estado na rede pública. Desde logo para garantirmos a diversidade. A rede pública de escolas é um sistema complexo que pode melhorar, estagnar ou até regredir. A existência de escolas com modelos de gestão diferente colocam no sistema uma pressão, uma concorrência, que se for salutar, contribui para a evolução do sistema como um todo. E não se minimize este aspeto. A escola pública do estado evoluiu muito nos últimos anos, não só em condições materiais, mas acima de tudo no seu funcionamento. Mas as escolas com contrato de associação continuam a ter a vantagem de poderem constituir e manter um corpo docente estável. A verdade é que na maioria das escolas públicas do estado a precaridade do seu corpo docente, com constantes mudanças de escola, com constantes incertezas, com viagem diárias de muitas horas, origina um desgaste enorme nos professores. E este é hoje um dos principais problemas da escola pública do estado, que não se resolve eliminando a concorrência.
Mas há a questão demográfica que não podemos ignorar, e que no imediato obriga os políticos a agirem com bom senso e a perceberem o que é que está envolvido em cada caso. Desde logo a perceberem qual é o projeto educativo de cada município, a importância de cada instituição neste projeto educativo, a perceberem qual é a história que está por de trás de cada instituição, qual é o sentir de cada comunidade e também qual o impacto da escola no próprio desenvolvimento de cada concelho. Olhemos para o caso de município de Oliveira do Bairro, hoje constituído por 4 freguesias, que num passado recente eram 6. Temos duas freguesias, Oliveira do Bairro e Oiã, que fruto de melhores acessibilidades, se industrializaram mais, tendo as outras permanecido mais rurais. O IPSB surge em Bustos, na década de 1960, para responder às necessidades da população local e evoluiu ao longo dos anos, essencialmente com investimento público e com o envolvimento da comunidade. É hoje um pólo de atração da zona poente do nosso Concelho, trazendo movimento e ajudando a fixar pessoas. Ao querer retirar-se, na secretaria, o IPSB da rede de escolas públicas, está a destruir-se um projeto de sucesso, com alunos, acarinhado pelas populações, e que prestou um enorme serviço durante décadas às nossas populações. Mas está também a amputar-se um projeto educativo Concelhio alicerçado nas escolas do agrupamento, e no IPSB. Um projeto que até pela distribuição geográfica das escolas, dá coesão ao nosso Concelho. Será que todos os alunos que sairão do IPSB irão para o agrupamento? Muitos irão para Aveiro, Anadia, e Vagos, contribuindo para uma desagregação cada vez maior do nosso Concelho e para um sentimento de um certo abandono que progressivamente se vai instalando na União de Freguesias de Bustos, Troviscal e Mamarrosa, que tem vindo a perder vários serviços de proximidade, e corre o sério risco de perder mais um, a sua Escola. Já não vou aqui falar do facto do IPSB ser um dos maiores empregadores e dinamizadores da freguesia, e de haver o sério risco de se estar também a criar um problema social muito grave. Será que tudo isto foi equacionado? Será que alguém com bom senso e conhecimento da realidade acredita que aquilo que se vai ganhar é mais do que aquilo que se vai destruir?


«Entrevista com o Presidente da Junta da Freguesia de Bustos»,Dr. Assis Rei .JB 10.10.1959 [1]

Houve tempo em que no teatro da res publica, os actores, atingido os prazos de validade, acompanhavam as folhas dos calendários. Caíam na voracidade do esquecimento ...
Para escapar ao desconhecimento, recupero uma entrevista do Jornal da Bairrada ao Presidente da Junta de Freguesia de Bustos, Dr. Assis Francisco Rei, publicada no longínquo dia 10 de Outubro de 1959.
Com a devida vénia do Jornal da Bairrada e da BIBRIA - Biblioteca Digital dos Municípios da Ria,
transcrevo:
[Parte 1/3]
«O Dr. Assis F. Rei fala-nos das realizações da
Junta de Freguesia de Bustos


Desde há cinco anos que a freguesia de Bustos tem à sua frente, integrando a autarquia local, os srs.dr. Assis Francisco Rei, Manuel Simões Aires Junior e Manuel Joaquim dos Santos [Ferrador], nas funções, respectivamente, de presidente, secretário e tesoureiro da Junta de Freguesia. Tivemos ocasião de verificar que se trata de um trio de homens verdadeiramente bons, prestigiosos e queridos dos paroquianos – um trio cujos membros se compreendem entre si e que os bustoenses respeitam e acatam.
Segundo nos revela o sr. dr. Assis Rei jamais se esboçou o menor conflito entre a Junta e o povo, nunca este criou atritos a qualquer iniciativa daquele organismo.
- É que esta gente é civicamente evoluída – acrescenta em jeito de explicação.
Tal explicação é no entanto, e só por si improcedente. Será preciso escudá-la noutra e essa tem de ser procurada no comportamento da própria Junta.
Não fosse ela sensata e oportuna nas suas iniciativas, não fosse activa e ciosa do bem comum, não fosse ela uma Junta preocupada apenas com o progresso da terra, e aí o teríamos a criar dos tais atritos às mãos cheias. Nada de modéstias, caro dr. Assis! A orientação seguida por si e pelos seus colegas também explicam alguma coisa! ...
*
O sr. dr. Assis Francisco Rei é pessoa com tirocínio na tarefa, difícil, de dirigente. Ainda estudante fez parte dos corpos gerentes da Associação Académica. Depois à frente da União Desportiva de Bustos a sua acção foi relevante. A entrevista que vai seguir-se demonstrará que, como presidente da Junta de Freguesia tem cumprido, com aprumo e critério, o papel que lhe coube.
A conversa processa-se à mesa dum café onde não faltam testemunhas e gestos de aprovação a sublinhar as afirmações do entrevistado de quem inquirimos, para começar, quais as receitas e despesas da Junta . E a resposta veio pronta, expressa em algarismos:
Em relação aos últimos quatro anos, o quadro das receitas e despesas da Junta apresenta-se este:
1955 — Receitas: 48.015$95, despesa, 46.338$40; [239,50€; 231,13€]
1956 — Receitas 54.175$00, despesa, 51.300$00; [270,22€; 255,88€]
1957- Receitas 42.576$10, despesa, 41.757$10; [212,37€; 208,29€]
1958 — Receitas 41.235$50, despesa, 40.890$60. [205,68€; 203,96€]

Como fontes de receita mais substanciais o dr. Assis Rei indica mercado, cuja exploração rende anualmente, â volta de 25 contos; e o cemitério.
— Como tem sido aplicada essa receita, sr. doutor?
E o nosso entrevistado conta.
Conta como logo no início do seu mandato enfrentou o problema da ampliação do cemitério onde não havia então uma única sepultura disponível e, como, em dois meses, para aproveitar a comparticipação doEstado, se executou essa obra urgente de remodelação na qual a Junta gastou a avultada soma de 46 000$00.
— Claro que essa obra prejudicou outras?
— Não podia deixar de ser assim visto que absorveu o rendimento líquido de mais de dois anos. Em todo o caso...
— Diga, sr. doutor!

— Temos também conseguido ir fazendo alguma coisa no capítulo caminhos e estradas.
Assim, para citar factos, abriu-se um troço de estrada — a ladeira da Barreira; construiu-se um pontão de madeira sobre a vala do Sardo e outro, em cimento, no Paúl, onde também foi aberto um caminho -- ponte e caminho estes de grande interesse pois beneficiam consideràvelmente as povoações do Paúl e Malhada. Para avaliar o empenho com que a junta encarou este melhoramento basta dizer-lhe que, embora ele interesse também à freguesia dos Covões, toda a despesa ficou a cargo de Bustos, de maneira a evitar delongas na execução duma obra inadiável.
- E que mais?"

(continua)
....

»Entrevista com o Presidente da Junta da Freguesia de Bustos» JB 10.10.1959 (Dr. Assis Rei - 2)

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Entrevista com o Presidente da Junta da Freguesia de Bustos» JB 10.10.1959 (Dr. Assis Rei -3)



3 de junho de 2009

BUSTOS CUP


No próximo dia 10 de Junho (feriado nacional) realiza-se o Bustos Cup, um torneio de futebol (sub 7) organizado pela União Desportiva de Bustos.

Os jogos começam logo pelas 9h30 e envolvem as seguintes equipas: Beira-Mar, Naval 1º de Maio, Associação Académica de Coimbra, Sport Lisboa e Benfica, Futebol Clube do Porto, Sporting Clube de Braga e Grupo Desportivo Eixense.

Ainda que em versão pequena os grandes do futebol português estarão em Bustos no dia de Portugal. A não perder.